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12 de fevereiro de 2013

Meu Namorado é um Zumbi




Os mortos-vivos estão tomando conta de tudo mesmo, e nem o gênero “comédia romântica” conseguiu se safar dessa invasão. O mais novo "filme de zumbis" é a comédia Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies, 2013), sobre um jovem morto-vivo que se apaixona por uma humana, apesar da premissa parecer improvável e tosca, a produção impressiona e agrada.

Nicholas Hoult (falo dele mais pra frente) é um cadáver ambulante que se apaixona por Julie (Teresa Palmer), um pouco depois de comer o cérebro do namorado da garota. Para a segurança de Julie, ele a leva para o seu “lar”, um avião abandonado, e lá, ela fica sabendo que “R” – o garoto zumbi não lembra seu nome – não é tão ruim assim, ele idolatra os vinis e tem bom gosto musical. Nunca imaginaria que eu, em algum dia de minha existência, iria gostar de ouvir a balada Patience do Guns´n Roses em um filme, mas curti.

Cara de um, focinho...

R não fala muito no início, mas suas reflexões acerca de sua condição cadavérica – narrada em off -  são hilárias, ele tira sarro da sua própria espécie, em razão disso, Meu Namorado é um Zumbi se torna uma sátira muito divertida, não é para se levar a sério, mesmo.

A escolha de Jonathan Levine na direção foi feliz, quem já viu o drama 50% com Joseph Gordon-Levitt, sabe que o diretor é sábio no uso do bom humor para contar uma história que apresente elementos densos. Se no seu trabalho anterior ele soube dar leveza a uma história sobre um jovem que tem câncer, em Warm Bodies usou o humor para compensar aqueles momentos de romance e outros mais tensos, como as cenas de suspense e correria a la The Walking Dead.


Nicholas e Teresa encurralados por zumbis famintos...

Com muitas referências pop - a "homenagem" à Uma Linda Mulher é impagável - , uma trilha sonora nostálgica e muito bem acertada e um roteiro bem redondinho, com início, meio e fim bem delineados, sem falar na total entrega de Nicholas como o zumbi apaixonado, Meu Namorado é um Zumbi - esse título foi feito para afugentar o público, só pode, ignore-o  -  é a primeira e boa surpresa de 2013, sem dúvida.

Nicholas Hoult é um dos astros jovens em ascensão em Hollywood na atualidade, aos poucos ele vem marcando presença em filmes independentes e em grandes produções, porém, no mundo fora de Hollywood, seu talento já fora reconhecido há muito tempo, e ele ainda era uma criança. Confira abaixo, os trabalhos mais marcantes desse promissor ator britânico.


Um Grande Garoto (2001) - Nesta deliciosa comédia dramática, Hoult vive um garoto gordinho e depressivo que se depara com Will, protagonizado por Hugh Grant, um homem rico, esnobe e vazio por dentro. Os dois se tornam amigos e acabam ensinando muito um ao outro.




Skins (2007-2008) – Depois de Um Grande Garoto, não vi nada mais do Nicholas no cinema, até me deparar com esta série inglesa polêmica, sobre um grupo de jovens desregrados envolvidos com muito sexo, drogas e intrigas. Nicholas vive Tony, o cara popular  e bonitão da escola, porém, o mais cruel, arrogante e ás vezes, desprezível, do grupo de amigos. Certamente foi essa série que colocou o ator no radar de Hollywood.


Direito de Amar (2009) –  Neste longa bem elogiado pela crítica, Hoult vive um jovem de presença marcante que se sente atraído pelo seu professor George (Colin Firth), em crise desde a morte do seu amante. Uma produção de estética caprichada, pudera, é o primeiro filme do estilista Tom Ford, e de grandes atuações de todo o elenco. O longa foi uma grande oportunidade para que Hoult pudesse se despir de seu personagem anterior na série Skins, sua atuação é madura e hipnotizante.


X-Men: Primeira Classe (2011)Hollywood, here I am. Nicholas teve sorte, sua primeira participação foi numa megaprodução considerada um das melhores daquele ano, e ainda contracenou com gente talentosa, como Jennifer Lawrence (com quem teve um breve affair) , Michael Fassbender e James McAvoy. Hoult vive o Dr. Hank, que logo se transforma no mutante Fera.



Somente grandes produções no futuro deste jovem ator. Este ano, logo nós vamos vê-lo matar gigantes em Jack: O Caçador de Gigantes, e em 2014, ele vai estar nas telonas com o remake de Mad Max e na sequência de X-Men, Dias de um Futuro Esquecido

19 de janeiro de 2012

50% - O lado positivo quando se tem câncer



- Que tipo de câncer é?
-  Um tipo raro...
-  Você vai ficar bem? Quais as suas chances?
- Acho que é 50%.
- Não é tão ruim...as pessoas se curam o tempo todo. Lance Armstrong     sempre pega câncer. O cara do Dexter, está ótimo. Patrick Swayze está ótimo também.
-Patrick Swayze? O cara já morreu...
- Sério?

É esse bom humor que permeia todo o filme o principal trunfo de 50%  (50/50, 2011), o novo trabalho de Joseph Gordon-Levitt, o rejeitado de  500 Dias com ela e que estrelou também o cultuado A Origem. 50% sai este mês no Brasil direto em DVD.


Adam (Levitt) é jovem, tem 27 anos e uma namorada bonita. Seu “mundo” desmorona quando ele descobre que está com câncer na coluna. Seu amigo Kyle (Seth Rogen, de Ligeiramente Grávidos e tantas outras comédias) faz tudo para animá-lo, e o incentiva a usar a doença para “pegar” as garotas, mas é ele mesmo que se aproveita da condição do amigo para conseguir sexo descompromissado.

"Levitt é o máximo, mas os seus cabelos..."

Além do amigo de Adam ser responsável pelas cenas mais engraçadas do filme, a interação entre Adam e a sua psicóloga-estagiária Katherine (Anna Kendrick de Amor sem escalas e Crepúsculo), também rende bons momentos, alguns cômicos e outros pra lá de emocionantes. A química entre eles é tão positiva que tudo que queremos é que o fim seja o mais feliz possível. Bom, não vou contar o final aqui né....

Apesar de tratar sobre uma questão bastante em evidência atualmente, o câncer,  e que supostamente deveria render um drama pesado e pessimista, 50% felizmente aborda o tema de um maneira leve, bem humorada e positiva.

Anna diz: "Você sabia que eu conheço os Cullen?"

Jonathan Levine, um diretor ainda desconhecido, acertou a mão e conseguiu dosar bem as cenas cômicas com aquelas que exigem mais seriedade, como o momento em que Adam vai para a cirurgia, a cena é de fazer qualquer marmanjo despejar rios de lágrimas.

Uma história bem contada, um ótimo elenco e uma trilha sonora bem descontraída faz de 50% um belo filme, que vai além da premissa que é sobre um cara com uma doença rara, é também sobre amizade, família, e principalmente sobre aquela sensação frustrante de que “o tempo passou (ou está passando) e não fizemos nada de importante na vida”.

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