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2 de janeiro de 2015

Os Melhores Filmes de 2014



O ano de 2014 acabou e como é tradição, esta é a minha lista dos melhores filmes do ano que passou. Estas são as produções mais surpreendentes e divertidas de 2014, estão aqui os filmes que me fizeram rir, chorar, cantar, roer as unhas e arregalar os olhos.



Garota Exemplar - Uma teia de intrigas é formada quando Amy desaparece sem deixar vestígios e seu marido é suspeito. Na obra fascinante e incômoda do diretor David Fincher, nunca temos convicção de nada e a história aposta na dúvida do espectador até o último segundo. Pressinto indicações ao Oscar e Globo de Ouro para Rosamund Pike e Ben Affleck. Confira a crítica aqui!



Guardiões da Galáxia - Enquanto minhas expectativas com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Planeta dos Macacos: O Confronto não foram correspondidas, o inverso ocorreu com a  aventura da Marvel com heróis desconhecidos. Não esperava absolutamente nada de Guardiões da Galáxia, mas o filme me conquistou já nos primeiros minutos, com Chris Pratt cantando Come and Get Your Love. A surpresa do ano.  



Mesmo Se Nada Der Certo - Este é o filme mais delicioso de 2014. A comédia romântica musical fala sobre segundas chances e tem a música como uma das protagonistas da história. Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine protagonizam e cantam  nesta sensível e adorável fita. Leia a crítica.




Godzilla - O melhor filme catástrofe do ano. O toque artístico dado pelo diretor Gareth Edwards é o destaque do retorno triunfante do maior monstro do cinema. A busca por um diferencial tanto nas cenas de aparição do Godzilla quanto nos ângulos de câmera, o visual caprichado, entre outras inovações em relação às produções do gênero, colaboraram muito para que os “tropeços” contidos no roteiro não parecessem tão sérios assim. Confira aqui a crítica.




Ela (Her) - Spike Jonze conta a história de amor definitiva do século 21. As relações contemporâneas são discutidas sob várias perspectivas neste drama sensível e tão poderoso. Destaques para a atuação magnífica de Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson, que demonstra uma infinidade de sentimentos apenas com o uso da voz. 



Praia do Futuro - O filme nacional mais polêmico da década. E a polêmica surgiu de um tema que já não é novidade para ninguém: o homossexualismo. Wagner Moura protagoniza o longa de Karin Ainouz, que não é muito fácil, narra a história de três homens e suas respectivas perdas na vida. Introspectivo e sutil, Praia do Futuro é mesmo um desgosto para quem achava que veria o “Capitão Nascimento” soltando os cachorros em cima dos criminosos e não em cenas picantes de sexo com outro homem. 



Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 - Depois do ótimo Em Chamas, a saga Jogos Vorazes segue galgando degraus rumo à perfeição a cada capítulo e transformando-se na adaptação literária juvenil que promete ser tão bem sucedida quanto a série Harry Potter. A Esperança – Parte 1 deixou os jogos de lado e assumiu uma trama mais madura, sombria, psicológica e repleta de dilemas morais. Quem diria...


Miss Violence -  “O filme da garota que comete suicídio na sua festa de aniversário” é uma das obras mais perturbadoras  que o cinema já realizou. O chocante drama grego acompanha a rotina da família da garota suicida e aos poucos vai revelando o que realmente acontece entre as paredes do lar familiar. Se você acha que suicídio já é um tema forte e difícil de lidar e assistir, o pior ainda está por vir. Confira a crítica aqui.


Boyhood – Da Infância à Juventude - Richard Linklater gravou o filme durante 12 anos. Usou os mesmos atores todo este tempo e transformou a vida do garoto Ellar Coltrane em um filme. Um projeto arriscado, uma ideia inovadora que por si só já mereceria menção em listas de melhores do ano. Felizmente, Boyhood resultou em uma obra tocante e realista sobre eu, você, a vida, o tempo, o ontem, o hoje.   

  

12 Anos de Escravidão - O filme que levou o principal prêmio no Oscar 2014, ao invés de Gravidade - meu favorito na categoria - é uma típica obra feita para abocanhar prêmios, o que não diminui em momento algum suas qualidades. A direção firme de Steve McQueen no retrato de uma história inacreditável e brutal, além das interpretações memoráveis de Michael Fassbender e Lupita Nyong´o faz de 12 Anos um desses filmes obrigatórios, por nos proporcionar um “olhar” honesto sobre um dos feitos mais horríveis perpetrados pela humanidade, a escravidão.



Outros bons filmes que estrearam em 2014 e que vale a pena você conferir: 

O Abutre
Capitão América 2: O Soldado Invernal
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho 
Lucy


20 de dezembro de 2014

Kingdom - Muito suor e testosterona na série de MMA




Há quase três anos eu comentei sobre um excelente filme que praticamente ninguém viu e que chegou direto em DVD aqui no Brasil, Guerreiro (Warrior, 2011), drama sobre dois irmãos lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas), dirigido por Gavin O´Connor e estrelado por Tom Hardy e Joel Edgerton. A obra retrata com realismo as cenas de lutas e enfoca bem os dramas da família disfuncional. A série do canal DirecTV, Kingdom (2014 - 2016), é muito semelhante ao filme, além de ter no elenco um dos atores da fita, Frank Grillo,  também relata os percalços de uma família envolvida com o mundo das artes marciais de forma realista e contundente. 

Kingdom foi criada por Byron Balasco, responsável também pela série Without a Trace. A primeira temporada, composta por 10 episódios, recentemente chegou ao fim, mas o canal ficou tão animado com o sucesso da série que ela foi renovada para mais duas temporadas, cada uma delas contendo 10 episódios.

Nick Jonas vai à luta 

Após a conclusão da primeira temporada, posso dizer que Kingdom é uma das boas surpresas de 2014. Apesar da presença de Nick Jonas no elenco ajudar bastante na divulgação, a chegada do seriado na TV foi bastante tímida. Crua, chocante e levemente intimista, Kingdom tem em seus personagens - demasiadamente humanos, cheios de fraquezas e insatisfações - o elemento mais poderoso.
  
Frank Grillo, assim como no filme Guerreiro, interpreta aqui um treinador. Dono de uma academia em Venice, Alvey é um ex-lutador com um passado conturbado que tenta agora treinar os mais jovens, incluindo os filhos Jay (Jonathan Tucker, de Parenthood, fazendo um ótimo trabalho aqui) e Nate (Nick Jonas, sim, ele mesmo). Jay é de longe o personagem mais intrigante e carismático do programa. Encrenqueiro, instável, louco, perigoso, mas com um coração imenso, o garoto faz de tudo para que sua mãe,  viciada em drogas e imersa no mundo da prostituição, volte para casa. Jay encarna aquele tipo de figura que mesmo que esteja fazendo coisas erradas, nós estaremos torcendo por ele.

Frank Grillo vive treinador de jovens promessas do MMA 

Já Nate é o atleta jovem e promissor. Introvertido e de poucas palavras, o garoto parece o personagem perfeito para Nick Jonas, que não precisa esforçar-se muito dramaticamente, por enquanto, já que seu personagem - supostamente gay - deve ganhar mais destaque na segunda temporada, no qual a sua sexualidade deve ser mais explorada. No entanto, Jonas atua bem, Nate é a parte mais lúcida da família de lutadores e uma bomba-relógio pronta para explodir a qualquer momento.

Outro personagem de destaque é Ryan (Matt Lauria, de Friday Night Lights), um lutador que foi preso e agora que está livre, planeja voltar para o ringue com Alvey como treinador. Acompanhar a trajetória de Ryan na temporada é muito interessante, é um homem truculento mas muito emocional, busca o perdão da família e enfrenta uma situação difícil, ainda é apaixonado por Lisa (Kiele Sanchez), agora namorada do seu treinador. Você já pode adivinhar que um triângulo amoroso está se armando aí. 

  Lutadores do Reino: Ryan, Jay e Nate

Bem, com todos esses recortes sobre o universo da série e alguns personagens dá para ver que Kingdom  tem “ação” mais fora do que dentro do ringue.  O que é muito bom, pois atribui mais substância à série, tornando - a mais genuína e atraente do que aparenta ser.  Antes de ser um seriado sobre lutadores de MMA, Kingdom é um drama de família que trata de questões pesadas, como uso de drogas, prostituição, grupos marginalizados e outras bem mais comuns, como arrependimento e o desejo de fazer parte de uma família normal.  Mas é claro que existem os momentos de lutas, e eles são como se esperam, tensos e emocionantes. Nate protagoniza a primeira delas no início da temporada, e lá no fim, é a vez de Jay e Ryan subirem no ringue e mostrarem o que aprenderam nos treinos que rolou durante toda a temporada na academia. 

Assim como Guerreiro, Kingdom também não foi feito para grandes audiências, tampouco isto significa que você não precise vê-los. A série mais suada e com mais testosterona da TV atualmente tem seus méritos, um elenco comprometido que não desafina, uma trilha sonora sempre conveniente e uma história que, mesmo sucumbindo à previsibilidade em alguns momentos, nos instiga e impressiona. 

NOTA: 9,0

17 de dezembro de 2014

Êxodo: Deuses e Reis - Grandioso e decepcionante




O novo trabalho do cineasta Ridley Scott, o épico bíblico Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods and Kings, 2014), infelizmente ainda não é a obra que vai tirar o diretor da “má fase” que está passando. Scott já concebeu obras magníficas como Gladiador e Blade Runner, nos últimos anos, porém, está envolto em um ciclo interminável de filmes razoáveis, como os últimos O Conselheiro do Crime e Prometheus. Apesar de sua grandiosidade e do espetáculo visual, Êxodo: Deuses e Reis decepciona.


O épico é protagonizado por Christian Bale, que ao contrário de Scott, está em um ótimo momento na carreira, sendo este filme, apenas um pequeno “arranhão” na sua filmografia. Eu digo pequeno porque, a atuação de Bale é indiscutivelmente um dos pontos fortes da produção. É notável o esforço de Bale na composição do seu Moisés, os gestos, o modo de falar, tudo isso é incorporado cuidadosamente para que o público veja ali na telona o icônico personagem bíblico, e não Bruce Wayne.

Ramsés e Moisés: irmãos e inimigos


Êxodo: Deuses e Reis acompanha a famosa trajetória de Moisés, que libertou o povo Hebreu da escravidão, guiou o povo pelo deserto, atravessou o Mar Vermelho e com o auxílio de Deus, esculpiu a tábua com os 10 mandamentos. Então, você pensa, “quem diria que o Batman algum dia iria escrever as leis de Deus em uma pedra”. Pois é...


Além de Bale, os cenários grandiosos e detalhistas e os efeitos visuais arrebatadores merecem destaque, Ridley Scott é mestre em produzir épicos, todo mundo sabe. A cena da abertura do Mar Vermelho e as sequências das pragas, por exemplo, são fantásticas.

 Bale: um dos poucos motivos para ver o filme



Êxodo tem seus bons momentos, mas os defeitos são tantos que eles acabam prevalecendo e amontoando-se sobre as qualidades. A história, que começa de maneira apressada demais, torna-se arrastada e cansativa no segundo ato do filme. O ritmo melhora apenas quando o clímax está se aproximando, até lá o público ficou impaciente. Quanto ao antagonista, Ramsés, é insosso e impotente, graças à equivocada interpretação do Joel Edgerton (Guerreiro). Para piorar o quadro, vale destacar o mau uso de Sigourney Weaver, cuja personagem aparece duas vezes de forma relâmpago, sem motivo algum.


Apontando estas falhas e atributos de Êxodo: Deuses e Reis, a impressão que ficou após o término da sessão, é que o filme foi idealizado às pressas, preocuparam-se muito com o visual e menos com o ser humano à frente das câmeras e o desenvolvimento da história. Mas se você é fã de Christian Bale ou gosta - muito - de obras bíblicas, vale a pena conferir. Mas ressalto que Noé, lançado no primeiro semestre e de temática semelhante, é muito superior. Ah, o 3D é horrível e quase imperceptível.


NOTA: 6,5

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Noé 



9 de dezembro de 2014

As 5 melhores trilhas sonoras de 2014




Enquanto não finalizo os posts sobre os melhores filmes e séries de 2014, resolvi listar as trilhas sonoras mais inesquecíveis  e marcantes do ano, pois como se sabe, a música tem um papel fundamental em uma produção cinematográfica, possui um grande poder de emocionar, cativar, além de ser muito importante na construção de uma narrativa. Sem mais, vamos às minhas  trilhas sonoras favoritas do ano.




1- Guardiões da Galáxia - Fala sério, o filme perderia metade de seu encanto se não fosse pela deliciosa seleção de músicas - Awesome Mix Vol.1 -  escolhidas a dedo pelo diretor James Gunn. Enquanto os guardiões passeiam pelas galáxias, a trilha sonora convida a gente para uma viagem nostálgica em nossas mentes e contribui para que a aventura com seres extraterrestres torne-se mais humana e apaixonante.  Hooked On a Felling, Come and Get Your Love são minhas preferidas. Escute aqui a  trilha completa!





 

2- Mesmo Se Nada Der Certo - Um dos longas mais bacanas do ano tem na trilha sonora o seu maior mérito. As músicas são originais, viciantes e compostas especialmente para o filme. Adam Levine (Maroon 5) e Keira Knightley, protagonistas da comédia musical, cantam a maioria das canções. A atriz mostra que tem uma bela voz e já poderia se aventurar como artista indie. As músicas fazem o estilo pop/rock meio melancólicas. Confira aqui a trilha e escute Lost Stars abaixo:





3- Trapaça - Não tem como não lembrar de Trapaça e seus personagens intensos e sensuais quando você escuta Goodbye Yellow Brick Road do Elton John. Live and Let Die, do Paul McCartney me lembra Jennifer Lawrence em uma das cenas mais engraçadas do filme e o clássico I Feel Love da Donna Summer, ficou marcado como a música em que Amy Adams - com seus decotes - e Bradley Cooper dançam cheios de desejo em uma boate. Escute aqui a trilha completa!







4- Ela (Her) - A trilha sonora é tão sensível e melancólica quanto o romance futurista de Spike Jonze. A seleção de músicas é composta basicamente por sons de piano e violão. A playlist conta com músicas do Arcade Fire, N.A.S.A  e ainda tem a  bela e delicada canção The Moon Song, da Karen O, indicada ao Oscar este ano. Ouça aqui a trilha sonora e relaxe.




 

5- Boyhood – Da Infância à Juventude - O filme ambicioso de Richard Linklater que  foi rodado durante 12 anos também tem uma trilha sonora de destaque e muito eclética. Coldplay, Arcade Fire, Vampire Weekend, Cat Power, Cobra Starship, Gotye e muitos outros estão no álbum. Como em Boyhood a história acompanha os personagens por mais de 10 anos, as músicas representam aqui o passar do tempo. O filme tem início no ano de 2002, e nada melhor que Yellow, primeiro sucesso do Coldplay, para representar a época. Tem a trilha sonora completa aqui!




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Trapaça

Boyhood - Da Infância à Juventude

Ela

Guardiões da Galáxia
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