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24 de julho de 2012

Estou Aqui (I´m Here)


 Curta de Spize Jonze conta uma bela e surreal história de amor 
entre robôs




Spike Jonze é um dos diretores mais inventivos da atualidade, quem já assistiu Quero Ser John Malkovich, Adaptação e Onde Vivem os Monstros,  ou os vários clipes que ele já realizou para artistas como Fatboy Slim e Bjork, sabem disso. O estilo surreal e singelo do diretor se mescla no curta-metragem Estou Aqui (I´m Here, 2010). A produção é de dois anos atrás, mas é um curta que não tem prazo de validade, pois fala de um tema universal e inesgotável, o amor. 




Estou Aqui conta a história de dois robôs que se apaixonam. Sheldon, vivido por Andrew Garfield, o novo Homem-Aranha, é um robô solitário, trabalha numa biblioteca e sua vida não oferece grandes emoções, até que ele encontra Francesca (Sienna Guillory), a robô descolada e festeira que logo o fascina.

Bom, não é legal de minha parte falar muito sobre o curta, então, reserve meia hora de seu dia para ver esta bela e melancólica história de amor filmada com sensibilidade e esmero por Spike Jonze e não se arrependerá, você vai querer espalhar o vídeo para todos os seus amigos imediatamente. Assista ao curta abaixo:






Spike Jonze tem se dedicado bastante a produção de curtas-metragens ultimamente, no ano passado ele lançou o paranoico e tenso Scenes From Suburbs, feito para a banda Arcade Fire. 

9 de julho de 2012

O Espetacular e simpático Homem-Aranha



O reboot do filme do “amigo da vizinhança” surpreende, diverte, mas eu continuo achando que recontar a história de origem do homem-aranha ainda é desnecessário, um indício de preguicite aguda em Hollywood. Por que não continuar a saga do aracnídeo com novas aventuras, já que faz apenas cinco anos que a trilogia interpretada pelo Tobey Maguire chegou ao fim? Falta de imaginação à parte, o que vale é que este “novo começo” comandada pelo diretor de 500 Dias Com Ela, Marc Webb, apesar de previsível e um roteiro bem redondinho, é bem agradável. O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012) traz um novo fôlego à franquia, e isso se deve em grande parte ao carisma dos atores principais, Andrew Garfield e Emma Stone.

Se você não curtiu a escolha de Garfield (A Rede Social) para o papel de Homem-Aranha na época em que ele foi selecionado, é porque obviamente você é daquelas pessoas  que adoram julgar as coisas antes de vê-las. O jovem ator conseguiu atribuir outra personalidade ao herói, esqueça o jeito bobalhão de Maguire, o ‘novo’ Spider-Man,  ainda um pouco bobo, é bem mais malandro, debochado, destemido, e  tem uma doçura genuína no rosto do rapaz que cria uma empatia imediata com o personagem, e compensa até o roteiro ligado no “piloto automático".



A nova queridinha do cinema, Emma Stone, está radiante como sempre, ela interpreta Gwen Stacy, está loira e bem diferente de sua personagem bitch de A Mentira, e sua relação com o Peter Parker se mostra bem mais aprazível e menos complexa (isso é bom) que a do casal da franquia dirigida por Sam Raimi.

O roteiro foi feliz ao criar novas (e boas) situações para momentos que o público já conhecia, como  a cena em que Parker é mordido pela aranha, ou a cena em que Peter começa a treinar suas habilidades pela primeira vez, nesta segunda versão, o momento de descoberta de poderes tem a linda música Til Kingdom Come do Coldplay ao fundo,  uma sequência bem montada e engraçada, e bem superior à do primeiro longa. 


   
Se Marc Webb acerta na trilha sonora pop/rock/indie, nos diálogos afiados, e na construção do relacionamento entre Stacy e Parker,  o diretor se mostra bem limitado nas cenas de ação, não há nada bem elaborado aqui, porém é compreensível, é um diretor de comédia né gente, mas não se preocupem, as cenas de ação são divertidas e empolgam, principalmente a do metrô, impagável.

O Espetacular Homem-Aranha não é assim, espetacular, nem superior ao filme de Sam Raimi, mas consegue retomar a franquia de forma positiva e promissora, e Andrew Garfield nos apresenta uma performance digna de calar a boca de muita gente que torcia o rosto para ele e para o filme, seu Homem-Aranha se mostra bem mais simpático que o de Tobey Maguire, embora eu ainda goste bastante da versão deste.

11 de março de 2011

Não Me Abandone Jamais





Numa sala de aula de um colégio interno, conduzido com regras rígidas e sanções caso alguém atravesse a cerca, os alunos percebem que não são crianças normais ao ouvirem o desabafo de uma professora, que diz mais ou menos assim: Estão sendo criadas apenas para doarem seus órgãos aos que ficam doentes, e não sobreviverão muito após a terceira ou a quarta doação. Após a declaração da única professora da instituição com o mínimo de humanidade, o silêncio é absoluto. Este é apenas o início do introspectivo Não Me Abandone Jamais (Never Let me Go, 2010), baseado na obra de Kazuo Ishiguro.


O longa de Mark Romanek (Retratos de uma Obsessão) é uma mistura de drama e romance com elementos de ficção científica. A história acompanha a relação entre Kathy, Tommy e Ruth, três amigos que logo desencadearão um triângulo amoroso que atravessará décadas.


A 1° vez dos amigos num restaurante


O trio de atores é o grande trunfo do filme. Todos em atuações inspiradíssimas - e muito magros. Kathy é protagonizada por Carey Mulligan (de Educação), a introspectiva e a única dos três que parece se conformar com o seu destino infeliz – como já disse, quando jovem, doará seus órgãos para aqueles que estão precisando. Keira Knightley (Desejo e Reparação) dá vida a Ruth, arrogante, ciumenta e um pouco escandalosa. Andrew Garfield (visto recentemente em A rede social) interpreta o simpático e sensível Tommy, que ás vezes é cometido por ataques de fúria. Andrew está excelente, quase sempre ofuscando o brilho de suas colegas de cena.


O diretor decidiu por focar mais no triângulo amoroso e não se aprofundar em questões éticas, ou em quem serão os privilegiados com os órgãos ou como e por que os clones foram concebidos. O que se conta é que a expectativa de vida subiu para 100 anos, graças a esses jovens doadores.

Tanto o título original quanto o traduzido para o português, Não Me abandone Jamais, é curioso, pois propositalmente vai contra o inevitável destino dos três amigos, ou seja, ao menos no mundo material, algum dia eles terão que abandonar uns aos outros, para cumprir aquilo que já estava estabelecido antes mesmo de eles nascerem.

Cena de " tá na hora de tirar o lenço do bolso"

O filme estreia este mês nos cinemas, mas é relevante alertar: é preciso se preparar psicológico e espiritualmente antes de ir vê-lo, pois a produção não é um simples romance bobo. Não me abandone Jamais é um ótimo filme, porém, é triste e melancólico. A serena trilha sonora e a fotografia em tons pastéis apenas potencializam essa melancolia numa trama não ausente de clichês, mas que ainda assim é capaz de proporcionar um final impactante, daqueles que você fica paralisado, vendo os créditos subirem e pensando, pensando...
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