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21 de julho de 2010

3 momentos musicais marcantes em obras não musicais


Já que a série musical Glee está em alta no momento, resolvi mostrar a vocês que soltar a voz, seja na telinha ou na telona, não é algo tão exclusivo dos filmes e seriados musicais. Na TV e no cinema, a música já foi usada inúmeras vezes, e na maioria delas, a letra da canção escolhida mescla-se perfeitamente com os dramas dos personagens ou com a história em geral.

É um artifício bem criativo de alguns diretores, de transmitir algo sem os diálogos, apenas usando imagens e uma boa música. E fica mais emocionante quando o próprio elenco "solta o gogó" também.

Confira três memoráveis e comoventes momentos musicais em dois filmes e numa série não musical em particular.



01- Sabe de onde Ryan Murphy - criador de Glee - teve a brilhante ideia de criar um show com adolescentes losers que fazem parte de um coral? Foi quando ele colocou o elenco da polêmica Nip Tuck - sua outra invenção - para cantar no último episódio da quarta temporada. É uma das melhores "season finales" da TV. Simples e inteligente. E a letra da música reflete muito os dramas dos personagens. Se uma imagem diz tudo. Imagens e músicas dizem muito mais. A trilha é "Brighter Discontent", do grupo The Submarines. Assista aí:




02- O diretor Paul Thomas Anderson colocou Tom Cruise, Julianne Moore e Philip Seymour Hoffman para soltar a voz no drama Magnólia (1999). Eles cantam "Wise up", da cantora Aimee Mann, que aliás é responsável por toda a trilha sonora do filme. Veja essa belíssima sequência de uma das maiores obras do diretor.



03- Em Quase Famosos (2000), obra-prima de Cameron Crowe, conta a história de um garoto que consegue um trabalho na revista Rolling Stones e tem a oportunidade de acompanhar a banda Stillwater numa turnê pelos Estados Unidos. E num desses dias, depois de alguns momentos conflituosos o grupo entra no ônibus e segue viagem. No rádio, está tocando "Tiny dancer" , do Elton John. Timidamente alguns começam a cantá-la. Segundos depois, todos se mostram bem afiados e a canção é cantada bem alto, sem vergonha, acabando com o clima tenso que havia se instalado horas antes. Pois é, cantar espanta os males. Assista e cante também.

10 de julho de 2010

TOM CRUISE VOLTA AOS FILMES DE AÇÃO!




Tom Cruise é um cara legal. Um bom sujeito. Um ótimo ator. Ás vezes é esculachado - desnecessariamente - pela mídia pela sua espontaneidade e por expor sua intimidade e suas ideologias religiosas ao público. Pois é, é o lado ruim de ser uma das personalidades mais populares do mundo, óbvio que a imprensa tem sempre que fuçar a vida do moço de sorriso bonito. O Sr. Cruise, casado com Katie Holmes, a eterna Joey de Dawson´s Creek, é uma pessoa super simpática, adjetivo que não podem ser usado para muitos atores hein, e ainda tem carisma de sobra.

Com quase 50 anos, o intérprete do simbólico agente Ethan Hunt já não arranca suspiros das jovens e das adolescentes de hoje, mas ainda é o mais querido pelas mães, tias e pelas vovós dessas meninas. E esse público que acompanha o Tom desde lá....os anos 80, época de Top Gun, tem um motivo a mais para ir ao cinema este mês. É a estréia de Encontro Explosivo (Knight and Day) - que título português medíocre hein! - novo filme de ação e comédia protagonizado pelo próprio Sr. simpatia e pela loira Cameron Diaz.



Tom Cruise num filme de ação? Uhuuuuuuu! Que maravilhaa!! OK, sempre fui fã do ator e também curto seus papéis mais sérios como nos filmes Magnólia, Nascido em 4 de Julho, Colateral e até seu personagem desbocado, gordo e que canta rap na comédia Trovão Tropical é impossível não gostar. Isso só mostra o quanto o ator pode ser versátil. Mas é o cara que corre pela ruas, pelos telhados, explode coisas e protagoniza cenas de lutas e de ação fantásticas é que eu - e aposto que muita gente - gosto de ver. Encontro Explosivo (Knight and Day) tem isso e muito mais.

Tom irreconhecível em Trovão Topical. Ele dança e canta rap!



Resumindo a história do filme, Cruise é um espião que viaja o mundo para proteger uma bateria poderosa de criminosos. E sem querer, acaba levando com ele a linda e estabanada June (Cameron Diaz). O eclético James Mangold dirige o filme. O suspense Identidade, a biografia Johnny e June e o excelente faroeste Os Indomáveis são obras do diretor. Algum filme ruim aí? Não né. E assim também é seu novo filme.


Cruise e Diaz possuem uma química perfeita - eles já mostraram isso no péssimo Vanilla Sky -, cenas de ação mirabolantes mesclada com situações engraçadíssimas - destaque para a cena do avião - e um bom roteiro - às vezes previsível - mas que não deixa de ser uma ótima opção de diversão, escapismo, principalmente agora em que as salas de cinemas priorizam animações e a sensação do momento, o fraco Eclipse. Encontro Explosivo diverte e ainda tem Tom Cruise dando soco em qualquer um que apareça na sua frente.

E meus filmes preferidos do Sr. simpatia são:




1-A quadrilogia Missão Impossível
2-Magnólia

3-Colateral
4-Guerra dos Mundos
5-Entrevista com o Vampiro
6-Rain Man



29 de junho de 2010

True Blood: Mais sangue, sensualidade, vampiros e lobisomens!



Junho é o mês que marca o retorno de figuras míticas como os vampiros e lobisomens às telonas (Eclipse) e às telinhas (True Blood). Mas enquanto o novo capitulo da saga criada por Stephenie Meyer não chega nos cinemas, vamos falar da terceira temporada de uma das séries mais viciantes e fantásticas dos últimos anos: True Blood. No último domingo (27/06), iniciou no canal pago HBO, a mais nova temporada do seriado mais cult e cool do momento.


Bill, depois de um jantar!


A linda e loira Sookie!


Bom, espero que sejam mordidos por um vampiro louco e sedento por sangue fresco, aquelas pessoas que não assistiram ainda a essa série. Mas vou ser bem mais tolerante que a maioria do dentuços aqui e resumir ao máximo a trama principal do seriado. A história se passa numa cidade pequena - e o povo tem um sotaque bem carregado - ao sul dos Estados Unidos chamada Bon Temps. Nessa realidade, vampiros lutam para terem seus direitos aceitos pela sociedade. Sim, não é novidade nenhuma a presença desses seres entre os humanos, ou seja, eles saíram do arm...., quer dizer, dos caixões. Existem os vampiros que tentam conviver harmoniosamente com os humanos, mas sempre tem uns revoltados no meio pra causar conflitos e tornar a história mais emocionante.


Jason. Os momentos cômicos são por sua conta.


Anna Paquim faz a simpática garçonete Sookie, que tem o poder de ler a mente alheia. Ela se apaixona pelo vampiro Bill Compton, interpretado por Stephen Moyer. É tudo o que precisam saber. Mas é importante ressaltar: True Blood não é nada semelhante à saga Crepúsculo. Na verdade, é tudo aquilo que a saga teen não é. É carregada de sensualidade, nudez, é violenta, sangrenta, tem uma trama - e subtramas - envolvente e instigante, personagens carismáticos e desbocados. É uma série ousada, adulta, desavergonhada. 


Jessica, a vampira mais atrapalhada da TV


Enfim, mas a respeito da nova temporada, só posso dizer que as minhas expectativas aumenta a cada cena, está melhor que a temporada anterior, e só assisti a dois episódios. E se já não bastasse o clã dos vampiros compostos por Bill, a atrapalhada Jessica (a aprendiz de vampiro que rende boas gargalhadas), Eric (o loiro bonito responsável pela cenas de tensão sexual que rola entre ele e a Sookie), Pam (a perigosa vampira lésbica e dona de um humor negro impagável), o metamorfo Sam Merlotte (ele tem o dom de se transformar em animais, uma outra figura clássica está surgindo nesse cenário bizarro criado por Alan Ball. Os lobisomens. E nas primeiras cenas em que eles surgem....ah, Jacob que se cuide! Os animais aqui não são nada bonzinhos, são ferozes, violentos e adoram sangue de vampiros!



E o que falar do primeiro episódio dessa eletrizante e descarada terceira temporada? Bom, a sensualidade e os corpos nus exibidos sempre foi e ainda é - que bom - um grande atrativo desse seriado. Sookie, Bill, Sam e Jason já apareceram inúmeras vezes com pouca roupa. Tornou-se até algo banal para os que acompanham o programa ver os lindos seios da Anna Paquim (Sookie), o bumbum do Bill, do Jason e os de suas namoradas.


Cenas vampíricas picantes.

Mas para delírio do público feminino, no primeiro capítulo, foi o vampiro Eric, vivido por Alexander Skarsgard - galã bad boy do clipe de Paparazzi - que apareceu nuzinho - olha as fotos aí em cima.

Sookie flagrou o rapaz numa "maratona de seis horas de sexo selvagem", como disse ele. Rs. A garçonete ficou abismada com a afirmação. E ele com um incrível senso de humor - aqui os vampiros podem ser bem malvados, mas não perdem a chance de fazer uma piada. "O Bill não tem vigor pra aguentar?", debocha ele.  Assista a um episódio e se renda - sem pudor, sem culpa - ao mundo sangrento, divertido, sensual, único e muuito bizarro de True Blood. Esse ano promete. 

Ficou com sangue na boca? Assista ao trailer:

21 de junho de 2010

Kick-Ass: Quebrando Tudo



Não, não é uma aventura teen ao estilo Pequenos Espiões. Tampouco é mais um filme de adolescentes nerds discutindo sobre coisas...nerds. Sim, é um filme de pessoas normais - e nerds - sem poderes, que não podem voar, mas podem chutar o seu traseiro. Não podem ficar invisíveis, mas podem chutar o seu traseiro ou "kick your ass". Resumindo, Kick-Ass: Quebrando Tudo é um filme sobre seres humanos normais que munidos de uniformes coloridos e perucas vão para as ruas ajudar as pessoas em perigo, assim como os super-heróis.

Kick-Ass é o codinome do adolescente Dave (o excelente Aaron Johnson, forte candidato ao novo filme do Homem-Aranha). Dave é aquele típico garoto nerd, fãs de HQ e sempre esnobado pelas garotas do colégio. Um dia Dave pensa: "Será que alguém no mundo já pensou em ser um super-herói?". O garoto então leva essa idéia absurda adiante, compra um uniforme verde e amarelo bem tosco e parte para a ação.


Aparentemente inocentes e nerds. Mas são armas letais!

Claro que suas primeiras tentativas de deter alguns criminosos não acaba bem - na verdade termina péssimo - para o Kick-Ass. Mas numa outra oportunidade, o menino entra numa briga de gangue, acaba salvando um homem que estava apanhando de outros três brutamontes, várias pessoas assistem a briga, gravam com seu celular e vai parar no You Tube, virar um hit na internet e a  cidade ganha um novo herói. 

Enquanto Kick-Ass leva "chute na bunda" nas ruas, Mindy/Hit Girl (Chloe Moretz, fantástica), uma garota de 11 anos e seu pai Big Daddy ( Nicolas Cage, ótimo no papel) se mostram bem mais preparados para bancar os "super-heróis" e salvar a cidade dos grandes criminosos.


Matthew Vaughn, produtor de filmes do Guy Ritchie, realizou uma obra furiosa, violenta, politicamente incorreta, divertida, bem humorada e ainda dá uma aula de "como se faz um filme de super-herói" a muitos diretores por aí que "detonaram" com algumas adaptações de quadrinhos.

Dave/Kick-ass: I kick your ass!

Num ano fraquíssimo de superproduções - exceto por Homem de Ferro 2 e Esquadrão Classe A - no qual as novas tecnologias como o 3D estão se sobrepondo ás histórias inteligentes e divertidas, criando roteiros mais rasos que um pires - me refiro à Alice no País das Maravilhas, Fúria de Titãs e muitos outros que estão por vir - no qual o principal interesse da indústria é arrecadar bilhões, favorecendo o impacto visual e deixando de lado um roteiro envolvente e coerente, Kick-Ass: Quebrando Tudo, é um longa imperdível, um dos melhores do ano.

Essa menina detona - literalmente!
Vaughn aprendeu muito trabalhando anos com o diretor de Snatch e Sherlock Holmes, o ritmo ágil, as cenas de lutas absurdas, violentas e incríveis, a narração em off, a trilha sonora empolgante, os diálogos sarcásticos e as referências à cultura pop (Num momento de tensão Dave diz: Oh Meu Deus, vou morrer antes de ver o final de Lost! haha) são influência de obras de Guy Ritchie, porém, são elementos que contribuíram para que o cineasta realizasse um trabalho com a sua "cara", autêntica, recomendável para meninos e meninas - menos para crianças abaixo dos quinze anos devido à violência. 

13 de junho de 2010

Boleiros faz uma homenagem ao nosso futebol

Já que estamos em clima de Copa, nada como um bom filme para entreter entre os jogos da seleção

Existe hábito mais brasileiro que reunir os amigos num bar, pedir umas cervejas e conversar descontraidamente sobre futebol? Essa é basicamente o enredo do filme nacional Boleiros, Era uma Vez o Futebol (1998). No longa dirigido por Ugo Giorgetti, a turma de amigos são compostas de ex -jogadores ou de ex- árbitros que se reúnem para relembrar o passado e contar as histórias mais marcantes do mundo do futebol.



O filme apresenta seis curtas histórias que são contadas pelos boleiros no bar. A primeira é a mais divertida. Fala do juiz Virgilio "Pênalti" Paiva, que recebe dinheiro para fazer com que um dos times ganhe, causa um pênalti erroneamente e ainda reprime o goleiro porque ele conseguiu pegar a bola nas duas tentativas do jogador. Tem a misteriosa história do ex-jogador que coloca á venda suas medalhas e troféus. Tem o episódio do "azul", jogador em ascensão, que tem carro novo, recebe convite para jogar na Itália, mas vive fugindo da mulher e da filha, que reclama que não recebe pensão dele há 3 meses.

Episódio hilário: O juiz ladrão xingando o goleiro.
Tem a história do Pai Vavá, que narra as peripécias de três torcedores corinthianos fanáticos que indignados com a condição do craque Caco, fora dos jogos há dois meses, vítima de uma lesão no joelho. Essa situação motiva os garotos a tomarem uma decisão radical : levar o jogador para se curar com um macumbeiro. E vale destacar também, o curta que conta história do jogador metido a galã Fabinho, que encontra um mulherão ( Marisa Orth) bem na véspera do clássico Palmeira x Corinthians , deixando o técnico, vivido por Lima Duarte, louco de preocupação.


Num barzinho da esquina discutindo o passado esportivo.

Boleiros, não é um filme apenas para quem entende ou gosta de futebol. Não espere muitas cenas de "bola rolando" no campo, mas descreve com sucesso as várias faces desse cenário tão brasileiro, além de retratar a paixão pelo futebol de uma maneira tão verdadeira, feliz, ainda que ás vezes muitas pessoas precisem fazer coisas inimagináveis e desagradáveis, mas que se é pelo futebol, tudo bem não é?

O elenco , todos muito á vontade em seus papéis, conta com Flavio Migliaccio, Rogério Cardoso, Adriano Stuart, Otávio Augusto ( hilário), Denise Fraga e outras participações especiais. Boleiros, é um filme muito agradável de se ver,e evidentemente muita gente irá se identificar - principalmente os espectadores/torcedores - com algumas situações mostradas aqui.

Mas o que ainda não compreendo é porque um filme tão "nacional" como esse, um dos poucos que retratam com êxito a nossa paixão brasileira, é tão desconhecido? Bom, vai ver que os boleiros estão sempre muito ocupado acompanhando a tabela do Brasileirão, da Copa...


Clique no link abaixo e descubra outros bons filmes -de ficção - sobre o futebol:
http://listasde10.blogspot.com/2010/04/10-filmes-sobre-futebol.html
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