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7 de junho de 2015

A Espiã Que Sabia De Menos






Quem acompanha o Cinemidade sabe que não se vê por aqui críticas de comédias, as razões são diversas. Primeiro, porque é um gênero muito desfavorecido de originalidade, segundo, porque eu não aprecio o humor do tipo pastelão, o que envolve a maioria das produções - odeio filmes de Adam Sandler e similares -  e prefiro comédias que possuam um humor mais irônico e inteligente, como os filmes do Paul Feig, diretor do ótimo Missão Madrinha de Casamento e do divertidíssimo A Espiã Que Sabia De Menos (Spy, 2015).


Depois do impressionante Kingsman: Serviço Secreto, A Espiã Que Sabia De Menos é mais um bem sucedido derivado do gênero de filmes de espionagem que estreou nos cinemas este ano. Esqueça as comédias de espionagem protagonizadas pelo Mr. Bean, Paul Feig eleva o nível e estabelece um humor que não subestima nossa inteligência, afiado e brinca com estereótipos sem ofender ninguém.

  Cooper em ação e disfarçada como uma boa agente

Melissa McCarthy – que faz a gente rir sem se esforçar muito – é a estrela da comédia que ainda traz um Jason Statham desbocado e hilário - acredite se quiser - um Jude Law  charmoso, como sempre, e Rose Byrne (Vizinhos, Sobrenatural) impagável na pele de uma bitch glamourosa e criminosa. E ainda tem a desconhecida Miranda Hart, roubando a cena como Nancy, a agente destrambelhada e amiga de Susan Cooper (McCarthy).


Na trama, Cooper é uma agente da CIA que trabalha no porão da agência auxiliando os agentes de campo nas missões ultra perigosas. Um dia, Susan torna-se a única esperança da agência para impedir que um ataque terrorista se concretize e então, ela recebe a missão e sai do porão para viver aventuras inimagináveis.

Uma dupla improvável e explosiva


A Espiã Que Sabia De Menos traz cenas de ação e de luta bem elaboradas e sem exageros, a história se desenvolve de forma fluída, as reviravoltas da trama não são incoerentes, o enredo prende o espectador até a improvável - mas aguardada, por mim ao menos - cena final e tem Melissa McCarthy dando o seu melhor em cada cena, cada diálogo. Os momentos em que Susan xinga sem piedade a personagem vilã de Rose Byrne para diminuir a sua moral, rendem boas  gargalhadas. Já no aguardo da sequência. Confira AQUI o trailer.


NOTA: 8,0

17 de novembro de 2011

CONTÁGIO

Nada espalha mais que o medo. Nada é mais assustador que o próprio ser humano.





É impossível ver Contágio (Contagion, 2011) e não sair paranoico da sala de cinema. Pior ainda, é se deparar com pessoas tossindo próximas a você, depois de ver 1h40m de filme no qual a tosse é posta como uma das principais provas da contaminação da doença – sim, isso aconteceu comigo infelizmente, mas calma gente, estou bem, não tossi hoje, haha.

A culpa desse sentimento pós-sessão é do diretor Steven Soderbergh (Traffic, Erin Brockovich, Onze homens e um segredo, entre outros) que atribuiu à história um realismo assustador, fazendo-nos acreditar que algum dia, algo parecido pode acontecer na vida real. Oh wait, já aconteceu, a gripe H1N1! Pois é...

Damon recebe uma notícia nada boa...

Contando com um elenco invejável, Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Marion Cotillard, Kate Winslet, Lawrence Fishburne, Jude Law e muito mais, todos eles de suma importância para a trama – se tem alguém que sabe trabalhar com um elenco grande e de peso, é Soderbergh - , o filme narra desde o primeiro paciente contaminado até o vírus matar milhões de pessoas ao redor do mundo e as cidades virarem um caos. Em Contágio, você verá o apocalipse chegando lentamente, vitimando pessoas normais, e ao contrário de The Walking Dead, elas morrem e não ressuscitam depois.

Não é mais um zoombie-movie, mas acredite, seres humanos descontrolados conseguem ser bem mais assustadores que os mortos-vivos. Como diz o cartaz do longa, “Nada se espalha como o medo”, acredito que realmente o medo pode ser considerado neste filme o grande vilão, até mais que o próprio vírus, as pessoas perdem a razão quando devem enfrentar uma situação inesperada com o qual não possuem o mínimo controle, elas ficam perigosas, egoístas, gerando aquele caos incontrolável.
O caos instalado!

O drama mostra esse desespero das pessoas quando a doença se alastra e chegam ao limite de depender do exército para comer, ok, algumas dessas “cenas de desespero” aqui talvez sejam um pouco exageradas, mas completamente presumíveis na realidade. Os ótimos Ensaio sobre a Cegueira (2008) e O nevoeiro (2007), também abordam esse viés psicológico da raça humana, mostrando que nós, terráqueos, podemos facilmente transformar-se em “monstros” em situações-limites.

Ai que dó, Kate! Bela sequência!

Em Contágio há cenas memoráveis, como aquela em que a médica interpretada por Kate Winslet sabe que foi contaminada, ou da personagem de Paltrow caindo no chão com convulsões, há uma trilha sonora bem tensa, discussões interessantes sobre conspiração farmacêutica – Vick Vaporub se beneficiou da gripe espanhola, um prato cheio para quem curte conspirações hein! - , e a questão da prioridade dada à elite em relação à vacina, são coisas que nos faz refletir bastante.

Ah, e como já disse, todo aquele realismo que fará você ficar um pouquinho paranoico - evite passar as mãos no rosto, cuidado com as mãos de quem a aperta, lave-as depois, fica longe de gente tossindo, e por aí vai...mas espere, isso nem é paranoia, é realidade, muita gente faz isso desde a explosão da gripe suína! Vixi.....o apocalipse está perto e ele virá na forma discreta de um minúsculo ser vivo!

9 de maio de 2010

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

Um filme de Heath Ledger e amigos
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus está sendo chamado constantemente pela mídia de "o último filme de Heath Ledger", mas é bem mais que isso. É também o mais recente, inusitado e o mais fantasioso filme de Terry Gilliam. Obras complexas como o cult Brazil - alguém viu? Recomendo. - e Os Doze Macacos  - aquele com Brad Pitt e Bruce Willis - fazem parte da filmografia desse diretor que não costuma fazer longas muito "fáceis" para o grande público. 

Talvez Os Irmãos Grimm seja o mais comercial de seus trabalhos, aquele de mais fácil compreensão, e o mais fácil de gostar. Mas Gilliam não está preocupado em agradar, e graças a isso seus filmes são sempre inovadores, fantásticos, ímpares, loucos. Apenas recomendo ás pessoas que desconhecem o trabalho do diretor e que queiram assistir à Dr. Parnassus - ou qualquer outro filme - para relaxar a mente, "comprar" a ideia, sonhar, e entrar sem medo - assim como faz alguns personagens no longa - no mundo imaginário do Dr. Parnassus (Christopher Plummer). Um mundo colorido e bizarro repleto de águas vivas coloridas e flutuantes, balões voadores em forma de rostos humanos, sapatos de salto alto gigantes, escadas sem fim rumo ao céu e muitos outros elementos peculiares que só deveriam sair da mente de Gilliam.


Uma arte conceitual do filme. Uauu!


É inevitável falar desse filme sem citar o azar que teve o diretor durante as filmagens do filme. Ou seja, a perda do seu astro principal, Heath Ledger. O ator estava em uma pausa das filmagens quando morreu de uma overdose acidental de remédios, em janeiro de 2008. Na verdade, Gilliam tem um histórico enorme de fatos azarentos que sempre lhe acompanham em seus projetos, mas que eu não acho relevantes mencioná-los no momento. Por causa da tal tragédia a produção foi paralisada. Mas a genialidade do diretor juntamente com a disposição de alguns amigos dele e de Ledger, o filme foi salvo. E aí entra os atores Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, substituindo o amigo. Mas essa mudança de atores prejudica o filme? Em nenhum momento.


Los amigos!


A trama nos apresenta a uma trupe de teatro ambulante sem sucesso em atrair público e sem dinheiro comandada por Parnassus e completada por Valentina (Lily Cole), Anton (Andrew Garfield) e o anão Percy (Vernie Troyer). As coisas mudam quando entra em cena o personagem Tony (Ledger) que com seu charme e muita lábia começa a atrair as pessoas e logo elas são convidadas a entrar no espelho. Do outro lado do espelho está um mundo fantástico no qual a imaginação da própria pessoa que entrou se torna realidade. 

É justamente no "outro lado do espelho", onde você pode sentir, ter e ser quem quiser, que entra em cena os amigos de Ledger. Tony a cada vez que entra no espelho mágico mostra uma faceta diferente - e coerente claro, com a trama. Depp é o Tony romântico, Law é o sonhador, e Farrell dá vida ao Tony ambicioso. Voltando ao enredo, Dr. Parnassus tem uma dívida com o diabo, e se ele não conseguir 5 almas em dois dias, ele levará sua filha Valentina. Para garantir surpresas, não comentarei nada mais.


O último "Ledger" na telona!


É o trabalho, visualmente falando, mais delirante do diretor. Os cenários bonitos e coloridos faz um contraste com a feia e suja realidade da cidade de Londres, a fotografia em um tom meio "sujo" é um dos muitos atributos desse filme, que ainda arruma espaço para fazer uma crítica à sociedade do consumo e aos seres humanos que por viverem sempre com tanta pressa, não têm tempo para sonhar.


O Mundo Imaginário  do Dr. Parnassus (2009) é um dos melhores filmes de Gilliam, louco - no bom sentido - e genial, assim como o próprio diretor. Mas infelizmente, é também o último longa de Ledger, mas é um ótimo filme para encerrar uma carreira na telona e mais um personagem memorável a adicionar em sua curta filmografia.
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