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7 de abril de 2015

Velozes e Furiosos 7 - Adrenalina e comoção em família




 
A série Velozes e Furiosos desde o quarto capítulo deixou de ser um franquia de rachas e carros “turbinados” e adotou um tom mais convencional de filmes de ação, no qual um grupo de amigos lutam contra criminosos mal encarados em meio a perseguições de carros inverossímeis e eletrizantes.  Ao longo dos anos e com quatro filmes muito bem sucedidos – após o retorno de Vin Diesel à saga no quarto filme, a  franquia tem alcançado resultados impressionantes de bilheteria - o grupo de amigos se tornou uma família - dentro e fora da tela - e os laços entre eles estão mais fortes que nunca no novo Velozes e Furiosos 7 (Furious 7, 2015), que marca a despedida de um membro muito importante e querido, Paul Walker, morto em um acidente de carro – que infeliz coincidência –  em novembro de 2013.

A trama pode ser descrita em duas linhas: Dominic Toretto (Vin Diesel) e seus amigos são "caçados" pelo temível Deckard Shaw (Jason Statham) que deseja a qualquer custo vingar a morte do irmão. O enredo simplista e cheio de clichês pode não empolgar muito, mas Velozes e Furiosos 7 atende com louvor as expectativas do público e proporciona diversão, ação, humor e cenas alucinantes e repletas de adrenalina.

  A família vai à festa

O cineasta James Wan assume a direção deste novo capítulo e surpreende na sua primeira investida em um gênero bem diferente daquele que o consagrou em Hollywood. Se você não sabe quem é James Wan, certamente conhece suas obras. Wan é o grande responsável por nos presentear com algumas das melhores obras do terror nos últimos anos:  Invocação do Mal, Sobrenatural e o primeiro Jogos Mortais. O bom trabalho na franquia de ação evidencia a versatilidade do cineasta e justifica-se pelas sequências de ação bem elaboradas - e exageradas, mas e daí? - e os inventivos ângulos de câmeras nas cenas de luta e perseguições. 

Outro ponto a destacar é que Paul Walker (No Rastro da Bala, A Vida em Preto e Branco) aparece bem mais do que eu previa, o que significa que o trabalho feito por dublês e efeitos especiais para concluir a participação do ator após a sua morte foi surpreendente e extremamente eficaz.  Outro ponto importante da produção é a união dos maiores heróis/brutamontes do cinema atual: Vin Diesel, Jason Statham e o gigante Dwayne Johnson, que apesar de aparecer pouco, tem um papel importante e cômico na história. Já Diesel e Statham, protagonizam momentos épicos do cinema vivendo personagens praticamente “imortais” capazes de sobreviverem a dezenas de explosões e colisões automobilísticas sem levarem um arranhão sequer. 

Walker em um dos seus melhores momentos na saga

Embora seja um filme de ação comandada por brucutus, Velozes e Furiosos 7 também tem seu lado emocional e familiar. O companheirismo e a amizade entre eles sempre estiveram ali, fortes, inabaláveis, como qualquer família, eles estão sempre prontos para encararem qualquer desafio juntos. Nesse capítulo, a família está mais unida e mais à vontade com os defeitos e as qualidades do outro, talvez seja uma visão particular, talvez seja a perda do ente querido, que não só afetou emocional e psicologicamente o elenco, mas a todos que acompanharam a saga desde o primeiro filme, lá em 2001 e simpatizaram com Dom, Brian (Walker), Letty (Michelle Rodriguez), Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e companhia. VF7 é entretenimento puro, divertido e empolgante, mas vai preparando o lenço também, pois Paul Walker recebe uma homenagem emocionante de sua família.  

NOTA: 8,5

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2 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia




E quem diria, Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), filme de heróis desconhecidos que a Marvel desenterrou lá dos quadrinhos sessentista é uma grata e divertidíssima surpresa, a melhor do ano. Com uma árvore falante, um guaxinim e uma garota verde como protagonistas, eu não esperava muito da produção, nunca me animei com os trailers, mas a marca Marvel fez com que eu não perdesse o otimismo, afinal, o estúdio não errou feio até agora e está muito bem cercada de pessoas criativas e respeitosas com as obras adaptadas, como James Gunn, diretor do ótimo filme Seres Rastejantes e desta incrível aventura espacial.


O início de Guardiões da Galáxia já dá o tom bem humorado que a trama vai seguir: Peter Quill (Chris Pratt, hilário, personagem feito sob medida para o ator que já participou de séries como The OC. e do elogiado filme O Homem que Mudou o Jogo) dançando ao som de Come and Get Your Love, do grupo Redbone, enquanto procura por um poderoso artefato. Desde já, uma cena antológica.


Peter, também chamado de Star Lord, conhece seus amigos não convencionais numa prisão. Com a companhia de Groot (Vin Diesel), Gamora (Zoe Saldana, que entra aqui na sua terceira franquia de sucesso, além de Avatar e Star Trek, tá podendo hein!), Rocky Racum (Bradley Cooper, com voz irreconhecível) e o brutamontes Drax (Dave Bautista), Peter vai combater inimigos poderosos como Ronan, o Acusador (Lee Pace), que deseja a todo custo acabar com a raça do povo Xandarians, mas para isso, precisa do objeto que está sendo protegido pelos cinco amigos. 



A história é ágil, muito bem contada e o longa muito bem produzido, os efeitos visuais arrasadores, o humor é certeiro e sutil  -  destaque para a piada com Kevin Bacon -  mas é pelo elenco entrosado e a relação entre os cinco personagens e claro, a deliciosa trilha sonora com hits dos anos 70 que Guardiões da Galáxia é tão apaixonante, já é considerado pela mídia especializada, como um dos melhores filmes da Marvel, perdendo apenas para Os Vingadores.


Apesar dos cinco personagens serem muito diferentes, gerando discussões a todo o momento, logo eles se tornam uma família e percebem que precisam muito um do outro, e a amizade torna-se tão forte em apenas duas horas de filme que até para nós, espectadores, é como conhecêssemos os guardiões há muito tempo, são personagens cujo carisma pode ser comparado à Han Solo e sua trupe em Star Wars ou até mesmo aos amigos de Os Vingadores.


Já as músicas da fita cassete de Peter Quill, coletânea carinhosamente chamada de Awesome Mix Vol 1, é sensacional, de outra galáxia. De Jackson 5, David Bowie a The Runaways, a trilha nostálgica é uma eficiente ferramenta para conferir humor ou sentimento de calmaria entre as cenas mais explosivas. Se você acha que uma aventura espacial recheado de seres bizarros não combina com uma trilha descolada dos anos 70 e 80, obviamente ainda não viu Guardiões da Galáxia. Eu saí da sala do cinema cantarolando as músicas. 

Sem dúvida GG é mais um grande acerto da Marvel, uma aventura despretensiosa protagonizada por figuras esquisitas, como a árvore chamada Groot, mas que carrega consigo mais humanidade que muitos super-heróis por aí.

Olha o que o StarLorde está ouvindo no seu walkman:


Se curtiu, tem mais músicas da trilha sonora. Clique aqui!


NOTA: 9,0
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