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23 de outubro de 2017

Coherence – um filme que vai explodir sua mente


Coherence, um suspense sci-fi independente lançado em 2013, é um desses filmes que talvez você não conheça, é também uma dessas obras perturbadoras da mesma categoria de Donnie Darko, O Predestinado e Amnésia, por exemplo. Se você já viu um deles, já sabe do que estou falando. Aliás, essa produção se encaixa bem no meu post Os melhores filmes-cabeça de todos os tempos.

Dirigido pelo roteirista da animação Rango, James Ward Byrkit, Coherence – seu primeiro trabalho como diretor – é uma obra que desafia a nossa mente, no melhor estilo “blow your mind”, sendo assim, é categórico que você saiba o mínimo possível sobre a trama de Coherence. O que você pode saber é apenas isso: oito amigos se reúnem para um jantar na casa de um deles na noite em que um cometa está passando pela órbita da Terra. A noite vira um caos quando coisas estranhas começam a acontecer. Isso é tudo!

13 de setembro de 2015

Nocaute – Jake Gyllenhaal é a única estrela do filme de boxe




O auge, a queda e a redenção do boxeador Billy Hope sustentam a trama de Nocaute (Southpaw, 2015), novo filme do diretor de Dia de Treinamento, Antoine Fuqua, no qual é Jake Gyllenhaal o merecedor dos aplausos e de futuras indicações nas premiações dos próximos meses. Apesar de previsível, o longa tem “calibre” suficiente para figurar ao lado de outros ótimos filmes de boxe como A Luta Pela Esperança com Russell Crowe, O Vencedor com Christian Bale e Guerreiro com Tom Hardy.


A história inicia já com uma sequência nervosa dentro do ringue. Aliás, os primeiros 45 minutos de Nocaute jogam o público numa montanha-russa de emoções das mais variadas. No auge da fama e da popularidade, Billy Hope é acometido por uma série de acontecimentos avassaladores que mudam radicalmente a sua vida, tirando-o do pugilismo por um tempo.


Obviamente, como manda a cartilha de um bom filme de boxe, o retorno do homem ao ringue acontece, com uma luta acirradíssima e emocionante,  mas a força de Nocaute não está no roteiro - pode estar até nos versos agressivos das músicas do Eminem - mas é o protagonista e o seu intérprete quem dá um show.

Jake Gyllenhaal, transformado fisicamente, acrescenta mais um personagem marcante à sua trajetória sólida, com pouquíssimos trabalhos “irregulares” e repleto de bons projetos e personagens icônicos. Ultimamente Gyllenhaal mostrou a sua predisposição a papéis desafiadores em filmes notáveis como O Homem Duplicado e O Abutre. 


O rapaz, que eu sabia que era talentoso e teria uma carreira promissora desde o juvenil O Céu de Outubro, de 1999 - bem antes de Donnie Darko - entrega-se de corpo, alma e músculos ao difícil papel do boxeador Billy Hope, que tem tendências autodestrutivas, mas também muita vontade de recomeçar e de lutar contra seus próprios demônios. Seja nas cenas mais “explosivas”, dentro e fora do ringue, ou nas mais introspectivas e emocionais, Jake Gyllenhaal encontra o tom certo, sem excessos.


Nocaute é um filme agressivo, intenso, centrado unicamente no personagem de Billy Hope, sem deixar muito espaço para o elenco secundário, exceto para a novata Oona Laurence,  que dá vida à filha de Hope e é responsável por momentos comoventes que “derrubam” até os mais “machões”.




NOTA: 8,0

24 de junho de 2014

O Homem Duplicado





A menos de um ano do lançamento de seu filme anterior, Os Suspeitos, um novo trabalho do elogiado diretor Denis Villeneuve chega às telonas. O cineasta se junta novamente com Jake Gyllenhaal em O Homem Duplicado (Enemy, 2014), suspense psicológico e enigmático baseado na obra do autor português José Saramago. O resultado, quero deixar você avisado, é bizarro e soturno.

A primeira cena já nota-se que O Homem Duplicado vai trabalhar muito com o surrealismo e metáforas, isso significa que, o filme não é de gosto fácil. Gyllenhaal interpreta Adam, professor de história, um homem preso em uma rotina monótona e repetitiva que envolve trabalho, correção de provas e sexo com a namorada. Adam tem sua vida transformada quando descobre em um filme, um homem fisicamente idêntico a ele. Transtornado com a descoberta, ele sai em busca do seu “outro eu”, um ator cujo nome é Anthony.

 Me, myself and I.

Conforme Adam e Anthony vão se conhecendo, uma relação perigosa entre eles vai se desenvolvendo, e a partir daí se vislumbra nitidamente uma trama mais ambígua e complicada. Villeneuve teceu uma teia de aranha - aliás, a aranha é presença constante na história e dá o toque surreal ao enredo - no qual o espectador, e não os personagens, é quem terá dificuldade de sair dela. O cineasta realizou uma obra que permite que a imaginação do espectador voe alto para entender o que realmente está acontecendo, não espere por respostas, a sua interpretação individual sobre a história do homem duplicado é o que deve bastar. 

Preste atenção nos detalhes, na reação dos personagens femininos e principalmente nos diálogos, especificamente na cena em que Anthony conversa com a sua mãe. Daí, quem sabe você tenha a resposta para algumas questões como “Eles são irmãos ou são as mesmas pessoas? É um sonho ou realidade alternativa? E se for um sonho, quem está sonhando, Adam ou Anthony?”.


Em 90 minutos bem trabalhados, O Homem Duplicado é bem menos sobre a tal “coincidência” e mais pela derrocada moral do homem em situações perturbadoras. A trilha sonora caótica e o visual incômodo potencializam ainda mais a estranheza que sentimos durante toda a narrativa. Gyllenhaal merece duas vezes o nosso respeito pela atuação dupla, mesmo com pouquíssima diferença física entre Adam e Anthony, Jake encarna com eficiência seus papéis utilizando-se de gestos sutis e pontuais para realçar as particularidades de cada um. 

Assim como Donnie Darko, O Homem Duplicado atrai mais por não ser autoexplicativo e por permitir várias interpretações. Saramago não é um escritor de fácil leitura, então, saiba de antemão que esta adaptação também pode ser indigesta, para quem não está habituado a usar o cérebro obviamente.

NOTA: 7,5

7 de fevereiro de 2012

Eu, o cinema, a Xuxa e algumas curiosidades!



Aproveitando que hoje, 7 de fevereiro, é meu aniversário, resolvi  fazer um post  especial diferente e um pouco pessoal, para que vocês, leitores, me conheçam um pouco mais, principalmente em relação à influência que o cinema teve e tem na minha vida. Fiquem à vontade para comentar, xingar, me parabenizar/elogiar, reclamar –  só não pode falar mal da Xuxa!


7 filmes que marcaram minha vida

Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1989) – Minha primeira ida ao cinema – que emoção – foi para ver esSa produção nacional protagonizada por Xuxa e Sérgio Malandro. É verdade e não nego. A loira estava no auge, e como cresci vendo o Xou da Xuxa, não tinha como não vê-lo (sendo criança, não tinha muita opção né não?). É um ótimo filme, se comparado com as últimas produções da Xuxa (tipo aquela com duendes), em que pseudocantores e dançarinas são recrutados apenas para disfarçar a história batida e a falta de originalidade.


Conta Comigo (Stand By Me) – Este é um clássico da Sessão da Tarde. Aqui está o primeiro filme que me fez chorar, além de refletir sobre a vida e as amizades, tudo isso ao som de Stand By Me, que toca nos créditos finais.




Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) – Minha obsessão/interesse por extraterrestres e por esse mundo da ficção científica começou por causa dessa obra-prima de Steven Spielberg. Até sonhei que eu tinha sido abduzido. Na verdade, não tenho certeza de que foi um sonho rsrs, esquece...



Homens de Preto (1997) – Com essa aventura estrelada por Will Smith desperta definitivamente a minha paixão pela sétima arte. A mesma pessoa (minha tia Luciana, também cinéfila) que me levou para ver o filme da Xuxa também foi a responsável pelas  duas horas de diversão, garantida por essa comédia sci-fi. Desde Super Xuxa Contra o Baixo Astral eu só tinha ido ao cinema uma ou duas vezes, um período de 8 anos, acredito, de abstinência cinematográfica. E foi assim que nasceu o meu hábito de ir ao cinema regularmente, depois ou antes de passar no McDonald´s!


Ben-Hur (1959) – O primeiro épico grandioso que assisti. Apesar de ter sido feito nos anos 50, o filme não aparenta ter a idade que tem, continua surpreendente, um espetáculo. Confesso, não foi fácil ver essa produção, que tem quase  4 horas de duração. 





A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – Tim Burton é demais. E somente me dei conta disso quando me surpreendi com a direção de arte dessa obra, desde então, o visual sombrio de seus filmes – e de outros que não são seus – me fascina. A partir daqui, eu comecei a prestar mais atenção na direção de arte e na fotografia dos longas, além de admirar mais ainda o jeito bizarro e “gótico” de Burton. 




Donnie Darko (2001) – Um cult, um clássico atemporal. A complexidade da trama desse filme independente me fez buscar e apreciar filmes mais cerebrais e desafiadores, com o intuito de exercitar mais a massa cinzenta. Donnie Darko é, desde então, o filme que mais vi na vida, e nunca me canso.




7 filmes favoritos (escolher apenas sete foi uma tarefa árdua)


Na Natureza Selvagem 
Matrix
Donnie Darko
Psicose (1960)
Contatos Imediatos de Terceiro Grau
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O Labirinto do Fauno


7 filmes medonhos que nem deveriam existir


Esquadrão Suicida
Vanilla Sky
Encontro Marcado
Lua Nova – Saga Crepúsculo
Filme com Adam Sandler (com exceção de O Paizão e Afinados no Amor)
Bad Boys 2
Batman & Robin


7 trilhas sonoras mais ouvidas


Across The Universe
Billy Elliot
Moulin Rouge
Corra Lola Corra
Quem Quer ser um Milionário?
Na Natureza Selvagem
Smallville

  
7 filmes que me fizeram chorar (litros)


O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei
À Espera de um Milagre
Conta Comigo
50% (50/50)
Na Natureza Selvagem
Billy Elliot
Dançando no Escuro

7 filmes que acabaram com minha sanidade


Anticristo
mãe!
Donnie Darko
O Operário
A Origem
O Predestinado
A Pele que Habito

7 comédias românticas (ou romances) favoritas, apesar de não curtir muito o gênero


Amor a Toda Prova
Enquanto Você Dormia
Diário de uma Paixão
Simplesmente Amor
500 Dias Com Ela
Nunca Fui Beijada
Como eu era antes de você


7 seriados maravilhosos e de muita influência na minha vida


Smallville
Arquivo X
Nip/Tuck
Lost
Taken
Doctor Who
The O.C.

Post atualizado em: 01/2018.

11 de outubro de 2011

Jake Gyllenhaal - O cara que veio do drama


Antes de tornar-se astro de primeira linha em Hollywood, protagonizar megaproduções como O Dia Depois de Amanhã e se consagrar com O Segredo de Brokeback Mountain, Jake Gyllenhaal já chamava a (minha) atenção por sua atuação hipnotizante e seus personagens incomuns em pequenos filmes dramáticos e independentes.

Algum tempo atrás, coincidentemente num mesmo período, assisti a quatro filmes protagonizados por ele: O Céu de Outubro, Vida que Segue, Por um Sentido na Vida e o cult Donnie Darko. Após ver este último, tornei-me fã número 1 do rapaz. Primeiro por seu talento irrefutável, segundo porque era um ator que decorria do “drama”, ao contrário de outros astros que estavam surgindo na época,  fazendo sucesso com comédias-pastelão e descartáveis.

A intenção neste post é mostrar os trabalhos menos conhecidos de Jake Gyllenhaal,  aqueles menos comerciais e os dramas que provam o seu talento e sua versatilidade como ator e que facilitaram o seu ingresso no grupo de estrelas de primeiro escalão do cinema no qual figura nos dias atuais.


O Céu de Outubro (October Sky, 1999)Seu primeiro papel como protagonista e o menino já estava ao lado de um diretor respeitável, Joe Johnston, o cara responsável por Jumanji, Jurassic Park 3 e o mais recente Capitão América: O primeiro Vingador. O filme conta a história de Homer, um garoto que tem um sonho incomum: construir um foguete. Indo em direção contrária aos anseios dos amigos da escola - que só querem jogar futebol - e de seu pai, Homer segue com o seu sonho, enfrentando todas as adversidades e as explosões dos foguetes–testes. É uma delícia de filme a la “Sessão da Tarde”, uma típica história de superação, bem dirigida e baseada em fatos verídicos. Confira aqui o trailer.


Donnie Darko (2001) Um dos filmes cult mais idolatrados da sétima arte. Um dos meus preferidos. Aquele que é obrigatório ter na sua estante. Com uma trilha anos 80, o thriller/suspense conta o drama do adolescente Donnie, um garoto “problemático” que começa a ter visões de um coelho macabro, que lhe diz que o mundo vai acabar em 30 dias. Mas antes disso, uma turbina de avião cai no seu quarto. Pois é, só vendo mesmo. Donnie Darko é o tipo de filme que precisa ser visto várias vezes, pois permite várias interpretações. A obra-prima é do Richard Kelly, diretor que tentou – com A Caixa (The Box) - fazer algo tão perturbador quanto esse, mas infelizmente não conseguiu e dificilmente o fará. Veja o trailer!



Vida que Segue (Moonlight Mile, 2002)O papel de "garoto depressivo" em Donnie Darko certamente o ajudou a ser escalado para esse drama - na verdade, JG se sai muitíssimo bem nesse tipo de personagem. Aqui ele atua ao lado de Dustin Hoffman e Susan Sarandon. Jake é Joe, ele tem que aprender novamente a conviver com os sogros após a morte da noiva. Com a amargura e o luto dos três, a relação fica instável e isso piora quando surge uma nova mulher na sua vida, pois Joe tem medo de magoar os pais de sua falecida amada. Dirigido por Brad Silberling (Cidade dos Anjos), a fita conta com grandes atuações, apesar de um roteiro um pouco previsível. Vale a pena conferir, pelo elenco e pela performance de Gyllenhaal, que comprova o quanto é bom com personagens dramáticos. Confira o trailer.



Por um Sentido na Vida (The Good Girl, 2002)Esse foi o filme que Jennifer Aniston fez para mostrar a todos - inclusive a si mesma - que ela também é capaz de interpretar papéis dramáticos. A crítica elogiou incansavelmente a sua performance, ofuscando completamente o seu parceiro de cena, Jake Gyllenhaal. O longa independente é sobre Justine (Aniston), uma mulher frustrada com o casamento, o trabalho, a vida. Sua rotina triste começa a ser alterada quando ela conhece Holden (Jake), um cara excêntrico e um pouco desequilibrado. O filme é lento e melancólico, mas tem um original roteiro, e claro, boas atuações da dupla principal, principalmente Aniston, em uma personagem completamente diferente da Rachel de Friends. Espia aqui o trailer.

Bom, a fase pós-Donnie Darko de Jake todos conhecem, daí veio o cowboy gay, o soldado que vai à "guerra", O Príncipe da Pérsia, entre outros.

29 de julho de 2010

Os melhores filmes-cabeça de todos os tempos




"Han?", "O quê?". Essas expressões geralmente seguidas de um "Não entendi!" são bem comuns de ouvir quando assistimos a um filme complexo, cujo roteiro não faz a mínima questão para que você o compreenda de imediato.


Refiro-me às produções "cerebrais", às quais o espectador geralmente reage de duas maneiras: fica frustrado, morrendo de raiva porque não entendeu o filme, pois estava esperando algo mais "simples"; ou o espectador sai do cinema tão extasiado pela experiência única proporcionada pela película – porque foi forçado a trabalhar a massa cinzenta – que ele vai querer ver o filme novamente, pois embora ele tenha entendido o enredo, assistir a uma segunda vez fará com que note coisas que na primeira vez, não estavam tão visíveis. 

Então, confira os melhores filmes-cabeça, até agora.



O Predestinado (Predestination, 2014) – Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Essa questão paradoxal se encaixa bem na trama dessa ficção científica engenhosa e que vai "explodir" a sua cabeça. Ethan Hawke vive um agente que viaja no tempo para evitar desastres e  tentar capturar um terrorista. É isso. Quanto menos você souber, melhor. É um filme tão inteligente e tão desafiador à nossa mente que é impossível vê-lo apenas uma vez. 



A Origem (Inception, 2010) - Esta obra de Christopher Nolan fez todo mundo ficar um pouco mais atento aos seus sonhos. A Origem é um perfeito e bem-sucedido exemplo de entretenimento com cérebro. Com um elenco estelar, a história é daquela que você está proibido de piscar os olhos, ou vai complicar pro seu lado. Nolan também é o cara do outro filme-cabeça que vem a seguir.



Amnésia (Memento, 2000) - Homem procura o assassino de sua mulher, mas tem um pequeno problema: ele sofre de amnésia recente. E para não esquecer de certos fatos, ele tatua o seu corpo com informações que podem lhe ajudar a resolver o caso. A história é simples, mas a não linearidade, ou seja, a narrativa contada de trás para frente, dá nó na cabeça. É literalmente um quebra-cabeça. 


Following (1998) - Este é o primeiro quebra-cabeça de Christopher Nolan, uma espécie de "rascunho" daquele que viria a se tornar o seu primeiro sucesso, o filme Amnésia. Following é um delicioso quebra-cabeça cujas peças são jogadas na cara do espectador aleatoriamente. E elas somente se encaixam no último minuto da fita.




Donnie Darko (2001) - Um cult dirigido por Richard Kelly e que revelou o astro Jake Gyllenhaal. Jake interpreta Donnie, um adolescente problemático que tem seu quarto destruído por uma turbina de avião - sim, é isso mesmo. Depois desse episódio, ele começa a ser perseguido por um coelho feio - e nada legal - que o incita a cometer pequenos crimes, para piorar, o coelho fala que o mundo vai acabar em 30 dias. Trilha sonora dos anos 80, viagem no tempo, fim do mundo e realidade alternativa se mesclam e o resultado é perturbador e emocionante. O ponto forte de DD é permitir ao espectador múltiplas interpretações. 


Matrix (1999) - O filme que redefiniu o modo de fazer cinema é uma grande fita de entretenimento, cenas de lutas inesquecíveis - as coreografias de luta se tornaram mais copiada que as da Lady Gaga - e de visual arrebatador. Mas o que é a Matrix? Aposto que até hoje existem pessoas que não sabem responder a essa pergunta. Bom, nem eu sei, mas o Morpheus responde: "Matrix é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade". Entendeu? Questionamentos sobre o que é real e o que é imaginário, discussões filosóficas, elementos religiosos e científicos, homens como softwares, são apenas algumas questões exploradas na ficção, o que causa um grande emaranhado em qualquer mente humana, cujo anseio se restrinja apenas em ver o Neo e o Agente Smith lutando.



Brazil - O filme (1985) - Um dos melhores trabalhos de Terry Gilliam. A história se passa num futuro onde a burocracia é assustadora e o terrorismo está presente em cada esquina. Sam Lowry (Jonathan Pryce) é um funcionário público que encontra na vida real a mulher que permeia seus loucos sonhos. Mas tem um pequeno problema: ela é uma terrorista. Como quase todo filme de Gilliam, cenas bizarras e alucinantes e situações fora do real, aqui não faltam. Um joia do cinema com um final no estilo "What The Fuck?".



Cidade das Sombras (Dark City, 1998) - Assim como Brazil, este é mais uma pérola esquecida do grande público, mas que não interfere na sua originalidade. Alex Proyas - diretor de O Corvo - realizou um trabalho fantástico, sombrio, intrigante. Numa cidade onde é sempre noite, um homem é perseguido por seres estranhíssimos, altos, brancos e carecas. Nesta cidade, quando o relógio aponta meia noite, o tempo para e a estrutura urbana é alterada. Este longa interessantíssimo ainda nos permite fazer análises sobre o comportamento humano e a manipulação coletiva. Esta obra saiu recentemente em Blu-Ray, vale muito a pena tê-lo na sua estante. Imperdível. (post atualizado em 19 de novembro de 2012).



Quero ser John Malkovich (1999) - O filme é sobre Craig, um cara (John Cusack) que encontra no seu escritório, uma porta que o leva à mente de John Malkovich, representado pelo próprio ator. Craig junto com sua esposa - uma Cameron Diaz horrorosa - começam a cobrar dinheiro para levar as pessoas para dentro da mente do ator, assim elas podem ter seus "15 minutos" de fama. Uma história surreal, bizarra e bastante criativa, conduzida com perfeição pelo louco Spike Jonze.


Conhece outro filme cerebral? Então indica aí!

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