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23 de outubro de 2017

Coherence – um filme que vai explodir sua mente


Coherence, um suspense sci-fi independente lançado em 2013, é um desses filmes que talvez você não conheça, é também uma dessas obras perturbadoras da mesma categoria de Donnie Darko, O Predestinado e Amnésia, por exemplo. Se você já viu um deles, já sabe do que estou falando. Aliás, essa produção se encaixa bem no meu post Os melhores filmes-cabeça de todos os tempos.

Dirigido pelo roteirista da animação Rango, James Ward Byrkit, Coherence – seu primeiro trabalho como diretor – é uma obra que desafia a nossa mente, no melhor estilo “blow your mind”, sendo assim, é categórico que você saiba o mínimo possível sobre a trama de Coherence. O que você pode saber é apenas isso: oito amigos se reúnem para um jantar na casa de um deles na noite em que um cometa está passando pela órbita da Terra. A noite vira um caos quando coisas estranhas começam a acontecer. Isso é tudo!

26 de janeiro de 2013

J. J. Abrams - Todos querem um pedaço do gênio!




Jeffrey Jacob Abrams é o homem de ouro de Hollywood da atualidade, e isto ninguém pode contestar. Todo mundo quer uma fatia da sua mente brilhante. De quem estamos falando mesmo? Ah, é o J. J. Abrams, roteirista, produtor e diretor, que recentemente divulgou que vai assumir a nova versão de Star Wars. Com a sequência de Star Trek estreando este ano, a gente ainda vai ouvir falar muito desse cara – como se isso já não acontecesse, a cada dia leio uma notícia de uma nova série que vai produzir.

Abrams é um dos homens mais requisitados da indústria do cinema, e agora um dos mais poderosos, pois será responsável por duas das maiores sagas do cinema: Star Trek e Star Wars.

Seus filmes são garantia de público e de boas críticas,  ele é um incansável nerd que vem colecionando hits tanto na TV quanto no cinema. Sou um fã confesso do diretor desde a polêmica Lost, é o cara do suspense, do mistério, da ficção científica, suas obras são envolventes, fantasiosas, repleto de efeitos especiais, mas ele sempre faz questão de humanizar seus personagens. Se eu tinha revirado o olho com a notícia do remake de Star Wars, com Abrams no comando, minhas esperanças foram recuperadas, In Abrams I Trust. Confira abaixo, os seus melhores trabalhos como produtor e diretor.


Lost (2004 – 2010)Esta é a série que é massacrada até hoje em razão de seu final um tanto comum demais para os espectadores que esperavam algo mirabolante em seu desfecho, talvez porque já estavam (mal) acostumados com as inúmeras surpresas que a série nos proporcionou em suas seis temporadas. Deixando isso de lado, Lost é uma das melhores e mais criativas séries da televisão, inovadora em sua narrativa, seu mundo ficcional não se limitou à TV e foi parar na web, em HQs, e em outras mídias, transformando-a em um fenômeno estrondoso, e levou o nome de Abrams aos ouvidos dos figurões de Hollywood. Sua vida nunca mais foi a mesma. Além de produtor da série, J. J. dirigiu os dois (ótimos) primeiros episódios da série.



Alias (2001 – 2006)Antes de Lost, Abrams já havia criado uma das séries de espionagem mais bacanas da TV, Alias Codinome: Perigo, estrelada por Jennifer Garner, e que contou também com a  participação de um (ainda) desconhecido Bradley Cooper. Jennifer vive Sidney Bristow, uma jovem agente secreta da CIA mas que tem que atuar como uma agente dupla, complicando ainda mais a sua vida pessoal e as suas missões espetaculares e eletrizantes. Com uma trama complexa e muitas reviravoltas, Alias continua sendo um bom programa para quem curte o gênero. Abrams atuou na série como produtor, além de roteirizar alguns episódios.



Fringe (2008 – 2013)Fringe foi a primeira série cuja campanha de marketing antes de sua estreia usou o nome de J. J. Abrams – “do mesmo produtor de Lost” - como chamariz nos comerciais e nos trailers do programa, aumentando as expectativas do público para a nova atração scifi.  Fringe estreou com uma recepção morna da crítica, embora tenha obtido sucesso em termos de audiência. Ao longo das temporadas, o quadro se inverteu, o público abandonou o seriado enquanto a crítica aclamava-o cada vez mais. Resumindo, Fringe, cujo final foi exibido este mês nos EUA, ganhou status de cult e terminou como sendo uma das séries de ficção científica mais originais e surpreendentes já produzidas. A série já deixa saudades.



Star Trek (2009)Se o nerd conseguiu reinventar essa franquia de forma bem sucedida, apresentou a nave Enterprise e seus tripulantes para um novo público e conquistou novos trekkers, por que não considerá-lo para re(filmar) uma outra grande franquia do cinema criada por George Lucas? Star Trek foi uma grande surpresa para mim naquele ano, claro que eu confiava no talento do diretor, mas o único filme da saga que tinha visto, eu tinha odiado, então, eu fiquei um pouco sem expectativas em relação à ele. Resultado: tornei-me um trekker de carteirinha, e aguardo ansiosamente pela sua sequência, Além da Escuridão, que estreia em junho. Após dirigir Missão Impossível III e com esta produção no currículo, J.J. se consagrou como um dos melhores e mais competentes diretores de filmes de ação e aventura.



Cloverfield – Monstro (2008)Com uma excelente campanha de marketing, que deixava todo mundo afoito morrendo de curiosidade para ver o filme,  a fita de monstro no estilo “câmera na mão” foi mais uma prova de que o nome J. J. Abrams, que assinava a produção, significava grande sucesso comercial.  Com um orçamento baixo, Cloverfield se tornou um sucesso de bilheteria. Abrams reinventou mais uma vez, realizou uma ficção científica com elementos do subgênero “pseudo-documental” e agradou a todos. Caótico e realista, Cloverfield deve ganhar uma sequência em breve.



Super 8 (2011) Esta deliciosa aventura infanto-juvenil no estilo anos 80, foi escrita e dirigida por J. J., é uma homenagem descarada a um dos seus maiores ídolos, Steven Spielberg e à sétima arte. Produzida por Spielberg, Super 8 mistura humor, aventura e cenas de ação de tirar o fôlego de forma equilibrada, sem nunca deixar de lado os personagens e seus dramas pessoais, este é o estilo de Abrams, é sua marca registrada, assim como  Star Trek, Super 8 é um filme divertido, indicado para todos os públicos, inteligente e envolvente, é justamente isto que se deve esperar de Star Wars VII.


Nosso gênio homenageado não para. Vai produzir a série Believe, em parceria com o diretor Alfonso Cuáron, e outra sobre uns robôs policiais, que terá como produtor principal,  J. H. Wyman, de Fringe. O cara não é foda?

18 de dezembro de 2012

As Melhores Séries de 2012

1- Homeland - A série que tem como plot principal um iminente atentado terrorista em solo americano continua com a mesma qualidade apresentada na primeira temporada. Claire Danes e Damian Lewis em atuações impecáveis, e um roteiro que sempre nos pega de surpresa. O único ponto negativo, a filha insossa e inexpressiva do Sgt. Brody (Lewis), que nessa temporada ganhou um espaço maior na trama, mas não é nada que interfira na perfeição da série.




2- American Horror Story: Asylum - A série/pesadelo de Ryan Murphy retornou nesta segunda temporada mais sádica e trash como nunca imaginávamos. O ambiente agora é um hospício comandado por freiras, além das criaturas anormais que vivem no local, a  série ainda traz os diversos tipos de representantes do mal, como o nazismo, extraterrestres, freiras possuídas por demônios, serial killers, tem de tudo. É a série mais angustiante do ano. Superar esta temporada cheia de reviravoltas e com uma trama intrincada que nunca sabemos o rumo que vai levar,  será uma tarefa dificílima.



3- Nashville – Mesclando política e música, esta é uma das séries estreantes mais bem produzidas e escritas do ano. Connie Britton e Hayden Panettiere são duas artistas country em dois momentos distintos de suas carreiras, uma está no auge, a outra em tempos de “greatest hits”. Os atores coadjuvantes também esbanjam simpatia, e tem as lindas e honestas músicas country que permeiam todos os episódios, uma das séries mais agradáveis em exibição. Vida longa à série.



4- Dexter – O psicopata mais querido da TV está mais abusado, seu segredo já não é tão secreto assim e está apaixonado por uma linda assassina, interpretada pela Ivonne Strahovski (da série Chuck), desde então uma das personagens mais interessantes de toda a série. Dexter também está prestes a ser descoberto pela polícia e dessa vez é pra valer. É por causa disso tudo e o final tenso e bombástico, que a sétima temporada de Dexter foi genial e recuperou o fôlego perdido nos últimos dois anos da série.





5- Glee – Desde a metade da terceira temporada Glee tem se mantendo numa ótima fase, os roteiristas andam menos preguiçosos e mais corajosos. A escolha de Ryan Murphy em criar um núcleo em Nova York – composto por Rachel e Kurt – fora dos muros do colégio tem dado uma dinâmica incrível à série nesta quarta temporada, particularmente estou adorando os dramas dos formandos. A cada episódio, fica evidente o esforço que Murphy tem feito para que Glee não fique repetitiva, e é por isso que a série figura aqui neste top.




6- Once Upon a Time – A série continua mágica em sua segunda temporada.  Aqui o mundo da fantasia é um só, e todos os personagens dos contos de fadas se conhecem, só em OUAT você vai ver o Capitão Gancho no País das Maravilhas. Muitos podem torcer o nariz para essas “liberdades criativas”, mas é justamente essa  “salada fantástica” que está o encanto da série, além de seus personagens carismáticos obviamente, como o casal Branca de Neve e o Príncipe David, que formam a dupla mais bonita e graciosa da TV.





7- Game of Thrones – Grandiosa. Esta é a palavra  que define a segunda temporada da série, bem melhor que a temporada anterior. Com uma produção rica em detalhes e cenários descomunais, Game of Thrones é uma série de contemplação, é fato, mas o pacote ainda conta com um roteiro que amarra bem as incontáveis personagens e as dezenas de subtramas. O drama épico prova ser digno do incontestável selo de qualidade da HBO. Uma pena que 10 episódios por temporada seja muito pouco.




8- Sherlock - Uma das séries inglesas mais cultuadas e elogiadas do momento, evidentemente não poderia ficar de fora dessa lista. Se você acha a versão de Sherlock Holmes de Robert Downey Jr sensacional, é porque não viu Benedict Cumberbatch na pele do detetive excêntrico. O mesmo digo da versão de Martin Freeman – protagonista de O Hobbit – para o Dr. Watson, melhor amigo de Holmes. A dupla têm uma química invejável, é o principal trunfo do programa. Divertida, esperta e surpreendentemente insana, assim é Sherlock.




9- Fringe – Com uma narrativa que veio se reinventando ao longo das cinco temporadas, Fringe se firmou  como uma das séries scifi mais inteligentes da telinha, mas é tão desvalorizada pelo público americano que ela está chegando ao fim, a última temporada termina em janeiro de 2013, mas ao menos a série terá um desfecho digno, com um final programado.  Fringe não está aqui apenas pela ousada e futurística quinta temporada, mas pela ótima quarta temporada, e por todas as outras anteriores. A inovação sempre foi uma característica da série,  algo pelo qual sempre será lembrada. Fringe já é cult, e vai deixar saudades.




10- Hunted – Uma das estreias mais originais de 2012. Hunted é uma série de espionagem e conspiração protagonizada por Melissa George. No melhor estilo Alias (aquele seriado de ação com a  Jennifer Garner), a série inglesa se destaca pela sua frieza, violência e o enredo intrincado, mas é um prato cheio para quem busca ação e suspense adulto. A série quase foi cancelada, mas foi salva pelo canal Cinemax que vai dá outra chance a ela. A segunda temporada estreia no ano que vem.


Outras séries que não estão no TOP 10, 
mas que me conquistaram neste ano de 2012:

Para rir e se distrair:  

Bunheads, Awkward, The Neighbors, Veep.

Para quem deseja uma série de ação e suspense em doses cavalares, seja com um super-herói de arco e flecha, lobisomens teens ou traficantes de meta:  

Arrow, Teen Wolf,  Breaking Bad.


13 de maio de 2012

Porque Fringe é inovadora e sensacional!



Por meses o “monstro” do cancelamento rondou uma das melhores séries de ficção cientifica da TV, e a melhor série do gênero em exibição no momento,  refiro-me à cultuada Fringe.  Poucos dias antes do final da quarta temporada o drama scifi foi renovado para uma quinta e última temporada.  A boa notícia foi comemorada pelos fãs nas redes sociais e o sentimento de alívio impregnou a todos os fringemaníacos.

 Se você desconhece a série, deve estar se perguntando por que um programa de boa qualidade corria risco de ser cancelada? A resposta é simples: pouca audiência. Fringe chegou na TV com altas expectativas, afinal ela tem nos créditos J J Abrams, o criador de Lost, além disso, toda a imprensa teimava em aclamá-la como a nova “Arquivo X”.

O primeiro ano da série teve uma ótima audiência, mas curiosamente é a sua temporada mais fraca. No ano posterior, a série já tinha perdido mais da metade da audiência, em contraponto, a qualidade do seriado só aumentava, e foi assim sucessivamente, o drama melhorava a cada temporada.


Fringe se tornou então a série cujo público não é assim tão amplo, mas são fiéis,  e causam terror nas mídias sociais. É relevante notar que quanto mais público perdia, melhor ficava a série, mais complexa e inovadora, talvez porque os produtores perceberam que aquela pequena audiência estava interessada em algo diferente dos outros programas de TV, então usaram a criatividade e toda a imaginação possível para fazer algo original, e esta  liberdade talvez fosse impedida (ou diminuída) caso o seriado obtivesse uma trajetória de sucesso, como Lost.

Para comemorar a renovação de Fringe, resolvi listar aqui alguns pontos positivos do seriado, suas características únicas e comentar sobre os queridos personagens que fizeram desse drama de ficção um dos melhores da atualidade, e mostrar para aqueles que não a veem ainda, que ela se trata de muito mais que a história de dois agentes do FBI que investigam casos estranhos e sobrenaturais.

Fringe é única porque:

- a trama principal se renova a cada temporada. Os mistérios não demoram muito a serem respondidos, se um mistério é apresentado no início de uma temporada, ele não vai se estender não mais que até o final da temporada vigente, com pouquíssimas exceções.  Uma temporada começa, e um novo enfoque é dado à trama, este é o maior trunfo da série.


 A primeira temporada é a menos empolgante de todas. Os agentes Olivia e Peter investigam casos de crimes estranhos que possuem um “padrão” entre eles, até aí tudo bem, parece ser mais uma série policial, devem pensar. Mas, Fringe começa a ficar mais interessante quando descobrimos a existência de um “mundo alternativo”. A partir desse elemento, todas as comparações com Arquivo X é totalmente dispensável e a série começa a construir sua própria mitologia.


A segunda temporada é bem superior à primeira. É aquele momento em que o público abandonou o show e a crítica especializada tomou o caminho inverso, começou a idolatrá-la.  Neste segundo ano, a qualidade da série aumenta significativamente.  Adentramos no tal “mundo alternativo” e descobrimos que ele não é tão diferente assim do nosso, exceto por pequenas diferenças. Testemunhamos pela primeira vez os poderes psíquicos de Olivia e conhecemos William Bell (Leonard Nimoy, o eterno Spock da série Star trek), um personagem muito importante para a mitologia da série.


No terceiro ano, Fringe apresenta sua melhor temporada, mais complexa e com uma história criativa e muito ousada para os padrões da televisão. Com dois mundos existentes na série e com cada personagem tendo o seu outro “eu” equivalente, lá no lado alternativo, a série ousa ao alternar os episódios, ora focado no mundo real, ora no mundo paralelo, mas sempre com as histórias conectadas.  Episódios com casos isolados? Aqui não teve nada disso. Todos os episódios tiveram alguma relação com a trama principal, mesmo que essa referência fosse uma  simples atitude de algum personagem. Nesta temporada, os dois mundos começaram a entrar em colapso, também conhecemos - e nos apaixonamos – pela versão alternativa de Olivia, de cabelos mais avermelhados,  com o chicletinho na boca, mais descolada, sorridente e bem mais atraente que a “original”.


A recém-finalizada quarta temporada, não foi superior à anterior, mas nunca decepcionante, a trama continuou com sua complexidade e repleta de surpresas. Teve o retorno de personagens de temporadas passadas aterrorizando a equipe Fringe, o Peter fora de sua linha temporal  - han? –, vislumbramos o apocalíptico e ditatorial futuro (foto) da humanidade e  ainda soubemos um pouquinho dos misteriosos carecas, os Observadores, as figuras mais sinistras da TV.




Apesar de focar em assuntos que envolvam viajantes do universo, realidades alternativas, máquinas que podem destruir o universo, pessoas que mudam de formas, Fringe nunca esqueceu de explorar o lado humano de seus protagonistas, sempre com histórias emocionantes e incrivelmente cativantes.


- Anna Torv (Olivia Dunham): “Canastrona, e com uma feição inexpressiva”. Era assim que a imprensa caracterizava a interpretação da loira Anna Torv, que vive a protagonista Olivia Dunham. A oportunidade de interpretar uma segunda versão completamente distinta de seu personagem original, mudou este cenário. Anna teve que rebolar muito para viver a Olivia “alternativa”, que era bem diferente da moça retraída, menos comunicativa e solitária, com a qual estávamos acostumados desde a primeira temporada. O seu “eu”  ruivo do "outro lado" era super descolada, extrovertida, adorava chicletes, e adorava esbanjar seu sorriso. Os trejeitos, o olhar e a expressão incorporados pela atriz para diferenciar uma Olivia da outra, fizeram todo mundo “calar a boca” e reconhecer o talento da australiana. Parabéns para ela. Ah, nem preciso falar, mas a Olive descolada é a minha preferida.


- O elenco afinado e carismático: Joshua Jackson (Dawson´s Creek) cresceu muito ao longo da série. No começo seu papel se resumia a  ser “ajudante” de Dunham, mas logo sua participação na série foi aumentando, ganhando mais importância, e evidentemente,  nosso carinho pelo engraçadinho Peter Bishop também foi desenvolvendo. 





O talentoso John Noble ( O Senhor dos Anéis partes 2 e 3) deu vida a um dos personagens mais divertidos e difíceis da telinha, Walter Bishop, um cientista um pouco excêntrico que adora cozinhar  e comer doces nas horas mais inconvenientes, como no momento de uma autopsia de um corpo. É a alma de Fringe, não consigo imaginar a série sem sua presença. Astrid (Jasika Nicole), outra agente do FBI que aguenta as loucuras de Walter, também é outra figura queridíssima do programa, seus momentos em cena com o cientista quase sempre são cômicos. Nina Sharp é aquela personagem ambígua, misteriosa, que nunca sabemos se ela está do lado do bem ou é vilã. Blair Brown está perfeita como essa mulher intrigante e tem muitos momentos dramáticos e intensos durante a série. Menções honrosas aos atores Lance Reddick, que faz o chefão do FBI Agente Broyles e o Seth Gabel, que interpreta o Agente Lee.



Mundo alternativo: Os produtores  dispensaram o “exagero” e  preferiram a sutileza - devido aos poucos recursos financeiros – para criar a tal realidade alternativa. O mundo “do lado de lá” em Fringe é quase parecido com o nosso, exceto por detalhes como a cor da estátua da liberdade em Nova York –  cor de cobre -, a tecnologia um pouco mais avançada, e os prédios do World Trade Center, que ainda continuam de pé.  A série usa as cores para diferenciar um mundo do outro.  Inteligente hein! Ah, e os personagens “alternativos” da Divisão Fringe, são um deleite a parte. Que outra série pode-se conferir os protagonistas em duas versões diferentes? Não há.



 Os Observadores : Esses carecas enigmáticos e sempre vestidos de terno e chapéu aparecem em momentos relevantes da história da humanidade, são os seres humanos evoluídos do futuro,  segundo September (foto), um deles. Eles aparecem em momentos chaves da trama, estão presentes sempre quando algo muito importante está para acontecer, mas curiosamente, eles aparecem em todos os episódios, eu disse TODOS, é só procurar com atenção, muita atenção. É como brincar de “Onde está o Wally?”, entendem? Esta é mais uma das peculiares desta série igualmente peculiar. Um pouco sobre estes seres bem vestidos foi apresentado na quarta temporada, e podemos dizer que, eles são viajantes do tempo,  quase um parente de Doctor Who.


Percebeu porque Fringe merece um lugar na sua watchlist? Atiçar a curiosidade daqueles que ainda não assiste à série e mostrar as suas particularidades foi o meu objetivo aqui. Saibam que fiz o máximo para não revelar spoilers sobre as temporadas.

O Elenco e os produtores!

Daqui há mais ou menos 4 meses tem início a quinta e última temporada. Fringe deve finalizar respondendo todas as perguntas que ficaram no ar, pois os produtores e roteiristas já demonstraram ter preocupação suficiente em dar ao seu pequeno público fiel, um programa de qualidade incontestável e com um roteiro que sabe o rumo que toma.

Fringe é uma das séries mais inventivas e originais da TV, às vezes as tramas são tão complexas que rever toda a temporada é quase uma tarefa obrigatória. O seriado é assim mesmo, surpreendente, tem sua própria mitologia, e não pode ser comparada com Arquivo X, não estou menosprezando esta, ambas são essenciais na história da TV e grandes representantes do mundo scifi.


Vamos todos rir junto com o trio! É isso aí fringemaníacos, nós conseguimos! Rumo à nova temporada!

27 de abril de 2012

Firefly - A série revolucionária de Joss Whedon


Conheça a série cult e que apesar do curto tempo de exibição, 
continua ganhando fãs até hoje



Antes de comandar o aguardado filme Os Vingadores, o diretor e escritor Joss Whedon já tinha em seu currículo duas séries bem sucedidas, Buffy – A Caça Vampiros e Angel, derivada do programa protagonizado pela Sarah Michelle Gellar.  A sua carreira de sucesso na TV teve fim em 2002, quando foi lançada Firefly, uma série inovadora demais para os padrões televisivos da época e que mesclava western e ficção científica de uma maneira incrivelmente coerente e divertida.

Bom, a ideia de mostrar o convívio de nove pessoas numa nave chamada Serenity em um futuro pós-apocalíptico, no qual o velho - escravidão, prostitutas de luxo, luta de espada, clima de velho oeste americano - e o futuro - representado pela tecnologia avançada, as naves espaciais e o mandarim como segundo idioma – se convergem,  não agradou o canal Fox desde antes do seu início.  Antes de comentarmos sobre a série em si, é importante falar sobre a conturbada história nos bastidores da produção.


A ideia era ousada e a Fox tentou complicar a vida de Joss e da produção a todo instante. Por exemplo, queria tornar o protagonista, o Capitão Malcolm Reynolds menos misterioso e mais “agradável” ao público. Bobagem, o maior trunfo de Firefly são os personagens ricos e bem construídos, principalmente o protagonista, interpretado brilhantemente por Nathan Fillion (que atualmente está em Castle). Ele dá vida a um sujeito enigmático, um pouco rude, às vezes cômico, mas é aquele tipo de personagem intrigante que você se apega não por ser sorridente e simpático, mas pela sua autenticidade e complexidade, pelo seu jeito particular de demonstrar carinho para a sua tripulação. Nathan, o ator, tem carisma de sobra e  consegue passar isso ao personagem, e é assim que ele ganha nossa simpatia. Mas falamos do elenco mais adiante. Vamos à novela.


A Fox começou “enterrando” o seriado já no primeiro dia de sua exibição na TV. A emissora mudou a ordem dos episódios.  Exibiu o episódio de número dois, ao invés de Serenity, o primeiro, no qual os personagens e todo aquele mundo eram apresentados ao espectador, como acontece em qualquer episódio piloto, é a cartilha básica de todo programa de TV que queira conquistar a sua audiência e isto foi tirado de Firefly. Como o público ia se identificar com os personagens sem conhecê-los? Sem saber como eles chegaram na nave e os seus propósitos?  Whedon deve ter ficado puto com isso não é? Além disso, 3 dos 14 episódios produzidos não foram exibidos no canal. Com apenas 12 episódios no ar, a série já tinha fãs apaixonados e que ficaram totalmente arrasados com o seu cancelamento prematuro. 

Para você não se perder, veja a verdadeira lista de episódios na ordem correta.

  1. Serenity
  2. The Train Job
  3. Bushwhacked
  4. Shindig
  5. Safe
  6. Our Mrs. Reynolds
  7. Jaynestown
  8. Out of Gas
  9. Ariel
  10. War Stories
  11. Trash
  12. The Message
  13. Heart of Gold
  14. Objects in Space
Cap. Malcolm, Zoe e Jayne.

Saindo dessa realidade cruel e adentrando um pouco mais no divertido mundo de Firefly, a série tem característica únicas, como a óbvia mistura do sci-fi com o estilo “faroeste” -  sim, espere muitas cenas de “bang bang”  e brigas entre cowboys nos bares -  e apesar de ser uma ficção científica, não há aliens aqui, o futuro é sujo, feio e empoeirado, repleto de desigualdades sociais e num tempo em que existem outros planetas habitáveis,  cada um deles com a sua própria cultura.

Wash, Kaylee e Simon.

A ambientação da série pode não ser, de imediato, muito atraente, mas  lhe dou dois episódios para você mudar de opinião. E lhe dou apenas um episódio para você se apaixonar pelos nove personagens. Alguns podem reclamar que o  seriado “falhou” por causa da ausência de cenas de ação em alguns capítulos, isso pode até ser verdade, mas nos apegamos tanto aos tripulantes, todos com suas próprias características e tão autênticos, que a ação começa a ficar em segundo plano e só de vê-los conversando, com os diálogos mais inteligentes, dinâmicos e engraçados da TV,  já nos sentimos o 10° passageiro da nave.

Inara, Pastor e River.

Malcolm é o capitão da Serenity, o chefe da tripulação.  Seu passado pode ser meio desconhecido, mas seu interesse pela bela Inara, uma prostituta de luxo interpretada pela brasileira Morena Baccarin (Homeland, V) não é nenhum segredo. As cenas de tensão sexual entre eles são sempre interessantes e cômicas. Zoe (Gina Torres) é a amiga de infância do capitão e a segunda no comando. É uma mulher forte, decidida.  Ela também namora o piloto Wash, o brincalhão da turma  e que morre de ciúmes de Zoe. Ele entrou na Serenity apenas para conhecer as estrelas. 

E aí, vai encarar?

Antes de viver o agente brucutu Casey em Chuck, Adam Baldwin viveu outro bronco e insensível nessa série, o Jayne.  A cena em que ele conhece  o capitão é hilária. Kaylee (Jewel Staite) é a mecânica da nave. É a personagem mais fofa e querida da série, dona de um sorriso encantador. Ela acaba se apaixonando pelo médico Simon (Sean Maher), que entra na nave já no primeiro episódio. De família rica, o jovem está fugindo do governo por “roubar” a sua irmã de um experimento secreto.  Por agir com frieza, mesmo que inconscientemente,  o bonitão está sempre atrapalhando os planos de Kaylee de ter algo mais sério com ele.  River (Summer Glau) é a irmã do doutor, esperta, inteligente demais, mas um pouco perturbada. Apesar de ser uma personagem intrigante, nunca sabemos do que ela é capaz, porém é a menos com o qual nos importamos. Isso certamente mudaria se a série vingasse né!  E por fim, tem o sábio Pastor Book (Ron Glass), aquele que põe em discussão toda as questões morais em momentos decisivos e conflituosos que o grupo enfrenta.

O elenco é gigante, como deu para ver. Mas Joss Whedon mostra que tem uma habilidade impressionante em lidar com múltiplos protagonistas. Nenhum deles é dispensável, todos têm os seus momentos. Divertido e genial, cenas de ação bem boladas, personagens bem delimitados e cativantes, efeitos especiais que faz os produtores de Terra Nova morrerem de vergonha, um roteiro bem amarrado e uma premissa inusitada, Firefly é uma raridade, programa obrigatório para qualquer nerd e fã de ficção científica ou para quem busca algo inovador na telinha.

O super elenco reunido em trajes normais.

Todas essas habilidades descritas acima sobre o Whedon, só me faz pensar que não tinha nerd melhor que ele capaz de comandar a aguardadíssima união dos heróis da Marvel na megaprodução Os Vingadores – The Avengers. Aos fãs mais xiitas dos heróis, fiquem tranquilos, o filme está nas mãos certas.

Após o seu cancelamento abrupto e muitos protestos contra a Fox, Firefly começou lentamente a ganhar fãs e tornou-se uma obra cult. Depois de muita batalha do diretor para vender o show para outra emissora, Joss decidiu que o melhor seria fazer um filme,  para sanar todas as dúvidas que a série tinha deixado e para dar um final mais digno à jornada do Capitão Malcolm e sua equipe.  Serenity – A Luta pelo Amanhã chegou aos cinemas em 2005, e os fãs puderam respirar mais aliviados pois finalmente Firefly conseguiu ter um final mais justo e do jeitinho que seu criador e seus fãs apaixonados queriam, sem ninguém metendo o dedo.

Descubra Firefly (assista aqui o trailer), ao lado de Arquivo X e Fringe, uma das melhores séries de ficção de todos os tempos. 

17 de fevereiro de 2012

5 séries para você esquecer da folia do carnaval!


O Cinemidade selecionou 5 ótimos seriados para você que não curte ir atrás do trio elétrico, tampouco gosta de cair no samba e odeia as transmissões dos desfiles na Sapucaí.

 Se passar o feriadão estirado no aconchego do sofá é tudo o que pretende fazer, esse post é todo seu, leitor. Selecionei 5 programas que farão você se divertir sem sair de casa. Escolhi séries de estilos bem diferentes, destinadas a faixa etárias distintas, a fim de abranger um público maior e para ninguém se sentir "excluído" hein.  Então, esqueça o tumulto do carnaval e veja as dicas:



1- Awkward – Comédia adolescente desbocada e politicamente incorreta sobre a vida de Jenna Hamilton, uma garota que passa de “a invisível do colégio” para a “louca-suicida” depois de quebrar o braço num acidente no banheiro.  A série da MTV tem todos aqueles estereótipos típicos de comédias teen,  a protagonista “loser”,  o bonitão popular pelo qual ela é apaixonada e a rival implicante, que aqui difere um pouco, ela não é loira e gostosa, é morena e se sente culpada por suas formas arredondadas.  Mas o ritmo ágil de Awkward e as situações bizarras e divertidas em que Jenna e seus amigos sofrem,  livram-na de cair na armadilha dos clichês, e  aos poucos a série vai criando  a  sua própria “cara” e seu jeito deturpado de mostrar a adolescência e todos os momentos e sentimentos típicos desta fase. A trilha sonora descolada com o melhor do rock/pop/indie atual,  e o carisma da personagem principal faz da série um programa pra lá de descontraído.  A série já encerrou a primeira temporada, a segunda deve ter início este ano. Clique aqui e  veja um trailer "falso", mas bem mais completo que o oficial.





 2- Six Feet Under  (A Sete Palmos) – De uma série teen para uma produção adulta, mais sombria e com aquela qualidade HBO.  Exibida de 2001 a 2005, este  premiado seriado de humor negro apresenta uma família proprietária de uma funerária e mostra a rotina no local, como a visita diária de pessoas,  geralmente abaladas após a morte de um ente querido, e que precisam de ajuda para organizar o velório. Ok, a história pode parecer mórbida, mas nem por isso deixa de ser divertida. Michael C. Hall (antes de viver o serial killer Dexter) é um dos protagonistas da série, ele interpreta David, um homossexual reprimido que tem um caso com um policial. Temas como a morte, religião, homossexualismo e drogas são abordados aqui. Para quem curte um programa original, com humor negro e bem incomum, Six Feet Under é uma boa opção. Todas as temporadas já estão disponíveis em DVD. Assista a um vídeo do drama.






3- Fringe A melhor série de ficção científica da atualidade, isso é a coisa mais fácil de dizer sobre o programa, porque é difícil comentar sobre Fringe quando a cada temporada a série muda de foco e nos apresenta a uma narrativa totalmente diferente da temporada anterior. Criada por J J Abrams, o mesmo de Lost, a série começou um pouco irregular, mas a partir do final da primeira temporada foi ficando cada vez melhor, mais intrigante  e viciante. Em um resumo bem superficial mesmo, a trama principal trata de uma divisão do FBI, a Fringe, que é responsável por casos sobrenaturais e de natureza desconhecidas. A descoberta de uma “realidade alternativa” dá uma reviravolta incrível na história e que surpreende até hoje, em sua quarta temporada. As três primeiras temporadas já saíram em DVD por aqui. Veja o trailer legendado do thriller.






 4- Modern FamilyEsta é a série que anda roubando todos os troféus nas últimas premiações de TV,  merecidamente.  Modern Family tem  11 personagens fixos que formam os  3 núcleos familiares. Tem o casal Phil e Claire com seus três filhos adolescentes, o casal gay Mitchell e Cameron com a filhinha vietnamita adotada, e por fim, tem o Jay, o patriarca da família, casado com a exuberante Gloria, uma colombiana bem mais nova que ele e mãe de um menino super adulto chamado Manny. Difícil dizer qual parte da família é a mais engraçada, porém, arrisco a dizer que Phil, o pai dos adolescentes, tem mais momentos memoráveis. A cena em que ele canta e dança uma música do High School Musical na frente dos filhos, só para mostrar que é o “pai antenado”, é impagável. Esta comédia familiar muito moderna é uma delícia de ver. Risadas garantida,  pode apostar que serão os 20 minutos mais rápido e mais engraçado do seu dia. Ótima para esquecer o carnaval e a rotina. Assista a essa hilária cena de mímica.






5- AliasQue tal um pouco de ação e conspiração? Antes de Lost, J.J. Abrams já tinha criado uma das séries de espionagem mais bacana dos últimos anos, e ainda lançou  Jennifer Garner ao estrelato.  Sidney Bristow, vivida por Jennifer, é uma espiã dupla da CIA, que foi recrutada quando ainda estava na faculdade. Seu maior problema -  e o do espectador também - é saber em quem confiar, essa sensação de insegurança que acomete a personagem é algo recorrente em toda a série. A trama é recheada de cenas de luta e reviravoltas na história (que fica mais complexa a cada temporada), mas a melhor coisa mesmo é ver Sidney em ação, esbanjando sensualidade e fica melhor ainda quando ela se disfarça dos mais variados tipos para conseguir o seu objetivo. Alias foi exibida entre 2001 e 2006, teve cinco temporadas, mas confesso, as 3 primeiras são as melhores. Todas já estão disponíveis em DVD no Brasil. Olha aqui um vídeo com os momentos mais eletrizantes da série.


E aí gente. Estas foram as dicas de seriados para você que deseja passar o carnaval na companhia de personagens bem mais interessantes do que alguns foliões né!? Agora é só preparar a pipoca e apertar o play!

3 de outubro de 2011

CONTRA O TEMPO (Source Code)

O eterno Donnie Darko corre contra o tempo para salvar o futuro e mudar o passado







Depois de tantos adiamentos, finalmente o mais novo filme de Jake Gyllenhaal, Contra o Tempo (Source Code, 2011), chega aos cinemas brasileiros. Este é o segundo trabalho do diretor Duncan Jones, filho de David Bowie – isso é relevante? - que ganhou notoriedade dois anos atrás com a aclamada ficção Lunar


E cá está ele novamente com outro longa de ficção científica de baixo orçamento, um pouco irregular e inferior ao seu primeiro filme. Contra o Tempo - título nada criativo e já usado, há um filme com o Jet Li com o mesmo nome - não é ruim, é um bom filme de ação, mas que peca pelo roteiro ás vezes inverossímil e por forçar um final feliz. A história, bem resumida, narra as idas e vindas no tempo do Capitão Colter Stevens (Jake), que acorda num trem que vai explodir em 8 minutos. Esse é o tempo que ele tem para descobrir quem plantou a bomba no local.






A seguir os prós e contras da fita:


Não se preocupe, sua atuação está melhor que em Príncipe da Pérsia!





Pontos Positivos: A tensão constante e as boas cenas de ação são os principais trunfos do filme. Os momentos ocorridos dentro do trem, enquanto o personagem de Jake, paranóico, corre contra o tempo - será que foi daí que surgiu o título? rsrs – para encontrar o tal terrorista prendem o espectador, nos deixam angustiados e ávidos por respostas. Outro ponto forte é Duncan Jones, é por causa de sua habilidade em contar histórias com poucos personagens e poucos ambientes sem entediar o público que Contra o Tempo não pode ser considerado dispensável, tem suas qualidades e um diretor que mostra ter muito potencial ainda a mostrar.



Temos alguns segundos....que faremos? Huuummm.


Pontos Negativos: Não, não é o Gyllenhaal. Sei que o cara é um ator de drama e que ele não se saiu bem em Príncipe da Pérsia, mas aqui ele convence, afinal, ele tem seus momentos dramáticos. O romance entre o personagem principal e a linda moça do trem vivida por Michelle Monaghan não é tão ruim assim, até os 10 ou 15 minutos finais, quando surgem situações cujo intuito é para que o casal acabe num belíssimo “happy end”. Outro fator contra, é quando o roteiro dá umas reviravoltas um pouco forçadas – algo sobre universo paralelo, Fringe? - incoerente com a trama principal. Aliás, se a ficção terminasse na tal cena congelada (cerca de 10 minutos antes dos créditos), e eliminasse algumas “passagens” desnecessárias do roteiro, incluso uma envolvendo a personagem de Vera Farmiga, o resultado seria uma ficção mais coerente, com a própria história e para o seu público.

Esse filme pode não ser o melhor de Jake Gyllenhaal, mas no próximo post mostrarei quais são os melhores trabalhos do ator, esse menino que vi crescer, e que me tornei fã bem antes de Hollywood o descobrir. Aguarde.

16 de agosto de 2011

Super 8: Um super filme no estilo anos 80!




J.J. Abrams homenageia Steven Spielberg, as clássicas aventuras dos anos 80 e mais, o cinema, em seu novo e ótimo filme Super 8 (2011). O logo da Amblin nos créditos iniciais rapidamente nos remete a filmes como E.T., aliás, tudo em Super 8, propositalmente nos dá essa sensação de nostalgia, a trilha sonora, um elenco mirim como protagonista e o clima de mistério nos faz voltar àquela década, época de memoráveis filmes juvenis como o já citado E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau - ok esse é do final do anos 70 mas entra na lista também - , Os Goonies, Conta Comigo, e muitos outros. 




O enredo? Bom, lembra muito, mas muito o filme do “telefone-casa-telefone” – é, E.T. O extraterrestre – e como já disse, é uma homenagem às produções da época, e das boas. Liderado pelo ótimo ator Joel Courtney, um grupo de amigos estão tentando fazer um filme de terror com uma câmera super 8, numa estação, quando um trem descarrilha bem perto dos garotos colocando todos em perigo extremo. É aí, que somos presenteados com uma das melhores sequências de acidente de trem do cinema. A sequência é tensa e impressionante!





Após o acidente, a cidade vira um caos, o exército aparece destruindo tudo, objetos e pessoas começam a desaparecer. E o grupo de garotos continua com as gravações do seu filme, aproveitando até a condição da cidade e usando-a como pano de fundo.



Nem é bom falar muito de Super 8, mas vale ressaltar que o clima de mistério aumenta gradativamente - fala sério, isso Abrams é expert hein! - e revela um filme de ficção científica sobreposta por uma história de romance e amadurecimento - principalmente entre os personagens Joe e Alice, protagonizada por Elle Fanning – e sobre crianças que amam o cinema, e que farão de tudo para terminar de rodar a película sobre ataques zumbi.




Super 8 é misterioso, nostálgico, engraçado, equilibrado, bem ao estilo dos filmes da antiga Sessão da Tarde, é também um dos poucos filmes bons lançados nessa época de blockbusters, um dos melhores longas do ano. Não sei você, mas sou fanzaço de J.J. Abrams, e até agora ele acertou a mão em todos os filmes que dirigiu ou produziu como Missão Impossível 3, Cloverfield e Star Trek, e claro, ele também é o responsável pelas cultuadas séries Lost e Fringe, mas se um dia ele errar, certamente não será algo tão ruim assim. Já estou ansioso por Star Trek 2, seu próximo projeto cinematográfico.
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