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4 de maio de 2015

Jennifer Aniston brilha no drama Cake - Uma Razão Para Viver





Cake: Uma Razão Para Viver (2015) ou o filme em que Jennifer Aniston nos apresentou a melhor performance de sua carreira e mesmo assim foi esnobada pelo Oscar este ano, tem justamente aí o seu principal atrativo, é uma grande chance de contemplarmos uma atuação honesta da atriz, que há tanto tempo luta para se livrar de Rachel, a icônica personagem de Friends. Sinceramente, a incursão de Aniston em centenas de comédias nos últimos anos não contribuiu muito para este “expurgo” rachelniano tão desejado, até agora.


O filme é dirigido pelo desconhecido Daniel Barnz e relata a história de Claire (Aniston), uma mulher depressiva, ranzinza e que sofre de dores no corpo decorrentes de uma recente tragédia. Acompanhada pela empregada Silvana (Adriana Barraza), com quem tem os melhores diálogos do longa, Claire transita em um mundo doloroso cujo sofrimento em grande parte é imposto por ela mesma, vive seus dias desprezíveis entre o vício em remédios e álcool e a fascinação com o suicídio de uma colega da terapia.

  Melhor atuação dramática da atriz em anos


Cake é um típico filme de superação, o subtítulo em português já nos diz isso e você já imagina que há um momento em que a protagonista encontrará a sua razão de viver. Ela encontra, de fato, e isto acontece numa cena muito bem pensada dentro do carro em momentos derradeiros da produção. 


Jennifer Aniston nos presenteia com uma atuação arrebatadora, de total entrega, sem maquiagem e com marcas no rosto, ou seja, feia e envelhecida, a loira tem momentos marcantes no filme, o que já é motivo suficiente para vê-lo. Infelizmente, o brilho da atriz não impede que Cake: Uma Razão Para Viver seja nada além de uma obra irregular, com momentos mal explicados e outros desnecessários. Sam Worthington (Avatar) e Anna Kendrick (A Escolha Perfeita) também estão no elenco.

 Aniston leva bolo para Sam Worthington 


Aprender a suportar a dor e o sofrimento, por mais profundo que eles sejam e saber o momento de seguir em frente e não sucumbir às escolhas covardes como o suicídio é uma das questões que o filme nos convida a refletir.   

Quanto à Jennifer Aniston, devo lembrá-los que este não é o primeiro papel dramático da atriz. Em 2002, ela estrelou, ao lado de Jake Gyllenhaal, o melancólico Por Um Sentido na Vida, no qual vive novamente uma mulher sem “razão de viver”. A produção é bem superior a Cake e Aniston já havia demonstrado na época a sua desenvoltura para personagens densos e complexos.


NOTA: 6,5


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9 de março de 2013

A Escolha Perfeita




A Escolha Perfeita (The Pitch Perfect, 2012) é uma celebração pop descarada e deliciosa. O filme não tem um roteiro original, tudo é muito previsível e parece um episódio estendido de Glee, mas a produção ganha força nas peculiaridades de cada personagem e nas ótimas versões acapella de hits como Don´t Stop the Music (Rihanna), Since U Been Gone (Kelly  Clarkson), The Sign (Ace of Base), Titanium (David Guetta)  e muitas outras. Em resumo, é um filme para quem gosta de música (pop), remixes, mash-ups e tudo que envolve este universo.

Anna Kendrick, da saga Cre... , quer dizer, de bons filmes como Amor sem Escalas e 50%, vive a protagonista Beca, uma aspirante a produtora musical (me identifiquei muito com ela, seus mash-ups são sensacionais), porém, um pouco deslocada e sem muitos amigos.  Sua rotina muda quando ela inventa de cantar no banheiro e seu talento é descoberto. Ela vai parar no coral Bellas de Barden e junto com as outras meninas entram numa competição de corais no melhor estilo Glee.

Rebel Wilson, grande destaque cômico do filme.

A diversidade no coral feminino é a maior atração do filme, tem a ninfomaníaca, uma lésbica assanhada, a chata líder do coral (Anna Camp, que interpretou outra bitch em True Blood), e a super espontânea, sem vergonha e hilária Fat Amy (Rebel Wilson, de Missão Madrinha de Casamento). 

Kendrick tem carisma demais - canta bem hein! - e segura bem o filme como protagonista, mas é Fat Amy a grande surpresa de A Escolha Perfeita. Seus comentários bem humorados e críticos, a cômica cena da dança da sereia e do recrutamento,  enfim,  quando ela está em cena é hora de dar risadas. Por mim, a personagem ganharia um filme só seu, a boa notícia é que na sequência do filme, há rumores sobre isso, Fat Amy  deve ofuscar mais ainda todo o elenco. Antes do filme estrear, Rebel Wilson vai apresentar o MTV Movie Awards no dia 14 de abril. Ninguém vai perder né? 

Hora de cantar!

A Escolha Perfeita pode parecer bobo e ter uma história rasa, mas é entretenimento puro e descompromissado. A produção não celebra a cultura pop apenas no mundo musical, o cinema oitentista também ganha uma singela homenagem. O clássico Clube dos Cinco tem uma contribuição muito importante no enredo do musical. O longa de John Hughes também foi citado na comédia A Mentira, estrelado por Emma Stone, e eu acho essas referências e a exposição de antigos filmes em produções recentes muito positiva, incentiva os jovens de hoje a buscar e conhecer o cinema teen dos anos 80 e aprimorar o seu conhecimento sobre a sétima arte.


Fat Amy ensina uma nova dança para você, clica aqui e aprenda!




19 de janeiro de 2012

50% - O lado positivo quando se tem câncer



- Que tipo de câncer é?
-  Um tipo raro...
-  Você vai ficar bem? Quais as suas chances?
- Acho que é 50%.
- Não é tão ruim...as pessoas se curam o tempo todo. Lance Armstrong     sempre pega câncer. O cara do Dexter, está ótimo. Patrick Swayze está ótimo também.
-Patrick Swayze? O cara já morreu...
- Sério?

É esse bom humor que permeia todo o filme o principal trunfo de 50%  (50/50, 2011), o novo trabalho de Joseph Gordon-Levitt, o rejeitado de  500 Dias com ela e que estrelou também o cultuado A Origem. 50% sai este mês no Brasil direto em DVD.


Adam (Levitt) é jovem, tem 27 anos e uma namorada bonita. Seu “mundo” desmorona quando ele descobre que está com câncer na coluna. Seu amigo Kyle (Seth Rogen, de Ligeiramente Grávidos e tantas outras comédias) faz tudo para animá-lo, e o incentiva a usar a doença para “pegar” as garotas, mas é ele mesmo que se aproveita da condição do amigo para conseguir sexo descompromissado.

"Levitt é o máximo, mas os seus cabelos..."

Além do amigo de Adam ser responsável pelas cenas mais engraçadas do filme, a interação entre Adam e a sua psicóloga-estagiária Katherine (Anna Kendrick de Amor sem escalas e Crepúsculo), também rende bons momentos, alguns cômicos e outros pra lá de emocionantes. A química entre eles é tão positiva que tudo que queremos é que o fim seja o mais feliz possível. Bom, não vou contar o final aqui né....

Apesar de tratar sobre uma questão bastante em evidência atualmente, o câncer,  e que supostamente deveria render um drama pesado e pessimista, 50% felizmente aborda o tema de um maneira leve, bem humorada e positiva.

Anna diz: "Você sabia que eu conheço os Cullen?"

Jonathan Levine, um diretor ainda desconhecido, acertou a mão e conseguiu dosar bem as cenas cômicas com aquelas que exigem mais seriedade, como o momento em que Adam vai para a cirurgia, a cena é de fazer qualquer marmanjo despejar rios de lágrimas.

Uma história bem contada, um ótimo elenco e uma trilha sonora bem descontraída faz de 50% um belo filme, que vai além da premissa que é sobre um cara com uma doença rara, é também sobre amizade, família, e principalmente sobre aquela sensação frustrante de que “o tempo passou (ou está passando) e não fizemos nada de importante na vida”.

28 de janeiro de 2010

Amor sem Escalas

"Até os homens que construíram impérios e mudaram o mundo passaram por isso". 

Essa é mais ou menos a frase de consolo dita inúmeras vezes por Ryan Bingham com a intenção de "animar" as pessoas que dispensou de seus trabalhos. É isso mesmo, Ryan voa todo os Estados Unidos, de empresa em empresa, demitindo pessoas. E ele faz isso com muita naturalidade e frieza, é quase um robô e com tantos anos de experiência sabe exatamente como agir e o que falar diante das diferentes reações das pessoas, que vai desde a uma resposta calma a uma ideia de suicídio.

Ryan Bingham é interpretado por George Clooney, charmoso como sempre, numa interpretação digna de Oscar no excelente filme de Jason Reitman, Up in The Air. Ok, o título "cometido" pelos responsáveis por traduzir para o português ficou Amor Sem Escalas. Ridículo e inadequado. Eles adoram colocar a palavra "amor" nos títulos, mesmo que o filme seja especificamente sobre o ódio.


Ryan dá dicas de como arrumar uma mala

Como já disse, a história gira em torno de Ryan, que é pago para dispensar pessoas nas empresas que estão em crise. Ele não se importa com o tipo de trabalho que tem, ele acredita ser uma pessoa feliz, ainda que solitário, não tem relação profunda com ninguém, nem com sua própria família. Tem uma casa, mas nunca está nela, vive em aeroportos. Passa mais tempo no ar que na terra. Casar e ter filhos é uma utopia.

O protagonista ainda apresenta palestras motivacionais, no qual praticamente a mensagem que ele passa é: "carregamos coisas demais nas costas, precisamos nos livrar delas, elas só nos atrapalham". Essas "coisas" a que ele se refere, incluem pessoas também. Mas sua vida pode estar prestes a mudar radicalmente quando ele encontra duas mulheres: Nathalie e Alex. Interpretadas respectivamente por Anna Kendrick e Vera Farmiga.

Nathalie é a responsável por implantar um novo sistema no qual a demissão poderá ser feita por computador. Sem precisar gastar com viagens e hospedagens. Ryan não gosta disso. Não porque ele sentirá falta do contato humano, mas porque terá de viver longe do aeroportos, viver permanentemente num só lugar, o que significa que ele terá de criar laços afetivos com alguém. 

Alex é igual ao Ryan, ou seja, tem o mesmo estilo de vida dele. Vive nas nuvens. Eles iniciam um relacionamento, se encontrando de vez em quando e então, ele começa a pensar diferente sobre o seu projeto de vida, ou seja, para o consultor, ela pode ser a chance de ter realmente algo permanente, e quem sabe construir um lar, ter filhos.



Jason Reitman realiza mais um excelente trabalho, Amor sem Escalas é inteligente, imprevisível e tão bom quanto seus longas anteriores, Juno e Obrigado por Fumar.  Tem uma trilha sonora deliciosa, destaque para a linda música Help Yourself de Sad Brad Smith, atuações inspiradas, cenas  memoráveis e ainda traz à luz temas bem atuais para refletir, como a interferência da tecnologia nas relações humanas ou como podemos encarar uma demissão, fato que para muitos podem significar um fim, mas também pode ser um novo começo.
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