Depois do imperfeito e exagerado
Vingadores: Era de Ultron, o novo filme dos heróis da Marvel, Capitão América: Guerra
Civil (Captain America: Civil War, 2016) estreia com a responsabilidade de
manter a qualidade do seu antecessor, Soldado Invernal, e ser melhor que Era de
Ultron. Bem, missão cumprida com sucesso. Guerra Civil é sem dúvida um dos
melhores do estúdio -não é o melhor de todos,
ainda prefiro Os Vingadores – o mais
ousado e, também, o mais sério. E como a comparação com o Batman Vs Superman é inevitável, confesso que mesmo sendo team superman desde sempre,Guerra Civil é bem mais coeso que o filme da
DC, o desenvolvimento equilibrado dos personagens e a narrativa fluida – sem deixar
o espectador perdido – são outros fatores que superam o filme de Zack Snyder.
Sem me ater muito à trama, apenas
para contextualizar, os eventos de Guerra Civil iniciam após os acontecimentos
catastróficos de Era de Ultron. A morte de civis em Sokovia e a batalha em Nova
York fazem com que a ONU crie um tratado para supervisionar as ações dos
super-heróis. Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) aceita o acordo,
mas Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) não aceita ser controlado pelo
governo. Um atentado envolvendo o soldado
invernal Bucky, amigo de Rogers, é o estopim para a separação dos vingadores em
dois grupos: aqueles a favor do tratado, e os contra o tratado.
Em 2012, Os Vingadores,
ambiciosa produção da Marvel, tinha a seu favor a primeira união no cinema dos
heróis Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, que até então, brilhavam
em filmes solos. Esta poderosa e intergaláctica reunião deixou os fãs excitados
e com altas expectativas. Os Vingadores
estreou e conquistou a todos, Joss Whedon mostrou também que sabe lidar com múltiplos
personagens e realizou uma obra-prima dentre os filmes de heróis.
Três
anos depois, Vingadores: Era de Ultron (2015) estreia com essa “desvantagem”,
ver os super-heróis juntos em ação já não é novidade alguma, bastando aos
roteiristas a difícil tarefa de não dá ao espectador aquela sensação de déjà vu
e piadas repetidas. Nesse contexto, a continuação mantém a boa qualidade das
adaptações do universo Marvel e apresenta como maior trunfo o carisma dos
protagonistas, mesmo assim, não supera o primeiro filme, por questões que
esclarecerei adiante.
Stark tenta levantar o martelo do Thor em vão
Vingadores:
Era De Ultron, como manda a cartilha das sequências em
Hollywood, é maior em todos os aspectos, tem mais heróis, um vilão mais poderoso
e um exército aparentemente invencível e numeroso, cenas de ação mais
grandiosas e efeitos visuais mais que espetaculares, e claro, há mais conflitos
no grupo. Porém, padece de um roteiro econômico e muitas vezes, previsível. A
verdadeira surpresa do filme está mesmo na aparição do Visão (Paul Bettany),
uma figura intrigante e que deve ser mais explorada no próximo capítulo.
Os gêmeos Wanda e Pietro
Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Jonhson) são boas adições à história e
têm um papel importante na trama, quer dizer, Wanda e o seu poder de manipular
a mente alheia tem aqui mais relevância que o seu irmão. Quanto ao vilão Ultron
(James Spader), me fez ter saudades da complexidade e do cinismo do Loki. Suas
intenções são óbvias: aniquilar a humanidade e Os Vingadores, e por
isso, seus passos dentro da trama não são difíceis de serem previstos.
Novos heróis: Pietro e Wanda Maximoff
Em relação aos Vingadores, a
dinâmica do grupo ainda funciona, o bom humor ainda está ali para nos dá aquele
respiro antes da ação desenfreada. A sequência cômica em que os amigos
apostam em quem mais, além do Thor (Chris Hemsworth), consegue levantar o
martelo e a batalha exagerada entre Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro
(Robert Downey Jr.) são alguns dos melhores momentos da produção.
Se no primeiro filme os
super-heróis precisavam aprender a colocarem seus egos inflados de lado e
trabalhar em equipe, na continuação eles têm a difícil missão de superar seus
próprios medos e aprender a lidar com seus atos, sendo eles condenáveis ou não.
Joss Whedon dirige o Capitão América
Com Joss Whedon - criador da
revolucionária série Firefly – no
comando novamente, a sequência possui o mesmo clima descontraído do antecessor,
a aptidão do cineasta em trabalhar com dezenas de personagens de maneira
equilibrada e de realizar sequências de ação sem esgotar a nossa empolgação
foram cruciais para que Vingadores: Era
de Ultron se tornasse mais uma obra fílmica relevante no universo Marvel, embora tenha suas imperfeições. Com Whedon
fora da direção em Guerra Infinita, daí eu começo a me preocupar com a mudança
de tom que a saga pode tomar.
Grandiloquente e com uma proposta
de trazer mais “humanidade” para o sombrio mundo dos nossos queridos
vingadores, a continuação prossegue com a indiscutível jornada da Marvel nas
adaptações de suas obras, mas confesso, fiquei com a sensação de que poderia ser melhor. Veja aqui o trailer.
De adolescente sonhadora em Mundo
Cão à musa de Woody Allen, de heroína ruiva da Marvel à consagração como
estrela de filmes de ação em Lucy, este belo post é dedicado a exuberante, talentosa e
sensual Scarlett Johansson e seus melhores filmes. Para falar a verdade, citarei aqui os seus trabalhos que eu, particularmente, mais gosto. Priorizei ainda as
suas atuações mais marcantes e os papéis mais desafiadores de sua carreira.
Lucy (2014) – Dirigido
pelo visionário Luc Besson (O Quinto Elemento), Lucy consagrou definitivamente a
atriz em heroína de filmes de ação, processo este que teve início quando ela
começou a integrar o elenco das produções da Marvel. O filme tem seus muitos
méritos visuais e técnicos, é frenético como um bom filme do gênero pede, mas é
Johansson a principal atração. Ver esta moça linda, loira e sexy, trocando
socos e pontapés com marmanjos é um deleite inegável.
Sob a Pele (Under the Skin, 2013)
– Esqueça a sensualidade comum da atriz nos filmes convencionais, em Sob a Pele, Johansson encarna uma alienígena fria e assassina de homens. Com
cabelos pretos, uns quilinhos a mais e poucos diálogos, a "morena" cumpre com
louvor o desafio de atuar em um papel ousado e muito diferente do que está
acostumada a fazer. O filme é bem difícil, indicado a pessoas que gostam de
fugir do cinema óbvio.
Ela (Her, 2013) – Nessa bela história de amor de Spike Jonze,
Johansson é Samantha, ela está sempre sussurrando no ouvido de Theodore
(Joaquin Phoenix) e faz com que ele volte a sorrir, a gostar mais da vida. Mas
Samantha não é uma pessoa, é um sistema operacional com inteligência artificial
e a voz rouca de Johansson. Em Ela, a atriz não aparece em “corpo”, apenas
ouvimos a sua voz inconfundível, mas é inquestionável ouvir e sentir a
sua atuação apartir da entonação de voz. Um ótimo trabalho!
Os Vingadores (The Avengers,
2012) – A Viúva Negra (Johansson) já havia aparecido em Homem de Ferro 2 e
conquistou o público de imediato, mas foi nesta perfeição do cinema chamada Os Vingadores, que a personagem ganhou mais força junto ao público e dentro do
universo Marvel. Graças à incrível capacidade do diretor Joss Whedon de trabalhar
com múltiplos protagonistas, Viúva Negra tem sua importância na trama e não se
deixou ofuscar pelos outros heróis em cena. A loira, que aí está ruiva,
estava se tornando especialista em papéis de mulheres fortes e heroínas.
Trilogia Woody Allen: Match Point (2005),
Scoop: O Grande Furo (2006), Vicky Cristina Barcelona (2008) - Sensualidade e
senso de humor, são as principais características das personagens de Scarlett
nos três longas - imperdíveis - de Woody Allen. Em Match Point, Johansson seduz
e é seduzida por um homem rico e vive uma história de amor perigosa e trágica.
Na comédia Scoop, ela vive uma estudante de jornalismo e cisma ter descoberto
um serial killer. Hugh Jackman é seu par romântico nessa deliciosa fita. Já em
Vicky Cristina Barcelona, Johansson esbanja sensualidade - sério!? - e dar vida
à personagem Cristina, de férias em Barcelona, ela se encanta com Javier Barden
e se envolve num quadrado amoroso complicado e provocante.
A Ilha (The Island, 2005) – Antes
de tornar heroína de longas de ação com Lucy, Scarlett já havia experimentado o
“ofício” com o maior "mestre" do gênero, Michael Bay. Em A Ilha, a loira vive um
clone, uma garota ingênua, que passa todo o filme correndo para encontrar a sua
“versão original”. Estrelado também por Ewan McGregor, A Ilha é um dos poucos
bons filmes do diretor, e não exagero em dizer, é anos-luz superior aos três
últimos da saga Transformers, a ação ainda é desenfreada, é verdade, mas também
conta com um roteiro inteligente, não cansa e ainda tem um plus, a Scarlett embelezando a
tela.
Também recomendo outros filmes da musa:Como Não Perder Essa Mulher, Mundo Cão, Malditas Aranhas, Encontros e Desencontros, O Grande Truque,
Capitão América: O Soldado Invernal.
E quem diria, Guardiões da
Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), filme de heróis desconhecidos que a
Marvel desenterrou lá dos quadrinhos sessentista é uma grata e divertidíssima
surpresa, a melhor do ano. Com uma árvore falante, um guaxinim e uma garota
verde como protagonistas, eu não esperava muito da produção, nunca me animei com
os trailers, mas a marca Marvel fez com que eu não perdesse o otimismo, afinal,
o estúdio não errou feio até agora e está muito bem cercada de pessoas criativas
e respeitosas com as obras adaptadas, como James Gunn, diretor do
ótimo filme Seres Rastejantes e desta incrível aventura espacial.
O início de Guardiões da Galáxia
já dá o tom bem humorado que a trama vai seguir: Peter Quill (Chris Pratt,
hilário, personagem feito sob medida para o ator que já participou de séries
como The OC. e do elogiado filme O Homem que Mudou o Jogo) dançando ao som de
Come and Get Your Love, do grupo Redbone, enquanto procura por um poderoso
artefato. Desde já, uma cena antológica.
Peter, também chamado de Star
Lord, conhece seus amigos não convencionais numa prisão. Com a companhia de
Groot (Vin Diesel), Gamora (Zoe Saldana, que entra aqui na sua terceira
franquia de sucesso, além de Avatar e Star Trek, tá podendo hein!), Rocky Racum
(Bradley Cooper, com voz irreconhecível) e o brutamontes Drax (Dave Bautista),
Peter vai combater inimigos poderosos como Ronan, o Acusador (Lee Pace), que
deseja a todo custo acabar com a raça do povo Xandarians, mas para isso,
precisa do objeto que está sendo protegido pelos cinco amigos.
A história é ágil, muito bem
contada e o longa muito bem produzido, os efeitos visuais arrasadores, o
humor é certeiro e sutil-destaque para a piada com Kevin Bacon - mas é pelo elenco entrosado e a relação entre
os cinco personagens e claro, a deliciosa trilha sonora com hits dos anos 70
que Guardiões da Galáxia é tão apaixonante, já é considerado pela mídia especializada,
como um dos melhores filmes da Marvel, perdendo apenas para Os Vingadores.
Apesar dos cinco personagens serem
muito diferentes, gerando discussões a todo o momento, logo eles se tornam uma
família e percebem que precisam muito um do outro, e a amizade torna-se tão
forte em apenas duas horas de filme que até para nós, espectadores, é como
conhecêssemos os guardiões há muito tempo, são personagens cujo carisma pode
ser comparado à Han Solo e sua trupe em Star Wars ou até mesmo aos amigos de
Os Vingadores.
Já as músicas da fita cassete de
Peter Quill, coletânea carinhosamente chamada de Awesome Mix Vol 1, é sensacional, de outra galáxia. De
Jackson 5, David Bowie a The Runaways, a trilha nostálgica é uma eficiente
ferramenta para conferir humor ou sentimento de calmaria entre as cenas mais
explosivas. Se você acha que uma aventura espacial recheado de seres bizarros
não combina com uma trilha descolada dos anos 70 e 80, obviamente ainda não viu
Guardiões da Galáxia. Eu saí da sala do cinema cantarolando as músicas.
Sem
dúvida GG é mais um grande acerto da Marvel, uma aventura despretensiosa
protagonizada por figuras esquisitas, como a árvore chamada Groot, mas que
carrega consigo mais humanidade que muitos super-heróis por aí.
Olha o que o StarLorde está ouvindo no seu walkman:
Se curtiu, tem mais músicas da trilha sonora. Clique aqui!
Os Vingadores me deixou mal
acostumado, o filme de Joss Whedon é tão perfeito e surpreendente que me deixou
com altíssimas expectativas acerca dos futuros filmes de super-heróis da Marvel. Pensava comigo, serão os próximos longas tão bons quanto o arrasa-quarteirão de 2012? Então, Homem de Ferro 3 (Iron Man
3, 2013) estreou, é o primeiro filme pós-Vingadores, vem com a responsabilidade de ser
perfeito – em todos os sentidos – assim
como foi a aventura da reunião dos heróis da Marvel, mas infelizmente, a nova empreitada do homem de lata além de não
ser o melhor filme da trilogia é muito inferior a Os Vingadores. Uma pena.
Aos fãs mais xiitas do herói
gostaria de ressaltar, essa não é uma crítica negativa, pretendo mostrar os
pontos positivos e negativos da fita, na minha opinião. Vou começar pelas
falhas de Homem de Ferro 3. Bom, eu já esperava mudanças na saga quando Jon Favreau, que dirigiu os dois ótimos
primeiros filmes, anunciou que deixaria a direção para um outro cineasta. Shane
Black então assumiu a terceira parte, o cara é escritor,
produtor e tem apenas um filme no currículo como diretor, o bacana Beijos e Tiros.
Não sei por que ele foi escolhido...
Stark e seu exército de ferro.
Com um diretor diferente, a mudança
de tom era algo esperado, embora Shane tenha se esforçado para manter o senso
de humor na sequência - ainda assim há momentos cômicos bem forçados - é na cenas de ação que o diretor erra a mão.
As cenas da destruição da casa de Tony Stark e o salvamento aéreo empolgam,
porém, os momentos finais, principalmente a batalha final, aquela
sensação de déjà vu se apoderou de minha pessoa. Ah por favor né, cena de ação ambientada em um avião com o
presidente dos EUA e em locais portuários, já vi em dezenas de filmes. Quanta
falta de originalidade. Faltou ousadia de Shane na execução das cenas e sobrou
desleixo por conta dos roteiristas.
O roteiro falho, com a inclusão
da subtrama com um garotinho que fica amigo de Tony, simplesmente não se
encaixa muito bem na trama principal, mesmo que os diálogos afiados entre Tony e o menino
renda alguns bons momentos. O mau aproveitamento dos novos personagens interpretados por Rebecca Hall e Guy Pearce é outra questão a destacar. Aliás, Pearce está
virando expert na vilania, viram ele arrasando em Os Infratores? Obra cinematográfica obrigatória lançada ano passado. Pearce e Hall ficam tão pouco tempo em cena que nem dá tempo de nos importarmos com seus
personagens, tornando-os superficiais, assim como os seus motivos de destruir Stark e blá blá blá.
Química: o melhor de HF3 são Pepper e Tony
O melhor de Homem de Ferro 3? Ah,
continua sendo Robert Downey Jr e o peculiar senso de humor de Tony Stark. É do Tony, e não do
super-herói, os melhores momentos da sequência. Outro
ponto positivo é a maior participação em cena da querida Pepper, papel de Gwyneth
Paltrow. A Sra. Potts esbanja simpatia e
tem uma química com Robert que é inigualável. É sempre bom vê-los juntos, melhor que as cenas explosivas e a correria. A escolha de Ben Kingsley como o
vilão Mandarin foi acertada, e até que eu curti a reviravolta, um tanto
inusitada, envolvendo o seu personagem.
A temporada de blockbusters
começou, Homem de Ferro 3 deu o pontapé inicial, infelizmente o seu trailer
empolgou mais que o filme em si, mas a
produção está longe de ser ruim,
tem mais falhas do que deveria, no entanto, a nova aventura é divertida, engraçada, e
tem Stark, o herói mais humano e carismático que todo o time de
Os Vingadores juntos.