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10 de julho de 2011

Os filmes mais injustiçados

Neste post, você vai conhecer os cinco filmes mais ignorados da história do cinema, segundo o Cinemidade. A lista não termina aqui, em breve daremos sequência a ela.


Alguns longas da lista foram massacrados pela crítica, outros pelo público, alguns foram censurados e posteriormente “esquecidos” pelas duas partes. Porém, são grandes filmes. Alguns candidatos a cult no futuro - alguns já são! Porém, todos eles são inovadores de algum modo, seja na narrativa, na edição diferenciada, no roteiro ousado, alguns são chocantes e originais demais para o público convencional e careta. Mas, para o cinéfilo, todos são obrigatórios!



Scott Pilgrim contra o Mundo (2010) – Inspirado na HQ de mesmo nome, o longa foi um fracasso de bilheteria no ano passado. Mas e daí? É o filme mais divertido de 2010. Edição frenética, personagens cativantes e um misto de aventura, romance e comédia em uma homenagem aos fãs de videogames em bits. Até eu que não sou fã de videogames delirei com o filme. Surpreendente!




O Nevoeiro (The Mist, 2008) - Baseado na obra de Stephen King, é um filme perfeito com um final chocante, que não deve agradar a maioria. A história é sobre uma cidade que é invadida por um nevoeiro que esconde criaturas assustadoras. Não se engane pela premissa, a trama é bem mais profunda do que aparenta. Destaques para as atuações marcantes do elenco.



Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007) – Sean Penn deveria continuar atrás das câmeras, mas dificilmente ele conseguiria realizar uma outra obra-prima. Com a trilha melancólica e linda de Eddie Veder e as paisagens belíssimas, o filme é baseado na história real de Alexander Supertramp, que saiu de casa para viver em meio a natureza. O filme foi ignorado pela Academia, é desde então, um dos grandes injustiçados do Oscar.






Speed Racer (2008) - Emile Hirsch é um grande ator. E mostrou isso em Na Natureza Selvagem, fracasso de público. Nesta obra dos Irmaos Wachowski, nem a crítica e nem o público gostou do psicodélico filme do garoto Speed Racer. As cores fortes, o estilo retrô e a narrativa inovadora, as cenas de corrida alucinantes e surreais espantaram o público. Ninguém estava esperando por tanta inovação.




Filhos da Esperança (Children of Men, 2006) - Outro filme que indevidamente não foi indicado ao Oscar. Ficção científica de primeira, com Clive Owen, que protagoniza uma das sequências sem cortes mais inacreditáveis do cinema. 


A lista continua... clique aqui!

8 de fevereiro de 2011

EM BUSCA DA PERFEIÇÃO

Aronofsky nos brinda com um excelente drama de balé com toques de terror e ainda nos mostra uma Natalie Portman como nunca se viu antes!






A busca pela perfeição é o grande e único desejo da bailarina Nina Sayers. Até a personagem chegar a tal esmero na apresentação de O Lago dos Cisnes, em que terá que interpretar dois papéis díspares: o cisne branco e o cisne negro, ela terá que enfrentar – e superar - seus limites físicos e psicológicos. Em resumo, esta é a trama de Cisne Negro (Black Swan, 2010), drama de horror do cultuado Darren Aronofsky (Pi, Réquiem para um Sonho, O Lutador). 














Natalie Portman que anda levando o prêmio de melhor atriz em todas as premiações ao redor do mundo - e acho que fora dele também - e que com certeza levará o Oscar no próximo dia 27 de fevereiro, está realmente estupenda como Nina, a bailarina frígida – segundo o seu treinador Thomas, vivido pelo ótimo Vincent Cassel. Portman já mereceria o Oscar apenas pela ousadíssima e corajosa cena da masturbação. Ui!


Nina é meiga, linda, dedicada, um pouco ingênua, características que lhe favorecem na interpretação do cisne branco. Porém, seu problema maior é o cisne negro, pois é necessário um desempenho mais sensual, tem que saber seduzir, apresentar uma certa malícia nos gestos e na expressão facial, competências que não fazem parte de sua personalidade, e que para adquiri-las Nina passará por momentos de aflição que agoniarão até os espectadores mais frios emocionalmente - sim, no cinema onde eu estava vi meninas se contorcendo na cadeira nas cenas mais agonizantes.


 Cisne Negro deve ser chamado de um filme de arte com toques de terror psicológico. Começa como um drama de balé e aos poucos se encaminha para um suspense cheio de reviravoltas, sangue e cenas pra lá de picantes entre Nina e sua amiga rival extrovertida, vivida por Mila Kunis (foto), que esteve recentemente em O Livro de Eli. Ah, e a cena final do cisne negro na apresentação é belíssima e desde já uma das melhores do cinema contemporâneo. 

É o primeiro grande - e arrebatador - filme que vi esse ano (ok, o filme é de 2010, mas vale a sua estréia em terras brasileiras) digno de um post aqui. Sexy, intrigante, ousado, corajoso, considero Cisne Negro bem superior ao longa anterior de Darren, O Lutador – aquele filme de boxe com o nada carismático Mickey Rourke.

31 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamim Button


"A vida seria infinitamente mais feliz se pudessemos nascer aos 80 anos e gradualmente nos aproximarmos dos 18’’. Mark Twain

Acho que muitas pessoas já pararam para pensar nessa fantasia de nascer velho e ir rejuvenescendo ao longo dos anos. Se não pensou, está imaginando isso neste momento em virtude do magnífico filme de David Fincher, O Curioso Caso de Benjamim Button.

Pessoalmente, concordo com o escritor americano Mark Twain. Se nascêssemos aos 80 anos e fossemos ficando jovens ao passar dos anos, não teríamos que nos preocupar com aposentadoria, rugas, quedas de cabelos, plásticas, doenças da velhice e outros milhares de infortúnios típico deste período da vida. Mas por outro lado, teríamos que conviver com um fator constante: a morte. Imagine você vê amigos e parentes morrendo, enquanto está indo na direção contrária? É, a morte é bastante presente na vida de Benjamim. Mas na sua vida inversa, o amor também está presente em toda a sua existência.

Aos setenta e poucos anos (eu acho) Benjamim encontra o amor de sua vida: Daisy, vivida pela competente Cate Blanchett, mas ela tem apenas 8 anos. É um amor que Button carrega a sua vida inteira, mas apenas em um breve momento de sua vida, eles podem ficar juntos.

Mas até essa fase de "felicidade plena’’ chegar, Benjamim descobre o mundo, entra num bordel, vai trabalhar num barco, conhece uma nadadora que cruza o Canal da Mancha e vai à Guerra. E tudo isso é contado da melhor maneira possível - os 159 minutos de projeção passam despercebidos.

É uma história fascinante, fabulosa, contada por um diretor imensamente talentoso e perfeccionista, Fincher imprime sentimento em cada detalhe, em cada cena, em cada enquadramento, e Brad Pitt, não é mais só um rosto bonito, sua interpretação é madura, firme e capaz de emocionar até uma pedra!

O Curioso Caso de Benjamim Button merece levar pelo menos dez, das treze estatuetas no Oscar no próximo dia 22 de fevereiro. Um filme para ver e rever milhares de vezes, e sempre com um lenço na mão!
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