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23 de outubro de 2017

Coherence – um filme que vai explodir sua mente


Coherence, um suspense sci-fi independente lançado em 2013, é um desses filmes que talvez você não conheça, é também uma dessas obras perturbadoras da mesma categoria de Donnie Darko, O Predestinado e Amnésia, por exemplo. Se você já viu um deles, já sabe do que estou falando. Aliás, essa produção se encaixa bem no meu post Os melhores filmes-cabeça de todos os tempos.

Dirigido pelo roteirista da animação Rango, James Ward Byrkit, Coherence – seu primeiro trabalho como diretor – é uma obra que desafia a nossa mente, no melhor estilo “blow your mind”, sendo assim, é categórico que você saiba o mínimo possível sobre a trama de Coherence. O que você pode saber é apenas isso: oito amigos se reúnem para um jantar na casa de um deles na noite em que um cometa está passando pela órbita da Terra. A noite vira um caos quando coisas estranhas começam a acontecer. Isso é tudo!

24 de setembro de 2017

mãe!


Darren Aronofsky não faz filme de fácil digestão: Pi, Réquiem para um Sonho, Fonte da Vida e Cisne Negro são obras desconcertantes, divisivas e polêmicas. Se você é um apreciador do repertório do cineasta, certamente você vai adorar sua mais nova criação: mãe! (mother!, 2017), se não, vai odiá-lo com todas as suas forças (bem, hoje em dia, não se precisa de muito para se odiar algo né!). mãe! é – no melhor sentido – desagradável, claustrofóbico, desconfortável, um chute no estômago. mãe! não é um filme de terror, como o marketing diz ser, embora haja momentos e artifícios que evoquem uma produção do gênero.

mãe! é sobre a Criação e o Criador, a alegoria religiosa presente na obra é incontestável, ainda que permita interpretações múltiplas, o fanatismo religioso e a devoção a celebridades/deuses são claramente explicitados. Jennifer Lawrence vive a mãe. De acordo com alguns dicionários, mãe significa amor, proteção, alimentação. Indo ainda mais longe, a deusa Kali, a mãe segundo os hindus, representa criação, preservação, destruição. E todos esses elementos são representados pela figura da protagonista ou pela narrativa.

7 de setembro de 2017

Atômica – espionagem e história em filme de ação ousado



Destruída após a Segunda Guerra Mundial, Alemanha foi dividida entre os vencedores do conflito, ou seja, URSS comandava a Alemanha Oriental, e os EUA a Alemanha Ocidental. As pessoas que viviam na parte Ocidental podiam ir para o lado Oriental, mas não o contrário, favorecendo a construção de túneis subterrâneos para aqueles que queriam ultrapassar a barreira. 

O Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria, caiu no dia 9 de novembro de 1989, ou ao menos começou a ruir nessa data. A imagem da população munida de pás, marretas e martelos demolindo o paredão ficou na memória coletiva, porém, a derrocada do muro não se deu de um dia pro outro, até novembro de 1990 esse monumento foi lentamente demolido. Isso ocorreu porque um porta-voz da Alemanha Oriental declarou numa entrevista que seriam permitidas viagens ao outro lado, depois de ser questionado quando isso aconteceria, ele deu a entender que essa mudança já estava valendo. Tal declaração foi o suficiente para  que os moradores, do lado Oriental, se amontoassem junto ao muro para exigir passagem e derrubar o muro à força.



Mas essa é uma outra história...não é a principal, mas é o que torna Atômica (Atomic Blonde, 2017) muito mais que um filme de pancadaria estrelado por Charlize Theron, é uma obra ímpar, que mescla ingredientes de um filme de espionagem com o retrato de um momento histórico vivido pela humanidade. David Leitch, o diretor, criou praticamente um novo subgênero: o filme de ação-espionagem-histórico.

21 de agosto de 2017

Um Contratempo – um exercício de percepção



Talvez você não saiba, mas o cinema espanhol tem uma contribuição bastante significativa ao gênero suspense/mistério e que deveria ser mais prestigiada pelo público em geral, posso citar alguns exemplares de língua espanhola que compensa qualquer possível trabalho de ter que procurar tais obras na web, por exemplo, as obras-primas de Guillermo Del Toro A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno, A Pele que Habito de Pedro Almodóvar, do diretor Alejandro Amenábar tem os ótimos Tesis – Morte ao Vivo e Preso na Escuridão (Abra Los Ojos, que ganhou versão péssima com Tom Cruise chamada Vanilla Sky), o tenso REC e o elogiado El Cuerpo, este último, do promissor Oriol Paulo, que também é o responsável pelo thriller mais surpreendente que você verá neste ano, Um Contratempo (Contratiempo, 2016), disponível na Netflix e objeto principal dessa crítica.


Graças à sua disponibilidade na famosa plataforma on-line, Um Contratempo tem ganhado aos poucos reconhecimento e um público cativo. Não me espanta se o filme espanhol brevemente ganhar um remake “meia boca” de Hollywood e o diretor Paulo for convidado para assumir outra refilmagem desnecessária, impedindo o cineasta de trabalhar em projetos originais e possivelmente mais interessantes.

13 de maio de 2017

Alien: Covenant


Há cinco anos Ridley Scott retomava a franquia Alien com Prometheus, uma obra indigesta e confusa, ninguém “abraçou” o teor existencialista da ficção que apresenta apenas ameaças e promessas (não cumpridas). Agora, em Alien: Covenant (2017), Scott faz o oposto e literalmente “toca o terror” em um filme visceral e sangrento.

Alien: Covenant não é melhor ou tão bom quanto o original de 1979 (a crítica especializada é muito ingênua ao esperar isso), na verdade, não precisa ser, o mais importante é que Covenant é muito superior a Prometheus. E isso já basta.

11 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira



Em 2005, Kong: o rei dos macacos voltou aos cinemas em uma aventura grandiosa pelas mãos de Peter Jackson, dois anos após o fim da trilogia de O Senhor dos Anéis. King Kong é grandioso mesmo, em vários sentidos, além da duração de mais de 3 horas de filme, a obra tem a magnificência a qual Jackson impôs em suas obras tolkienianas. Apesar de pouco lembrado hoje em dia, King Kong continua com sua aura épica, é um drama que explora a fundo seus personagens, e também uma aventura de tirar o fôlego, com sequências de ação memoráveis e efeitos visuais estarrecedores, típico de uma obra de Jackson.  

Doze anos depois, o macaco mais emblemático do cinema retorna, imenso, em Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, 2017), sem a cara de “clássico” do épico de Jackson, mas ainda assim, é uma empolgante e despretensiosa aventura.

28 de janeiro de 2017

Sob a Sombra


O terror de viver no meio de uma guerra, tendo de conviver com explosões e mísseis caindo na vizinhança, parece até fazer parte da rotina de mãe e filha, no entanto, a possibilidade de estar vivendo com “espíritos” na sua própria casa torna o dia a dia muito mais aterrador do que o “clima de pânico” lá fora. Unindo o realismo e o sobrenatural, os dois cenários aterrorizantes, juntos, amplificam a sensação de desconforto e tensão e este é um dos maiores acertos do filme Sob a Sombra (Under The Shadow, 2016), que entra na lista de uma das melhores e mais originais obras de suspense do cinema recente.

Sob a Sombra é um filme iraniano, e tem um estreante na direção, Babak Anvari, que também roteirizou a obra. Ambientado em Teerã, em 1988, durante a guerra entre Irã e Iraque, a história inicia quando Shideh (Narges Rashidi) é impedida de voltar a estudar medicina por causa de suas ações políticas nos anos anteriores. Com sentimentos de revolta, tristeza e impotência, ela faz do lar um lugar de estresse, favorecendo a entrada de espíritos ruins e malignos chamados djinns, que são os demônios da religião islâmica. Com a ida do marido para trabalhar na guerra, Shideh e sua filha Dorsa (Avin Manshadi) ficam sozinhas em casa.



14 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações


O clássico e o moderno convivem harmoniosamente em La La Land – Cantando Estações (La La Land, 2016), uma obra musical encantadora que faz uma ode ao cinema para contar a história de dois jovens em busca de seus sonhos. Esse é o segundo filme de Damien Chazelle, o primeiro foi o igualmente elogiado Whiplash.

La La Land e Whiplash podem ser distintos em muitos aspectos, mas pode-se aferir em ambos a paixão e o carinho com o qual a música, principalmente o Jazz, é retratada por Chazelle. Na trama, Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) vivem respectivamente uma atendente aspirante a atriz e um pianista de jazz que se apaixonam e tentam, juntos, correr atrás de seus sonhos em uma Los Angeles romântica, boêmia, colorida, hollywoodiana. Eles cantam, dançam, sapateiam, fazem graça – a cena em que o personagem de Gosling toca “I Ran” é hilária – e nos encantam. Vale lembrar que essa é a terceira parceria de Stone e Gosling, antes eles fizeram par romântico em Amor a Toda Prova e em Caça aos Gângsteres.


19 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam



Felizmente, a investida cinematográfica para suprir o vazio deixado pelo fim da franquia Harry Potter é realmente mágica: Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) é encantador, comovente, divertido e com personagens que nos cativam rapidamente, e melhor, é uma das poucas superproduções desse ano que faz jus ao “burburinho da mídia”, cada vez mais histérico quando trata de lançamentos cinematográficos.

Nunca me senti à vontade para escrever sobre os filmes Harry Potter, embora tenha gostado bastante deles – até dos dois primeiros, que eu os considero monótonos e arrastados, cujos aspectos não se podem atribuir a esse início da nova franquia mágica. Animais Fantásticos e Onde Habitam começa com o jovem Newt (Eddie Redmayne) chegando a uma Nova Iorque, dos anos 20, e deixando escapar alguns seres mágicos na cidade. A forma como Newt conhece, acidentalmente, os personagens de Kowalski (Dan Fogler) e Tina (Katherine Waterston) é engenhosa e cômica.


2 de outubro de 2016

Destino Especial


Apontado por mim, nesse post, como um dos filmes de ficção científica mais promissores do ano, Destino Especial (Midnight Special, 2016) superou as minhas expectativas, e melhor ainda, a obra scifi mostra a faceta spielberguiana de Jeff Nichols, cineasta de marca autoral e responsável pelo desconcertante O Abrigo.

Michael Shannon (sempre ótimo em cena) encabeça o elenco e interpreta Roy, pai de um garoto com poderes extraordinários e que tenta, a todo custo e com um amor e dedicação incondicional, proteger o seu filho. Com uma força sobrenatural capaz de derrubar satélites da atmosfera da Terra, Altom (Jaeden Lieberher) é visto pelo governo americano como uma arma, já para um grupo de religiosos, ele é um salvador. Para fugir de toda essa gente, Roy, com a ajuda do amigo Lucas (Joel Edgerton), parte numa jornada repleta de desafios e descobertas.

28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Há mais de 40 anos um tubarão branco gigante causava terror em uma praia, tornando o belo azul do mar em águas vermelhas de sangue. Refiro-me ao primeiro blockbuster de Steven Spielberg, Tubarão, que levou multidão aos cinemas e tornou o cineasta o mestre do “cinemão pipoca”, que ele é (ainda) hoje. Após tantos anos sem ter um filme com tubarão decente e que se leve a sério (Sharknados e produções cafonas semelhantes não valem...), o animal volta a ser o antagonista em um relevante e eficiente suspense, Águas Rasas (The Shallows, 2016), dirigido por Jaume Collet-Serra (de A Orfã).

Blake Lively interpreta Nancy, uma garota que vai a uma praia paradisíaca para surfar, relaxar e ver com seus próprios olhos o lugar que sua falecida mãe adorava tanto. Logo, o cenário que traz tantas recordações transforma-se em um campo de batalha pela sobrevivência.

Ilhada em uma pedra no meio do mar com um imenso tubarão a rodeando, Nancy (e sua amiga gaivota) passa por maus bocados para se proteger dos dentes afiados e assustadores do bicho.

6 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida

Contém spoilers!

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) é uma tragédia anunciada. Vendido como “subversivo”, a nova aposta cinematográfica da DC Comics é convencional demais, tão convencional que chegar a doer. Nunca tive altas expectativas acerca desse filme, e quando foi divulgado que a sua classificação indicativa seria para maiores de 12 anos, senti que algo estava errado com essa adaptação, que não era uma adaptação comum, mas uma repleta de anti-heróis “subversivos”. Resultado: todos esperavam um “Deadpool” e se depararam com um episódio longo de “Power Rangers”. Ou seria "Batman & Robin"?. Bem feito.

Vamos aos problemas, que não são poucos. Os heróis de Esquadrão Suicida não têm nada de “anti”: são sentimentais, choram por crianças, carregam bichinho de pelúcia e se autodenominam “família” – alguém aí lembrou de Velozes e Furiosos?. A personagem de Viola Davis – responsável por recrutar o grupo de criminosos – é mais implacável e temida que todos eles juntos.

30 de julho de 2016

Dois Caras Legais


Shane Black, o cineasta, tem um importante papel no universo cinematográfico, ele é responsável por escrever uma das franquias mais famosas do cinema, Máquina Mortífera, além de contribuir significativamente na renovação do subgênero “filme de ação com dupla de detetive”, após cometer Homem de Ferro 3 há três anos, o cineasta volta ao terreno que ele bem conhece com o divertido Dois Caras Legais (The Nice Guys, 2016), comédia de ação escrita por ele e Anthony Bagarozzi, roteirista ainda desconhecido.

O filme já inicia com uma sequência inusitada e bem-humorada. Um carro invade uma casa e ali, entre os escombros, está uma atriz pornô, que diz suas últimas palavras, nua, ensanguentada e com pose de capa da revista Playboy. Um momento mais cômico do que trágico.

Em Dois Caras Legais, o humor é constante e tão importante quanto os personagens de Ryan Gosling (March) e Russell Crowe (Healy). A dupla encarna dois detetives que investigam o desaparecimento de uma atriz pornô.


10 de julho de 2016

The Lobster



“– Em que animal você gostaria de ser transformado, caso falhe na missão de encontrar uma parceira? – Uma lagosta”. Responde o personagem de Colin Farrell, em um dos mais inventivos e estranhos filmes dos últimos anos: The Lobster (2015).

A pergunta faz parte de um questionário com perguntas esquisitas que o personagem David (Farrell, mostrando cada vez mais que tem muito a nos apresentar como ator) tem que responder. Deprimido com a recém-separação, ele vai para um hotel, pois o prazo de ficar sozinho já expirou, nesse resort, ele tem 45 dias para encontrar uma nova parceira, do contrário, será transformado em um animal, no caso de David, uma lagosta, por viver mais de 100 anos, ser fértil por toda a vida...enfim. Particularmente, eu não faço a mínima ideia qual animal eu escolheria, certamente eu faria uma pesquisa imensa sobre cada animal, para avaliar as vantagens e desvantagens e também escolheria o bicho cujo hábitat ficasse o mais longe possível do homem, na verdade, acho a ideia da lagosta bastante convidativa.

5 de junho de 2016

Deus Branco (White God) revigora os “filmes de cachorro”





Uma garota pedala pelas ruas desertas de Budapeste, quando surge atrás dela centenas de cães avançando rapidamente, furiosos, e aparentemente sedentos por vingança contra todos aqueles que os maltrataram. É dessa forma, que inicia o surpreendente Deus Branco (White God, 2014), pela cena inicial já percebemos que esse não é um “filme de cachorro” comum, do tipo que é exibido na Sessão da Tarde, a obra do húngaro Kornél Mundruczó é forte demais em comparação aos bobos dramas caninos que passam na telinha (os quais não tenho a menor paciência), mas já pode ser considerada a obra-prima desse subgênero.


Já no começo do longa, numa cena que demonstra uma relação bem fria entre as personagens, a garota Lili (Zsófia Psotta) é deixada pela mãe aos cuidados do pai, que deve ficar com ela por um tempo. Lili traz com ela, o Hagen, o seu cachorro. O pai, que não suporta o cão, obriga a filha a deixá-lo na rua. Eis aqui, mais uma cena tocante e incômoda. 

22 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse




“Ao menos concordamos que o terceiro filme é bem pior”. Quando Jean Grey dispara essa frase eu já suspeitava, a essa altura, que X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse, 2016) não seria melhor que o sofrível X-Men: O confronto final. Enganei-me um pouco, essa nova aventura é levemente superior à parte 3 da primeira trilogia, é divertida e tem cenas empolgantes, ainda assim, decepcionante, vazia e confirma a teoria de Jean. 

X-Men: Apocalipse inicia bem, de forma pomposa, no Egito antigo, nos apresentando o vilão Apocalipse (interpretado por Oscar Isaac, debaixo de quilos de maquiagem azul) no ritual de troca de corpo, que é interrompido por um grupo de revoltosos. A sequência é espetacular,  mas de nada adianta agradar os olhos, se não toca o coração, e é justamente essa falta de conexão com os personagens o maior defeito do filme. O roteiro não tem aprofundamento emocional,  não há elementos dramáticos, embora haja uma tentativa de cativar o público na subtrama de Erik/Magneto (Michael Fassbender), essa história, pela rapidez e a falta de densidade com a qual é contada, não nos envolve emocionalmente. Um desperdício, pois Magneto é de longe o personagem mais interessante da saga.

15 de maio de 2016

Hush – A morte ouve




O silêncio pode ser assassino, para a protagonista do suspense Hush – A morte ouve (Hush, 2016), para o espectador, o silêncio que permeia praticamente todo o filme representa uma agonia, uma tortura psicológica. Lançado exclusivamente pela Netflix – já disponível nessa plataforma –, Hush – A morte ouve pode ser considerado um dos melhores filmes de suspense do ano, ao lado de A Bruxa e Boa Noite Mamãe.


Com direção competente de Mike Flanagan (O Espelho), a trama de Hush é bem simplória, cabe em duas linhas: uma escritora surda e muda mora sozinha em uma casa afastada da civilização, sua rotina pacata se transforma em um “filme de terror” quando um mascarado serial killer (John Gallagher Jr.) surge na sua porta.  Apesar da premissa “mascarados invadem casa” ser bem batida – lembra de Os Estranhos? –, essa pequena obra tem seus diferenciais.

21 de abril de 2016

The Guest (O Hóspede) – um suspense cheio de charme




É muito reconfortante quando descobrimos obras cinematográficas que se destacam pela originalidade ou trazem um certo “frescor” a gêneros muito suscetíveis a clichês, como o suspense e os filmes de ação, isso nos faz pensar que as melhores histórias não estão nas superproduções, mas no cinema independente, em pequenas obras-primas que quase ninguém viu. The Guest (O Hóspede, 2014), por exemplo, é uma dessas pérolas imperdíveis e surpreendentes, nunca foi lançada no Brasil (até agora).


Com direção de Adam Wingard, responsável pelos filmes de terror Você é o próximo e V/H/S, The Guest é uma mistura de filme de ação, suspense e ainda “pega emprestado” a atmosfera das obras de terror dos anos 80 para contar uma história que te seduz do início ao fim.


16 de abril de 2016

Relatos Selvagens




A vingança é o protagonista de um cult argentino chamado Relatos Selvagens (Relatos Salvages, 2014), uma obra de humor negro e hipnotizante que você precisa ver.

Dirigido por Damián Szifron, Relatos Selvagens teve um sucesso de público estrondoso no país de origem, ficou um ano em cartaz em um cinema de São Paulo e ainda foi indicado ao Oscar. 

O longa é composto por seis breves histórias com contextos e personagens diferentes, cada um deles tendo “um dia de fúria”, culminando sempre em um ato de vingança contra alguém. Relatos Selvagens me cativou pelo humor corrosivo e o leve sadismo, o fato de ser uma antologia, me deixava sempre ansioso pela próxima história e pela forma como os personagens teriam o seu desfecho. A primeira história já nos surpreende, ocorre em um avião, cujos passageiros foram propositadamente colocados ali.

26 de março de 2016

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça






Há quase três anos o Superman ganhou um filme correspondente à sua grandeza,  O Homem de Aço, na época, dividiu a crítica, mas Zack Snyder  sabiamente preocupou-se mais com os fãs, pois sabia exatamente o que nós - fãs -  e o super-herói precisavam: de um recomeço grandioso e espetacular  - em todos os sentidos  - nas telonas, principalmente após o decepcionante Superman – O Retorno. Março de 2016,  é o momento de conferirmos a nova e ousada aposta da Warner e da DC Comics para tentar obter uma parte de um mercado hoje dominado por Vingadores e cia e estabelecer uma franquia duradoura e lucrativa. Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (Batman Vs Superman: Dawn of Justice, 2016)  estreia com essa responsabilidade imensa e com Snyder novamente no comando, ditando o tom sombrio e grandiloquente com o qual já estamos acostumados e vimos em suas melhores obras como Watchmen e Sucker Punch.


Batman Vs Superman: A Origem da Justiça estreou dividindo (de novo) a crítica especializada, mas público e críticos geralmente discordam quanto a produções do gênero – Homem de Ferro 3 é uma bomba, mas muita gente adorou aquilo - então, é importante destacar que Snyder entrega uma obra que vai agradar aos fãs dos super-heróis e desagradar a quem está acostumado com as cores, o bom humor e as tramas-família bobas dos filmes da Marvel. Aliás, um dos grandes acertos dos filmes do Universo DC é adotar o estilo dark da trilogia Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.


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