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19 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam



Felizmente, a investida cinematográfica para suprir o vazio deixado pelo fim da franquia Harry Potter é realmente mágica: Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016) é encantador, comovente, divertido e com personagens que nos cativam rapidamente, e melhor, é uma das poucas superproduções desse ano que faz jus ao “burburinho da mídia”, cada vez mais histérico quando trata de lançamentos cinematográficos.

Nunca me senti à vontade para escrever sobre os filmes Harry Potter, embora tenha gostado bastante deles – até dos dois primeiros, que eu os considero monótonos e arrastados, cujos aspectos não se podem atribuir a esse início da nova franquia mágica. Animais Fantásticos e Onde Habitam começa com o jovem Newt (Eddie Redmayne) chegando a uma Nova Iorque, dos anos 20, e deixando escapar alguns seres mágicos na cidade. A forma como Newt conhece, acidentalmente, os personagens de Kowalski (Dan Fogler) e Tina (Katherine Waterston) é engenhosa e cômica.


10 de maio de 2015

Daniel Radcliffe é um demônio apaixonado no suspense Amaldiçoado (Horns)




Daniel Radcliffe continua colecionando papéis excêntricos e que se distanciam cada vez mais do personagem que o tornou mundialmente famoso, o bruxinho Harry Potter. Em Amaldiçoado (Horns, 2014), um suspense sobrenatural e bizarro, Radcliffe mostra a sua faceta maquiavélica. O filme é uma adaptação do livro O Pacto, escrito pelo filho de Stephen King, Joe Hill.


Alexandre Aja – diretor de filmes trash como o ótimo Viagem Maldita  e o horroroso Piranha 3D – comanda a produção sobre o jovem Ig Perrish (Radcliffe), suspeito do assassinato da namorada Merrin (Juno Temple) e que certo dia acorda com um par de chifres nas têmporas. 

 Um par de chifres e muitos problemas


Na busca por explicações sobre este fenômeno improvável, Ig percebe que os chifres tem o poder de aflorar o pior das pessoas que se aproximam dele. Tentações sombrias, segredos sujos e pensamentos maliciosos vêm à tona quando Ig está por perto, então, logo o rapaz passa a usar o dom a seu favor para tentar descobrir o assassino de Merrin. 


A premissa interessante segura o espectador na arrastada primeira hora da fita, que segue a fórmula básica de um filme de suspense, mas é no segundo ato, quando Ig assume os chifres e “abraça” de vez o seu lado demoníaco que Amaldiçoado começa a empolgar.  A introdução de elementos sobrenaturais e fantásticos revela momentos instigantes e marcantes como (todas) as cenas que envolvem as cobras, a impagável briga entre repórteres e a alucinante “viagem” do irmão drogado de Ig. O clímax perverso e brutal pode desagradar aqueles que preferem algo mais “convencional”, mas eu gostei das escolhas criativas do diretor.

 Radcliffe: de bruxo à demônio


Radcliffe é um ator sério, a cada filme que participa significa um desafio vencido em sua carreira e  fica evidente a sua versatilidade e o seu esforço em dar o melhor de si. Em Amaldiçoado, Daniel está à vontade e encarna o “mal” com desenvoltura e também convence como o jovem apaixonado e perturbado em busca de justiça. 


Outro ponto interessante de Amaldiçoado é que o filme explora a ideia de que todos possuimos segredos ou algum desejo reprimido, ou melhor, algum pensamento que achamos que devemos expor para todos, mas preferimos guardá-los para nós mesmos para evitar problemas. 


Amaldiçoado é um suspense inusitado, não espere sustos ou muita coerência na história, mas é um bom filme, divertido e genuíno. Horns não estreou nos cinemas brasileiros, mas já está disponível em DVD desde fevereiro.  Assista ao trailer.


NOTA: 7,0

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23 de novembro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1




Do primeiro filme Jogos Vorazes lançado em 2012 - considerado por mim, na época, uma obra bem realizada, mas com falhas técnicas e um pouco bobo e descaradamente juvenil - para este terceiro capítulo, A Esperança, as diferenças são exorbitantes, em termos narrativos e técnicos.  Assim como a saga de Harry Potter foi se tornando mais sombria e “séria” a cada novo filme, o novo Jogos Vorazes transformou-se em uma obra adulta e corajosa demais para uma adaptação de uma obra adolescente.


Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (Hunger Games: Mockingjay – Part 1), segue o tom “maduro” apresentado na parte anterior, Em Chamas, também pincelado pelo visionário diretor Francis Lawrence, responsáveis por ótimos filmes como Constantine, Eu Sou a Lenda e clipes emblemáticos como Bad Romance.  


No terceiro capítulo da franquia, Katniss (Jennifer Lawrence) é convocada a ser a “voz” da revolução. Enquanto tenta saber do paradeiro de Petta (Josh Hutcherson), Katniss se junta a Logan (Liam Hemsworth, com mais destaque na saga) na visita aos Distritos a fim de promover a campanha contra Snow e  o sistema fascista.

  Katniss  e  Gale: pausa na "revolução"


Jogos Vorazes deixa a arena e os jogos perigosos de lado quando uma guerra civil ganha corpo, e como toda guerra, há muitas mortes, sangue, medo, ação e reação. É por tratar de temas tão desconcertantes e complexos como política, manipulação da mídia e fanatismo, que a saga tem conquistado o seu diferencial e sendo uma das mais fantásticas adaptações do gênero juvenil desde Harry Potter. Mesmo sendo para o público teen, tais assuntos são escancarados como devem ser, com veemência e realismo. 


Francis é mestre em construir mundos que estão em decadência e assombrados por pessoas sem esperança, por isso neste contexto, as cenas de ação que envolve o hospital no Distrito 8 e outra no tal Distrito 13, onde Katniss está hospedada, soam mais nervosas e impactantes.



E são nas condições mais adversas e desafiadoras que o ser humano fica mais complexo e interessante. Em Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, assistimos a uma evolução na relação entre Katniss e Petta e nossa heroína, ainda se ver imersa em diversos dilemas morais, o que a faz se questionar sobre a verdadeira finalidade da revolução e o seu real papel como a porta-voz dos rebeldes.  

 Katniss torna-se a voz da "rebelião" !



Apesar de ter menos ação que nos filmes anteriores, A Esperança nunca fica arrastado, e isto deveria acontecer já que um só livro foi dividido em dois filmes, mas o roteiro é enxuto, sem exageros, e surpreende o espectador com efeitos especiais eficientes e atuações dignas de todo o elenco, destaque para Elizabeth Banks (a engraçada Effie), Julianne Moore (como a misteriosa presidente Alma Coin) e o finado Philip Seymour Hoffman (Plutarch), em um dos últimos papéis de sua vida.


Jogos Vorazes: A Esperança: Parte 1, mesmo sendo um filme sem conclusão, é uma obra arrebatadora. O forte teor moral e psicológico embutido na história, não interfere na verdadeira finalidade do filme, que é a de entreter. Este capítulo desfaz totalmente o pré-conceito que me acometeu quando eu assisti ao primeiro filme, dois anos atrás, de que esta seria mais uma adaptação que ganharia uma versão muito insossa, vazia e boba para as telas, como a saga Crepúsculo.  Enganei-me. 


NOTA: 9,0  



16 de junho de 2014

Versos de um Crime





Daniel Radcliffe - o intérprete de Harry Potter, caso você tenha ficado fora da Terra nos últimos anos - não é um ator comum, sua sede em experimentar papéis fortes e desafiadores e a vontade de se distanciar ao máximo do protagonista da adaptação literária já tinha iniciado antes mesmo da saga terminar. Lembram quando Radcliffe causou burburinhos ao aparecer pelado na peça Equus? Então, desde esse momento tivemos uma prévia dos rumos que sua carreira tomaria. 


Com essa coragem e a preferência por papéis excêntricos, o talentoso Daniel - sim, ele é - vem construindo sua carreira pós-Harry Potter interpretando personagens interessantíssimos como o jovem médico na estranha e engraçada série Diário de um Jovem Médico (A Young Doctor´s Notebook). Já no cinema, suas performances continuam inspiradas, já as produções de que participa, são irregulares, como o suspense A Mulher de Preto e o drama Versos de Um Crime.

 Aprontando na biblioteca!


Do diretor estreante John Krokidas, Versos de um Crime (Kill Your Darlings, 2013) conta um pouco sobre os escritores e poetas da chamada Geração Beat, um grupo de jovens intelectuais inconformados com a educação limitada e anticriativa, adeptos a um estilo de vida intenso regido a álcool, jazz e muitos entorpecentes. Radcliffe vive Allen Ginsberg (famoso pela obra Uivo e Outros Poemas), um garoto com problemas domésticos que encontra na universidade um mundo novo e boêmio, lá se apaixona pelo colega Lucien Carr (Dane DeHaan, de Poder sem Limites) e experimenta uma gama de sensações e sentimentos que nunca imaginara.


Faz parte do grupo de amigos o escritor Jack Kerouac (que anos depois escreveria On The Road, aqui interpretado por Ben Foster) e William Burroughs (autor de Almoço Nu e vivido no filme por Jack Huston). Parte do longa se concentra nos escritores trabalhando numa inovadora linha literária, Uma Nova Visão. O clima é semelhante ao clássico Sociedade dos Poetas Mortos, até a trama sofrer uma reviravolta envolvendo um assassinato e se tornar um suspense policial. Então, toda a parte de desenvolvimento do Movimento Beat perde sua importância em razão do tal crime, deixando o espectador ávido por saber mais do movimento e sendo obrigado a engolir a história do assassinato, que infelizmente, não empolga muito.

 C. Hall e Radcliffe: atuações inspiradas


É certo dizer que Versos de Um Crime é mais um filme concentrado no amadurecimento de Ginsberg, um garoto sensível e romântico, mas facilmente manipulado. Radcliffe está soberbo aqui, destemido como sempre, o ator se entregada em momentos desafiadores como a cena de sexo com outro homem. Michael C. Hall também se destaca na obra, eis aqui um ator incrível que já está fazendo falta na TV desde que Dexter acabou.


Conhecer um pouco mais sobre os escritores da época, a visão de mundo e as experiências dos integrantes do Movimento Beat e as atuações inspiradas do elenco é o que mais atrai nesta produção. Para fãs de Kerouac e Cia. e do Menino Bruxo, o filme deve ser um deleite também. Mas o roteiro falho - a sequência de sexo de Ginsberg alternando com cenas de outros personagens é muito bizarra e sem sentido - e a direção equivocada comprometem o resultado final e assim, Versos de um Crime se caracteriza pela superficialidade e de fácil esquecimento.


NOTA: 5,5
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