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16 de outubro de 2014

The Flash - A nova série da The CW pode ser melhor!




Pegando carona no sucesso de séries como Arrow, Marvel Agents of Shield e nos tantos filmes da Marvel, a The CW não perdeu tempo e correu para produzir a série sobre o herói mais rápido do mundo, The Flash, surgido nas HQs da DC Comics dos anos 40 e criada por Gardner Fox e Harry Lampert.

A nova série do The Flash – outra produção de TV do herói velocista aconteceu nos anos 90 – estreou este mês no canal CW com uma grande audiência, certamente seguirá o mesmo caminho de sucesso de  outras séries semelhantes da emissora como Arrow e Smallville. O Flash, ou melhor, Barry Allen, é interpretado por Grant Gustin, ator que já participou de Glee, 90210 e claro, de Arrow, como o próprio herói.

Vi os dois primeiros episódios, dirigidos por David Nutter, que não é qualquer um e já dirigiu episódios de séries cultuadas como Game of Thrones e Homeland, mas não me surpreendi, The Flash é divertido, agradável de ver, mas é muito convencional, culpa do padrão sustentado por fórmulas batidas do canal CW.


Bem, vamos falar sobre esse jeito CW de ser e fazer suas séries, que para mim, é algo muito preocupante e incômodo e foi o principal motivo que me fez abandonar Arrow e outras tantas por aí. Voltando ao tema, não aguento mais episódios no estilo “vilão da semana”, se em Smallville todos os vilões de Clark tinham algo a ver com a chuva de meteoros, em The Flash, todo projeto de vilão será relacionado com a tal explosão no laboratório. Quanta criatividade. 

Outro pecado da série é romantizar o enredo, por exemplo,  Barry Allen é apaixonado por sua melhor amiga e tenta esconder seus sentimentos dela. Isso é coisa de Malhação gente, sei que é preciso humanizar o personagem principal para o público se identificar com ele, mas isso é preguiça dos roteiristas, clichê demais. A The CW subestima muito a inteligência do seu público.


The Flash tem outros defeitinhos mas não vou enumerá-los todos. Sobre o primeiro episódio, ele funciona no piloto automático, tudo é previsível, no entanto, a história de origem do velocista é bem contada, tem humor e  ação na medida certa, o piloto é bem produzido, os efeitos especiais convencem e as atuações não comprometem em nada. Mas o maior acerto do canal foi escalar Grant Gustin para o papel principal. Grant imprime seu talento e carisma a um super-herói muito humano, atrapalhado, divertido, sarcástico e tem simpatia de sobra, Guntin parece não se esforçar muito para viver o herói mais veloz do mundo.


 A impressão que eu tive sobre a série, ao ver os dois primeiros episódios, é que The Flash pode melhorar. Digo isso levando em conta a mitologia do próprio herói, sua complexidade e os poderes que ele pode desenvolver. Errou quem pensa que Barry Allen só sabe correr, a supervelocidade é apenas uma, das muitas habilidades que possui. O Flash pode roubar a velocidade de outras pessoas e dar à outras, pode atravessar o universo, ele tem um incrível e poderoso movimento chamado de soco de massa infinita, e o melhor, Flash pode se mover tão rápido, mas tão rápido, a ponto de viajar no tempo. Se os roteiristas souberem usar toda essa gama de possibilidades do universo do herói, The Flash pode vir a ser muito superior a qualquer outro seriado do gênero. 

Eu sou otimista e continuarei assistindo ao seriado, pois apesar de não ousar muito e ter suas falhas, tem grande potencial e há muito material que pode torná-lo cada vez melhor.

The Flash estreia hoje, 16 de outubro, no canal Warner.


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4 de julho de 2013

Smallville e o jovem Homem de Aço



Para comemorar a chegada do aguardado O Homem de Aço, a versão mais moderna e realista  do super-herói comandada por Zack Snider (300, Watchmen) e com Henry Cavill (da ótima série The Tudors, e do sucesso Imortais) vestindo a  capa vermelha, resolvi homenagear a série de TV que contribuiu muito para evitar que o super-herói caísse no esquecimento na década de 2000,  já que as tentativas cinematográficas de levar o herói às telonas naquele tempo se tornaram um pouco "infrutíferas" para o personagem da DC Comics, sim, me refiro ao filme Superman - O Retorno.



A série, bom, você já sabe, é Smallville (2001-2011).  Bem escrita e muito bem produzida por Alfred Gough e Miles Millar, o seriado contou os dramas, as aventuras e desventuras do super-herói na adolescência. Smallville durou 10 anos, 10 temporadas e teve mais de 200 episódios, que com certeza fez parte da rotina  de muita gente por aí,  eu por exemplo, que assistia sagradamente à série no SBT todo os domingos. Tom Welling mostrou ser bom ator e carisma de sobra ao viver o protagonista Clark Kent na série, os coadjuvantes eram uma atração à parte,  a repórter atrevida Chloe (Allison Mack) - a minha preferida -, a doce Lana Lang (Kristin Kreuk), a descolada e engraçada Lois Lane (Erica Durance) e claro, o excelente Michael Rosenbaum, que deu vida ao ambíguo e complexo personagem de Lex Luthor. Listei os episódios e as cenas mais marcantes da série, é claro que em dez anos muita coisa ficou de fora, mas resolvi me apegar aos momentos ainda vívidos na minha mente e outros que de alguma forma são particularmente especiais.



      1- O “S” no peito/Clark salva Lex (1x1 Pilot) – O primeiro episódio de Smallville tem tantos momentos memoráveis que foi tarefa dificílima escolher somente um ou dois. Há a eletrizante e bem produzida chuva de meteoros e a bela cena em  que  o menino Clark encontra Martha e Jonathan Kent pela primeira vez no milharal. Mas dois grandes momentos se destacam, como a sequência em que Lex atropela Clark e o nosso jovem herói o salva da morte, começando aí uma relação de amizade estranha permeada com uma eterna desconfiança entre os personagens. Para mim, a relação entre o protagonista e o antagonista sempre foi uma das estruturas narrativas mais bem trabalhadas e interessantes na série. Outro momento clássico é quando Clark aparece com o “S” no peito amarrado num tronco no meio do milharal, fruto de uma brincadeira dos colegas do colégio. Para quem sempre foi fã do super-herói, foi um acontecimento simbólico, significava a primeira vez que o “S” era visto em seu peito, exprimia o “nascer” de um símbolo do grande herói que o mundo logo conheceria.



    2- Clark tem sua identidade revelada (1x09): No episódio Rogue, Smallville presenteia os fãs com outra cena impressionante, Clark Kent para um ônibus desgovernado no centro de Metrópolis. Se o próprio Clark não tinha ideia do potencial de seu poder e se impressionou com o estrago que causou no ônibus, imagina nós, espectadores. Não só por isso Rogue é um excelente episódio da primeira temporada, pela primeira vez os super poderes do rapaz são descobertos. O grande feito de Clark na cidade é visto por um policial corrupto que começa a chantageá-lo e obrigando-o a cometer delitos, colocando em risco a sua identidade e toda a sua família. Phelan, o policial, é o cara sortudo, descobriu o segredo de Clark sem querer, algo que Lex Luthor mataria - e matou - qualquer um por essa informação.



       3-  O irmão adotivo de Clark (1x16): Em Stray, décimo sexto episódio de Smallville, a Família Kent ganha um novo membro, Ryan, um menino com a habilidade de ler pensamentos. Fugindo do padrasto que usa os poderes especiais do garoto para cometer roubos, Ryan acaba encontrando com Martha por acaso, ela o leva para casa e rapidamente o menino cria fortes vínculos com Clark e toda a família. O episódio é uma delícia de se ver, os segredos que Ryan revela dos amigos de Clark gera momentos hilários e inquietantes na série, é um episódio que fala sobre família, amor fraterno, segredos e mostra como a vida de Clark seria diferente, e bem mais fácil, se ele tivesse um irmão para compartilhar seus sentimentos e segredos. Difícil é não conter as lágrimas, uma que seja, quando o garoto se despede de Clark, com a linda canção Superman, do grupo Five For Fighting de fundo (ouça aqui!), este momento me marcou muito. Gostaria de destacar, a trilha sonora da série é fantástica, atemporal e sempre oportuna, uma das qualidades do programa.



     4- Clark entra no tornado para salvar Lana (1x21): Tempest é um episódio inesquecível, intenso, decisivo, fortes emoções e Remy Zero tocando no baile de formatura.  Remy Zero? Não sabe? Ah, é a banda que canta a música de abertura da série, “Somebody saaaaave me...”. Enquanto Jonathan, pai de Clark, tenta proteger o segredo de seu filho de um jornalista inescrupuloso, Clark deixa a querida Chloe sozinha no baile para salvar Lana que está sendo sugada por um tornado assustador. Sem pestanejar, Clark entra no tornado e... continua na próxima temporada. Um dos melhores e mais angustiantes season finales da TV, sem dúvida. Veja AQUI a cena do Remy Zero cantando no baile.



    5- O encontro com Christopher Reeve (2x17): Um dos momentos mais emblemáticos da segunda temporada de Smallville foi a ilustre participação do super-homem mais famoso do cinema, Christopher Reeve. Convenhamos ninguém melhor que o eterno Superman – do filme de Richard Donner, de 1978 - para trazer ao Clark notícias de Krypton e dizer que o seu verdadeiro nome é Kal-el. Durante as filmagens de Rosetta, nome do episódio, a produção se deslocou de Vancouver até Nova York para gravar com o ator, todo esse esforço foi para que Reeve poupasse forças, em razão de seu estado de saúde. Tetraplégico desde 1995, Christopher morreu em 2004, quase dois anos depois de sua primeira aparição em Smallville. Os fãs da série e do super-herói o agradecem.


      
        6- A morte de Jonathan Kent (5x12): Certamente um dos melhores e mais bem realizados episódios de Smallville. Intitulado Reckoning, este foi o 100º episódio da série, repleto de reviravoltas, viagem no tempo e com You´re Beautiful de James Blunt tocando a todo instante. Finalmente Clark contou sobre suas raízes kryptonianas ao seu grande amor, Lana, e a pediu em casamento, porém, nada sai como ele havia imaginado. E tem mais, Clark - e nós também - sofre com uma grande perda, o pai, Jonathan Kent. A última cena do episódio, onde todos estão no velório em uma paisagem no qual o preto das vestimentas em razão do luto se contrasta com o branco dos flocos da neve, é uma das sequências mais bonitas e emocionantes do programa. Palmas para a produção e direção de arte.



   7- Lex mata o pai (7x16): No episódio Descent, Lex Luthor se transforma finalmente na verdadeira definição do mal. Lex sempre foi o personagem mais intrigante da série, Michael Rosenbaum fez um  trabalho surreal com o personagem, os diálogos e as cenas com o seu “amigo” e inimigo, Clark Kent, repleta de cinismo, falsidade e ambiguidade, na maioria das vezes, eram os melhores momentos do seriado. Lex foi escalando a montanha para o lado sombrio desde o início da série, chegando ao ápice da maldade na sétima temporada, mais especificamente, quando empurra o seu pai Lionel Luthor de um prédio. Lex está totalmente sedento por poder e controle, mas  psicologicamente descontrolado e profundamente infeliz. E nesse episódio, damos um ”adeus” definitivo ao careca/playboy/milionário e “gente boa”, na medida do possível, que ele tentou ser nas primeiras temporadas.


Para finalizar a homenagem, a cena mais aguardada por todos os fãs de Smallville, a imagem abaixo dispensa texto né!

Cena final do último episódio da série.
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