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17 de novembro de 2011

CONTÁGIO

Nada espalha mais que o medo. Nada é mais assustador que o próprio ser humano.





É impossível ver Contágio (Contagion, 2011) e não sair paranoico da sala de cinema. Pior ainda, é se deparar com pessoas tossindo próximas a você, depois de ver 1h40m de filme no qual a tosse é posta como uma das principais provas da contaminação da doença – sim, isso aconteceu comigo infelizmente, mas calma gente, estou bem, não tossi hoje, haha.

A culpa desse sentimento pós-sessão é do diretor Steven Soderbergh (Traffic, Erin Brockovich, Onze homens e um segredo, entre outros) que atribuiu à história um realismo assustador, fazendo-nos acreditar que algum dia, algo parecido pode acontecer na vida real. Oh wait, já aconteceu, a gripe H1N1! Pois é...

Damon recebe uma notícia nada boa...

Contando com um elenco invejável, Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Marion Cotillard, Kate Winslet, Lawrence Fishburne, Jude Law e muito mais, todos eles de suma importância para a trama – se tem alguém que sabe trabalhar com um elenco grande e de peso, é Soderbergh - , o filme narra desde o primeiro paciente contaminado até o vírus matar milhões de pessoas ao redor do mundo e as cidades virarem um caos. Em Contágio, você verá o apocalipse chegando lentamente, vitimando pessoas normais, e ao contrário de The Walking Dead, elas morrem e não ressuscitam depois.

Não é mais um zoombie-movie, mas acredite, seres humanos descontrolados conseguem ser bem mais assustadores que os mortos-vivos. Como diz o cartaz do longa, “Nada se espalha como o medo”, acredito que realmente o medo pode ser considerado neste filme o grande vilão, até mais que o próprio vírus, as pessoas perdem a razão quando devem enfrentar uma situação inesperada com o qual não possuem o mínimo controle, elas ficam perigosas, egoístas, gerando aquele caos incontrolável.
O caos instalado!

O drama mostra esse desespero das pessoas quando a doença se alastra e chegam ao limite de depender do exército para comer, ok, algumas dessas “cenas de desespero” aqui talvez sejam um pouco exageradas, mas completamente presumíveis na realidade. Os ótimos Ensaio sobre a Cegueira (2008) e O nevoeiro (2007), também abordam esse viés psicológico da raça humana, mostrando que nós, terráqueos, podemos facilmente transformar-se em “monstros” em situações-limites.

Ai que dó, Kate! Bela sequência!

Em Contágio há cenas memoráveis, como aquela em que a médica interpretada por Kate Winslet sabe que foi contaminada, ou da personagem de Paltrow caindo no chão com convulsões, há uma trilha sonora bem tensa, discussões interessantes sobre conspiração farmacêutica – Vick Vaporub se beneficiou da gripe espanhola, um prato cheio para quem curte conspirações hein! - , e a questão da prioridade dada à elite em relação à vacina, são coisas que nos faz refletir bastante.

Ah, e como já disse, todo aquele realismo que fará você ficar um pouquinho paranoico - evite passar as mãos no rosto, cuidado com as mãos de quem a aperta, lave-as depois, fica longe de gente tossindo, e por aí vai...mas espere, isso nem é paranoia, é realidade, muita gente faz isso desde a explosão da gripe suína! Vixi.....o apocalipse está perto e ele virá na forma discreta de um minúsculo ser vivo!

10 de julho de 2011

Os filmes mais injustiçados

Neste post, você vai conhecer os cinco filmes mais ignorados da história do cinema, segundo o Cinemidade. A lista não termina aqui, em breve daremos sequência a ela.


Alguns longas da lista foram massacrados pela crítica, outros pelo público, alguns foram censurados e posteriormente “esquecidos” pelas duas partes. Porém, são grandes filmes. Alguns candidatos a cult no futuro - alguns já são! Porém, todos eles são inovadores de algum modo, seja na narrativa, na edição diferenciada, no roteiro ousado, alguns são chocantes e originais demais para o público convencional e careta. Mas, para o cinéfilo, todos são obrigatórios!



Scott Pilgrim contra o Mundo (2010) – Inspirado na HQ de mesmo nome, o longa foi um fracasso de bilheteria no ano passado. Mas e daí? É o filme mais divertido de 2010. Edição frenética, personagens cativantes e um misto de aventura, romance e comédia em uma homenagem aos fãs de videogames em bits. Até eu que não sou fã de videogames delirei com o filme. Surpreendente!




O Nevoeiro (The Mist, 2008) - Baseado na obra de Stephen King, é um filme perfeito com um final chocante, que não deve agradar a maioria. A história é sobre uma cidade que é invadida por um nevoeiro que esconde criaturas assustadoras. Não se engane pela premissa, a trama é bem mais profunda do que aparenta. Destaques para as atuações marcantes do elenco.



Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007) – Sean Penn deveria continuar atrás das câmeras, mas dificilmente ele conseguiria realizar uma outra obra-prima. Com a trilha melancólica e linda de Eddie Veder e as paisagens belíssimas, o filme é baseado na história real de Alexander Supertramp, que saiu de casa para viver em meio a natureza. O filme foi ignorado pela Academia, é desde então, um dos grandes injustiçados do Oscar.






Speed Racer (2008) - Emile Hirsch é um grande ator. E mostrou isso em Na Natureza Selvagem, fracasso de público. Nesta obra dos Irmaos Wachowski, nem a crítica e nem o público gostou do psicodélico filme do garoto Speed Racer. As cores fortes, o estilo retrô e a narrativa inovadora, as cenas de corrida alucinantes e surreais espantaram o público. Ninguém estava esperando por tanta inovação.




Filhos da Esperança (Children of Men, 2006) - Outro filme que indevidamente não foi indicado ao Oscar. Ficção científica de primeira, com Clive Owen, que protagoniza uma das sequências sem cortes mais inacreditáveis do cinema. 


A lista continua... clique aqui!
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