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2 de janeiro de 2015

As Melhores Séries de 2014



O ano de 2014 foi muito bom para as produções de televisão, teve muitas boas estreias. Algumas séries corresponderam as expectativas e outras “pegaram” o público de surpresa. Assisti a mais de 40 séries no ano passado, mas apenas metade delas valem a pena estar nessa seleção das melhores do ano. 




1- Please Like Me: A segunda temporada desta comédia australiana foi como se esperava, irreverente, divertida e tragicômica.  A série gay de Josh Tomas que retrata a  juventude com um olhar "agridoce", foi renovada para a terceira temporada. A gente agradece. Leia aqui a crítica.





2- The Leftovers: A série de Damon Lindelof e Tom Perrotta custou a ganhar a minha simpatia, mas revelou-se uma grande surpresa da televisão no ano de sua estreia. Um seriado poderoso, forte e instigante. The Leftovers , em seu enredo, analisa o comportamento humano diante de tragédias, fala de fé e de perdas adicionando um leve toque de sobrenatural.





3- The Good Wife: Uma das melhores dramas jurídicos da TV, The Good Wife nunca perdeu a qualidade nos cinco anos que está no ar. Com uma protagonista forte e carismática, Alicia Florrick (Julianna Margulies), um elenco talentoso e histórias de tirar o fôlego, a série tomou um rumo corajoso na quinta temporada, tornando-a um dos seriados mais obrigatórios da atualidade.



4- Penny Dreadful: Uma das estreias mais aterrorizantes em 2014. Dando uma nova “cara” às criaturas clássicas do cinema como Frankenstein e vampiros e misturando elementos do gênero de terror, como demônios e possessão, Penny Dreadful tem sua maior força na atuação hipnotizante de Eva Green, na pele de uma mulher misteriosa e perseguida pelo demônio.




5- Looking: Séries com personagens gays não faltam. Looking, da HBO, chegou para representar a classe nos dias de hoje, sem estereótipos e explorando o meio GLS de forma aberta e muito real. Jonathan Groff protagoniza o drama ambientado em São Francisco e enfoca as crises, frustrações e aventuras no universo gay. 





6- True Detective: A série já era considerada um “hit” antes mesmo antes da estreia e dois motivos contribuíram para isso. Primeiro, é um produto com a qualidade HBO, segundo, tem no elenco dois grandes nomes de prestígio do cinema, Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Na trama, dois detetives tentam desvendar um caso bizarro de assassinato. Com oito episódios, TD inovou na narrativa e trouxe atuações marcantes dos protagonistas.



7- Fargo: A obra dos Irmãos Cohen se transformou em um seriado tão bom, violento e cínico quanto o material original. Martin Freeman (Sherlock) e Billy Bob Thornton protagonizam este thriller de humor negro marcado pela história inteligente e o inesperado. O primeiro episódio de Fargo é uma obra prima, suficiente para a série figurar na lista. 




8- The Strain: Nova York é invadida por vampiros linguarudos nesta série estreante criada pelo gênio Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) e Chuck Hogan. A série do canal FX tem suas irregularidades, mas é apavorante como nenhuma outra, as cenas  de tensão e suspense são de  arrepiar.  Leia aqui a crítica da primeira temporada.





9- Jane the Virgin: A melhor surpresa da TV em 2014. O seriado agradou geral e até foi indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Cômica, isso apenas com 9 episódios exibidos. A série do The CW – conhecido por ser um canal de produções adolescentes como The Vampire Diaries - está fazendo história, como a primeira série do canal a ser indicada à premiação. Jane The Virgin é uma novela mexicana feita nos EUA, cativante e viciante, conta a história de uma garota virgem que, sem querer, é inseminada artificialmente. 



10- Kingdom: Chegou de mansinho, mas a série de MMA do canal DirecTV conquistou o público, principalmente o masculino e as fãs do Nick Jonas. Protagonizado por Frank Grillo e Jonathan Tucker, o seriado sobre os dramas de uma família que vive no mundo das artes marciais se destaca pelo toque humano e realista dado à história, além disso, o roteiro cuida dos personagens com muita cautela e carinho, mas com a coragem de nunca deixá-los ilesos quando sobem no ringue. Leia mais aqui.


11- Homeland: Após uma terceira temporada polêmica e fraca, no último ano a série protagonizada por Claire Danes voltou aos trilhos. Intensa, repleta de reviravoltas e momentos angustiantes, a quarta temporada de Homeland levou Carrie para lutar contra o terrorismo no Paquistão. Danes continua sendo a maior atração do programa. 




Menções honrosas para as seguintes séries:

Gotham
Banshee 
Bates Motel
The Fall
Nashville
Game of Thrones
The Flash
O Negócio
Masters of Sex
How To Get Away With Murder
Sherlock

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Os Melhores Filmes de 2014



O ano de 2014 acabou e como é tradição, esta é a minha lista dos melhores filmes do ano que passou. Estas são as produções mais surpreendentes e divertidas de 2014, estão aqui os filmes que me fizeram rir, chorar, cantar, roer as unhas e arregalar os olhos.



Garota Exemplar - Uma teia de intrigas é formada quando Amy desaparece sem deixar vestígios e seu marido é suspeito. Na obra fascinante e incômoda do diretor David Fincher, nunca temos convicção de nada e a história aposta na dúvida do espectador até o último segundo. Pressinto indicações ao Oscar e Globo de Ouro para Rosamund Pike e Ben Affleck. Confira a crítica aqui!



Guardiões da Galáxia - Enquanto minhas expectativas com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Planeta dos Macacos: O Confronto não foram correspondidas, o inverso ocorreu com a  aventura da Marvel com heróis desconhecidos. Não esperava absolutamente nada de Guardiões da Galáxia, mas o filme me conquistou já nos primeiros minutos, com Chris Pratt cantando Come and Get Your Love. A surpresa do ano.  



Mesmo Se Nada Der Certo - Este é o filme mais delicioso de 2014. A comédia romântica musical fala sobre segundas chances e tem a música como uma das protagonistas da história. Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine protagonizam e cantam  nesta sensível e adorável fita. Leia a crítica.




Godzilla - O melhor filme catástrofe do ano. O toque artístico dado pelo diretor Gareth Edwards é o destaque do retorno triunfante do maior monstro do cinema. A busca por um diferencial tanto nas cenas de aparição do Godzilla quanto nos ângulos de câmera, o visual caprichado, entre outras inovações em relação às produções do gênero, colaboraram muito para que os “tropeços” contidos no roteiro não parecessem tão sérios assim. Confira aqui a crítica.




Ela (Her) - Spike Jonze conta a história de amor definitiva do século 21. As relações contemporâneas são discutidas sob várias perspectivas neste drama sensível e tão poderoso. Destaques para a atuação magnífica de Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson, que demonstra uma infinidade de sentimentos apenas com o uso da voz. 



Praia do Futuro - O filme nacional mais polêmico da década. E a polêmica surgiu de um tema que já não é novidade para ninguém: o homossexualismo. Wagner Moura protagoniza o longa de Karin Ainouz, que não é muito fácil, narra a história de três homens e suas respectivas perdas na vida. Introspectivo e sutil, Praia do Futuro é mesmo um desgosto para quem achava que veria o “Capitão Nascimento” soltando os cachorros em cima dos criminosos e não em cenas picantes de sexo com outro homem. 



Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 - Depois do ótimo Em Chamas, a saga Jogos Vorazes segue galgando degraus rumo à perfeição a cada capítulo e transformando-se na adaptação literária juvenil que promete ser tão bem sucedida quanto a série Harry Potter. A Esperança – Parte 1 deixou os jogos de lado e assumiu uma trama mais madura, sombria, psicológica e repleta de dilemas morais. Quem diria...


Miss Violence -  “O filme da garota que comete suicídio na sua festa de aniversário” é uma das obras mais perturbadoras  que o cinema já realizou. O chocante drama grego acompanha a rotina da família da garota suicida e aos poucos vai revelando o que realmente acontece entre as paredes do lar familiar. Se você acha que suicídio já é um tema forte e difícil de lidar e assistir, o pior ainda está por vir. Confira a crítica aqui.


Boyhood – Da Infância à Juventude - Richard Linklater gravou o filme durante 12 anos. Usou os mesmos atores todo este tempo e transformou a vida do garoto Ellar Coltrane em um filme. Um projeto arriscado, uma ideia inovadora que por si só já mereceria menção em listas de melhores do ano. Felizmente, Boyhood resultou em uma obra tocante e realista sobre eu, você, a vida, o tempo, o ontem, o hoje.   

  

12 Anos de Escravidão - O filme que levou o principal prêmio no Oscar 2014, ao invés de Gravidade - meu favorito na categoria - é uma típica obra feita para abocanhar prêmios, o que não diminui em momento algum suas qualidades. A direção firme de Steve McQueen no retrato de uma história inacreditável e brutal, além das interpretações memoráveis de Michael Fassbender e Lupita Nyong´o faz de 12 Anos um desses filmes obrigatórios, por nos proporcionar um “olhar” honesto sobre um dos feitos mais horríveis perpetrados pela humanidade, a escravidão.



Outros bons filmes que estrearam em 2014 e que vale a pena você conferir: 

O Abutre
Capitão América 2: O Soldado Invernal
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho 
Lucy


20 de dezembro de 2014

Kingdom - Muito suor e testosterona na série de MMA




Há quase três anos eu comentei sobre um excelente filme que praticamente ninguém viu e que chegou direto em DVD aqui no Brasil, Guerreiro (Warrior, 2011), drama sobre dois irmãos lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas), dirigido por Gavin O´Connor e estrelado por Tom Hardy e Joel Edgerton. A obra retrata com realismo as cenas de lutas e enfoca bem os dramas da família disfuncional. A série do canal DirecTV, Kingdom (2014 - 2016), é muito semelhante ao filme, além de ter no elenco um dos atores da fita, Frank Grillo,  também relata os percalços de uma família envolvida com o mundo das artes marciais de forma realista e contundente. 

Kingdom foi criada por Byron Balasco, responsável também pela série Without a Trace. A primeira temporada, composta por 10 episódios, recentemente chegou ao fim, mas o canal ficou tão animado com o sucesso da série que ela foi renovada para mais duas temporadas, cada uma delas contendo 10 episódios.

Nick Jonas vai à luta 

Após a conclusão da primeira temporada, posso dizer que Kingdom é uma das boas surpresas de 2014. Apesar da presença de Nick Jonas no elenco ajudar bastante na divulgação, a chegada do seriado na TV foi bastante tímida. Crua, chocante e levemente intimista, Kingdom tem em seus personagens - demasiadamente humanos, cheios de fraquezas e insatisfações - o elemento mais poderoso.
  
Frank Grillo, assim como no filme Guerreiro, interpreta aqui um treinador. Dono de uma academia em Venice, Alvey é um ex-lutador com um passado conturbado que tenta agora treinar os mais jovens, incluindo os filhos Jay (Jonathan Tucker, de Parenthood, fazendo um ótimo trabalho aqui) e Nate (Nick Jonas, sim, ele mesmo). Jay é de longe o personagem mais intrigante e carismático do programa. Encrenqueiro, instável, louco, perigoso, mas com um coração imenso, o garoto faz de tudo para que sua mãe,  viciada em drogas e imersa no mundo da prostituição, volte para casa. Jay encarna aquele tipo de figura que mesmo que esteja fazendo coisas erradas, nós estaremos torcendo por ele.

Frank Grillo vive treinador de jovens promessas do MMA 

Já Nate é o atleta jovem e promissor. Introvertido e de poucas palavras, o garoto parece o personagem perfeito para Nick Jonas, que não precisa esforçar-se muito dramaticamente, por enquanto, já que seu personagem - supostamente gay - deve ganhar mais destaque na segunda temporada, no qual a sua sexualidade deve ser mais explorada. No entanto, Jonas atua bem, Nate é a parte mais lúcida da família de lutadores e uma bomba-relógio pronta para explodir a qualquer momento.

Outro personagem de destaque é Ryan (Matt Lauria, de Friday Night Lights), um lutador que foi preso e agora que está livre, planeja voltar para o ringue com Alvey como treinador. Acompanhar a trajetória de Ryan na temporada é muito interessante, é um homem truculento mas muito emocional, busca o perdão da família e enfrenta uma situação difícil, ainda é apaixonado por Lisa (Kiele Sanchez), agora namorada do seu treinador. Você já pode adivinhar que um triângulo amoroso está se armando aí. 

  Lutadores do Reino: Ryan, Jay e Nate

Bem, com todos esses recortes sobre o universo da série e alguns personagens dá para ver que Kingdom  tem “ação” mais fora do que dentro do ringue.  O que é muito bom, pois atribui mais substância à série, tornando - a mais genuína e atraente do que aparenta ser.  Antes de ser um seriado sobre lutadores de MMA, Kingdom é um drama de família que trata de questões pesadas, como uso de drogas, prostituição, grupos marginalizados e outras bem mais comuns, como arrependimento e o desejo de fazer parte de uma família normal.  Mas é claro que existem os momentos de lutas, e eles são como se esperam, tensos e emocionantes. Nate protagoniza a primeira delas no início da temporada, e lá no fim, é a vez de Jay e Ryan subirem no ringue e mostrarem o que aprenderam nos treinos que rolou durante toda a temporada na academia. 

Assim como Guerreiro, Kingdom também não foi feito para grandes audiências, tampouco isto significa que você não precise vê-los. A série mais suada e com mais testosterona da TV atualmente tem seus méritos, um elenco comprometido que não desafina, uma trilha sonora sempre conveniente e uma história que, mesmo sucumbindo à previsibilidade em alguns momentos, nos instiga e impressiona. 

NOTA: 9,0
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