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15 de novembro de 2012

Os melhores atores - diretores do cinema atual




Com a estreia de Argo, mais uma magnífica obra de Ben Affleck, como diretor, resolvi fazer algo diferente, ao invés de escrever uma crítica sobre o longa, algo que todos os sites especializados vão fazer, decidi comentar sobre os atores/diretores mais promissores, os melhores em atividade no momento, aqueles caras que não satisfeitos em ser o subordinado de alguém, resolveram tomar as rédeas do negócio e sentaram na cadeira de diretor. Bom, para alguns nomes que citarei a seguir, ficar atrás das câmeras está dando mais certo que a carreira de ator, como por exemplo, o Ben Affleck, geralmente criticado por sua atuação, o cara se transformou, para surpresa de muitos, inclusive a minha, em um dos diretores mais cultuados e elogiados da atualidade. Quem diria...


Ben Affleck – Seu último filme recém estreou nos cinemas, Argo é mais uma prova de que o lugar do ator é mesmo atrás das lentes. Em resumo, a  trama é baseada em um fato verídico, conta a história de seis americanos presos no Irã, por conta de uma crise diplomática. Para fugir do país, eles precisam  se disfarçar de cineastas e  produtores de um filme fictício. O longa já é um forte candidato ao Oscar 2013, e Affleck tem a chance de levar seu primeiro Oscar como diretor. Argo merece mesmo ser reconhecido, é bem dirigido, boas atuações e tenso do início ao fim, além de prestar uma singela e linda homenagem ao cinema de ficção científica. Medo da Verdade e Atração Perigosa são outros grandes filmes que Affleck dirigiu. Apesar da carreira recente, sua função como diretor tem sido bem-sucedida até agora, algo pelo qual ele tem muito para se orgulhar.


George Clooney – Galã, simpático, bem-humorado, produtor, escritor, ótimo ator, Clooney ainda tem grandes habilidades como diretor. Começou com o pouco conhecido Confissões de uma Mente Perigosa, ganhou a crítica com o político Boa Noite e Boa Sorte, filme elogiado e indicado ao Oscar, incluindo Melhor Diretor para o Clooney. A terceira investida na direção foi com a comédia romântica Amor sem Regras, longa mal- sucedido nas bilheterias e que até a crítica torceu o nariz, nem eu vi esse. Em 2011, voltou à direção com Tudo pelo Poder, sobre um tema que ele entende bem: a política. Dividindo a cena com Ryan Gosling, o longa é um dos melhores de sua carreira, na minha opinião. Agora, fico mais ansioso pelo seu trabalho atrás das câmeras do que aqueles na frente delas. Seu próximo trabalho na direção já tem nome: The Monuments Men.


Selton Mello:  É claro que eu não poderia deixar de falar de um dos atores mais simpáticos e talentosos da nossa TV e do cinema. Selton Mello já tinha experimentado a função de diretor em seriados de TV, em A Mulher Invisível, mas foi em 2008 que ele dirigiu seu primeiro filme: Feliz Natal. Um drama intimista bastante elogiado pela crítica, mas quase ninguém viu, ao contrário de seu trabalho seguinte, a comédia melancólica O Palhaço, sucesso de público no país. O Palhaço é o representante do Brasil no Oscar 2013, se o filme ficar entre os cinco filmes estrangeiros finalistas e for indicado ao maior prêmio do cinema, o mundo vai conhecer o que nós, brasileiros, já sabemos, que Selton Mello é um excelente ator, cuja carreira recém iniciada de diretor mostra-se bastante promissora. Boa sorte para ele.



Sean Penn: O ator oscarizado dirigiu seu primeiro longa lá no comecinho dos anos 90, Unidos pelo Sangue, depois fez Acerto Final em 1995. Em 2001 voltou a atuar como diretor em A Promessa, um thriller protagonizado por Jack Nicholson. Mas Sean Penn não está nessa lista por nenhum desses filmes. Ele figura aqui por uma obra-prima que realizou, mais conhecida como Na Natureza Selvagem, drama melancólico e poético baseado na história real de Chris McCandless, jovem que larga tudo - e todos - para viver a liberdade em meio à natureza. Ao som da voz grave de Eddie Vedder, acompanhamos a linda e trágica história do garoto, vivido por Emile Hirsch, numa atuação assustadora. The Comedian e Crazy for the Storm, são dois filmes que Penn está trabalhando como diretor no momento, podem ser ótimas películas, mas dificilmente alcançará a perfeição de Na Natureza Selvagem.


Clint Eastwood: O veterano da lista. Ao lado de Woody Allen, Clint Eastwood é um dos diretores que mais trabalha, ultimamente tem feito um filme por ano e mostra que a idade -  pasmem, ele tem 82 anos -  não é nenhum empecilho à sua criatividade e às atividades que realiza, além de diretor, ele atua e ainda produz seus filmes. Sua carreira de ator teve início nos anos 50, mas ele só foi para trás das câmeras nos anos 70. Seu trabalho na direção de longas somente ganhou evidência com o western Os Imperdoáveis, de 1992,  o qual levou o Oscar de Melhor Diretor. A partir daí, ele realizou inúmeros trabalhos, entre os meus preferidos estão Menina de Ouro, Gran Torino, Invictus e A Conquista da Honra. Clint Eastwood deu um descanso na função de diretor este ano, mas não vai ficar longe das telas. Sua próxima aparição no cinema será em Curvas da Vida, um drama esportivo previsto para estrear este mês, no qual ele atuou como produtor e contracena com Amy Adams e Justin Timberlake. 

21 de dezembro de 2011

O MELHOR DO CINEMA EM 2011


 Os  blockbusters que surpreenderam a nós e até os críticos mais chatos:



- X-Men: Primeira classe (X-Men: First Class)

- Planeta dos Macacos: a origem (Rise of the Planet of the Apes)










 

Aqueles que nos fizeram sentir saudades dos tempos de infância



- Super 8
 
- Os Muppets (The Muppets)









Os filmes oscarizados e os mais comentados do início do ano:



- O Discurso do rei ( The King´s Speech)
 
- Cisne Negro (Black Swan)





  



Aqueles que nos fizeram  sair  do cinema com um sorriso do tamanho do gato risonho de Alice (no país das maravilhas):


- Meia noite em Paris (Midnight in Paris)

- O Palhaço

- Gigantes de aço (Real Steel)








 Aquele filme divertidíssimo que -  injustamente - saiu direto em DVD no Brasil:


 - A Mentira (Easy A)









Esse é o último post do ano (aaaaah). O ano de 2012 vem carregado de novidades para o Cinemidade, aguardem!
Boas Festas e um Happy New Year!

8 de novembro de 2011

O PALHAÇO DO SELTON MELLO


“Eu sou palhaço, faço as pessoas rirem. Mas quem vai me fazer rir?”
Diz Benjamin a frase acima, com lágrimas nos olhos e numa crise de angústia e melancolia, que fica ainda mais evidente na face arredondada do ator Selton Mello e pela sua fala mansa.

O Palhaço (2011), escrito, dirigido e interpretado - com graça - pelo Selton Mello, é sobre um palhaço triste, ele está em busca de respostas sobre si mesmo e questiona se ser um artista de circo é mesmo a sua sina. Para piorar, Benjamin é pressionado a comprar um ventilador e incomoda-se por não ter identidade. É, a palavra “identidade” aqui apresenta ambiguidade, ou seja, o palhaço corre em busca tanto do seu documento pessoal quanto do seu “eu verdadeiro”, e para sair dessa crise e consertar sua vida, ele necessita “regularizar” as duas coisas.
Mello é um ótimo diretor, sabe por quê? Ele consegue contar uma história sobre um palhaço melancólico sem deixar o filme “carregado” e depressivo. Os diálogos, recheados de piadas das mais antigas e que todos devem conhecer, torna O Palhaço uma verdadeira diversão, e das mais animadas, as piadas, ás vezes, podem até não terem graça, mas é devido aos seus talentosos intérpretes que certamente irá fazê-los rir, como por exemplo, a cena com o Moacyr Franco, uma das mais engraçadas. Aliás, o comediante até levou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Cinema de Paulínia esse ano.

"Você teria um sutiã para me dar?"

Este é o segundo longa do Selton Mello, o primeiro foi Feliz Natal (2008), um drama não tão comercial, mas também bastante elogiado pela crítica, fato que já o coloca como um dos diretores mais promissores do país. Espero que ele continue nesse “posto” por muito mais tempo – esqueça as novelas Selton, hehe - e nos presenteie com mais histórias emocionantes e originais como esta. Quem diria hein, o Chicó do Auto da Compadecida transformando-se num diretor de prestígio nacional....
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