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13 de julho de 2014

O Grande Hotel Budapeste




O novo filme do inventivo Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014) é uma daquelas obras cinematográficas deliciosas de ver, assim como o trabalho antecessor do cineasta, Moonrise Kingdom.


Da imaginação fértil de Anderson, somos levados a um mundo muito próprio e peculiar do diretor, cheio de cores e cenários pitorescos que parecem mais uma pintura, na verdade, O Grande Hotel Budapeste não deixa de ser uma obra de arte. A história se passa na cidade fictícia de Zubrowka, na Europa, lá nos anos 30. O protagonista Monsier Gustave é vivido por um inspirado Ralph Fiennes, e que ao lado de seu mensageiro Zero (F. Murray Abraham) são colocados em uma trama de mistério e conspiração envolvendo o assassinato da namorada de Gustave, Madame D, interpretada por Tilda Swinton.

 Fiennes e Swinton em cenário caprichado


Como já disse, a direção de arte é de encher os olhos, primorosa e repleto de detalhes, mas Anderson sabe que para conquistar o público, o apuro técnico precisa estar aliado a uma história envolvente e original e personagens cativantes, como a dupla de protagonistas e a doce Agatha (Saoirse Ronan). Aliás, figuras interessantes e agradáveis em aparições rápidas não faltam no filme, destaque para a presença de Edward Norton, Harvey Keitel, Willem Dafoe e Adrien Brody. Estes dois últimos, são os vilões da história, mas toca o espectador mais pela comicidade que pela crueldade dos personagens.

  A parte visual do filme é um dos grandes atrativos


Com sabedoria, o diretor alterna momentos de suspense, aventura, drama e comédia, sem nunca parecer algo disforme. A parte cômica está, em grande parte, centrada nos diálogos rebuscados entre Gustave e o seu amigo mensageiro do hotel. A sequência da fuga da prisão é um dos melhores momentos da fita. De forma lúdica e com um universo tão inconfundível, justificado pelos travellings e as paisagens "artísticas", O Grande Hotel Budapeste conta uma fábula que cativa e diverte, e se torna uma obra obrigatória para quem curte cinema de verdade.


NOTA: 8,5

23 de outubro de 2011

Hanna

A máquina mortífera aqui tem 16 anos
e um rostinho angelical






Logo nos primeiros minutos do longa conhecemos a linda jovem Hanna e a sua capacidade de transformar-se rapidamente, de uma menina inocente com carinha de anjo para uma assassina treinada e super eficiente. É ela, a personagem que dá nome ao filme, o principal destaque do novo trabalho de Joe Wright, diretor de dramas como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, que resolveu se aventurar no gênero thriller de ação, e cá entre nós, se saiu surpreendentemente bem, já que esse filme é muito diferente dos anteriores.



Hanna (2011) tem como protagonista a linda e
talentosa Saoirse Ronan (Um Olhar do Paraíso) que como já disse, é a melhor coisa da fita, ela sabe ser uma garota doce e forte, ás vezes, e em outros momentos, é um “soldado” treinado dissimulado, tudo na medida certa.




Com 16 anos, Hanna leva uma vida diferente d
as outras garotas de sua idade (ela se dá conta disso quando se depara com uma adolescente na sua fuga), desde pequena vive na floresta com seu pai Erik (Eric Bana), um ex agente da CIA que a treina para ser a “assassina perfeita” . Bom, ela não é assim tão fria e robótica, também é educada, aprende vários idiomas, sabe quantos músculos o beijo pode envolver por exemplo, porém, seu conhecimento sobre música é limitado e nunca tinha visto uma lâmpada antes, apesar de saber quem foi o pai da eletricidade. Depois que Hanna e seu pai saem da floresta, eles são perseguidos pela temível agente da CIA Marissa Wiegler, interpretada por Cate Blanchett, e nem é preciso dizer o quanto maravilhosa ela está.

Após a impressionante cena de fuga de uma agência da CIA, Hanna - tanto a garota quanto o filme - dá um tempo na ação para focar nas descobertas da protagonista sobre o mundo exterior. Ela conhece pessoas, lugares, e começa a si conhecer melhor, ela percebe também que as suas habilidades mortais não são algo tão comum assim. 


O longa fica um pouco monótono em sua metade, mas não compromete o resultado final. Wright mostra que sabe conduzir um filme de ação, fato este que pode ser exemplificado pelas ótimas cenas de lutas, muito bem coreografadas – a menina é um Jason Statham de saias, impressiona mesmo – e que com a ajuda da ótima trilha do The Chemical Brothers, deixa as cenas ainda mais intensas e empolgantes.



Hanna é uma película interessante, apesar de um roteiro nada original, mas devido ao talento do diretor e uma protagonista forte, o longa consegue se esquivar dos “lugares-comuns” dos filmes do gênero e se sobressair graças também ao elenco, à trilha sonora e aos cenários peculiares, transformando Hanna em um filme imperfeito, mas que merece ser visto. Joe Wright deveria ser aventurar mais nesse gênero...
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