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17 de fevereiro de 2013

Paul Thomas Anderson e os personagens marcantes de seus filmes



Um dos meus diretores favoritos, Paul Thomas Anderson, saiu do cinema independente, apesar da curta filmografia, é um dos queridinhos da crítica. São características de seus trabalhos o elenco grande e recheado de estrelas, a presença de muitos diálogos, os longos takes, e drogas, sexo e outros temas polêmicos, permeiam suas produções que geralmente beiram as três horas de duração. 

Apesar de ter sempre os seus trabalhos aclamados, nunca levou o Oscar de Melhor Diretor ou de Roteiro Original para casa. Para mim, uma das principais características do Paul é a de extrair atuações extraordinárias de seu elenco masculino, é justamente esta abordagem que vou tratar aqui. Aproveitando a indicação ao Oscar de Melhor Ator para Joaquin Phoenix, de seu último filme, O Mestre, os dramas anteriores de PTA nos presentearam com performances inesquecíveis e marcantes de atores que nos tocaram por várias razões, seja pela ousadia de certos astros na interpretação de tipos incomuns ou pela intensidade dramática de um personagem.



Dirk Diggler (Boogie Nights: Prazer Sem Limites, 1997)  -  Foi com essa obra-prima sobre os bastidores do mundo pornô que Paul Thomas Anderson chamou a atenção e se transformou em um dos mais promissores diretores de Hollywood. Foi aqui também, que Mark Wahlberg, antes de se enveredar pelos filmes de ação, mostrou competência na arte de atuar. Mark interpreta Eddie, um lavador de pratos e constantemente humilhado pela mãe por sua vida acomodada. A vida do rapaz muda radicalmente quando um diretor de filmes pornôs o encontra e sente que por trás do jeans do garoto se esconde um instrumento muito “poderoso”. Eddie adota o nome de Dirk Diggler e se torna a maior estrela pornô dos anos 70. Boogie Nights mostra os dias de luxo e glamour do astro até o seu declínio em razão das drogas. Wahlberg conquistou a crítica com o seu desempenho aplicado e sensível. Diggler continua sendo um dos seus (poucos) papéis realmente relevantes no cinema.


Frank Mackey (Magnólia, 1999)  - Este poético e complexo filme é o meu favorito do diretor. Embora tenha incontáveis personagens e um elenco bem harmonioso, é Tom Cruise, vivendo um guru do sexo chamado Frank Mackey que se destaca. Assim como Mark Walhberg nos surpreendeu em Boogie Nights, o astro de Missão Impossível nos impressionou com um personagem ousado e diferente de tudo que já tinha feito. Paul Thomas Anderson escreveu o personagem especialmente para o ator, e Cruise o agarrou com unhas e dentes e o fez de uma forma inesquecível. Mackey nos faz rir, chorar e até cantar. O que? Não viu esse filme ainda? Não sei o que você está esperando...


Eli Sunday (Sangue Negro, 2007)O personagem que vou citar neste drama carregado sobre petróleo versus religião não é o protagonizado por Daniel Day-Lewis, mas o de seu antagonista, Eli Sunday, vivido com garra e intensidade pelo ainda desconhecido, mas talentoso, Paul Dano (Pequena Miss Sunshine). Eli Sunday é um fanático religioso que está sempre em pé de guerra com Daniel Plainview (Lewis), um homem rancoroso e ambicioso que perfura terrenos em busca de petróleo. As cenas entre eles são carregadas de tensão e ódio, como a antológica cena do batismo de Daniel ou a chocante cena final. Não é exagero eu dizer que Paul Dano se destaca mais que o estimado Daniel Day-Lewis, ambos apresentam performances arrebatadoras, mas quando os créditos sobem, é Paul, não o ator, mas o seu personagem, que fica na nossa memória.


Freddie Quell (O Mestre, 2012)Joaquin Phoenix merece levar o Oscar de Melhor Ator este ano. Sua atuação é um assombro. Freddie anda como se carregasse o mundo nas costas e fala torto como estivesse sempre bêbado, estes são detalhes físicos incorporados pelo ator que já lhe valeriam o Oscar. O Mestre é um filme estranho, não muito tolerável para quem desconhece o estilo do diretor, porém, é Joaquin Phoenix a melhor coisa da produção, seu personagem é explosivo, um alcoólico inveterado e imprevisível, é sua presença em cena que nos prende a  atenção. Se em Gladiador, Joaquin brilhou como o vilão do épico de Ridley Scott e quase  roubou a cena de Russel Crowe, agora ele tem todos os holofotes para si e os aproveita muito bem, ele ofusca até o seu parceiro Philip Seymor Hoffman, o “mestre” do título.

21 de julho de 2010

3 momentos musicais marcantes em obras não musicais


Já que a série musical Glee está em alta no momento, resolvi mostrar a vocês que soltar a voz, seja na telinha ou na telona, não é algo tão exclusivo dos filmes e seriados musicais. Na TV e no cinema, a música já foi usada inúmeras vezes, e na maioria delas, a letra da canção escolhida mescla-se perfeitamente com os dramas dos personagens ou com a história em geral.

É um artifício bem criativo de alguns diretores, de transmitir algo sem os diálogos, apenas usando imagens e uma boa música. E fica mais emocionante quando o próprio elenco "solta o gogó" também.

Confira três memoráveis e comoventes momentos musicais em dois filmes e numa série não musical em particular.



01- Sabe de onde Ryan Murphy - criador de Glee - teve a brilhante ideia de criar um show com adolescentes losers que fazem parte de um coral? Foi quando ele colocou o elenco da polêmica Nip Tuck - sua outra invenção - para cantar no último episódio da quarta temporada. É uma das melhores "season finales" da TV. Simples e inteligente. E a letra da música reflete muito os dramas dos personagens. Se uma imagem diz tudo. Imagens e músicas dizem muito mais. A trilha é "Brighter Discontent", do grupo The Submarines. Assista aí:




02- O diretor Paul Thomas Anderson colocou Tom Cruise, Julianne Moore e Philip Seymour Hoffman para soltar a voz no drama Magnólia (1999). Eles cantam "Wise up", da cantora Aimee Mann, que aliás é responsável por toda a trilha sonora do filme. Veja essa belíssima sequência de uma das maiores obras do diretor.



03- Em Quase Famosos (2000), obra-prima de Cameron Crowe, conta a história de um garoto que consegue um trabalho na revista Rolling Stones e tem a oportunidade de acompanhar a banda Stillwater numa turnê pelos Estados Unidos. E num desses dias, depois de alguns momentos conflituosos o grupo entra no ônibus e segue viagem. No rádio, está tocando "Tiny dancer" , do Elton John. Timidamente alguns começam a cantá-la. Segundos depois, todos se mostram bem afiados e a canção é cantada bem alto, sem vergonha, acabando com o clima tenso que havia se instalado horas antes. Pois é, cantar espanta os males. Assista e cante também.

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