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14 de julho de 2012

The Newsroom: o jornalismo em pauta





Não fazemos boa televisão, fazemos o noticiário”. Mackenzie MacHale





A cena que abre a nova série da HBO, The Newsroom, foi o suficiente para eu colocar o programa na minha watchist semanal. Criada por Aaron Sorkin (roteirista de A Rede Social), The Newsroom começa com um debate político, no qual o âncora de um telejornal, Will McAvoy (Jeff Daniels, excelente), se esforça através de muito cinismo e piadinhas para manter-se neutro em questões políticas, até uma estudante perguntar a ele porque o Estados Unidos é o melhor país do mundo. O jornalista tenta se esquivar da pergunta, mas logo deixa sua passividade de lado e dispara dados e argumentos que explicam o porquê o EUA NÃO é o melhor país do mundo, deixando todos de boca aberta. 

Emily e Jeff: sinto cheiro de Globo de Ouro vindo...

The Newsroom é de longe, a melhor série estreante do ano, e olha que já estamos na metade do ano e já tivemos muitas estreias, mas infelizmente nenhuma delas correspondeu às expectativas. O seriado se passa na redação de um telejornal, Will é o âncora furioso e arrogante de quem todos têm medo, sua vida e rotina muda quando sua ex, Mackenzie Machale (Emily Mortimer, de Ilha do Medo) torna-se a sua mais nova produtora. A dupla apresenta uma química irretocável, é uma delicia vê-los numa mesma cena. 

O elenco ainda conta com o blogueiro Neal (Dev Patel, finalmente em algo relevante após o hit Quem Quer ser um milionário?), Maggie (Allison Pill, dos ótimos Querida Wendy e Scott Pilgrim Contra o mundo), assistente de Will, mas cujo nome ele ainda desconhece, e o produtor-assistente de Mackenzie Jim Harper (John Gallager Jr.), também responsável pelas cenas cujos diálogos com sua colega Maggie, devem ser os mais rápidos – e por isso, tão surpreendentes - da televisão.

Maggie, a jovem jornalista leal, e  Neal, o blogueiro.

Acompanhar o ritmo frenético dos diálogos nessa série não é uma tarefa fácil, pode ser mentalmente exaustivo, porque os personagens falam até enquanto andam. Lembra da cena de abertura de A Rede Social, aquela cena em que o protagonista tem uma conversa bem longa com sua namorada numa velocidade espantosa? Pois é, esses diálogos acelerados, afiados e inteligentíssimos, são o maior trunfo da série.

O programa é ambientado no ano de 2010, e o derramamento de petróleo no Golfo do México naquele ano (se lembra?) é a notícia que faz toda a redação trabalhar unida e exaustivamente  para dar a informação em primeira mão. O jornalismo pode ter ficado em segundo plano nos primeiros dois episódios – exceto pelos momentos de tensão que rola em alguns momentos nos bastidores do telejornal -  em virtude dos dramas pessoais, como a relação de amor e ódio entre Will e Mackenzie, e a tensão sexual entre Maggie e Jim, mas isso não é defeito algum. O personagens são todos cativantes, cultos (até demais) e apaixonados pelo que fazem,  Maggie,  por exemplo, acredita no jornalismo honesto, sem ferir pessoas, impossível não se identificar com ela.

Elenco rindo à toa. A audiência da estreia da série foi altíssima.

The Newsroom estreou no mês passado e já foi renovada para sua segunda temporada, é engraçada, inteligente, sagaz, e muito bem produzida, e claro, deve abocanhar muitos troféus nas próximas premiações, principalmente Jeff Daniels e Emily Mortimer, ambos em performances competentíssimas. É uma série que pode não mostrar a redação como ela é realmente, mas para o roteirista Aaron Sorkin, isto é apenas uma forma dele descarregar suas ideologias e suas críticas contra a sociedade e a política americana.

Outra série que aborda os bastidores do jornalismo já foi pauta aqui no blog, a britânica The Hour, ambientada nos anos 50 e muito bem aceita entre a crítica especializada. Leia mais aqui!


26 de dezembro de 2010

O MELHOR DO CINEMA EM 2010

O ano praticamente já acabou, mas as famosas listas dos melhoes e piores do ano apenas começaram. Todas as publicações relacionadas ao tema fazem suas listas. É algo comum, e muito prazeroso também. Aqui no blog não é diferente. A seguir, os filmes que conquistaram essa pessoa que vos escreve.

Scott Pilgrim Contra o mundo - Um dos melhores filmes de 2010 foi um fracasso nas bilheterias, mas e daí? Scott Pilgrim é superior a muitos blockbusters que levaram milhões aos cinemas neste ano, como o fraco Alice, do Tim Burton. A adaptação dos quadrinhos de Brian Lee O´malley sobre um garoto que para ficar com sua amada Ramona Flowers precisa enfrentar os seus sete ex namorados malignos , nas mãos do diretor Edgar Wright tornou-se uma aventura deliciosa, frenética, hilária, nostálgica, inovadora e nerd.



A Origem – Inteligente, engenhoso, impressionante e com um elenco invejável liderado por Leonardo Di Caprio. Christopher Nolan nos brindou com uma produção que deixou muita gente de boca aberta, tanto pelos efeitos especiais quanto pelo roteiro intrigante.


KICK-ASS – Quebrando Tudo – Mais uma excelente adaptação dos quadrinhos e que mereceria mais atenção do público. A película violenta, com cenas de ação empolgantes e com um tom politicamente incorreto conta as desventuras de um estudante nerd Dave (Aaron Johnson) que decide se tornar um super-herói, denominado Kick-ass. As cenas com a Hit Girl são as melhores do filme, e ela já é uma das personagens mais marcantes da galeria de Hollywood.



Ilha do Medo - Di Caprio (ele de novo!!) protagoniza esse suspense psicológico de Martin Scorsese, que foi bem recebido pela crítica e pelo público. Perturbador e extraordinário, é um daqueles filmes que merece ser visto mais de uma vez, e assim captar todos os detalhes não percebidos na primeira vez.





Tropa de Elite 2 – Capitão Nascimento voltou e ele agora não está mais no BOPE , mas na Secretaria de Segurança do Rio. Seu alvo: o sistema político brasileiro. O longa surpreendeu por ser superior ao primeiro, apresentou um roteiro mais denso e um amadurecimento dos personagens. Outra surpresa foi o fato do filme passar dos 12 milhões de espectadores, se tornando o filme nacional mais visto da história.



Amor sem escalas – Apesar de ser um filme de 2009, estreou por aqui apenas no começo desse ano. A comédia-drama protagonizada por George Clooney, um homem solitário que viaja o país demitindo pessoas é cativante e muito bem contada. Destaque para Vera Farmiga e Anna Kendrick em atuações inspiradas, como as mulheres que surgem na vida de Ryan (Clooney).




Atração Perigosa – O segundo filme de Ben Affleck como diretor foi um sucesso de público e crítica. Elevou a carreira de Ben que agora é visto como um talentoso e promissor diretor. O filme conta a história de um ladrão de bancos que se apaixona por uma refém, trazendo conseqüências inimagináveis a ele e ao seu grupo de assaltantes. Um romance recheado com boas cenas de ação com um elenco estelar e que prende atenção do começo ao fim.





Antes que o mundo acabe – Longa gaúcho que quase ninguém viu, mas deveria ver. Entre os tantos filmes nacionais bons sobre a temática juvenil que estrearam esse ano, este merece destaque. Daniel (Pedro Tergolina) tem 15 anos e está vivendo um turbilhão de sentimentos dúbios típicos da idade. Inocente e divertido, o filme ainda nos faz sentir saudades de nossa adolescência, quando achávamos que éramos incompreendidos e pensávamos que o mundo todo estava contra nós.




A rede social – David Fincher não faz filmes ruins. No seu último trabalho, em que narra os bastidores da criação do Facebook, ele conseguiu fazer uma obra que é o retrato da nova geração jovem e ainda tem grandes chances de sair com vários Oscars ano que vem. O filme é tenso, divertido, diálogos inteligentes e grandes atuações de Jesse Eisenberg, como o criador da rede social Mark Zuckerberg, e do seu amigo brasileiro interpretado pelo futuro Homem-Aranha , Andrew Garfield.




Enterrado Vivo – O “independente” do ano. Ryan Reynolds em atuação brilhante nesse longa sobre um caminhoneiro que é enterrado vivo. Ele contracena apenas com o isqueiro e o telefone, que também funcionam como as únicas fontes de luz do filme. O diretor espanhol Rodrigo Cortés conseguiu a façanha de contar a história de um homem dentro de uma caixa em 1 hora e meia de filme sem torná-lo tedioso, e realizou uma obra incômoda e surpreendente.



Até 2011, com bons filmes e seriados!!!
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