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4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha


Sinto muito pelas pessoas, no Líbano, que não poderão apreciar a estreia bem-sucedida e espetacular da Mulher-Maravilha no cinema, por conta de um grupo que está boicotando o longa por uma razão que, particularmente, não considero justificável: Gal Gadot já integrou o exército israelense (algo que é obrigatório lá, homens e mulheres servem ao exército após o período escolar), cujo país está há anos em conflito com o Líbano. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017) é o filme de heroína que a DC, o cinema, o mundo estava precisando. É o melhor filme da DC desde O Homem de Aço (2013) – apesar dos exageros, considero a obra de Zack Snyder um filmaço, tão grandioso quanto o próprio herói. 

Gal Gadot, uma atriz quase desconhecida, fez um papel pequeno na franquia Velozes e Furiosos, calou a boca de muita gente no ano passado – que criticou a escolha dela para o papel da heroína – quando ela, vestida já como Mulher-Maravilha, roubou os holofotes de seus companheiros heróis em Batman Vs Superman. Desde então, as expectativas aumentaram e felizmente elas foram correspondidas. A Diana de Gadot é encantadora, meiga e uma guerreira destemida quando o momento exige.

Mulher-Maravilha possui a narrativa típica de um filme de origem, mas ao contrário de alguns recentes da Marvel – cuja trajetória do protagonista é demais previsível a ponto de incomodar – a história é concebida de uma maneira que apenas queremos desfrutar do momento, da cena que está à nossa frente, sem importarmos com o que pode ou não vir a seguir. 

Seja nos diálogos engraçadinhos com Steve Trevor (Chris Pine, sempre ótimo fazendo tipos cômicos e com pinta de herói/galã) ou nas cenas de ação em plena Primeira Guerra Mundial, é a protagonista que brilha e, como consequência, hipnotiza e nos deixa extasiados.

A sequência em que a princesa das Amazonas vai ao front enfrentar os inimigos pela primeira vez é uma das melhores do cinema 2017, digna de replays. Patty Jenkins, mais acostumada com a direção de episódios de séries dramáticas como The Killing e o poderoso filme Monster – Desejo Assassino (aquele em que Charlize Theron está horrenda) conduziu a aventura com segurança e confiança, seja na forma de abordagem da heroína ou nos aspectos técnicos. 


Jenkins soube construir cenas de ação empolgantes, não do tipo intermináveis e cansativas como as da franquia Piratas do Caribe ou Transformers – embora o clímax tenha destoado um pouco do restante da obra, em razão do costume de Hollywood de megalomanizar nos finales de suas superproduções. A opção por não adotar o estilo "sombrio" de outras produções da DC também foi um dos acertos.

Mulher-Maravilha sustenta-se em dois pontos importantes, e estes são o seu trunfo: narrativa simples e ligação emocional, e quanto a esse último, a Diana/heroína de Gal Gadot é a principal responsável, não há como não se envolver e se comover com a sua causa e luta por um mundo melhor, com pessoas melhores. Vida longa e próspera a essa Maravilha de Mulher nos cinemas. 

2 comentários:

  1. Só tenho lido críticas positivas em relação a esse filme. E é verdade que sua aparição no filme Batman vs Superman, ela roubou a cena do grande duelo em vários momentos.

    abraço

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  2. Estou louca para assistir!!!!!!!
    Adoro a atriz rsrs

    Beijinhosss ;*
    Blog Resenhas da Pâm

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