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9 de dezembro de 2017

Dark - A série profundamente sombria que você não pode perder


O homem cujas habilidades excepcionais é capaz de criar artifícios para transitar entre épocas diferentes, ou seja, viajar no tempo, é o mesmo que sucumbe à própria desgraça quando sua vida sofre uma reviravolta infeliz e qualquer noção de racionalidade lhe é tirada. Que ser complexo é o ser humano, não é mesmo? Essa dicotomia pode ser observada na série alemã Dark (2017), que estreou no Netflix este mês e já considero uma das melhores do ano, quiçá da década. 

Na lúgubre cidadezinha alemã de Winden, um pai de família tem sua vida virada do avesso quando seu filho menor desaparece misteriosamente, esta é uma das tramas de Dark, série que tem sido comparada equivocadamente a Stranger Things, felizmente, as semelhanças são mínimas e se esvaem já no primeiro episódio, quando notamos a atmosfera sombria, a densidade e a complexidade da trama, na qual iremos ficar absortos durante os próximos nove capítulos.


Criada por Baran bo Odar, Dark explora elementos comuns em produções de ficção científica como buraco de minhoca, viagem no tempo e conceitos de física quântica – se você já viu a série Fringe e os filmes Coherence, Interestelar e O Predestinado irá se deleitar com a história, no entanto, a parte complicada e também o maior trunfo de Dark são as três linhas temporais que envolvem membros de quatro famílias, é bem fácil você se perder e não saber quem é quem e não conseguir enxergar a ligação entre os tantos personagens, uma árvore genealógica das famílias – como essa que a Mundo Estranho elaborou – seria ótimo para consultar enquanto ver os episódios.

9 de novembro de 2014

Interestelar – Um sci-fi disfarçado de drama familiar




Um dos cineastas mais hypados da atualidade, Christopher Nolan, realiza a sua primeira obra pós-Batman e o mundo inteiro está com os olhos voltados para a ficção científica Interestelar (Interstellar, 2014) que estreou esta semana nos cinemas. 


Vou dizer algo sobre o filme, é o mais irregular da carreira de Nolan. Digo isso, não como algo definitivo, tampouco dispenso a ideia de eu estar enganado e posso mudar meu parecer no futuro. Interestelar é uma obra que merece ser esmiuçada, analisada cuidadosamente, vê-la uma única vez para entender o “todo” não basta, é preciso revisitá-la, e por isso, no momento, minha nota sobre o filme não seja tão alta, mas é justa.


Interestelar não é o novo “A Origem” ou “Gravidade”, é mais complexo e abstrato que os filmes citados. A trama mescla teorias físicas do espaço - inclui aí buracos de minhoca, relatividade, gravidade, tempo-espaço e  etc. -  com filosofia, fé e amor, este último elemento, é o que fala mais alto nos 169 minutos de projeção. É uma longa duração, mas são três horas que se passam na rapidez da velocidade da luz, acredite, Nolan sabe envolver o espectador.

 McConaghey e Hathaway: salvadores da humanidade


A história se passa em um futuro pessimista, a humanidade está ruindo aos poucos e a Terra se tornando a cada dia um lugar insuportável de se viver. Cooper (Matthew McConaghey, ótimo para variar) e Brand (Anne Hathaway) são a única esperança da humanidade, ambos são alguns dos exploradores que vão ao espaço em busca de novos planetas habitáveis para que a raça humana tenha a chance de se reestruturar e continuar a viver. Falar mais que isso é minar com a empolgação de qualquer um. 


Nolan adora cercar-se de gente talentosa em seus trabalhos, e  aqui não é diferente, o elenco grandioso conta com Jessica Chastain, Matt Damon, Michael Caine, Casey Affleck, Topher Grace, Ellen Burstyn, além de McConaghey e Hathaway. Chastain tem momentos poderosos na fita. Portanto, é do McConaghey, em uma época brilhante de sua carreira, a cena mais comovente do filme, o que torna cada vez mais possível a indicação do ator nas premiações do cinema no início de 2015.

 Chastain é um dos destaques da ficção 


Como todo trabalho de Nolan, Interestelar é visualmente belo, rico e apresenta um universo de fácil imersão, os efeitos especiais são impressionantes e a condição em que a Terra se encontra é tão intrigante quanto um planeta desconhecido. Já a trilha sonora, exagera em momentos precisos em que o “silêncio” seria mais eficiente, mas é a trilha que evoca a tensão e o suspense nas cenas mais agonizantes. 


O “problema” de Interestelar é criar uma necessidade de reviravoltas a cada instante, em algum momento, elas soam forçadas, assim como a atitude de alguns personagens. Mas Nolan sabe fazer com que os tais “defeitos” sejam ofuscados diante da magnitude de seus filmes. 


Interestelar é uma típica ficção científica, traz questionamentos filosóficos, discute teorias científicas, faz um alerta ecológico e ainda impõe ao espectador avaliar a sua própria espécie e o seu verdadeiro papel na Terra. Mas o filme vai ao infinito e além, e se consolida como uma obra que valoriza a família, o amor paterno. No final deste drama familiar disfarçado de sci-fi - ou seria o inverso? - as "coisas" do coração se sobrepõem a qualquer pergunta não respondida ou teoria não compreendida. 


NOTA: 8,0

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