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26 de dezembro de 2010

O MELHOR DO CINEMA EM 2010

O ano praticamente já acabou, mas as famosas listas dos melhoes e piores do ano apenas começaram. Todas as publicações relacionadas ao tema fazem suas listas. É algo comum, e muito prazeroso também. Aqui no blog não é diferente. A seguir, os filmes que conquistaram essa pessoa que vos escreve.

Scott Pilgrim Contra o mundo - Um dos melhores filmes de 2010 foi um fracasso nas bilheterias, mas e daí? Scott Pilgrim é superior a muitos blockbusters que levaram milhões aos cinemas neste ano, como o fraco Alice, do Tim Burton. A adaptação dos quadrinhos de Brian Lee O´malley sobre um garoto que para ficar com sua amada Ramona Flowers precisa enfrentar os seus sete ex namorados malignos , nas mãos do diretor Edgar Wright tornou-se uma aventura deliciosa, frenética, hilária, nostálgica, inovadora e nerd.



A Origem – Inteligente, engenhoso, impressionante e com um elenco invejável liderado por Leonardo Di Caprio. Christopher Nolan nos brindou com uma produção que deixou muita gente de boca aberta, tanto pelos efeitos especiais quanto pelo roteiro intrigante.


KICK-ASS – Quebrando Tudo – Mais uma excelente adaptação dos quadrinhos e que mereceria mais atenção do público. A película violenta, com cenas de ação empolgantes e com um tom politicamente incorreto conta as desventuras de um estudante nerd Dave (Aaron Johnson) que decide se tornar um super-herói, denominado Kick-ass. As cenas com a Hit Girl são as melhores do filme, e ela já é uma das personagens mais marcantes da galeria de Hollywood.



Ilha do Medo - Di Caprio (ele de novo!!) protagoniza esse suspense psicológico de Martin Scorsese, que foi bem recebido pela crítica e pelo público. Perturbador e extraordinário, é um daqueles filmes que merece ser visto mais de uma vez, e assim captar todos os detalhes não percebidos na primeira vez.





Tropa de Elite 2 – Capitão Nascimento voltou e ele agora não está mais no BOPE , mas na Secretaria de Segurança do Rio. Seu alvo: o sistema político brasileiro. O longa surpreendeu por ser superior ao primeiro, apresentou um roteiro mais denso e um amadurecimento dos personagens. Outra surpresa foi o fato do filme passar dos 12 milhões de espectadores, se tornando o filme nacional mais visto da história.



Amor sem escalas – Apesar de ser um filme de 2009, estreou por aqui apenas no começo desse ano. A comédia-drama protagonizada por George Clooney, um homem solitário que viaja o país demitindo pessoas é cativante e muito bem contada. Destaque para Vera Farmiga e Anna Kendrick em atuações inspiradas, como as mulheres que surgem na vida de Ryan (Clooney).




Atração Perigosa – O segundo filme de Ben Affleck como diretor foi um sucesso de público e crítica. Elevou a carreira de Ben que agora é visto como um talentoso e promissor diretor. O filme conta a história de um ladrão de bancos que se apaixona por uma refém, trazendo conseqüências inimagináveis a ele e ao seu grupo de assaltantes. Um romance recheado com boas cenas de ação com um elenco estelar e que prende atenção do começo ao fim.





Antes que o mundo acabe – Longa gaúcho que quase ninguém viu, mas deveria ver. Entre os tantos filmes nacionais bons sobre a temática juvenil que estrearam esse ano, este merece destaque. Daniel (Pedro Tergolina) tem 15 anos e está vivendo um turbilhão de sentimentos dúbios típicos da idade. Inocente e divertido, o filme ainda nos faz sentir saudades de nossa adolescência, quando achávamos que éramos incompreendidos e pensávamos que o mundo todo estava contra nós.




A rede social – David Fincher não faz filmes ruins. No seu último trabalho, em que narra os bastidores da criação do Facebook, ele conseguiu fazer uma obra que é o retrato da nova geração jovem e ainda tem grandes chances de sair com vários Oscars ano que vem. O filme é tenso, divertido, diálogos inteligentes e grandes atuações de Jesse Eisenberg, como o criador da rede social Mark Zuckerberg, e do seu amigo brasileiro interpretado pelo futuro Homem-Aranha , Andrew Garfield.




Enterrado Vivo – O “independente” do ano. Ryan Reynolds em atuação brilhante nesse longa sobre um caminhoneiro que é enterrado vivo. Ele contracena apenas com o isqueiro e o telefone, que também funcionam como as únicas fontes de luz do filme. O diretor espanhol Rodrigo Cortés conseguiu a façanha de contar a história de um homem dentro de uma caixa em 1 hora e meia de filme sem torná-lo tedioso, e realizou uma obra incômoda e surpreendente.



Até 2011, com bons filmes e seriados!!!

10 de fevereiro de 2010

A briga pelo Oscar 2010 em um ano sem novidades


Curiosamente, este ano os dois filmes com maior número de indicações (nove cada um) são longas que possuem disparidades gigantescas. Um deles é sucesso absoluto, já bateu todos os recordes possíveis, inclusive de filme mais visto nos EUA e o de maior bilheteria da história (por enquanto está na casa dos impressionantes 2,2 bilhões no mundo) ultrapassando o antes inalcançável, Titanic. Ou seja, todos estão vendo Avatar de James Cameron. Já o seu concorrente pelas estatuetas douradas, é um filme que praticamente ninguém viu. Pelo menos ainda. É o drama Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow (que acredite, já foi esposa de Cameron) já lançado em DVD aqui no Brasil e lá fora, faturou míseros 16 milhões nas bilheterias, mas por causa das indicações ao Oscar está ganhando uma segunda chance, voltando às salas de cinema.

Avatar pode até (e merece) levar os prêmios técnicos da premiação, mas não o prêmio de "melhor filme" . E digo que o drama denso de guerra também não é bom o suficiente para levar o maior prêmio da noite. Para quem desconhece esse filme, Guerra ao Terror (The Hurt Locker) acompanha o dia a dia de homens que estão no Iraque desempenhando a perigosa e imprevisível função de desarmar bombas. Cenas tensas permeiam todo o filme, é de roer as unhas. Destaque para a complicada relação entres os três personagens principais que precisam conviver com a personalidade forte do protagonista, o impulsivo William James (Jeremy Renner, indicado ao Oscar de melhor ator, ele arrasa realmente), o especialista em desarmar bombas que adora "bancar o Rambo", deixando seus amigos nervosos e com a maior vontade de socar a cara dele. Sim, é um ótimo filme, mas não é filme de Oscar.

Jeremy Renner, interpretação inspirada.

Confesso que o ano está fraquíssimo em relação aos longas indicados. Não tem nenhum em que eu esteja torcendo fervorosamente e nenhuma produção me fez pensar após sair da sala de cinema: "Meu Deus, que maravilha, esse filme tem que levar todos os prêmios". Isso aconteceu ano passado, com o maravilhoso Quem Quer ser um Milionário?. Mas tenho o meu preferido de 2010: Amor Sem Escalas. Sei que dificilmente esse belo longa protagonizado por George Clooney irá levar alguma coisa, mas esse realmente merece ser premiado como Melhor Filme. 

A história sobre um homem solitário que viaja para todos os lugares demitindo pessoas, agradou os críticos e o público. Tem uma direção segura de Jason Reitman, ótimas interpretações de todo o elenco. É um drama leve e inteligente, e ainda apresenta uma abordagem de temas tão oportunos e atuais que incitam o espectador a refletir sobre suas ações. A produção tem todos os requisitos para levar a maior estatueta da noite do dia 7 de março, mas sinceramente penso que não vamos ouvir aquela famosa frase: E o Oscar vai para...Amor Sem Escalas.

28 de janeiro de 2010

Amor sem Escalas

"Até os homens que construíram impérios e mudaram o mundo passaram por isso". 

Essa é mais ou menos a frase de consolo dita inúmeras vezes por Ryan Bingham com a intenção de "animar" as pessoas que dispensou de seus trabalhos. É isso mesmo, Ryan voa todo os Estados Unidos, de empresa em empresa, demitindo pessoas. E ele faz isso com muita naturalidade e frieza, é quase um robô e com tantos anos de experiência sabe exatamente como agir e o que falar diante das diferentes reações das pessoas, que vai desde a uma resposta calma a uma ideia de suicídio.

Ryan Bingham é interpretado por George Clooney, charmoso como sempre, numa interpretação digna de Oscar no excelente filme de Jason Reitman, Up in The Air. Ok, o título "cometido" pelos responsáveis por traduzir para o português ficou Amor Sem Escalas. Ridículo e inadequado. Eles adoram colocar a palavra "amor" nos títulos, mesmo que o filme seja especificamente sobre o ódio.


Ryan dá dicas de como arrumar uma mala

Como já disse, a história gira em torno de Ryan, que é pago para dispensar pessoas nas empresas que estão em crise. Ele não se importa com o tipo de trabalho que tem, ele acredita ser uma pessoa feliz, ainda que solitário, não tem relação profunda com ninguém, nem com sua própria família. Tem uma casa, mas nunca está nela, vive em aeroportos. Passa mais tempo no ar que na terra. Casar e ter filhos é uma utopia.

O protagonista ainda apresenta palestras motivacionais, no qual praticamente a mensagem que ele passa é: "carregamos coisas demais nas costas, precisamos nos livrar delas, elas só nos atrapalham". Essas "coisas" a que ele se refere, incluem pessoas também. Mas sua vida pode estar prestes a mudar radicalmente quando ele encontra duas mulheres: Nathalie e Alex. Interpretadas respectivamente por Anna Kendrick e Vera Farmiga.

Nathalie é a responsável por implantar um novo sistema no qual a demissão poderá ser feita por computador. Sem precisar gastar com viagens e hospedagens. Ryan não gosta disso. Não porque ele sentirá falta do contato humano, mas porque terá de viver longe do aeroportos, viver permanentemente num só lugar, o que significa que ele terá de criar laços afetivos com alguém. 

Alex é igual ao Ryan, ou seja, tem o mesmo estilo de vida dele. Vive nas nuvens. Eles iniciam um relacionamento, se encontrando de vez em quando e então, ele começa a pensar diferente sobre o seu projeto de vida, ou seja, para o consultor, ela pode ser a chance de ter realmente algo permanente, e quem sabe construir um lar, ter filhos.



Jason Reitman realiza mais um excelente trabalho, Amor sem Escalas é inteligente, imprevisível e tão bom quanto seus longas anteriores, Juno e Obrigado por Fumar.  Tem uma trilha sonora deliciosa, destaque para a linda música Help Yourself de Sad Brad Smith, atuações inspiradas, cenas  memoráveis e ainda traz à luz temas bem atuais para refletir, como a interferência da tecnologia nas relações humanas ou como podemos encarar uma demissão, fato que para muitos podem significar um fim, mas também pode ser um novo começo.
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