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9 de dezembro de 2017

Dark - A série profundamente sombria que você não pode perder


O homem cujas habilidades excepcionais é capaz de criar artifícios para transitar entre épocas diferentes, ou seja, viajar no tempo, é o mesmo que sucumbe à própria desgraça quando sua vida sofre uma reviravolta infeliz e qualquer noção de racionalidade lhe é tirada. Que ser complexo é o ser humano, não é mesmo? Essa dicotomia pode ser observada na série alemã Dark (2017), que estreou no Netflix este mês e já considero uma das melhores do ano, quiçá da década. 

Na lúgubre cidadezinha alemã de Winden, um pai de família tem sua vida virada do avesso quando seu filho menor desaparece misteriosamente, esta é uma das tramas de Dark, série que tem sido comparada equivocadamente a Stranger Things, felizmente, as semelhanças são mínimas e se esvaem já no primeiro episódio, quando notamos a atmosfera sombria, a densidade e a complexidade da trama, na qual iremos ficar absortos durante os próximos nove capítulos.


Criada por Baran bo Odar, Dark explora elementos comuns em produções de ficção científica como buraco de minhoca, viagem no tempo e conceitos de física quântica – se você já viu a série Fringe e os filmes Coherence, Interestelar e O Predestinado irá se deleitar com a história, no entanto, a parte complicada e também o maior trunfo de Dark são as três linhas temporais que envolvem membros de quatro famílias, é bem fácil você se perder e não saber quem é quem e não conseguir enxergar a ligação entre os tantos personagens, uma árvore genealógica das famílias – como essa que a Mundo Estranho elaborou – seria ótimo para consultar enquanto ver os episódios.

13 de abril de 2017

13 Reasons Why



Contém spoilers!
Precisamos falar de 13 Reasons Why. Quando Tyler (Devin Druid), o fotógrafo que é vítima frequente de bullying no colégio, abre uma caixa no seu quarto e vemos nela um pequeno arsenal, repleto de armas de diversos tipos, logo associei esse momento a obras cinematográficas que tratam de massacres em escolas, tipo de tragédia que pode surgir nas cenas da próxima temporada da série 13 Reasons Why (2017), novo hit do Netflix, que aborda temas difíceis como bullying, suicídio, estupro, entre outros. É como se 13 Reasons Why narrasse os bastidores, ou melhor, escancarasse as causas desse tipo de incidente que, de tempos em tempos, acontece, principalmente, em alguma escola americana, e que já foi retratado em dois filmes que expõem duas diferentes perspectivas sobre episódios violentos envolvendo adolescentes. Antes de falar da série, é importante fazer esse link com outras obras.

O filme Elefante, de Gus Van Sant, é baseado no massacre de Columbine, que ocorreu em 1999. A produção acompanha a rotina dos alunos na escola até a chegada de dois alunos, munidos de metralhadoras, eles causam um banho de sangue atirando para todos os lados e depois se matam. Já o drama Tarde Demais (Beautiful Boy) retrata a situação através das lentes dos pais de um garoto, que aqui já não é a vítima, mas o assassino que mata 17 alunos e se suicida logo após. O filme concentra-se na vida dos pais, que tentam buscar respostas para o ocorrido e refletem se o papel deles, como pai e mãe, foi falho em algum momento.



Violência física, psicológica e sexual podem sim ocasionar tragédias como essa de Columbine, bem como o suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford), e quando se está no Ensino Médio, os problemas parecem ser maiores do que realmente são. E no caso de 13 Reasons Why, eles são mesmo. A série vai além de questões acerca do bullying e do suicídio, trata também de famílias disfuncionais (a do Justin, principalmente) de relações sociais baseadas em interesse, de ser invisível para outros, de amizades passageiras e frágeis, mentiras, machismo, e como esses fatores podem acarretar não apenas crises existenciais (isso é sério), mas atitudes extremas em um adolescente.

23 de outubro de 2016

Black Mirror – O futuro é hoje e ele é perturbador



Uma moça vai num estabelecimento e pede um café e biscoitos. Ela nem está com fome, o pedido feito serve mais para postar a foto do “lanche” na sua rede social e conseguir alguns “likes”, a atenção de seus “seguidores”. Ah, e aquele momento entre a postagem e a primeira “curtida” hein, é angustiante, não é mesmo? Quem nunca fez isso? Eu já fiz. Me arrependo? Não. Me considero frívolo, por isso? Não. Apenas há momentos.

A descrição do fato acima faz parte do nosso cotidiano, mas eu me refiro a uma das cenas do primeiro episódio da nova temporada de Black Mirror (2011 - ?). O que leva à questão: Fiquei assustado ao me identificar com uma situação vista em uma série? Sim, com certeza, e devemos. Motivar esse tipo de reflexão é justamente o grande trunfo dessa série inglesa, que estreou a terceira temporada nesta semana, na Netflix.

O homem e a sua dependência crescente da tecnologia sempre foi o cerne de Black Mirror, seriado que estreou em 2011, e do qual eu já tinha feito um post anos atrás, clique aqui. Os novos seis episódios de Black Mirror tratam do mesmo tema, e continuam sombrios, cínicos, incômodos e trágicos, e o pior, as histórias apresentam um universo muito próximo da nossa realidade e isso é assustador.

16 de julho de 2016

Stranger Things – a incrível série de mistério da Netflix


Há cinco anos, J. J. Abrams homenageou Steven Spielberg e os clássicos juvenis dos anos 80 com o suspense Super 8,  cuja trama era propositalmente semelhante a E.T., O Extraterrestre. Ontem, estreou a excelente série de ficção e suspense Stranger Things, produção original da Netflix, que também é uma ode à cultura pop oitentista.

Stranger Things “respira” anos 80 até nos mínimos detalhes (pôsteres de Tom Cruise e de filmes clássicos como A Coisa e Evil Dead enfeitam os cenários); a “viajante” trilha repleta de sintetizadores da abertura lembra a ficção Tron, clássico lançado em 1982; o hit Shoul I stay or should I go, do The Clash, é presença constante na série; sem falar nos elementos spielberguianos inspirados – descaradamente – por filmes como E.T., Os Goonies e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, como por exemplo, a turma de garotos caminhando em uma linha do trem ou andando de bicicleta, que se envolve em uma trama de mistério e tenta resolvê-lo por conta própria.

4 de outubro de 2015

O retorno de Les Revenants – A vida após a morte





Há dois anos o mundo conhecia e se deslumbrava com a série francesa Les Revenants, baseada em um filme de 2004, de mesmo nome, dirigido por Robin Campillo. Exibida originalmente em 2012 no canal Plus, o seriado de mistério e suspense, adaptado por Fabrice Gobert, narra o drama de uma população de uma cidadezinha em meio às montanhas que recebe a visita de alguns moradores “mortos” anos atrás, que resolvem voltar para casa após a “ressurreição”. Três anos depois, finalmente Les Revenants estreou a sua segunda temporada. E o que se pode afirmar a partir dos dois primeiros episódios, exibidos na semana passada, é que a série continua instigante e tão fria e assombrosa quanto um cadáver.


A história do segundo ano inicia seis meses após os acontecimentos do final da primeira temporada, que inclui o desaparecimento de alguns “ressuscitados” e vivos e a inundação da cidade. Já no primeiro episódio, acompanhamos Adèle (Clotilde Hesme), grávida de Simon (Pierre Perrier),  o seu namorado “morto”, sangrando e sendo levada por uma ambulância por uma estrada que já não leva a lugar algum. Esse é um dos muitos mistérios da série, os moradores não conseguem mais sair da cidade.



É muito difícil falar de Les Revenants sem dar spoilers, então, serei o mais o mais genérico possível, sem me ater a detalhes importantes da trama. Na nova temporada, a cidadezinha “fantasma” continua com locais inundados e cercada por militares que tentam descobrir o que aconteceu ali e desvendar o mistério da barragem.


Também na atual temporada, um homem chamado Berg chega à cidade com um ar de quem sabe mais do que aparenta, além disso, novas ressurreições acontecem e o mistério sobre os “retornantes” só faz aumentar, pois a cidade agora está povoada por vivos e por "mortos", que  multiplicam-se cada vez mais.



O desafio de Les Revenants nesses novos oito episódios é nos dar ao menos algumas respostas sobre os muitos mistérios que recheiam a trama, o primeiro episódio já esclareceu alguns pontos, mas continuam aqueles mistérios que envolvem o bebê de Adèle, a origem do poder de Victor (Swann Nanbotin) - o garoto que arrepia a gente só de olhar – e o fato de os habitantes não poderem sair da cidade, mesmo que sempre tenha gente chegando ali. E claro, a questão maior: por que eles "voltaram"?


O retorno de Les Revenants atendeu às minhas expectativas e trouxe de volta aquela atmosfera sombria e inigualável, bela e aterrorizante na mesma proporção.  Tudo na série é de arrepiar, a ambientação, os cenários, os personagens, a trilha sonora de Mogwai. A harmonia entre esses elementos é tão perfeita que nenhum remake - e olhe que houve muitos, todos fracassaram – pode copiar.



No primeiro episódio, um dos momentos mais intrigantes é aquele em que um alce caminha pela cidade. Uma das características da série é falar com o público utilizando-se de imagens impactantes e o mínimo de diálogos. Ah, há tanto para se aprender com as produções francesas...

Les Revenants foi exibida no Brasil pelo canal HBO Max, mas a nova temporada ainda não há data de estreia. E se você ainda não viu a primeira temporada, saiba que esta é uma dessas séries imperdíveis, para se ver antes de morrer.



27 de setembro de 2015

Scream Queens - Debochada, bizarra e divertida




Estreou esta semana a série Scream Queens, mais uma obra da mente criativa de Ryan Murphy, criador de Glee, American Horror Story e da antiga, mas ótima, Nip/Tuck.  Mais uma vez Murphy recria e mistura fórmulas batidas e se sai bem nessa tarefa, Scream Queens mescla comédia e o ambiente dos filmes adolescentes de fraternidades, como Meninas Malvadas e A Casa das Coelhinhas, com o terror trash de longas como Pânico. O resultado é uma série politicamente incorreta, bizarra, que não economiza nas mortes, no humor ácido e ainda arruma espaço para criticar a juventude fútil dos dias atuais.


A nova série da Fox é protagonizada por Emma Roberts, que sem esforço algum sempre faz bem o papel da bitch malvada e insuportável. A trama começa lá em 1995 - época em que Waterfalls, do TLC, era o hino das adolescentes - com uma garota parindo numa banheira em plena festa da fraternidade e morrendo logo em seguida. 


Nesse início, já notamos os diálogos rápidos e o pesadíssimo humor negro, que não deixam de ser hilários.  A história continua 20 anos depois com a Chanel (Roberts) no comando da Kappa Kappa Tau e “tocando o terror” com as suas fiéis escudeiras, Ariana Grande (Chanel 2) e Abigail Breslin (Chanel 5). Obviamente, os acontecimentos do passado têm relação com as mortes provocadas por um serial killer nos dias atuais no campus da universidade, mas esse mistério nós saberemos mais ao longo dos 15 episódios da primeira temporada.


Como se sabe, Ryan Murphy não consegue manter o nível de qualidade, em termos de roteiro, de suas séries por muito tempo, Glee descambou após a segunda temporada, o mesmo aconteceu com American Horror Story, cuja antologia Freak Show deixou muito a desejar. Então, espero mesmo que Scream Queens tenha um futuro melhor na TV, pois é uma série ousada e distinta de todo o resto.



Scream Queens tem um punhado de acertos que vale a pena comentar um por um. Além do já mencionado humor corrosivo, os diálogos debochados e imbuídos de referências pop são um deleite, a trilha sonora retrô - tão anos 90 - e as mortes  bem elaboradas, quase uma homenagem aos filmes trash dos anos 80, são muito melhores que as da série Pânico.  


Outro mérito da série é a de criticar a juventude contemporânea, fria, fútil, hipócrita, que prefere postar no Facebook o próprio assassinato a ligar para o 911.  Aliás, a cena na qual uma personagem conversa com o serial killer, de frente para ele, por mensagens no celular, é impagável. 



Além de Ariana Grande, Abigail Breslin e Emma Roberts, a série conta a ilustre presença da rainha do grito da vida real Jamie Lee Curtis, a Lea Michele e Nick Jonas, interpretando um gay novamente, mas menos dramático do que o seu papel na excelente Kingdom. Aliás, Jonas é responsável por momentos desconcertantes na série, como a surpresa vista no final do segundo episódio. 


Se Scream Queens manter o pé no acelerador como fez nos primeiros dois episódios e o Murphy não se perder nos excessos dentro da história, a série pode ser uma das melhores do ano, pois ela já é uma grata surpresa da TV.  Que a gritaria continue...


5 de agosto de 2015

Humans – A série dos robôs sentimentais


  
O eterno dilema do homem versus máquina ganha contornos realistas na reflexiva série Humans (2015), produção do canal americano AMC com o Channel 4, do Reino Unido. O drama sci-fi é uma refilmagem de outro programa de TV, Real Humans, produção sueca. Humans encerrou a primeira e bem sucedida temporada - de oito episódios - este mês e devido à boa audiência, foi renovada para a segunda temporada.


A ideia de vivermos cercados por robôs e que estes “sirvam” apenas para nos “servir”, realizando nossas tarefas domésticas e atividades afins, não é tão nova assim e nem é algo que está tão distante de nossa realidade. Apesar dessa questão ser incansavelmente debatida em centenas de filmes e seriados, Humans apresenta um novo olhar, mais intimista e real, sem efeitos espetaculares – ou lutas grandiosas entre homens e robôs - para nos desviar a atenção do conteúdo, que aqui é o mais importante. 



Na série sci-fi, somos apresentados primeiramente à família Hawkins. Acompanhamos no episódio piloto a exaustiva rotina do pai ao cuidar dos três filhos, sozinho. Com a ausência da mãe e os afazeres se multiplicando, o patriarca decide comprar um synth (robô de alta tecnologia com aparência humana, feito para realizar os trabalhos que os humanos já não querem mais fazer, como limpar a casa, cozinhar, ir ao supermercado, enfim) para lhe ajudar a colocar a ordem na casa. Anita (Gemma Chan, ótima atuação “robótica”) é a robô misteriosa que além de ajudar a família nas tarefas domésticas, vai causar muitas dores de cabeça também.


Desde o primeiro episódio, sabemos que Anita faz parte de um seleto grupo de robôs especiais, que foram "presenteados" com inteligência artificial e que por isso, possuem “sentimentos” e às vezes, são mais humanos que os próprios humanos. Paralelo à subtrama da família Hawkins e a Anita, tem a história desse grupo de synths, que se passam por humanos para não serem "desligados". Há um mistério envolvendo esses robôs que apenas será descoberto nos últimos episódios. Humans é muito eficiente quando se trata de revelar lentamente os segredos da história principal, segurando o espectador até o próximo capítulo.



Humans, a saga dos robôs sentimentais, levanta discussões pertinentes dos dois lados, o do criador, o homem que criou um ser tão capaz a ponto de causar-lhe o medo da própria invenção, e o lado da criatura, seres que são ameaçados e adorados pelos humanos na mesma proporção, mas desejam a liberdade, não apenas a servidão. Questões como até que ponto o convívio com synths é saudável e/ou perigosa para os humanos, o preconceito, a importância da família, o respeito ao que é “diferente”, são densamente explorados na série.


Alguns rostos conhecidos integram o elenco, Colin Morgan – da série The Fall e As Aventuras de Merlin - interpreta o Leo, Katherine Parkinson (de The It Crowd) e William Hurt (do filme que aborda a mesma temática, A.I. Inteligência Artificial) são alguns deles.


Com uma estrutura e atmosfera que lembra mais os seriados britânicos e menos os americanos, muitos diálogos e um desenvolvimento que não força os acontecimentos, Humans é uma série bem curiosa, o que a torna bem única, para quem curte mesmo o gênero sci-fi, realista e intrigante, com um universo amplo a ser explorado. 


NOTA: 8,0

Confira o trailer:



12 de julho de 2015

Penny Dreadful – Eva Green é o destaque da segunda temporada






Contém leves spoilers!
Encerrou recentemente a segunda temporada da série de horror Penny Dreadful (2014 - ?), produzida pelo canal Showtime e exibida aqui no Brasil no HBO. Criada por John Logan – roteirista de sucessos como Gladiador e Operação Skyfall – o drama ambientado em Londres na era vitoriana reúne personagens famosos da literatura como Frankenstein, Lobisomem e Dorian Gray em uma trama marcada por elementos sobrenaturais e góticos.  

Com 10 episódios, a segunda temporada do drama ficou aquém do esperado e é levemente inferior à primeira. O segundo ano de Penny Dreadful  -  CLIQUE AQUI e confira a crítica da 1º temporada - teve um início fraco, mas recuperou-se a tempo de nos brindar com um final inesperado e arrebatador, de modo que nos deixa ansiosos pelo seu retorno em 2016. 


Penny Dreadful não é perfeita, tem seus deslizes, mas eles se tornam irrelevantes e minúsculos quando se tem Eva Green como protagonista, cuja personagem, Vanessa Ives, é o maior trunfo do seriado e continuou sendo o destaque nesta segunda temporada. Neste ano, a Srta. Ives – objeto de uma busca satânica eterna, como ela mesma disse - foi perseguida por bruxas chamadas Nightcomers, seres assustadores carecas e com horríveis cicatrizes pelo corpo. 

Impossível escolher um só momento marcante da Eva Green em cena, sua entrega ao papel é assustadora, sua atuação é hipnótica, intensa e às vezes sobre-humana, como a arrepiante sequência em que ela recita o verbis diablo. O episódio-flashback que conta como ela conheceu uma bruxa é um dos melhores da temporada.


Outro personagem que se destacou nessa temporada foi John Clare (Rory Kinnear), que continua tendo uma vida difícil e desprezando ainda mais os humanos.  A frustração com a sua “igual” Lilly (Billie Piper) e os eventos dos últimos episódios tornaram Clare um ser pessimista e marginalizado da sociedade,  mas tem um coração imenso e é o mais humano entre os muitos humanos com os quais convive, por isso, é o personagem mais complexo e interessante da série. Os diálogos entre ele e Vanessa são poéticos e de uma sensibilidade ímpar.

Já Lilly - que deveria ser a Noiva do Frankenstein, seu criador, vivido por Harry Treadway  - cresceu bastante nesta temporada. Passou de jovem e ingênua criatura à vingativa e perversa parceira do misterioso Dorian Gray. Quanto ao Victor Frankenstein, esta temporada ficou claro que ele é um homem fraco e não tem autoridade alguma sobre as suas criaturas. Por outro lado, sua química com Vanessa Ives rendeu bons momentos, como na descontraída cena em que eles vão a uma loja comprar vestidos. 


Sobre Dorian Gray (Reeve Carney), bom, continua sendo o personagem mais “insosso” da série, sua trama nesta temporada foi bem confusa incialmente, sua relação com um travesti terminou de forma abrupta - que pena, achava promissora - mas a sua união com  Lilly nos últimos episódios nos deu a belíssima cena da valsa sangrenta, e parece que,  a dupla imortal terá mais destaque na próxima temporada.

Outro personagem de Penny Dreadful que se destacou este ano foi Ethan (John Hartnett).  A sua difícil luta contra os próprios demônios e a falha tentativa de se esconder do passado marcado por assassinatos e sangue foi aplacada pelo relacionamento com Vanessa, que se tornou mais forte durante a temporada, assim como a sua “fome” de lobo, criatura que apareceu pra valer e teve um impressionante momento no último episódio.


Penny Dreadful continua sendo um drama de horror imperdível e sem igual, de qualidade invejável, atuações inspiradas e textos e personagens riquíssimos. O desfecho da temporada com os personagens tomando rumos distintos me deixou ávido pela próxima aventura satânica. Confira  AQUI o trailer da série!

NOTA: 8,0
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