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18 de novembro de 2017

Liga da Justiça


Contém leves spoilers 
(nada que já não tenha descoberto por aí...)

O aguardado Liga da Justiça (Justice League, 2017) estreou e sem mais delongas posso afirmar que o resultado final é muito satisfatório, é uma obra enxuta, divertida, cumpre o que promete, segue à risca a cartilha dos filmes de reunião de super-heróis, no entanto, se não ofende os fãs também não atribui nada de novo ao universo DC no cinema, seja na narrativa ou no quesito técnico.

A recepção morna de Batman Vs Superman e o desastre chamado de Esquadrão Suicida certamente contribuíram para que a DC arriscasse menos e optasse em oferecer ao público uma aventura mais convencional, leve e descompromissada ao exemplo de Mulher-Maravilha, um hit estrondoso que caiu nas graças do público e da crítica.


E para essa mudança de tom, Joss Whedon (Firefly, Os Vingadores) foi convocado para substituir Zack Snyder – afastado por problemas pessoais – e fez algumas refilmagens, porém, acho que o trabalho de Whedon foi mesmo o de picotar, retirar os excessos deixados por Snyder, visto que Liga da Justiça é bem redondinho, não há espaço para cenas desnecessárias ou  aprofundamento nos dramas dos personagens, apenas para comentários cômicos – que muitas vezes destoam do contexto, mas a intenção é válida.

12 de outubro de 2017

São tempos difíceis para um cinéfilo!

É desanimador, os trailers estão revelando as surpresas dos filmes e a ida aos cinemas já não é tão agradável assim



São tempos difíceis para um cinéfilo. São tempos difíceis para ir ao cinema. Esta não é uma crítica de um filme, é mais um desabafo de um cinéfilo (eu) incomodado com a atual realidade no que diz respeito ao processo de divulgação de uma obra cinematográfica e ao hábito de ir a um cineplex assistir a um filme.

Ir ao cinema tem se tornado cada vez mais uma odisseia das mais frustrantes, o desrespeito é um dos principais fatores, mas a frustração já te acomete meses antes do filme estrear. Refiro-me à pesadíssima campanha de marketing das distribuidoras, que lançam centenas de trailers e vídeos – e se reclamar, publicam ainda os dez minutos iniciais do filme! Woooow! Maravilha hein!!! –  revelando cenas importantes da história, arruinando quase completamente a nossa experiência no cinema. O poder de “sugerir” caiu em desuso em detrimento do “explícito”.  


Se o clássico Tubarão fosse lançado nos dias atuais e o bicho fosse revelado nos trailers, Steven Spielberg teria uma síncope, morreria na hora. Pois você bem sabe – espero que saiba mesmo – que o maior trunfo do filme é a não aparição do tubarão durante a maior parte da produção, o que não diminui o suspense e o impacto quando ele ataca. Tubarão é a prova de que “não ver” pode ser bem mais apavorante do que escancarar uma ameaça. Infelizmente, o lema de Hollywood hoje em dia é exatamente o contrário: Mais é sempre mais.


Essa discussão tem sido cada vez mais frequente nos sites especializados. Ufa! Achei que só eu estava percebendo esse marketing “arregaçado”. Até David Lynch se posicionou sobre essa questão e eu concordo totalmente com ele. "Hoje em dia, os trailers contam praticamente a história inteira do filme. Eu acho que eles são realmente prejudiciais".

16 de dezembro de 2016

Os melhores filmes de 2016


A Chegada – O sci-fi mais surpreendente do ano. Dirigido por Denis Villeneuve (Os Suspeitos, Sicario), A Chegada tem “cara” de blockbuster, mas foge dos clichês dos “filmes de invasão alienígena” e transborda sensibilidade ao contar a história de humanos que tentam “dialogar” com os seres visitantes. Amy Adams está soberba, para variar.



Invocação do mal 2 –  Esse filme “minou” a máxima que diz que “continuações são sempre inferiores ao primeiro capítulo” e tornou uma exceção dentro de um gênero marcado pela falta de criatividade. Dirigido novamente pelo promissor James Wan, IM2 é muito melhor que o primeiro, e mostra mais uma vez a inventividade do diretor nas cenas de suspense e suas habilidades ao narrar uma história de terror com personagens cativantes e sem clichês.


A bruxa – O ano de 2016 foi muito bom para os filmes de suspense/terror. Filme-sensação em festivais no ano passado, A Bruxa impressiona pela sua atmosfera sombria e melancólica, não é um filme de sustos, mas perturba mesmo assim, chama a atenção pela forma como o sobrenatural é tratado, de forma plausível e assustadora.




Star Trek - Sem fronteiras – Este ano não foi bom (ou rentável) para os blockbusters. As sequências sofríveis de X-Men, Independence Day e Alice não empolgaram tanto assim, mas a terceira parte da franquia Star Trek compensou um ano repleto de “bombas”. Sem Fronteiras é frenético, ousado, dirigido com carinho e saudosismo por Justin Lin, diretor de alguns Velozes e Furiosos, de quem eu não esperava muito. Que bom eu me enganei.


6 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida

Contém spoilers!

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) é uma tragédia anunciada. Vendido como “subversivo”, a nova aposta cinematográfica da DC Comics é convencional demais, tão convencional que chegar a doer. Nunca tive altas expectativas acerca desse filme, e quando foi divulgado que a sua classificação indicativa seria para maiores de 12 anos, senti que algo estava errado com essa adaptação, que não era uma adaptação comum, mas uma repleta de anti-heróis “subversivos”. Resultado: todos esperavam um “Deadpool” e se depararam com um episódio longo de “Power Rangers”. Ou seria "Batman & Robin"?. Bem feito.

Vamos aos problemas, que não são poucos. Os heróis de Esquadrão Suicida não têm nada de “anti”: são sentimentais, choram por crianças, carregam bichinho de pelúcia e se autodenominam “família” – alguém aí lembrou de Velozes e Furiosos?. A personagem de Viola Davis – responsável por recrutar o grupo de criminosos – é mais implacável e temida que todos eles juntos.

1 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil




Depois do imperfeito e exagerado Vingadores: Era de Ultron, o novo filme dos heróis da Marvel, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) estreia com a responsabilidade de manter a qualidade do seu antecessor, Soldado Invernal, e ser melhor que Era de Ultron. Bem, missão cumprida com sucesso. Guerra Civil é sem dúvida um dos melhores do estúdio -  não é o melhor de todos, ainda prefiro Os Vingadores – o mais ousado e, também, o mais sério. E como a comparação com o Batman Vs Superman é inevitável, confesso que mesmo sendo team superman desde sempre,  Guerra Civil é bem mais coeso que o filme da DC, o desenvolvimento equilibrado dos personagens e a narrativa fluida – sem deixar o espectador perdido – são outros fatores que superam o filme de Zack Snyder.


Sem me ater muito à trama, apenas para contextualizar, os eventos de Guerra Civil iniciam após os acontecimentos catastróficos de Era de Ultron. A morte de civis em Sokovia e a batalha em Nova York fazem com que a ONU crie um tratado para supervisionar as ações dos super-heróis. Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) aceita o acordo, mas Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) não aceita ser controlado pelo governo.  Um atentado envolvendo o soldado invernal Bucky, amigo de Rogers, é o estopim para a separação dos vingadores em dois grupos: aqueles a favor do tratado, e os contra o tratado. 

26 de março de 2016

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça






Há quase três anos o Superman ganhou um filme correspondente à sua grandeza,  O Homem de Aço, na época, dividiu a crítica, mas Zack Snyder  sabiamente preocupou-se mais com os fãs, pois sabia exatamente o que nós - fãs -  e o super-herói precisavam: de um recomeço grandioso e espetacular  - em todos os sentidos  - nas telonas, principalmente após o decepcionante Superman – O Retorno. Março de 2016,  é o momento de conferirmos a nova e ousada aposta da Warner e da DC Comics para tentar obter uma parte de um mercado hoje dominado por Vingadores e cia e estabelecer uma franquia duradoura e lucrativa. Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (Batman Vs Superman: Dawn of Justice, 2016)  estreia com essa responsabilidade imensa e com Snyder novamente no comando, ditando o tom sombrio e grandiloquente com o qual já estamos acostumados e vimos em suas melhores obras como Watchmen e Sucker Punch.


Batman Vs Superman: A Origem da Justiça estreou dividindo (de novo) a crítica especializada, mas público e críticos geralmente discordam quanto a produções do gênero – Homem de Ferro 3 é uma bomba, mas muita gente adorou aquilo - então, é importante destacar que Snyder entrega uma obra que vai agradar aos fãs dos super-heróis e desagradar a quem está acostumado com as cores, o bom humor e as tramas-família bobas dos filmes da Marvel. Aliás, um dos grandes acertos dos filmes do Universo DC é adotar o estilo dark da trilogia Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.


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