Páginas

Mostrando postagens com marcador Ben Affleck. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ben Affleck. Mostrar todas as postagens

18 de novembro de 2017

Liga da Justiça


Contém leves spoilers 
(nada que já não tenha descoberto por aí...)

O aguardado Liga da Justiça (Justice League, 2017) estreou e sem mais delongas posso afirmar que o resultado final é muito satisfatório, é uma obra enxuta, divertida, cumpre o que promete, segue à risca a cartilha dos filmes de reunião de super-heróis, no entanto, se não ofende os fãs também não atribui nada de novo ao universo DC no cinema, seja na narrativa ou no quesito técnico.

A recepção morna de Batman Vs Superman e o desastre chamado de Esquadrão Suicida certamente contribuíram para que a DC arriscasse menos e optasse em oferecer ao público uma aventura mais convencional, leve e descompromissada ao exemplo de Mulher-Maravilha, um hit estrondoso que caiu nas graças do público e da crítica.


E para essa mudança de tom, Joss Whedon (Firefly, Os Vingadores) foi convocado para substituir Zack Snyder – afastado por problemas pessoais – e fez algumas refilmagens, porém, acho que o trabalho de Whedon foi mesmo o de picotar, retirar os excessos deixados por Snyder, visto que Liga da Justiça é bem redondinho, não há espaço para cenas desnecessárias ou  aprofundamento nos dramas dos personagens, apenas para comentários cômicos – que muitas vezes destoam do contexto, mas a intenção é válida.

26 de março de 2016

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça






Há quase três anos o Superman ganhou um filme correspondente à sua grandeza,  O Homem de Aço, na época, dividiu a crítica, mas Zack Snyder  sabiamente preocupou-se mais com os fãs, pois sabia exatamente o que nós - fãs -  e o super-herói precisavam: de um recomeço grandioso e espetacular  - em todos os sentidos  - nas telonas, principalmente após o decepcionante Superman – O Retorno. Março de 2016,  é o momento de conferirmos a nova e ousada aposta da Warner e da DC Comics para tentar obter uma parte de um mercado hoje dominado por Vingadores e cia e estabelecer uma franquia duradoura e lucrativa. Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (Batman Vs Superman: Dawn of Justice, 2016)  estreia com essa responsabilidade imensa e com Snyder novamente no comando, ditando o tom sombrio e grandiloquente com o qual já estamos acostumados e vimos em suas melhores obras como Watchmen e Sucker Punch.


Batman Vs Superman: A Origem da Justiça estreou dividindo (de novo) a crítica especializada, mas público e críticos geralmente discordam quanto a produções do gênero – Homem de Ferro 3 é uma bomba, mas muita gente adorou aquilo - então, é importante destacar que Snyder entrega uma obra que vai agradar aos fãs dos super-heróis e desagradar a quem está acostumado com as cores, o bom humor e as tramas-família bobas dos filmes da Marvel. Aliás, um dos grandes acertos dos filmes do Universo DC é adotar o estilo dark da trilogia Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.


2 de outubro de 2014

Garota Exemplar é um suspense desconfortável e irresistível




David Fincher tem uma filmografia invejável, seus trabalhos tecnicamente impecáveis e sempre com uma abordagem lúcida enquanto sentado na cadeira de diretor, o torna um dos cineastas mais cultuados da atualidade. Seu novo filme, Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), não é uma exceção, é um suspense brilhante, desconfortável, irresistível, com Ben Affleck e Rosamund Pike em atuações dignas de reconhecimento.

Garota Exemplar é tipo de filme que aposta na dúvida do espectador todo o tempo - e duas horas e meia de duração não é pouca coisa - nunca temos convicção de nada até a próxima reviravolta, e aqui, há muitas delas, é uma mais explosiva que a anterior.

Assim começa o drama, belo dia Nick Dunne (Affleck) sai pela manhã de casa, meio “desligado”, vai ao bar conversar um pouco com a irmã Margo (Carrie Coon, de The Leftovers). É o dia em que ele e Amy completam cinco anos de uma feliz vida a dois. Nick então volta à sua casa e já não encontra Amy (Pike). Ela sumiu. E a partir daí, começam as dúvidas em respeito ao envolvimento, ou não, do marido Nick.


O roteiro não-linear funciona para nos mostrar de forma gradativa o desgaste da relação do casal ao longo dos anos, desde a noite em que eles se conheceram e se beijaram sobre uma “chuva de açúcar”, até o dia em que Amy desapareceu. Pronto, parei aqui. Quanto menos você souber sobre Garota Exemplar, melhor para você.

Ben Affleck está ótimo, ele não é um mau ator como dizem, apenas tem certos papéis com o qual ele se sai melhor que em outros, e Nick Dunne serve como uma luva para ele, o personagem é meio ingênuo, aéreo, com leves ataques de fúria ás vezes, atitudes que só aumentam as nossas dúvidas sobre se ele está fingindo ou não. Já Rosamund Pike - já tinha me encantado com sua beleza clara e semblante hipnotizante em Jack Reacher, com Tom Cruise - está perfeita no papel de Amy, uma mulher irritantemente “perfeita” e misteriosa.


David Fincher superou as expectativas mais uma vez, realizou uma obra de arte entre os filmes de mistério, intensa, imprevisível e inquietante até o último segundo. As muitas guinadas da história poderiam parecer forçadas e incoerentes nas mãos de qualquer um, mas Fincher sabe muito bem lidar com detalhes e construir personagens complexos.

Garota Exemplar é sem dúvida um dos melhores filmes do ano, um suspense intrigante, uma engenhosa história sobre o mundo das aparências e o papel significativo da mídia em construir vilões e heróis, cenários e “pessoas perfeitas”, para o deleite de uma audiência muito interessada em ver  um "conto de fadas"  para escapar da realidade em sua volta.

NOTA: 10,0


Confira também:



6 de outubro de 2013

Aposta Máxima



Aposta Máxima (Runner, Runner, 2013) é o primeiro filme em que Justin Timberlake atua como protagonista, porém, este não é o melhor trabalho do cantor no cinema do qual participa. Quer ver mesmo um filme realmente bom com o “presidente do pop”? Então assista Alpha Dog, A Rede Social ou Amizade Colorida. Todos são bem mais interessantes e infinitamente mais envolventes que este drama sobre jogos e trapaças.

Richie (Timberlake) é um apostador que perde tudo em um site de apostas. Ao descobrir que foi trapaceado, ele vai à Costa Rica conversar com o chefão, o dono da empresa Ivan Block, interpretado por Ben Affleck.  Não demora muito para Ivan contratar o garoto para trabalhar  com ele, mas a relação entre os dois vai ficando perigosa e Richie vai descobrindo que esse  mundo de luxo e dinheiro vem acompanhado também de muitas intrigas, falsidade e situações desconfortáveis que põem em risco a sua vida e a integridade de seu caráter.

"I bring the sexy back."

Aposta Máxima tem como diretor Brad Furman, de O Poder e a Lei, o cineasta acertou na criação das cenas de tensão, na ambientação da trama, mas infelizmente o roteiro raso e previsível e a falta de profundidade das personagens torna o longa em nada mais do que uma fita descartável.

Gemma pronta para seduzir Justin.

Felizmente nem tudo é ruim. Timberlake e Affleck estão muito bem em seus papéis. Ben, interpretando o seu primeiro vilão, mostra-se bem à vontade, embora eu atualmente prefira ele atuando como diretor. Já Gemma Arterton está linda, é só. Sua personagem é mal desenvolvida e o único objetivo de sua presença na produção é dá uns amassos no mocinho do filme. Talento desperdiçado.

Em se tratando de filmes sobre jogos e apostas ainda  prefiro o divertido Maverick, estrelado por Mel Gibson e Jodie Foster. Com apenas 90 minutos de duração o filme não cansa o espectador, mas esquece-se dele assim que as luzes do cinema se acendem.
                                                                                                                  

NOTA: 5,0

15 de novembro de 2012

Os melhores atores - diretores do cinema atual




Com a estreia de Argo, mais uma magnífica obra de Ben Affleck, como diretor, resolvi fazer algo diferente, ao invés de escrever uma crítica sobre o longa, algo que todos os sites especializados vão fazer, decidi comentar sobre os atores/diretores mais promissores, os melhores em atividade no momento, aqueles caras que não satisfeitos em ser o subordinado de alguém, resolveram tomar as rédeas do negócio e sentaram na cadeira de diretor. Bom, para alguns nomes que citarei a seguir, ficar atrás das câmeras está dando mais certo que a carreira de ator, como por exemplo, o Ben Affleck, geralmente criticado por sua atuação, o cara se transformou, para surpresa de muitos, inclusive a minha, em um dos diretores mais cultuados e elogiados da atualidade. Quem diria...


Ben Affleck – Seu último filme recém estreou nos cinemas, Argo é mais uma prova de que o lugar do ator é mesmo atrás das lentes. Em resumo, a  trama é baseada em um fato verídico, conta a história de seis americanos presos no Irã, por conta de uma crise diplomática. Para fugir do país, eles precisam  se disfarçar de cineastas e  produtores de um filme fictício. O longa já é um forte candidato ao Oscar 2013, e Affleck tem a chance de levar seu primeiro Oscar como diretor. Argo merece mesmo ser reconhecido, é bem dirigido, boas atuações e tenso do início ao fim, além de prestar uma singela e linda homenagem ao cinema de ficção científica. Medo da Verdade e Atração Perigosa são outros grandes filmes que Affleck dirigiu. Apesar da carreira recente, sua função como diretor tem sido bem-sucedida até agora, algo pelo qual ele tem muito para se orgulhar.


George Clooney – Galã, simpático, bem-humorado, produtor, escritor, ótimo ator, Clooney ainda tem grandes habilidades como diretor. Começou com o pouco conhecido Confissões de uma Mente Perigosa, ganhou a crítica com o político Boa Noite e Boa Sorte, filme elogiado e indicado ao Oscar, incluindo Melhor Diretor para o Clooney. A terceira investida na direção foi com a comédia romântica Amor sem Regras, longa mal- sucedido nas bilheterias e que até a crítica torceu o nariz, nem eu vi esse. Em 2011, voltou à direção com Tudo pelo Poder, sobre um tema que ele entende bem: a política. Dividindo a cena com Ryan Gosling, o longa é um dos melhores de sua carreira, na minha opinião. Agora, fico mais ansioso pelo seu trabalho atrás das câmeras do que aqueles na frente delas. Seu próximo trabalho na direção já tem nome: The Monuments Men.


Selton Mello:  É claro que eu não poderia deixar de falar de um dos atores mais simpáticos e talentosos da nossa TV e do cinema. Selton Mello já tinha experimentado a função de diretor em seriados de TV, em A Mulher Invisível, mas foi em 2008 que ele dirigiu seu primeiro filme: Feliz Natal. Um drama intimista bastante elogiado pela crítica, mas quase ninguém viu, ao contrário de seu trabalho seguinte, a comédia melancólica O Palhaço, sucesso de público no país. O Palhaço é o representante do Brasil no Oscar 2013, se o filme ficar entre os cinco filmes estrangeiros finalistas e for indicado ao maior prêmio do cinema, o mundo vai conhecer o que nós, brasileiros, já sabemos, que Selton Mello é um excelente ator, cuja carreira recém iniciada de diretor mostra-se bastante promissora. Boa sorte para ele.



Sean Penn: O ator oscarizado dirigiu seu primeiro longa lá no comecinho dos anos 90, Unidos pelo Sangue, depois fez Acerto Final em 1995. Em 2001 voltou a atuar como diretor em A Promessa, um thriller protagonizado por Jack Nicholson. Mas Sean Penn não está nessa lista por nenhum desses filmes. Ele figura aqui por uma obra-prima que realizou, mais conhecida como Na Natureza Selvagem, drama melancólico e poético baseado na história real de Chris McCandless, jovem que larga tudo - e todos - para viver a liberdade em meio à natureza. Ao som da voz grave de Eddie Vedder, acompanhamos a linda e trágica história do garoto, vivido por Emile Hirsch, numa atuação assustadora. The Comedian e Crazy for the Storm, são dois filmes que Penn está trabalhando como diretor no momento, podem ser ótimas películas, mas dificilmente alcançará a perfeição de Na Natureza Selvagem.


Clint Eastwood: O veterano da lista. Ao lado de Woody Allen, Clint Eastwood é um dos diretores que mais trabalha, ultimamente tem feito um filme por ano e mostra que a idade -  pasmem, ele tem 82 anos -  não é nenhum empecilho à sua criatividade e às atividades que realiza, além de diretor, ele atua e ainda produz seus filmes. Sua carreira de ator teve início nos anos 50, mas ele só foi para trás das câmeras nos anos 70. Seu trabalho na direção de longas somente ganhou evidência com o western Os Imperdoáveis, de 1992,  o qual levou o Oscar de Melhor Diretor. A partir daí, ele realizou inúmeros trabalhos, entre os meus preferidos estão Menina de Ouro, Gran Torino, Invictus e A Conquista da Honra. Clint Eastwood deu um descanso na função de diretor este ano, mas não vai ficar longe das telas. Sua próxima aparição no cinema será em Curvas da Vida, um drama esportivo previsto para estrear este mês, no qual ele atuou como produtor e contracena com Amy Adams e Justin Timberlake. 

28 de agosto de 2011

Os filmes mais injustiçados - Parte 2




E segue a lista dos filmes mais ignorados ou esquecidos do grande público ou pela crítica.  A lista inclui uma comédia polêmica, um drama melancólico, uma ficção sombria e um suspense de primeira. 



Dogma (1999)




Essa comédia de Kevin Smith causou um rebuliço imenso entre os católicos. O filme teve sua exibição proibida na maioria dos cinemas – principalmente nos multiplexes de shoppings. A Igreja Católica proibiu a sua exibição em todo o país - um exagero! Enfim, a polêmica é porque a trama narra a história de dois anjos (interpretado por jovenzinhos Matt Damon e Ben Affleck) que foram expulsos do céu e que para voltar, eles precisam achar uma “brecha” no dogma da igreja! 

A Igreja é forte demais para ser abalada por um simples filme de ficção, por que tanto medo? Nem quero saber, mas o que interessa é que o longa é muito divertido, um pouquinho violento, tem um ótimo elenco, e ainda temos Alanis Morrissette (foto) no papel de.... Jesus! Infelizmente, devido à grande polêmica, Dogma, ao menos no Brasil, nunca foi lançado em DVD.

O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford (2007)





Tem o Brad Pitt com uma interpretação assustadora - talvez a melhor atuação de sua carreira - e melancólica de Jesse James e que já vale o filme inteiro. Mentira, o filme não é só de Pitt, Casey Affleck, que interpreta o assassino Robert Ford, está incrível, ele até foi indicado ao Oscar naquele ano. Mas o Brad foi ignorado pela Academia, assim como o filme e o diretor Andrew Dominik.

O Assassinato passou despercebido pelos cinemas, o que é uma pena, talvez por ser mais centrado na relação entre James e Robert, ser mais melancólico e psicológico e ter menos ação - sim , esse é um ponto positivo. Porém, é um belíssimo filme, Pitt consegue dizer algo com apenas um olhar, é espantoso, ademais, a obra tem uma linda fotografia que casa bem com as paisagens bucólicas.


Cidade das Sombras (Dark City, 1998)


Filme sombrio considerado – hoje em dia - uma mistura de Matrix e O Show de Truman. Cidade das Sombras foi lançado antes de Matrix, logo não pensem que é uma cópia, talvez seja o contrário, quem sabe as Wachowski tenham emprestado algumas ideias dessa engenhosa ficção estrelada por Jennifer Connelly e Rufus Sewell. 

Cidade das Sombras é dirigida por Alex Proyas, na época em que fazia bons filmes, como o ótimo O Corvo. Numa cidade onde é sempre noite, Murdoch (Sewell) é perseguido por seres tenebrosos e que sempre à meia-noite faz a cidade parar e as pessoas dormirem para roubar as suas lembranças, mas Murdoch é o único que fica acordado, enquanto a cidade dorme e seres carecas alteram toda a sua estrutura. Excelente filme, a estética inovadora e surreal é seu maior trunfo, mas também pode ser o motivo pelo fracasso do filme nas bilheterias lá fora e sua consequente queda no "abismo do esquecimento" do público brasileiro.



A Espinha do diabo (El Espinazo del diablo, 2001)




A primeira obra-prima de Guillermo del Toro, antes da sua segunda, O Labirinto do Fauno. E esse também é protagonizado por uma criança. Sim, Del Toro gosta de colocar doces crianças em situações assombrosas. A Espanha está passando por um período turbulento, é época de Guerra Civil, e Carlos, um menino de 12 anos, é deixado num orfanato situado no meio do deserto. 

Lá, o garoto começa a ver gente morta, quer dizer, ele começa a ser perseguido por um fantasma de um outro menino, com sangue pairando sobre sua cabeça. Bom, a trama pode parecer nada original, mas a história trilha caminhos dramáticos e violentos, envolvendo os personagens adultos. No fim, o fantasminha será a coisa menos assustadora do filme. A Espinha do Diabo é o tipo de filme que mereceria igual notoriedade de O Labirinto, mas quase ninguém o conhece, é uma obra surpreendente, que assombra e emociona o espectador ao mesmo tempo.

Confira a PARTE 1 dessa lista.

14 de novembro de 2010

Ben Affleck - A reviravolta de um ator

Ben Affleck mostra suas armas e se consagra como diretor 
com o thriller Atração Perigosa

A crítica especializada adora “malhar” a atuação do Ben Affleck seja lá qual for o filme. Parece até um complô coletivo da imprensa. Tudo bem, ele pode parecer inexpressivo em alguns filmes, mas ele é um bom e eficiente ator, e ainda tem carisma. Mas felizmente, Ben é mais talentoso em outras funções. Se ele deixa a desejar na frente das câmeras, é atrás delas que tem maior êxito, sendo roteirista e diretor.
Em 2007, o garoto que há mais dez anos ganhou o Oscar de Melhor Roteiro com o seu amigo Matt Damon por Gênio Indomável, lançou o seu primeiro filme como diretor: Medo da Verdade. O longa foi elogiado pela crítica – é verdade, o filme é surpreendente - e deu ao ator a chance e a confiança de se aventurar novamente na direção.

Este ano Affleck lançou seu segundo filme, Atração Perigosa (The Town, 2010), e o sucesso de público e – de novo - da crítica mundial atribuiu muito mais que notoriedade e uma mudança na visão da imprensa, que até agora, enxergavam Affleck apenas como um ator mediano e ex-marido de Jennifer Lopez. Ben é visto agora como um ator que deu uma virada na carreira, um diretor competente e que ainda tem muito a revelar. 
Ambientado na cidade de Boston - lugar perfeito para a história, Atração Perigosa (que tradução hein....) é um drama policial envolvente, cenas de ação empolgantes, um elenco de primeira e interpretações marcantes. Affleck interpreta MacRay que se envolve com Claire (Rebecca Hall, encantadora), a gerente de banco que ele fez de refém no dia do roubo. MacRay e seus amigos – assaltantes - descobrem que ela mora na vizinhança e que a qualquer momento ela pode reconhecê-los. Assim, MacRay aceita vigiar a garota para checar se ela ajudará a Polícia. Logo, o assaltante se envolve com a ex-refém tornando a história interessante, instigante e sedutora.

Elenco bonito na estreia do filme.

Jon Hamm (o Don Draper da cultuada série Mad Men) interpreta o chefe da polícia que caça a gangue de assaltantes, a Gossip Girl Serena, Blake Lively (mostrando que além de linda, tem talento) é a antiga namorada de MacRay,e finalizando o super elenco, Jeremy Renner (Guerra ao Terror) interpreta o amigo explosivo e também participante do grupo de assaltantes.

Gossip Girl encontra um Mad Man!

Sabe aquele ditado que diz, "ninguém é bom em tudo"? Talvez isso se aplique ao Ben Affleck, ele é bom ator, mas é ótimo diretor. Ou talvez seja só a mídia criticando alguém, afinal, ela precisa criticar alguém, e infelizmente o escolhido foi o Ben, mas ele mostrou um “algo a mais” que muitos não contavam: talento na direção. Enfim, longa vida à carreira de Affleck como ator, roteirista e principalmente como diretor. Esse garoto vai longe....

16 de janeiro de 2010

Intrigas de Estado

O thriller mostra a antiga e a nova forma de fazer jornalismo 


No thriller Intrigas de Estado (State of Play, 2009), o eterno gladiador Russel Crowe interpreta o jornalista Cal MacAffrey - gordo e com os cabelos tão desordenado quanto a sua mesa de trabalho. Ele investiga o assassinato de uma mulher, amante do seu amigo, o deputado Collins, vivido por Ben Affleck. Claro que a situação se complica ainda mais quando o jornalista descobre que está diante de uma grande conspiração envolvendo uma grande empresa, políticos e outros assassinatos. Para quem curte uma investigação na tela, um bom suspense, reviravoltas em torno dos personagens, bem ao estilo de Todos os Homens do Presidente, este filme cumpre bem com tudo isso e ainda tem mais. Intrigas de Estado discute um tema atual. O longa tem como pano de fundo a questão sobre as novas ferramentas usadas no ramo jornalístico, ou seja, o declínio do jornal impresso e a ascensão de novas mídias como o blog.

Della Frye (Rachel McAdams, aquela que está na telona agora em Sherlock Holmes e do bacana Diário de uma Paixão) trabalha no mesmo jornal que Cal MacAffrey, mas ela é inexperiente, jovem e blogueira. Geralmente suas matérias publicadas no seu blog são carregadas de sensacionalismo. Mas sua editora Cameron Lynne vivida por Helen Mirren, fala bem dela: "ela é esfomeada, barata, e produz matéria a cada hora".

Já o (velho) jornalista (especialista em matérias especiais, geralmente longas) que está trabalhando há quinze anos no jornal, ela o classifica como um profissional "super-alimentado, caro demais e muito demorado". Percebe-se então, essa disputa entre estes dois jornalistas que usam ferramentas diferentes e com maneiras tão distintas de trabalhar, durante todo o filme. Claro que eles terminam por ajudar um ao outro, mas a discussão foi lançada e é conveniente nos perguntarmos: vale mais uma matéria num blog, que rapidamente é esquecida, ou uma matéria com mais detalhes e profundidade num jornal impresso?

"Querida, isso é matéria pra jornal."


Leia agora, algumas pérolas disparadas pela editora-chefe, frases que faço questão de exibi-las aqui, pois mostram situações que, com certeza, devem acontecer nas redações de qualquer jornal de qualquer lugar do mundo.

A editora-chefe diz para o jornalista Cal:

"Engraçado, toda vez que seu amigo (deputado Collins) entra em campanha, você canta o nome dele até fazermos a cobertura, e quando ele faz alguma coisa (ela fala de um escândalo nada favorável ao deputado), que realmente chegue a vender alguns exemplares, você fica mudo. Isto é incompatível."


Ou seja, a partir daí, é possível denotar que a imprensa adora uma notícia ruim, ou melhor, os leitores. Eles adoram ver desgraça na capa do jornal. Noticia boa, não vende. É fato.

Outra frase memorável:

"Nossos patrões estão com uma ideia absurda. Querem que a gente dê lucro". (referindo-se à mídia impressa)


Isto nem necessita de comentários, todos sabem que a venda de jornais está caindo progressivamente, a cada ano. E com a correria do mundo atual, ler notícias na internet é mais rápido, cômodo e não suja as mãos haha (ok, este último fator é pra gente fresca, mas acredite, tem gente que usa esse argumento). Mas ainda acho que o veículo impresso, não desaparecerá tão rápido assim, acredito que ainda vai sobreviver por algum tempo, sua credibilidade continua inabalável. 

Enfim, Intrigas de Estado é um ótimo filme, funciona como entretenimento, mas também faz uma análise sobre os meios de comunicação nos dias de hoje, sua rotina, os novos meios e seu funcionamento. Isso o faz obrigatório para estudantes e profissionais dessa área. Não tenho dúvida que ele logo será exibido nas salas de aulas para os estudantes de comunicação de todo o mundo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...