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23 de outubro de 2017

Coherence – um filme que vai explodir sua mente


Coherence, um suspense sci-fi independente lançado em 2013, é um desses filmes que talvez você não conheça, é também uma dessas obras perturbadoras da mesma categoria de Donnie Darko, O Predestinado e Amnésia, por exemplo. Se você já viu um deles, já sabe do que estou falando. Aliás, essa produção se encaixa bem no meu post Os melhores filmes-cabeça de todos os tempos.

Dirigido pelo roteirista da animação Rango, James Ward Byrkit, Coherence – seu primeiro trabalho como diretor – é uma obra que desafia a nossa mente, no melhor estilo “blow your mind”, sendo assim, é categórico que você saiba o mínimo possível sobre a trama de Coherence. O que você pode saber é apenas isso: oito amigos se reúnem para um jantar na casa de um deles na noite em que um cometa está passando pela órbita da Terra. A noite vira um caos quando coisas estranhas começam a acontecer. Isso é tudo!

21 de agosto de 2017

Um Contratempo – um exercício de percepção



Talvez você não saiba, mas o cinema espanhol tem uma contribuição bastante significativa ao gênero suspense/mistério e que deveria ser mais prestigiada pelo público em geral, posso citar alguns exemplares de língua espanhola que compensa qualquer possível trabalho de ter que procurar tais obras na web, por exemplo, as obras-primas de Guillermo Del Toro A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno, A Pele que Habito de Pedro Almodóvar, do diretor Alejandro Amenábar tem os ótimos Tesis – Morte ao Vivo e Preso na Escuridão (Abra Los Ojos, que ganhou versão péssima com Tom Cruise chamada Vanilla Sky), o tenso REC e o elogiado El Cuerpo, este último, do promissor Oriol Paulo, que também é o responsável pelo thriller mais surpreendente que você verá neste ano, Um Contratempo (Contratiempo, 2016), disponível na Netflix e objeto principal dessa crítica.


Graças à sua disponibilidade na famosa plataforma on-line, Um Contratempo tem ganhado aos poucos reconhecimento e um público cativo. Não me espanta se o filme espanhol brevemente ganhar um remake “meia boca” de Hollywood e o diretor Paulo for convidado para assumir outra refilmagem desnecessária, impedindo o cineasta de trabalhar em projetos originais e possivelmente mais interessantes.

24 de abril de 2017

Vida (Life) – Um suspense sci-fi imperdível e inesperado



Você bem sabe que, conforme Charles Darwin e sua teoria da seleção natural, os seres mais bem adaptados ao meio em que vivem possuem mais chances de sobrevivência em relação aos organismos menos preparados à adaptação. Bem, tendo como base esse conceito e a nova obra de Daniel Espinosa, a raça humana corre sérios riscos de extinção. Em Vida (Life, 2017), novo filme do diretor, duas formas de vida distintas travam uma guerra violenta pela sobrevivência. Quem ganha essa batalha? Bem, você terá de descobrir assistindo a este que já é um dos melhores filmes do ano que ninguém estava esperando e que quase ninguém vai ver.

Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson estrelam esse suspense espacial que tem nome de drama existencial de Terrence Malick, mas se aproxima mais de um Alien dos antigos ou de uma ficção científica dos anos 80. Das boas. O título “Vida” pode parecer romântico, mas faz todo o sentido quando se assiste ao filme. Vida trata de um paradoxo sobre a vida, a obra expõe de forma bem clara a dualidade a respeito da vida, de um lado há a forma de vida que precisa aniquilar a outra para continuar o seu desenvolvimento natural, de outro, há a que tenta a todo custo manter a sua hegemonia, ou seja, sobreviver.

25 de março de 2017

Fragmentado de M. Night Shyamalan



Quantos retornos “à boa forma” M. Night Shyamalan terá? Meus caros, o diretor de O Sexto Sentido já fez as pazes com o sucesso e o “bom cinema” em 2015, quando lançou o ótimo suspense A Visita, seu filme mais relevante em 10 anos. A sua nova obra, Fragmentado (Split, 2017), apenas dá sequência à boa fase de Shyamalan e reafirma que ele percebeu que o seu forte são filmes pequenos, mais autorais e com menos interferência de estúdio.

Em Fragmentado, James McAvoy interpreta Dennis, Barry, Patricia, Hedwig, Kevin, Jade, Orwell e muito outros.  É um homem que possui 23 personalidades distintas e sequestra e mantém em cativeiro três jovens garotas para um fim “macabro”. Nem preciso comentar que McAvoy está estupendo em cena, poucos atores possuem a versatilidade e a expansão como ator para encarar esse desafio (né Mark Wahlberg!), mas McAvoy traduz esse desafio em uma atuação que impressiona a cada personalidade que surge. 

28 de janeiro de 2017

Sob a Sombra


O terror de viver no meio de uma guerra, tendo de conviver com explosões e mísseis caindo na vizinhança, parece até fazer parte da rotina de mãe e filha, no entanto, a possibilidade de estar vivendo com “espíritos” na sua própria casa torna o dia a dia muito mais aterrador do que o “clima de pânico” lá fora. Unindo o realismo e o sobrenatural, os dois cenários aterrorizantes, juntos, amplificam a sensação de desconforto e tensão e este é um dos maiores acertos do filme Sob a Sombra (Under The Shadow, 2016), que entra na lista de uma das melhores e mais originais obras de suspense do cinema recente.

Sob a Sombra é um filme iraniano, e tem um estreante na direção, Babak Anvari, que também roteirizou a obra. Ambientado em Teerã, em 1988, durante a guerra entre Irã e Iraque, a história inicia quando Shideh (Narges Rashidi) é impedida de voltar a estudar medicina por causa de suas ações políticas nos anos anteriores. Com sentimentos de revolta, tristeza e impotência, ela faz do lar um lugar de estresse, favorecendo a entrada de espíritos ruins e malignos chamados djinns, que são os demônios da religião islâmica. Com a ida do marido para trabalhar na guerra, Shideh e sua filha Dorsa (Avin Manshadi) ficam sozinhas em casa.



17 de setembro de 2016

Bruxa de Blair (2016)


As atualizações de medo do desconhecido e de claustrofobia foram realizadas com sucesso. O termo clichê “o melhor filme de terror de todos os tempos” é, sem dúvida, um exagero do marketing promocional, mas Bruxa de Blair (Blair Witch, 2016) pode ser um dos filmes mais claustrofóbicos de todos os tempos – há um superlativo para “claustrofóbico”? Seria claustrofobiquérrimo?. Se tiver, aplica-se muito bem a esse reinício – com cara de continuação – da história contada no sucesso de 1999, A Bruxa de Blair. Ah, ignore o deplorável A Bruxa de Blair 2, lançado em 2002, feito com único intuito comercial e totalmente alheio aos acontecimentos do longa original.

Dirigido por Adam Wingard, responsável pelo excelente The Guestcrítica aqui – Bruxa de Blair expande a mitologia do filme original de uma forma verossímil e esperta, inclui novos elementos sobrenaturais – que dá pano pra muitas teorias – e deixa o espectador se contorcendo na cadeira tamanha a tensão e o terror. Outro acerto é que esse filme pode ser visto independente se você viu ou não o primeiro longa.


28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Há mais de 40 anos um tubarão branco gigante causava terror em uma praia, tornando o belo azul do mar em águas vermelhas de sangue. Refiro-me ao primeiro blockbuster de Steven Spielberg, Tubarão, que levou multidão aos cinemas e tornou o cineasta o mestre do “cinemão pipoca”, que ele é (ainda) hoje. Após tantos anos sem ter um filme com tubarão decente e que se leve a sério (Sharknados e produções cafonas semelhantes não valem...), o animal volta a ser o antagonista em um relevante e eficiente suspense, Águas Rasas (The Shallows, 2016), dirigido por Jaume Collet-Serra (de A Orfã).

Blake Lively interpreta Nancy, uma garota que vai a uma praia paradisíaca para surfar, relaxar e ver com seus próprios olhos o lugar que sua falecida mãe adorava tanto. Logo, o cenário que traz tantas recordações transforma-se em um campo de batalha pela sobrevivência.

Ilhada em uma pedra no meio do mar com um imenso tubarão a rodeando, Nancy (e sua amiga gaivota) passa por maus bocados para se proteger dos dentes afiados e assustadores do bicho.

16 de julho de 2016

Stranger Things – a incrível série de mistério da Netflix


Há cinco anos, J. J. Abrams homenageou Steven Spielberg e os clássicos juvenis dos anos 80 com o suspense Super 8,  cuja trama era propositalmente semelhante a E.T., O Extraterrestre. Ontem, estreou a excelente série de ficção e suspense Stranger Things, produção original da Netflix, que também é uma ode à cultura pop oitentista.

Stranger Things “respira” anos 80 até nos mínimos detalhes (pôsteres de Tom Cruise e de filmes clássicos como A Coisa e Evil Dead enfeitam os cenários); a “viajante” trilha repleta de sintetizadores da abertura lembra a ficção Tron, clássico lançado em 1982; o hit Shoul I stay or should I go, do The Clash, é presença constante na série; sem falar nos elementos spielberguianos inspirados – descaradamente – por filmes como E.T., Os Goonies e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, como por exemplo, a turma de garotos caminhando em uma linha do trem ou andando de bicicleta, que se envolve em uma trama de mistério e tenta resolvê-lo por conta própria.

15 de maio de 2016

Hush – A morte ouve




O silêncio pode ser assassino, para a protagonista do suspense Hush – A morte ouve (Hush, 2016), para o espectador, o silêncio que permeia praticamente todo o filme representa uma agonia, uma tortura psicológica. Lançado exclusivamente pela Netflix – já disponível nessa plataforma –, Hush – A morte ouve pode ser considerado um dos melhores filmes de suspense do ano, ao lado de A Bruxa e Boa Noite Mamãe.


Com direção competente de Mike Flanagan (O Espelho), a trama de Hush é bem simplória, cabe em duas linhas: uma escritora surda e muda mora sozinha em uma casa afastada da civilização, sua rotina pacata se transforma em um “filme de terror” quando um mascarado serial killer (John Gallagher Jr.) surge na sua porta.  Apesar da premissa “mascarados invadem casa” ser bem batida – lembra de Os Estranhos? –, essa pequena obra tem seus diferenciais.

21 de abril de 2016

The Guest (O Hóspede) – um suspense cheio de charme




É muito reconfortante quando descobrimos obras cinematográficas que se destacam pela originalidade ou trazem um certo “frescor” a gêneros muito suscetíveis a clichês, como o suspense e os filmes de ação, isso nos faz pensar que as melhores histórias não estão nas superproduções, mas no cinema independente, em pequenas obras-primas que quase ninguém viu. The Guest (O Hóspede, 2014), por exemplo, é uma dessas pérolas imperdíveis e surpreendentes, nunca foi lançada no Brasil (até agora).


Com direção de Adam Wingard, responsável pelos filmes de terror Você é o próximo e V/H/S, The Guest é uma mistura de filme de ação, suspense e ainda “pega emprestado” a atmosfera das obras de terror dos anos 80 para contar uma história que te seduz do início ao fim.


8 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10






Em 2008, Cloverfield, um filme de monstro no estilo “câmera na mão” tornou-se um hit cinematográfico, caótico e assustadoramente realista, o longa alavancou ainda mais o nome de J. J. Abrams. Dezesseis anos depois – pois é, passou rápido hein – estreia Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2016), inaugurando uma nova antologia do cinema na qual o monstro da vez não é exatamente apenas uma criatura ameaçadora e alienígena, mas o próprio ser humano.


Quem vai ao cinema esperando uma sequência nos mesmos moldes de Cloverfield -  com aquela correria e a luta desesperadora pela sobrevivência -  pode “quebrar a cara” e sair xingando o universo.  Rua Cloverfield, 10 é mais intimista, mais focado no elemento humano, mesmo assim, é tenso, é um suspense/sci-fi eficiente e que prende a atenção. 

7 de dezembro de 2015

Corrente do Mal






Está ficando repetitivo e soando meio ignorante dizer que os filmes de suspense e terror são todos “mais do mesmo” e previsíveis, comentários que surgem sempre quando aparece alguma obra do gênero que se sobressai pela sua originalidade - eu mesmo já disse algo assim. Mas tenho constatado também que, em se tratando desse estilo de filme, a criatividade está nas produções de baixo orçamento, que dificilmente chegam aos cinemas brasileiros e muita gente não vê. The Babadook e Garota Sombria Caminha Pela Noite, por exemplo, são algumas das obras mais originais e impressionantes que apareceram recentemente. O elogiado Corrente do Mal (It Follows, 2014), felizmente, também é uma grata surpresa e mais uma confirmação de que este gênero não está restrito a remakes e sequências vazias com intenções puramente comerciais.


Escrito e dirigido pelo novato David Robert Mitchell, Corrente do Mal tem uma premissa um pouco absurda, à primeira vista, não parece um filme para ser levado a sério, mas engana-se quem pensar assim, o longa possui muitas qualidades que o distanciam dessas produções ordinárias de terror/suspense que infestam os cinemas dos shoppings. Sobre a trama, bem, basicamente é sobre uma garota que, após transar com um garoto, começa a ser perseguida por “estranhos”, e para se livrar dessa maldição, ela tem que fazer sexo com alguém e passar o mal para ele. 
 
Com uma história dessas, Mitchell poderia facilmente fazer um filme corriqueiro sustentado por sequências com muito sexo e banhos de sangue, no entanto, quase não há sangue na tela, e o elenco jovem não está ali apenas para preencher o espaço em cena à espera de uma morte brutal e sanguinolenta. Outro ponto positivo do filme é que a entidade que persegue Jay (Maika Monroe, ótima), assume a forma de pessoas diferentes, deixando o espectador aflito pela próxima representação do mal.



A trilha sonora envolvente, sinistra e oitentista - referência aos filmes de suspense dos anos 70 e 80 – e o cenário desolado potencializa a sensação de desconforto e medo, já os planos abertos,  nos deixam angustiados à procura de fantasmas por todo o quadrado da tela. Todos esses pontos que mencionei faz desse suspense uma obra que foge do “convencional”, e só por isso, tem o seu valor. 

NOTA: 7,5

28 de novembro de 2015

A Visita - O melhor filme de Shyamalan em 10 anos




A Visita (The Visit, 2015), novo filme de M. Night Shyamalan, marca as pazes do cineasta com o sucesso e o retorno ao gênero que o consagrou e que, convenhamos, é sua especialidade.  A Visita não chega nem perto da perfeição de suas produções mais famosas como O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais, mas é uma notável exceção se considerarmos os fiascos que ele realizou nos últimos anos – os terríveis A Dama na Água, Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra.


No novo trabalho, Shyamalan adere ao estilo “found footage”, aquele estilo de obra filmada pelos próprios personagens, como Atividade Paranormal, e nos conta a história de dois irmãos que vão passar uma semana com os avós, que eles ainda não conhecem. Aos poucos, os queridos e amáveis velhinhos mostram-se problemáticos e assustadores. Agora, olha que curioso, Shyamalan pode ter “criado” um novo subgênero do cinema, o "suspense geriátrico" (rs), e que particularmente, acho muito promissor. Vale considerar que o cinema já nos deu uma personagem idosa aterrorizante, lembram-se da velhinha em Arrasta-me para o Inferno?



Devido ao uso do “found footage”, Shyamalan renuncia as sequências bem elaboradas de suspense que apreciamos em suas obras conhecidas e põe o espectador para focar o olhar no canto da tela - é daí que vem o susto, é daí que vem o medo. Outro fator aterrorizante do filme é a atuação de Deanna Dunagan, a vovó, cuja personagem é daquela que sentimos medo e incômodo mesmo que ela esteja fazendo algo inocente, como assar uns biscoitos. Fiquei com o "coração na mão" quando ela pediu à neta para entrar no forno e limpá-lo...


A Visita também é um dos filmes mais divertidos do diretor, quer dizer, é o primeiro filme em que o terror e o humor “trabalham” em equilíbrio, isso graças à química entre os protagonistas, Becca (Olivia DeJonge) e Tyler (Ed Oxenbould). A jovem, é uma garota inteligente e aspirante à diretora de cinema, enquanto Tyler, é hilário, um aprendiz de “rapper” e responsável pelo alívio cômico no filme.



Com uma história simples, sem reviravoltas mirabolantes - marca registrada do cineasta - e um suspense crescente, A Visita, além de mostrar que o lugar de Shyamalan é mesmo à frente de filmes de baixo orçamento, sem grandes estúdios tomando as rédeas ou interferindo na sua criatividade, também pode ser vista como uma obra (pessimista) sobre o envelhecimento ou sobre o “fazer” cinema, melhor que isso, é o filme mais relevante do Shyamalan em 10 anos, desde A Vila,  lá de 2004, o que já é grande coisa...Confira o trailer AQUI


NOTA: 8,0

18 de outubro de 2015

A Colina Escarlate - uma história de amor e fantasmas




Guillermo del Toro é, antes de ser um bom contador de histórias macabras, um artista dos mais virtuosos devido a sua habilidade em idealizar cenários sombrios e ao mesmo tempo deslumbrantes, tais elementos são suficientes para ir ao cinema testemunhar suas obras de arte fílmicas, a última delas é A Colina Escarlate (Crimson Peak, 2015), que estreou essa semana.


A Colina Escarlate une o que há de melhor dos dois melhores filmes do cineasta, tem-se aqui o clima de suspense e alguns elementos fantasmagóricos de A Espinha do Diabo e a caprichada e riquíssima direção de arte que lembra O Labirinto do Fauno.  Diante disso, é inegável relatar que a mansão dos Sharpes, personagens de Jessica Chastain e Tom Hiddleston e construída especialmente para o filme, é o maior atributo dessa história de amor e obsessão permeada por fantasmas assustadores, impregnados de uma gosma vermelha e que obviamente já está na lista de criaturas mais horripilantes do cinema de Del Toro. 



Em tempos de remakes de filmes de terror  e de outros que se sustentam em sustos fáceis e imprevisíveis, A Colina Escarlate tem o mérito de ser uma história original do diretor. Os filmes de Guillermo nunca são puramente histórias de terror, A Espinha do Diabo usa como ambiente um orfanato assombrado para contar a história de sobrevivência de um garoto abandonado; já O Labirinto do Fauno, tem como pano de fundo a guerra civil espanhola para narrar a história de uma garotinha que encontra num mundo fantástico um meio de fugir da crueldade humana. 



No novo filme, temos uma história de amor, protagonizada por Mia Wasikowska, que vive Edith, uma jovem aspirante à escritora que se apaixona pelo misterioso Thomas (Hiddleston). Uma série de acontecimentos, que não vale citar aqui, levam os dois a mudarem para uma mansão macabra habitada por seres terríveis e pela gélida Lucille, interpretada por Jessica Chastain, em mais uma atuação magnífica.


Apesar das incontáveis qualidades, A Colina Escarlate tem um roteiro arrastado inicialmente, e peca pela previsibilidade em alguns momentos, mas ainda assim, é uma obra soberba feita por um gênio inigualável do universo fantástico e maior expoente do gênero de horror atual.


NOTA: 8,0
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