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2 de maio de 2013

Homem de Ferro 3




Os Vingadores me deixou mal acostumado, o filme de Joss Whedon é tão perfeito e surpreendente que me deixou com altíssimas expectativas acerca dos futuros filmes de super-heróis da Marvel. Pensava comigo, serão os próximos longas tão bons quanto o arrasa-quarteirão de 2012? Então, Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013) estreou, é o primeiro filme pós-Vingadores, vem com a responsabilidade de ser perfeito – em todos os sentidos – assim como foi a aventura da reunião dos heróis da Marvel, mas infelizmente, a nova empreitada do homem de lata além de não ser o melhor filme da trilogia é muito inferior a Os Vingadores. Uma pena.

Aos fãs mais xiitas do herói gostaria de ressaltar, essa não é uma crítica negativa, pretendo mostrar os pontos positivos e negativos da fita, na minha opinião. Vou começar pelas falhas de Homem de Ferro 3. Bom, eu já esperava mudanças na saga quando Jon Favreau, que dirigiu os dois ótimos primeiros filmes, anunciou que deixaria a direção para um outro cineasta. Shane Black então assumiu a terceira parte, o cara é escritor, produtor e tem apenas um filme no currículo como diretor, o bacana Beijos e Tiros. Não sei por que ele foi escolhido...


Stark e  seu exército de ferro.

Com um diretor diferente, a mudança de tom era algo esperado, embora Shane tenha se esforçado para manter o senso de humor na sequência -  ainda assim há momentos cômicos bem forçados - é na cenas de ação que o diretor erra a mão. As cenas da destruição da casa de Tony Stark e o salvamento aéreo empolgam, porém, os momentos finais, principalmente a batalha final, aquela sensação de déjà vu se apoderou de minha pessoa. Ah por favor né, cena de ação ambientada em um avião com o presidente dos EUA e em locais portuários, já vi em dezenas de filmes. Quanta falta de originalidade. Faltou ousadia de Shane na execução das cenas e sobrou desleixo por conta dos roteiristas.

O roteiro falho, com a inclusão da subtrama com um garotinho que fica amigo de Tony, simplesmente não se encaixa muito bem na trama principal,  mesmo que os diálogos afiados entre Tony e o menino renda alguns bons momentos. O mau aproveitamento dos novos personagens interpretados por Rebecca Hall e Guy Pearce é outra questão a destacar. Aliás, Pearce está virando expert na vilania, viram ele arrasando em Os Infratores? Obra cinematográfica obrigatória lançada ano passado. Pearce e Hall ficam tão pouco tempo em cena que nem dá tempo de nos importarmos com seus personagens, tornando-os superficiais, assim como os seus motivos de destruir Stark e blá blá blá.

Química: o melhor de HF3 são Pepper e Tony


O melhor de Homem de Ferro 3? Ah, continua sendo Robert Downey Jr e o peculiar senso de humor de Tony Stark.  É do Tony, e não do super-herói, os melhores momentos da sequência. Outro ponto positivo é a maior participação em cena da querida Pepper, papel de Gwyneth Paltrow. A Sra. Potts  esbanja simpatia e tem uma química com Robert que é inigualável. É sempre bom vê-los juntos, melhor que as cenas explosivas e a correria. A escolha de Ben Kingsley como o vilão Mandarin foi acertada, e até que eu curti a reviravolta, um tanto inusitada, envolvendo o seu personagem.

A temporada de blockbusters começou, Homem de Ferro 3 deu o pontapé inicial, infelizmente o seu trailer empolgou mais que o filme em si, mas a  produção está longe de ser ruim,  tem mais  falhas do que deveria, no entanto, a nova aventura é divertida, engraçada, e  tem Stark, o herói mais humano e carismático que todo o time de Os Vingadores juntos.

NOTA: 7,0

17 de novembro de 2011

CONTÁGIO

Nada espalha mais que o medo. Nada é mais assustador que o próprio ser humano.





É impossível ver Contágio (Contagion, 2011) e não sair paranoico da sala de cinema. Pior ainda, é se deparar com pessoas tossindo próximas a você, depois de ver 1h40m de filme no qual a tosse é posta como uma das principais provas da contaminação da doença – sim, isso aconteceu comigo infelizmente, mas calma gente, estou bem, não tossi hoje, haha.

A culpa desse sentimento pós-sessão é do diretor Steven Soderbergh (Traffic, Erin Brockovich, Onze homens e um segredo, entre outros) que atribuiu à história um realismo assustador, fazendo-nos acreditar que algum dia, algo parecido pode acontecer na vida real. Oh wait, já aconteceu, a gripe H1N1! Pois é...

Damon recebe uma notícia nada boa...

Contando com um elenco invejável, Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Marion Cotillard, Kate Winslet, Lawrence Fishburne, Jude Law e muito mais, todos eles de suma importância para a trama – se tem alguém que sabe trabalhar com um elenco grande e de peso, é Soderbergh - , o filme narra desde o primeiro paciente contaminado até o vírus matar milhões de pessoas ao redor do mundo e as cidades virarem um caos. Em Contágio, você verá o apocalipse chegando lentamente, vitimando pessoas normais, e ao contrário de The Walking Dead, elas morrem e não ressuscitam depois.

Não é mais um zoombie-movie, mas acredite, seres humanos descontrolados conseguem ser bem mais assustadores que os mortos-vivos. Como diz o cartaz do longa, “Nada se espalha como o medo”, acredito que realmente o medo pode ser considerado neste filme o grande vilão, até mais que o próprio vírus, as pessoas perdem a razão quando devem enfrentar uma situação inesperada com o qual não possuem o mínimo controle, elas ficam perigosas, egoístas, gerando aquele caos incontrolável.
O caos instalado!

O drama mostra esse desespero das pessoas quando a doença se alastra e chegam ao limite de depender do exército para comer, ok, algumas dessas “cenas de desespero” aqui talvez sejam um pouco exageradas, mas completamente presumíveis na realidade. Os ótimos Ensaio sobre a Cegueira (2008) e O nevoeiro (2007), também abordam esse viés psicológico da raça humana, mostrando que nós, terráqueos, podemos facilmente transformar-se em “monstros” em situações-limites.

Ai que dó, Kate! Bela sequência!

Em Contágio há cenas memoráveis, como aquela em que a médica interpretada por Kate Winslet sabe que foi contaminada, ou da personagem de Paltrow caindo no chão com convulsões, há uma trilha sonora bem tensa, discussões interessantes sobre conspiração farmacêutica – Vick Vaporub se beneficiou da gripe espanhola, um prato cheio para quem curte conspirações hein! - , e a questão da prioridade dada à elite em relação à vacina, são coisas que nos faz refletir bastante.

Ah, e como já disse, todo aquele realismo que fará você ficar um pouquinho paranoico - evite passar as mãos no rosto, cuidado com as mãos de quem a aperta, lave-as depois, fica longe de gente tossindo, e por aí vai...mas espere, isso nem é paranoia, é realidade, muita gente faz isso desde a explosão da gripe suína! Vixi.....o apocalipse está perto e ele virá na forma discreta de um minúsculo ser vivo!

27 de setembro de 2011

CINEMA PERDE ASTROS PRO CENÁRIO MUSICAL


Confira quais os atores de Hollywood que “sucumbiram” - momento sarcástico aqui - à indústria fonográfica. Alguns deles possuem uma carreira musical bem mais sucedida que aquela nas telonas, outros, surpreendentemente, se saem muito bem cantando e atuando simultaneamente.






Jared Leto



No cinema: O ator se mostrou talentoso no cult Réquiem para um sonho (2000). É seu melhor filme desde então. Leto também participou de Clube da Luta (1999) e O Senhor das armas (2005). Seu último trabalho como ator foi no esquisito e complexo Mr. Nobody, de 2009.


Na música: Aaah, sua carreira de cantor vai muito bem, obrigado. Jared, ao lado de seu irmão, Shannon, lidera uma das bandas mais bem sucedidas do momento, o 30 Seconds to Mars. Ele não é apenas cantor, o leader man, ele escreve as músicas, roteiriza, produz e dirige os excelentes vídeos da banda, usando o codinome de Bartholomew Cubbins.


Melhor cantando ou atuando?
Cantando (não que ele seja um ator ruim, pelo contrário, mas...). O último álbum da banda, This is War, vendeu milhões de cópias mundo afora, 30 Seconds tem uma legião de fãs imensa, e a música Kings and Queens é daquelas das mais viciantes. Outro ponto positivo da carreira musical de Leto são os clipes-curtas metragens e super bem produzidos como A beautiul Lie, The Kill, o polêmico e ótimo Hurricane, este aqui abaixo. Alguém entendeu esse clipe?






Jennifer Lopez


No cinema: Vale avisar que – apesar da implicância da crítica especializada de cinema com a coitada - essa moça não é uma cantora que virou atriz, mas o inverso. Ela despontou no drama Selena (1997), que conta a vida real da cantora mexicana Selena Quintanilla - não viu? um ótimo filme hein, indico. Este e o sensual Irresistível Paixão (1998), são os melhores longas de Jenny. A cela (2000), e o thriller Nunca mais (2002) são outros bem bacanas também, embora descartáveis.


Na música: Depois de ingressar na indústria musical com os bons e dançantes On the 6, lançado em 1999, e o seu sucessor, J.Lo , de 2001, a cantora resolveu atuar em centenas de comédias românticas insossas e previsíveis. Priorizando a carreira no cinema, seus álbuns posteriores não se tornaram sucessos de público e nem de críticas. Esse ano, J.Lo voltou realmente às paradas com o hit On the Floor.


E agora? Na telona ou no rádio?Huuumm. Se for para continuar com comédias românticas nada originais, fico com a carreira musical. Ao menos, seus hits dançantes adeptos do “pop descartável, mas necessário numa balada” caem muito bem na vida noturna. Veja o primeiro hit da moça, lá do fim dos anos 90.





Gwyneth Paltrow





No cinema: Essa ganhadora do Oscar é uma atriz versátil e bem querida em Hollywood. Ela protagonizou uma mulher fatal em Grandes Esperanças (1998), uma jovem sem-sal em O Talentoso Ripley (1999), uma gordinha carismática em O amor é cego (2001) e uma mulher forte e atraente em Homem de Ferro (2008). Ela já mostrou a sua voz no filme Duetos (2000), e o contato direto com a música, através de seu marido, Chris Martin, vocalista do Coldplay, talvez a tenham incentivado a experimentar mais profundamente o seu lado musical, que foi visto, ouvido e aprovado em alguns episódios de Glee recentemente.

Na música: Ela se consagrou como cantora de primeira na série Glee, participou de 3 ou mais episódios na segunda temporada e conquistou a todos cantando hits como Umbrella e Forget You. Ela também canta no filme Country Strong (2011) e ainda soltou a voz na última edição do Oscar. Segundo rumores, ela está preparando um álbum, será?

Cantando ou atuando?Os dois. Gwyneth é uma ótima atriz e todo mundo já sabe. Mas agora que ela soltou o gogó, sabemos também que é dona de uma bela voz e leva jeito pra coisa, confira aí:







E no caminho inverso, está o Justin Timberlake, que trocou a carreira musical reconhecida e aclamada pelas telonas, infelizmente.




No cinema: Sua participação em Alpha Dog (2006) e no premiado A Rede social (2010) ainda que como personagens secundários foram até agora, seus melhores momentos no cinema. Esse ano Justin estrelou duas comédias, Professora Sem Classe, no qual atua ao lado de Cameron Diaz, e Amizade Colorida no qual contracena com a linda Mila Kunis - cuja estreia está prevista para essa semana no Brasil. Seu próximo longa será In Time, ficção futurística que tem também Amanda Seyfried. Este é, portanto, o filme mais promissor do cara até agora.
Na música: Ainda não consigo entender o porquê do criador dos dois álbuns mais bacanas do pop atual, Justified de 2002 e o FutureSex/LoveSounds de 2006, discos que foram tão aplaudidos pela crítica e pelo público, simplesmente resolveu ser ator, interpretando papéis em sua maioria, repleto de canastrice. Pow, JT, lança outro álbum inovador aew, só tem mulher no pedaço, kkk!

Então... JT "destruindo" com o seu pop bacana ou na telona fazendo algum papel secundário?




Preciso responder? Pois é....Para relembrar, "cry me a river", a minha preferida.

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