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7 de outubro de 2014

8 filmes sobre políticos, corrupção, mentiras e escândalos





Em ano de eleição presidencial e tempos de debates acalorados no qual os candidatos adoram cuspir mentiras verdadeiras e verdades duvidosas na cara uns dos outros, esquecendo-se muitas vezes do real propósito, preparei uma lista de filmes bem bacanas e muito interessantes - qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência - e mostram que, assim como o feijão e o arroz, política e corrupção estão sempre juntinhos, formam uma combinação tão perfeita e complementar, que ás vezes até pensamos que são duas palavras sinônimas. 




Eleição (Election, 1999) – Substitua o cenário de uma grande campanha política por uma bem-humorada e suja campanha às eleições estudantis em uma High School. Reese Whiterspoon está excelente como Tracy, uma audaciosa e irritante estudante que deseja, a qualquer custo, ser eleita a presidente do grêmio estudantil. Eleição é uma comédia ácida imperdível dirigida por Alexander Payne, de Os Descendentes e com roteiro de Tom Perrotta, autor do livro que rendeu a fantástica série The Leftovers.




Mera Coincidência (Wag the Dog, 1997) – Este filme é uma sátira política feroz e muitíssimo inteligente protagonizada por Robert De Niro e Dustin Hoffman. Após ser flagrado em ato impróprio com uma garota, o presidente dos EUA contrata um marketeiro (De Niro) para encobrir o escândalo, que por sua vez, pede ajuda a um produtor de filmes para “fabricar” uma guerra contra um país qualquer e assim desviar a atenção da mídia. Esta deliciosa comédia “venenosa” mostra o quanto a sociedade pode ser lesada quando a imprensa é ingênua demais e preguiçosa.



Todos os Homens do Presidente (All the President´s Men, 1976) - Se em Mera Coincidência, a imprensa era uma ferramenta danosa usada em favor de um político imoral para transmitir mentiras fabricadas, aqui a mídia é usada para a disseminação da verdade e que resultou na “derrubada” de um presidente. No filme, dois jornalistas descobrem um caso de espionagem política envolvendo o presidente Richard Nixon. Jornalismo e política se misturam nesse thriller clássico e obrigatório.



Tropa de Elite 2: O Inimigo agora é outro, 2010 – Não há filme que retrate melhor o mundo político brasileiro que esta obra-prima de José Padilha. Os políticos e a corrupção é o alvo do Capitão Nascimento (Wagner Moura), cada vez mais disposto a acabar com o “sistema”. Realista, polêmico, fatal, um soco no estômago, Tropa de Elite 2 deveria ser visto mais vezes pelos brasileiros, de preferência, nos anos de eleições.





Z (1969) – Cínico e caótico, Costa Gavras realizou uma obra atemporal, falado em francês, Z é um longa que nunca envelhece devido ao seu tema espinhoso e  sempre atual que envolve política e policiais corrompidos. Na trama, um deputado é morto numa manifestação no meio da rua, mas o “crime” é encoberto pela polícia e por outros políticos, que julgam o “assassinato” como um simples “incidente”. Como percebe-se, agentes da segurança e políticos também são elementos cruciais na trama de Tropa de Elite.



Intrigas de Estado (State of Play, 2009) – Esse thriller que discute política e novas formas de jornalismo, conta a história do envolvimento de um deputado, vivido por Ben Affleck, no assassinato de  sua amante. Russell Crowe é o jornalista que vai investigar o caso e descobrir uma conspiração envolvendo outros crimes ligados a empresários e interesses políticos. Quem curte House of Cards ou Todos os Homens do Presidente, Intrigas de Estado é um thriller eficiente, com um elenco respeitado e um enredo que entretém e diz muito sobre o papel significativo das novas e velhas mídias na disseminação das informações. 



Virada no Jogo (Game Change, 2012) – Um dos melhores filmes sobre políticos em campanha que  já assisti. Este premiado telefilme produzido pelo canal HBO conta os dias de campanha da candidata à presidência Sarah Palin, que ficou famosa no mundo ao disparar pérolas impagáveis como “Eu consigo ver a Rússia do meu quintal, aqui do Alaska”. Carismática, mulher de família, personalidade forte, Palin era a aposta perfeita para concorrer com Barack Obama, mas sua falta de conhecimento em certos assuntos, mudou o cenário completamente e ela virou piada nacional. Julianne Moore está fisicamente parecidíssima com a Palin verdadeira, figura que inspirou uma das melhores atuações da carreira da atriz. Virada no Jogo fala de política de um jeito fácil de gostar, para quem gosta do assunto é imperdível. É o único filme da lista cuja candidata não faz parte da classe corrupta.




W. (2008) – Impulsivo, caipira, explosivo, assim é George W. Bush, na versão do diretor Oliver Stone, cineasta experiente em filmes politizados. Na biografia do presidente mais controverso dos EUA, acompanhamos Bush filho (vivido por Josh Brolin) desde os tempos de faculdade, momentos alternados com aquele período conturbado de sua presidência, principalmente após o 11 de setembro, no qual autorizou a Guerra do Iraque. Brolin está ótimo no papel do protagonista, mas o filme é irregular, a sensação que dá é que Stone “pegou muito leve” na sua abordagem da figura do presidente e na história em si, mas é uma biografia que vale conferir.

26 de dezembro de 2010

O MELHOR DO CINEMA EM 2010

O ano praticamente já acabou, mas as famosas listas dos melhoes e piores do ano apenas começaram. Todas as publicações relacionadas ao tema fazem suas listas. É algo comum, e muito prazeroso também. Aqui no blog não é diferente. A seguir, os filmes que conquistaram essa pessoa que vos escreve.

Scott Pilgrim Contra o mundo - Um dos melhores filmes de 2010 foi um fracasso nas bilheterias, mas e daí? Scott Pilgrim é superior a muitos blockbusters que levaram milhões aos cinemas neste ano, como o fraco Alice, do Tim Burton. A adaptação dos quadrinhos de Brian Lee O´malley sobre um garoto que para ficar com sua amada Ramona Flowers precisa enfrentar os seus sete ex namorados malignos , nas mãos do diretor Edgar Wright tornou-se uma aventura deliciosa, frenética, hilária, nostálgica, inovadora e nerd.



A Origem – Inteligente, engenhoso, impressionante e com um elenco invejável liderado por Leonardo Di Caprio. Christopher Nolan nos brindou com uma produção que deixou muita gente de boca aberta, tanto pelos efeitos especiais quanto pelo roteiro intrigante.


KICK-ASS – Quebrando Tudo – Mais uma excelente adaptação dos quadrinhos e que mereceria mais atenção do público. A película violenta, com cenas de ação empolgantes e com um tom politicamente incorreto conta as desventuras de um estudante nerd Dave (Aaron Johnson) que decide se tornar um super-herói, denominado Kick-ass. As cenas com a Hit Girl são as melhores do filme, e ela já é uma das personagens mais marcantes da galeria de Hollywood.



Ilha do Medo - Di Caprio (ele de novo!!) protagoniza esse suspense psicológico de Martin Scorsese, que foi bem recebido pela crítica e pelo público. Perturbador e extraordinário, é um daqueles filmes que merece ser visto mais de uma vez, e assim captar todos os detalhes não percebidos na primeira vez.





Tropa de Elite 2 – Capitão Nascimento voltou e ele agora não está mais no BOPE , mas na Secretaria de Segurança do Rio. Seu alvo: o sistema político brasileiro. O longa surpreendeu por ser superior ao primeiro, apresentou um roteiro mais denso e um amadurecimento dos personagens. Outra surpresa foi o fato do filme passar dos 12 milhões de espectadores, se tornando o filme nacional mais visto da história.



Amor sem escalas – Apesar de ser um filme de 2009, estreou por aqui apenas no começo desse ano. A comédia-drama protagonizada por George Clooney, um homem solitário que viaja o país demitindo pessoas é cativante e muito bem contada. Destaque para Vera Farmiga e Anna Kendrick em atuações inspiradas, como as mulheres que surgem na vida de Ryan (Clooney).




Atração Perigosa – O segundo filme de Ben Affleck como diretor foi um sucesso de público e crítica. Elevou a carreira de Ben que agora é visto como um talentoso e promissor diretor. O filme conta a história de um ladrão de bancos que se apaixona por uma refém, trazendo conseqüências inimagináveis a ele e ao seu grupo de assaltantes. Um romance recheado com boas cenas de ação com um elenco estelar e que prende atenção do começo ao fim.





Antes que o mundo acabe – Longa gaúcho que quase ninguém viu, mas deveria ver. Entre os tantos filmes nacionais bons sobre a temática juvenil que estrearam esse ano, este merece destaque. Daniel (Pedro Tergolina) tem 15 anos e está vivendo um turbilhão de sentimentos dúbios típicos da idade. Inocente e divertido, o filme ainda nos faz sentir saudades de nossa adolescência, quando achávamos que éramos incompreendidos e pensávamos que o mundo todo estava contra nós.




A rede social – David Fincher não faz filmes ruins. No seu último trabalho, em que narra os bastidores da criação do Facebook, ele conseguiu fazer uma obra que é o retrato da nova geração jovem e ainda tem grandes chances de sair com vários Oscars ano que vem. O filme é tenso, divertido, diálogos inteligentes e grandes atuações de Jesse Eisenberg, como o criador da rede social Mark Zuckerberg, e do seu amigo brasileiro interpretado pelo futuro Homem-Aranha , Andrew Garfield.




Enterrado Vivo – O “independente” do ano. Ryan Reynolds em atuação brilhante nesse longa sobre um caminhoneiro que é enterrado vivo. Ele contracena apenas com o isqueiro e o telefone, que também funcionam como as únicas fontes de luz do filme. O diretor espanhol Rodrigo Cortés conseguiu a façanha de contar a história de um homem dentro de uma caixa em 1 hora e meia de filme sem torná-lo tedioso, e realizou uma obra incômoda e surpreendente.



Até 2011, com bons filmes e seriados!!!

29 de novembro de 2010

É NASCIMENTO O HERÓI NACIONAL DO SÉCULO 21?

O filme materializa na telona o desejo de muitos brasileiros: ver um policial lutando contra o sistema. O que já é motivo suficiente para ir ao cinema!




Tropa de Elite 2 é um fenômeno. Ninguém estava esperando o sucesso estrondoso do filme, nem o diretor José Padilha. Tropa ficou sete semanas na liderança dos filmes mais vistos no Brasil , e se os bruxinhos da J. K. Rowling não aportasse nos cinemas na terceira semana de novembro ainda permaneceria por mais algumas. O blockbuster brasileiro estrelado por Wagner Moura está quase superando o filme Dona Flor e seus dois maridos que levou 10,7 milhões de pessoas às salas de cinemas no longínquo ano de 1976. Até agora, o público do filme de Padilha é de 10,1 milhões de espectadores. É o filme mais visto do ano no país. Nem a pirataria pode interferir na carreira do filme nos cinemas que, certamente, deve ultrapassar o longa da Dona Flor.

Tudo bem, Tropa de Elite 2 é um sucesso. Em termos narrativos e técnicos, é superior ao primeiro. Mas a que se deve todo esse êxito? O que está atraindo o público às salas escuras?

Segundo a revista Veja, grande parte dessa aclamação do público vem de um desejo comum dos brasileiros de poder caminhar pelas ruas das cidades sem sofrer algum tipo de violência e que essa garantia seja gerida por uma polícia honesta, incorruptível. Assim, Coronel Nascimento é tido como um tipo de justiceiro ideal, aqueles que todos querem ver atuando em sua comunidade. Um herói nacional. “Como o Estado falha na segurança, nós, que somos vítimas, temos a tendência de buscar soluções personalizadas, individuais. Nascimento dá vazão a essa ânsia por soluções imediatas. Ele é um justiceiro do século XXI brasileiro”, disse Padilha à revista.

“Para o estudante de psicologia César Gomes, 26 anos, o sucesso do filme é porque o público veem na figura do Nascimento, um herói, que não existe na realidade. “É ele versus o sistema”, afirma. “No primeiro filme, Nascimento não é vilão, nem herói. No segundo, ele já é visto como herói, porque não temos no Brasil, um herói que represente o país, como existe o Capitão América, ou o Superman, nos Estados Unidos” argumenta César.

Denise Alcântara discorda dessa atribuição de “herói” ao protagonista do longa. A universitária que cursa Relações Públicas, diz que o Nascimento é um idiota. Ela justifica: Ele já matou tanta gente e nunca pensou por um segundo porque ele estava matando? Não acredito naquela idéia de que o ser humano é ruim por natureza, acho que as pessoas se transformam de acordo com o ambiente em que vivem. No primeiro filme ele era apenas mais um que matava as pessoas, agora é um idiota consciente, porque agora ele sabe o porquê ele matava as pessoas do morro”, diz Denise. Ela achou o filme interessante, porque mostrou uma realidade pouco conhecida pela maioria das pessoas. “Não foi um filme de luta, violento, como o primeiro em que mostrava que "bandido tinha que morrer". No segundo filme foi apresentado um lado mais social”, conclui.

“Gostei do filme, provoca uma reflexão sobre a nossa condição política, mas o final é fictício”, relata César. “Ninguém vai ao Congresso denunciar os corruptos, criar uma CPI. Isso não acontece”, complementa o universitário se referindo á cena em que Nascimento vai ao Congresso e denuncia diretamente os deputados corruptos presentes ali causando o maior alvoroço no local, enquanto os acusados “berram” desesperadamente alegando serem falácias as acusações do coronel. Certamente essa cena pode parecer utópica na vida real, mas é um episódio que, graças ao diretor, materializou o desejo de muitos brasileiros de verem algum dia tal cena em algum telejornal.

O surpreendente sucesso do filme pode ser justificado por duas razões. Em primeiro lugar, o público brasileiro foi às salas pensando que iria ver mais pancadaria, outra fita de entretenimento, porém não absorvendo nada da mensagem transmitida. Em segundo, os mais de dez milhões de pagantes querem deixar um aviso de que há uma vontade do brasileiro de conhecer mais a fundo a realidade política da nação onde vive, além obviamente, da possibilidade – ainda que fictícia – de ver um policial honesto lutando sozinho contra um sistema falho e fazedores de corruptos.


Os universitários Denise e César tem opiniões contrárias sobre a absorção – ou não – das questões sociais abordadas no filme pelo espectador. Enquanto o primeiro diz que sim, a mensagem é dada ao espectador de forma bem mastigada propositadamente, para as pessoas perceberem o que está se falando na tela. O estudante de psicologia diz que não, a maioria dos espectadores não compreendem a mensagem que o filme transmite, concentram-se apenas na parte superficial, saem do cinema e logo esquecem o que foi visto e dito.

Para José Padilha, diretor dos dois Tropas, o fato do segundo filme ter passado dos dez milhões de espectadores indica que o público está interessado em pensar a realidade através do cinema político e que este tipo de cinema pode, sim, ser popular. “Para mim, esta é uma fonte de motivação. Me estimula a pensar em novos filmes, e a continuar o trabalho de roteirista e diretor que sempre quis fazer”, afirmou o diretor à revista Exame. Bom, se Padilha pensar em fechar uma trilogia para a saga do Cel. Nascimento, já teremos o nosso próprio “Bourne” a brasileira, ou o nosso “Dirty Harry” brazuca. O nosso próprio (anti) herói de ação nacional, ainda que seja apenas nas telonas.

8 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro

Cap. Nascimento, o nosso anti-herói, está de volta! 
E os políticos que se cuidem!


Por mim eu trancava eles aí dentro, jogava a chave fora e deixava eles se foder sozinho”. Esta é a voz do nosso anti-herói brasileiro, Capitã. Nascimento - que agora é Tenente-Coronel do BOPE - sobre o conflito entre os bandidos no presídio Bangu 1. São os primeiros minutos de Tropa De Elite 2 (2010) – depois dos créditos iniciais embalados por aquela música horrenda do Tihuana.


Nesta sequência, o alvo do Coronel Nascimento (Wagner Moura arrebenta, em todos os sentidos), que agora ocupa o cargo de subsecretário de segurança do Rio de Janeiro, são os políticos e os corruptos. Quer dizer, os políticos corruptos. Com esse poder nas mãos, Nascimento consegue dar um jeito na bandidagem, no tráfico carioca. Mas ele descobre que aqueles traficantezinhos do morro não são nada comparados a um esquema que envolve políticos e policiais, que se beneficiam da ausência dos traficantes para ganhar poder e mais dinheiro e claro, votos, pois é ano de eleições e todos querem “mostrar serviço” à população e à imprensa.



O personagem de Nascimento está mais maduro, complexo, humano. Sua vida anda complicada também. Além de lidar com esse novo trabalho – ele quer foder com o sistema – tem que lidar com o filho que lhe ignora e com Fraga (Iradhir Santos) um ativista dos direitos humanos, casado com sua ex, e que não gosta nada dos métodos violentos e não convencionais do BOPE.

O diretor José Padilha consegue algo quase impossível: superar o primeiro filme. Nesta segunda parte, ainda tem alguns elementos presentes no original: a violência, o realismo, a crítica social, a polêmica, a tensão quase ininterrupta e a tal sacola de plástico sendo usada para embalar cabeças. Mas é inegável notar o amadurecimento dos personagens principais, a trama bem desenvolvida e mais complexa. Ainda é visível perceber em cada frame, os motivos que levaram Padilha a realizar esta sequência, a vontade de querer ver - e mostrar - o Cap. Nascimento combatendo esses novos inimigos que – a meu ver – são muitos piores que o traficante da esquina.



Deputado corrupto: igual a muitos reeleitos este ano!

Padilha conseguiu fazer de Tropa de Elite 2 um produto de entretenimento com conteúdo, queria também que o espectador saísse do cinema levando consigo uma reflexão sobre a condição política atual do Brasil e seus representantes cada vez mais inaptos e analfabetos. E se Padilha quiser realizar uma trilogia, o Brasil agradece. Teremos o nosso Bourne à brasileira.
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