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4 de junho de 2017

Mulher-Maravilha


Sinto muito pelas pessoas, no Líbano, que não poderão apreciar a estreia bem-sucedida e espetacular da Mulher-Maravilha no cinema, por conta de um grupo que está boicotando o longa por uma razão que, particularmente, não considero justificável: Gal Gadot já integrou o exército israelense (algo que é obrigatório lá, homens e mulheres servem ao exército após o período escolar), cujo país está há anos em conflito com o Líbano. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017) é o filme de heroína que a DC, o cinema, o mundo estava precisando. É o melhor filme da DC desde O Homem de Aço (2013) – apesar dos exageros, considero a obra de Zack Snyder um filmaço, tão grandioso quanto o próprio herói. 

Gal Gadot, uma atriz quase desconhecida, fez um papel pequeno na franquia Velozes e Furiosos, calou a boca de muita gente no ano passado – que criticou a escolha dela para o papel da heroína – quando ela, vestida já como Mulher-Maravilha, roubou os holofotes de seus companheiros heróis em Batman Vs Superman. Desde então, as expectativas aumentaram e felizmente elas foram correspondidas. A Diana de Gadot é encantadora, meiga e uma guerreira destemida quando o momento exige.

26 de março de 2016

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça






Há quase três anos o Superman ganhou um filme correspondente à sua grandeza,  O Homem de Aço, na época, dividiu a crítica, mas Zack Snyder  sabiamente preocupou-se mais com os fãs, pois sabia exatamente o que nós - fãs -  e o super-herói precisavam: de um recomeço grandioso e espetacular  - em todos os sentidos  - nas telonas, principalmente após o decepcionante Superman – O Retorno. Março de 2016,  é o momento de conferirmos a nova e ousada aposta da Warner e da DC Comics para tentar obter uma parte de um mercado hoje dominado por Vingadores e cia e estabelecer uma franquia duradoura e lucrativa. Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (Batman Vs Superman: Dawn of Justice, 2016)  estreia com essa responsabilidade imensa e com Snyder novamente no comando, ditando o tom sombrio e grandiloquente com o qual já estamos acostumados e vimos em suas melhores obras como Watchmen e Sucker Punch.


Batman Vs Superman: A Origem da Justiça estreou dividindo (de novo) a crítica especializada, mas público e críticos geralmente discordam quanto a produções do gênero – Homem de Ferro 3 é uma bomba, mas muita gente adorou aquilo - então, é importante destacar que Snyder entrega uma obra que vai agradar aos fãs dos super-heróis e desagradar a quem está acostumado com as cores, o bom humor e as tramas-família bobas dos filmes da Marvel. Aliás, um dos grandes acertos dos filmes do Universo DC é adotar o estilo dark da trilogia Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.


6 de janeiro de 2014

Melhores Filmes de 2013!

Como de praxe, segue a lista - um pouco atrasado, eu sei  - dos meus filmes preferidos do ano que passou. Confere aí:


Gravidade - A obra-prima do ano. Esse drama espacial surpreendeu a todos, saí do cinema transtornado com esta perfeição do Alfonso Cuarón. Ah, e tem Sandra Bullock numa das melhores performances de sua carreira.




Círculo de Fogo - Além de Cuarón, outro cineasta mexicano, Guillermo Del Toro,  presenteou os cinéfilos com outro espetáculo visual. Círculo de Fogo, filme de monstros e robôs gigantes, fez Transformers parecer uma espécie de Power Rangers do cinema.



Os Suspeitos - Atuações intensas de Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, uma trama intrigante e um desfecho inesperado. O suspense de Dennis Villeneuve agradou críticos e público e Jackman bem que merecia uma indicação ao Oscar.




A Caça - Este longa dinamarquês de Thomas Vinterberg não poderia faltar aqui. É um drama pesado sobre um professor (Mads Mikkelsen) acusado de abuso sexual infantil e hostilizado por uma cidade inteira. Perturbador e nos induz à reflexão.




O Lado Bom da Vida - O filme é previsível, verdade, mas é adorável, não tem como não se encantar com os protagonistas excêntricos vividos por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Uma dramédia cheia de ironias e livre da pieguice.





Blue Jasmine - Woody Allen acertou de novo. Blue Jasmine é um drama focado na vida de Jasmine, uma mulher rica e sofisticada que perde tudo e vai viver com a irmã pobre em São Francisco. O filme é todinho de Cate Blanchett que tem espaço de sobra para brilhar.


  
O Homem de Aço - Era do “jeito Snyder de ser” de que a franquia do Superman estava precisando. Zack Snyder sabia exatamente o que faltava nos outros filmes anteriores do herói e resolveu atribuir ao reboot, o ritmo frenético, ação constante e explosiva, um Clark Kent mais realista e menos bobão e um vilão que não é Luthor e nem usou de kryptonita para destruir o mundo. Aprovadíssimo.



The Kings of Summer -  Essa produção independente juvenil nem chegou nos cinemas, mas não importa. TKS lembra muito o clássico Conta Comigo.  A trama é sobre três amigos que decidem sair de casa em busca da liberdade, para isso, constroem uma casa na floresta e começam a viver lá. Uma comédia com toques dramáticos leves que fala de amizade e amadurecimento sem sentimentalismo.



Invocação do Mal - Uma produção de terror realmente apavorante, como há tempos eu não via. James Wan acertou na escolha do elenco, Vera Farmiga, Patrick Wilson e Lily Taylor, no cenário da casa mal assombrada e na construção das cenas de suspense. O clima é de desconforto durante todo o filme.



Meu Namorado é um Zumbi - Um filme no qual os zumbis tiram sarro deles mesmos. Apesar da premissa não muito original, um zumbi (Nicholas Hoult, de Skins) se apaixona por uma humana, a produção agrada e diverte, as narrações do protagonista sobre a sua condição são hilárias, ponto alto também para a trilha sonora descolada.



Menções honrosas para: The Bling Ring, O Lugar Onde Tudo Termina, Além da Escuridão – Star Trek, A Morte do Demônio, Django Livre, Perigo por Encomenda, Em Chamas: Jogos Vorazes.





É isso aí, um 2014 repleto de filmes ótimos para todos nós que apreciamos a sétima arte!


16 de julho de 2013

Homem de Aço renasce em filme grandioso!



O visionário Zack Snyder toma atitudes corajosas para (re)contar a história do super-herói mais famoso do mundo e surpreende. Super-homem finalmente ganhou um longa-metragem correspondente à sua grandeza, O Homem de Aço (Man of Steel, 2013) é frenético, intenso, exagerado - no bom sentido - e a ação é desenfreada e quase ininterrupta, um presente para os fãs que reclamaram da falta de cenas de lutas e batalhas épicas no filme anterior, Superman - O Retorno.  Snyder não poupou nas cenas de ação, e ele ainda queria mais. O cineasta revelou que na tela, está apenas a metade do que ele e sua equipe tinham preparado.

Kal-El tenta parecer um ser "normal".

O diretor sabia o grande desafio que tinha em suas mãos quando aceitou comandar esse reboot, os últimos filmes do super-herói não agradaram muito os fãs. Snyder compreendeu que era necessário dar um novo fôlego ao homem de aço e para isso, era preciso excluir alguns elementos do universo do herói incansavelmente explorado nos longas anteriores, como a escolha de Lex Luthor como vilão, a Kryptonita, e até a clássica, mas cansativa, trilha de John Williams. Para mim, Snyder foi feliz ao tomar estas decisões.  Outro grande acerto de O Homem de Aço é a narrativa não-linear, flashbacks apresentando a infância e a adolescência de Clark Kent contornam todo o filme, funcionando como momentos de calmaria entre o barulho das cenas de ação.

Amy Adams como Lois Lane.

O elenco da super-produção também foi muito bem escolhido. Foi muito bom ver Russell Crowe, como Jor-El, lutando com vontade como há tempos não se via, desde Gladiador? Lois Lane ganhou uma intérprete que esbanja carisma, Amy Adams deu a sua própria versão da repórter, mais guerreira, corajosa e mais forte que as versões anteriores.  Kevin Costner e Diane Lane, que vivem os pais adotivos de Clark, Jonathan e Martha Kent, também estão ótimos em seus personagens. São eles responsáveis pelos momentos mais emotivos do longa. Michael Shannon faz de General Zod, o vilão mais temível de todos os filmes do super-herói, e por fim, Henry Cavill, o intérprete de Kal-El/Clark Kent, impressiona, embora absurdamente musculoso, o ator mostra que não integrou a série The Tudors à toa por 4 anos, e faz um herói cheio de sentimentos e em busca das respostas certas para a sua existência na Terra.  

Quem disse que Superman não pede carona.

Zack Snyder, ao lado do produtor Christopher Nolan, responsável por dar um certo ar de realismo na trama, criaram um reboot que também fez questão de humanizar o super-herói, fato que fica evidenciado nos momentos de “andarilho” de Clark, nas cenas que refletem a preocupação com seus dilemas morais e na belíssima sequência em que veste pela primeira vez o uniforme. Ah, sem falar na singela cena em que Clark entra na igreja para pedir conselho ao padre. O diretor estava sim, preocupado com o cara por trás do mito, e não só com as cenas de ação espetaculares e bem comandadas. (Michael Bay deveria pegar umas dicas com Zack de como filmar sequências de ação sem cansar o espectador).

Zack Snyder e Henry Cavill. 

O Homem de Aço é um dos melhores filmes do ano e do super-herói com certeza. Assim como o S que estampa o peito do uniforme do herói difunde a esperança em um mundo não muito justo, também tenho esperança de que a sequência dessa aventura aconteça muito em breve, aqui neste mundo real.



4 de julho de 2013

Smallville e o jovem Homem de Aço



Para comemorar a chegada do aguardado O Homem de Aço, a versão mais moderna e realista  do super-herói comandada por Zack Snider (300, Watchmen) e com Henry Cavill (da ótima série The Tudors, e do sucesso Imortais) vestindo a  capa vermelha, resolvi homenagear a série de TV que contribuiu muito para evitar que o super-herói caísse no esquecimento na década de 2000,  já que as tentativas cinematográficas de levar o herói às telonas naquele tempo se tornaram um pouco "infrutíferas" para o personagem da DC Comics, sim, me refiro ao filme Superman - O Retorno.



A série, bom, você já sabe, é Smallville (2001-2011).  Bem escrita e muito bem produzida por Alfred Gough e Miles Millar, o seriado contou os dramas, as aventuras e desventuras do super-herói na adolescência. Smallville durou 10 anos, 10 temporadas e teve mais de 200 episódios, que com certeza fez parte da rotina  de muita gente por aí,  eu por exemplo, que assistia sagradamente à série no SBT todo os domingos. Tom Welling mostrou ser bom ator e carisma de sobra ao viver o protagonista Clark Kent na série, os coadjuvantes eram uma atração à parte,  a repórter atrevida Chloe (Allison Mack) - a minha preferida -, a doce Lana Lang (Kristin Kreuk), a descolada e engraçada Lois Lane (Erica Durance) e claro, o excelente Michael Rosenbaum, que deu vida ao ambíguo e complexo personagem de Lex Luthor. Listei os episódios e as cenas mais marcantes da série, é claro que em dez anos muita coisa ficou de fora, mas resolvi me apegar aos momentos ainda vívidos na minha mente e outros que de alguma forma são particularmente especiais.



      1- O “S” no peito/Clark salva Lex (1x1 Pilot) – O primeiro episódio de Smallville tem tantos momentos memoráveis que foi tarefa dificílima escolher somente um ou dois. Há a eletrizante e bem produzida chuva de meteoros e a bela cena em  que  o menino Clark encontra Martha e Jonathan Kent pela primeira vez no milharal. Mas dois grandes momentos se destacam, como a sequência em que Lex atropela Clark e o nosso jovem herói o salva da morte, começando aí uma relação de amizade estranha permeada com uma eterna desconfiança entre os personagens. Para mim, a relação entre o protagonista e o antagonista sempre foi uma das estruturas narrativas mais bem trabalhadas e interessantes na série. Outro momento clássico é quando Clark aparece com o “S” no peito amarrado num tronco no meio do milharal, fruto de uma brincadeira dos colegas do colégio. Para quem sempre foi fã do super-herói, foi um acontecimento simbólico, significava a primeira vez que o “S” era visto em seu peito, exprimia o “nascer” de um símbolo do grande herói que o mundo logo conheceria.



    2- Clark tem sua identidade revelada (1x09): No episódio Rogue, Smallville presenteia os fãs com outra cena impressionante, Clark Kent para um ônibus desgovernado no centro de Metrópolis. Se o próprio Clark não tinha ideia do potencial de seu poder e se impressionou com o estrago que causou no ônibus, imagina nós, espectadores. Não só por isso Rogue é um excelente episódio da primeira temporada, pela primeira vez os super poderes do rapaz são descobertos. O grande feito de Clark na cidade é visto por um policial corrupto que começa a chantageá-lo e obrigando-o a cometer delitos, colocando em risco a sua identidade e toda a sua família. Phelan, o policial, é o cara sortudo, descobriu o segredo de Clark sem querer, algo que Lex Luthor mataria - e matou - qualquer um por essa informação.



       3-  O irmão adotivo de Clark (1x16): Em Stray, décimo sexto episódio de Smallville, a Família Kent ganha um novo membro, Ryan, um menino com a habilidade de ler pensamentos. Fugindo do padrasto que usa os poderes especiais do garoto para cometer roubos, Ryan acaba encontrando com Martha por acaso, ela o leva para casa e rapidamente o menino cria fortes vínculos com Clark e toda a família. O episódio é uma delícia de se ver, os segredos que Ryan revela dos amigos de Clark gera momentos hilários e inquietantes na série, é um episódio que fala sobre família, amor fraterno, segredos e mostra como a vida de Clark seria diferente, e bem mais fácil, se ele tivesse um irmão para compartilhar seus sentimentos e segredos. Difícil é não conter as lágrimas, uma que seja, quando o garoto se despede de Clark, com a linda canção Superman, do grupo Five For Fighting de fundo (ouça aqui!), este momento me marcou muito. Gostaria de destacar, a trilha sonora da série é fantástica, atemporal e sempre oportuna, uma das qualidades do programa.



     4- Clark entra no tornado para salvar Lana (1x21): Tempest é um episódio inesquecível, intenso, decisivo, fortes emoções e Remy Zero tocando no baile de formatura.  Remy Zero? Não sabe? Ah, é a banda que canta a música de abertura da série, “Somebody saaaaave me...”. Enquanto Jonathan, pai de Clark, tenta proteger o segredo de seu filho de um jornalista inescrupuloso, Clark deixa a querida Chloe sozinha no baile para salvar Lana que está sendo sugada por um tornado assustador. Sem pestanejar, Clark entra no tornado e... continua na próxima temporada. Um dos melhores e mais angustiantes season finales da TV, sem dúvida. Veja AQUI a cena do Remy Zero cantando no baile.



    5- O encontro com Christopher Reeve (2x17): Um dos momentos mais emblemáticos da segunda temporada de Smallville foi a ilustre participação do super-homem mais famoso do cinema, Christopher Reeve. Convenhamos ninguém melhor que o eterno Superman – do filme de Richard Donner, de 1978 - para trazer ao Clark notícias de Krypton e dizer que o seu verdadeiro nome é Kal-el. Durante as filmagens de Rosetta, nome do episódio, a produção se deslocou de Vancouver até Nova York para gravar com o ator, todo esse esforço foi para que Reeve poupasse forças, em razão de seu estado de saúde. Tetraplégico desde 1995, Christopher morreu em 2004, quase dois anos depois de sua primeira aparição em Smallville. Os fãs da série e do super-herói o agradecem.


      
        6- A morte de Jonathan Kent (5x12): Certamente um dos melhores e mais bem realizados episódios de Smallville. Intitulado Reckoning, este foi o 100º episódio da série, repleto de reviravoltas, viagem no tempo e com You´re Beautiful de James Blunt tocando a todo instante. Finalmente Clark contou sobre suas raízes kryptonianas ao seu grande amor, Lana, e a pediu em casamento, porém, nada sai como ele havia imaginado. E tem mais, Clark - e nós também - sofre com uma grande perda, o pai, Jonathan Kent. A última cena do episódio, onde todos estão no velório em uma paisagem no qual o preto das vestimentas em razão do luto se contrasta com o branco dos flocos da neve, é uma das sequências mais bonitas e emocionantes do programa. Palmas para a produção e direção de arte.



   7- Lex mata o pai (7x16): No episódio Descent, Lex Luthor se transforma finalmente na verdadeira definição do mal. Lex sempre foi o personagem mais intrigante da série, Michael Rosenbaum fez um  trabalho surreal com o personagem, os diálogos e as cenas com o seu “amigo” e inimigo, Clark Kent, repleta de cinismo, falsidade e ambiguidade, na maioria das vezes, eram os melhores momentos do seriado. Lex foi escalando a montanha para o lado sombrio desde o início da série, chegando ao ápice da maldade na sétima temporada, mais especificamente, quando empurra o seu pai Lionel Luthor de um prédio. Lex está totalmente sedento por poder e controle, mas  psicologicamente descontrolado e profundamente infeliz. E nesse episódio, damos um ”adeus” definitivo ao careca/playboy/milionário e “gente boa”, na medida do possível, que ele tentou ser nas primeiras temporadas.


Para finalizar a homenagem, a cena mais aguardada por todos os fãs de Smallville, a imagem abaixo dispensa texto né!

Cena final do último episódio da série.
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