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1 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil




Depois do imperfeito e exagerado Vingadores: Era de Ultron, o novo filme dos heróis da Marvel, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) estreia com a responsabilidade de manter a qualidade do seu antecessor, Soldado Invernal, e ser melhor que Era de Ultron. Bem, missão cumprida com sucesso. Guerra Civil é sem dúvida um dos melhores do estúdio -  não é o melhor de todos, ainda prefiro Os Vingadores – o mais ousado e, também, o mais sério. E como a comparação com o Batman Vs Superman é inevitável, confesso que mesmo sendo team superman desde sempre,  Guerra Civil é bem mais coeso que o filme da DC, o desenvolvimento equilibrado dos personagens e a narrativa fluida – sem deixar o espectador perdido – são outros fatores que superam o filme de Zack Snyder.


Sem me ater muito à trama, apenas para contextualizar, os eventos de Guerra Civil iniciam após os acontecimentos catastróficos de Era de Ultron. A morte de civis em Sokovia e a batalha em Nova York fazem com que a ONU crie um tratado para supervisionar as ações dos super-heróis. Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) aceita o acordo, mas Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) não aceita ser controlado pelo governo.  Um atentado envolvendo o soldado invernal Bucky, amigo de Rogers, é o estopim para a separação dos vingadores em dois grupos: aqueles a favor do tratado, e os contra o tratado. 

25 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron – Grandioso e empolgante, mas não supera o antecessor



 



Em 2012, Os Vingadores, ambiciosa produção da Marvel, tinha a seu favor a primeira união no cinema dos heróis Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, que até então, brilhavam em filmes solos. Esta poderosa e intergaláctica reunião deixou os fãs excitados e com altas expectativas. Os Vingadores estreou e conquistou a todos, Joss Whedon mostrou também que sabe lidar com múltiplos personagens e realizou uma obra-prima dentre os filmes de heróis. 

Três anos depois, Vingadores: Era de Ultron (2015) estreia com essa “desvantagem”, ver os super-heróis juntos em ação já não é novidade alguma, bastando aos roteiristas a difícil tarefa de não dá ao espectador aquela sensação de déjà vu e piadas repetidas. Nesse contexto, a continuação mantém a boa qualidade das adaptações do universo Marvel e apresenta como maior trunfo o carisma dos protagonistas, mesmo assim, não supera o primeiro filme, por questões que esclarecerei adiante.

  Stark tenta levantar o martelo do Thor em vão


Vingadores: Era De Ultron, como manda a cartilha das sequências em Hollywood, é maior em todos os aspectos, tem mais heróis, um vilão mais poderoso e um exército aparentemente invencível e numeroso, cenas de ação mais grandiosas e efeitos visuais mais que espetaculares, e claro, há mais conflitos no grupo. Porém, padece de um roteiro econômico e muitas vezes, previsível. A verdadeira surpresa do filme está mesmo na aparição do Visão (Paul Bettany), uma figura intrigante e que deve ser mais explorada no próximo capítulo. 


Os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Jonhson) são boas adições à história e têm um papel importante na trama, quer dizer, Wanda e o seu poder de manipular a mente alheia tem aqui mais relevância que o seu irmão. Quanto ao vilão Ultron (James Spader), me fez ter saudades da complexidade e do cinismo do Loki. Suas intenções são óbvias: aniquilar a humanidade e Os Vingadores, e por isso, seus passos dentro da trama não são difíceis de serem previstos. 

Novos heróis: Pietro e Wanda Maximoff 


Em relação aos Vingadores, a dinâmica do grupo ainda funciona, o bom humor ainda está ali para nos dá aquele respiro antes da ação desenfreada. A sequência cômica em que os amigos apostam em quem mais, além do Thor (Chris Hemsworth), consegue levantar o martelo e a batalha exagerada entre Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) são alguns dos melhores momentos da produção.


Se no primeiro filme os super-heróis precisavam aprender a colocarem seus egos inflados de lado e trabalhar em equipe, na continuação eles têm a difícil missão de superar seus próprios medos e aprender a lidar com seus atos, sendo eles condenáveis ou não. 

 
   Joss Whedon dirige o Capitão América
  

Com Joss Whedon - criador da revolucionária série Firefly – no comando novamente, a sequência possui o mesmo clima descontraído do antecessor, a aptidão do cineasta em trabalhar com dezenas de personagens de maneira equilibrada e de realizar sequências de ação sem esgotar a nossa empolgação foram cruciais para que Vingadores: Era de Ultron se tornasse mais uma obra fílmica relevante no universo Marvel, embora tenha suas imperfeições. Com Whedon fora da direção em Guerra Infinita, daí eu começo a me preocupar com a mudança de tom que a saga pode tomar.   


Grandiloquente e com uma proposta de trazer mais “humanidade” para o sombrio mundo dos nossos queridos vingadores, a continuação prossegue com a indiscutível jornada da Marvel nas adaptações de suas obras, mas confesso,  fiquei com a sensação de que poderia ser melhor.  Veja aqui o trailer.


NOTA: 8,0

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2 de maio de 2013

Homem de Ferro 3




Os Vingadores me deixou mal acostumado, o filme de Joss Whedon é tão perfeito e surpreendente que me deixou com altíssimas expectativas acerca dos futuros filmes de super-heróis da Marvel. Pensava comigo, serão os próximos longas tão bons quanto o arrasa-quarteirão de 2012? Então, Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013) estreou, é o primeiro filme pós-Vingadores, vem com a responsabilidade de ser perfeito – em todos os sentidos – assim como foi a aventura da reunião dos heróis da Marvel, mas infelizmente, a nova empreitada do homem de lata além de não ser o melhor filme da trilogia é muito inferior a Os Vingadores. Uma pena.

Aos fãs mais xiitas do herói gostaria de ressaltar, essa não é uma crítica negativa, pretendo mostrar os pontos positivos e negativos da fita, na minha opinião. Vou começar pelas falhas de Homem de Ferro 3. Bom, eu já esperava mudanças na saga quando Jon Favreau, que dirigiu os dois ótimos primeiros filmes, anunciou que deixaria a direção para um outro cineasta. Shane Black então assumiu a terceira parte, o cara é escritor, produtor e tem apenas um filme no currículo como diretor, o bacana Beijos e Tiros. Não sei por que ele foi escolhido...


Stark e  seu exército de ferro.

Com um diretor diferente, a mudança de tom era algo esperado, embora Shane tenha se esforçado para manter o senso de humor na sequência -  ainda assim há momentos cômicos bem forçados - é na cenas de ação que o diretor erra a mão. As cenas da destruição da casa de Tony Stark e o salvamento aéreo empolgam, porém, os momentos finais, principalmente a batalha final, aquela sensação de déjà vu se apoderou de minha pessoa. Ah por favor né, cena de ação ambientada em um avião com o presidente dos EUA e em locais portuários, já vi em dezenas de filmes. Quanta falta de originalidade. Faltou ousadia de Shane na execução das cenas e sobrou desleixo por conta dos roteiristas.

O roteiro falho, com a inclusão da subtrama com um garotinho que fica amigo de Tony, simplesmente não se encaixa muito bem na trama principal,  mesmo que os diálogos afiados entre Tony e o menino renda alguns bons momentos. O mau aproveitamento dos novos personagens interpretados por Rebecca Hall e Guy Pearce é outra questão a destacar. Aliás, Pearce está virando expert na vilania, viram ele arrasando em Os Infratores? Obra cinematográfica obrigatória lançada ano passado. Pearce e Hall ficam tão pouco tempo em cena que nem dá tempo de nos importarmos com seus personagens, tornando-os superficiais, assim como os seus motivos de destruir Stark e blá blá blá.

Química: o melhor de HF3 são Pepper e Tony


O melhor de Homem de Ferro 3? Ah, continua sendo Robert Downey Jr e o peculiar senso de humor de Tony Stark.  É do Tony, e não do super-herói, os melhores momentos da sequência. Outro ponto positivo é a maior participação em cena da querida Pepper, papel de Gwyneth Paltrow. A Sra. Potts  esbanja simpatia e tem uma química com Robert que é inigualável. É sempre bom vê-los juntos, melhor que as cenas explosivas e a correria. A escolha de Ben Kingsley como o vilão Mandarin foi acertada, e até que eu curti a reviravolta, um tanto inusitada, envolvendo o seu personagem.

A temporada de blockbusters começou, Homem de Ferro 3 deu o pontapé inicial, infelizmente o seu trailer empolgou mais que o filme em si, mas a  produção está longe de ser ruim,  tem mais  falhas do que deveria, no entanto, a nova aventura é divertida, engraçada, e  tem Stark, o herói mais humano e carismático que todo o time de Os Vingadores juntos.

NOTA: 7,0

29 de abril de 2012

Os Vingadores - The Avengers



Joss Whedon já tinha me conquistado com a série Firefly mas agora que apreciei a sua mais nova obra-prima, Os Vingadores - The Avengers (2012), ele terá meu respeito pelo resto da minha vida.  Com uma sólida experiência na TV escrevendo e produzindo seriados como Buffy, Angel e Dollhouse, e apenas um filme no currículo, Serenity – A Luta pelo Amanhã,  o nerd conseguiu realizar um feito e tanto, que pode ser justificado pelos seguintes elementos: cenas de ação incríveis e coerentes, equilíbrio entre os tantos personagens e um roteiro bem amarrado. Os Vingadores é uma perfeição nerd cinematográfica.

Assistir à reunião de Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Hulk e o Capitão América em um só filme é um sonho realizado para qualquer nerd, principalmente para quem acompanhava os heróis da Marvel nas histórias de quadrinhos, poder ver que todos eles tiveram o mesmo espaço e importância e que nenhum deles foi mal aproveitado, isso nos deixa ainda mais deslumbrados, graças à habilidade e experiência de Whedon em lidar com múltiplos personagens.

Entre tantos heróis, o Agente Coulson também brilha
As cenas da batalha final  entre os heróis e os alienígenas são de deixar de boca aberta. Não estou me referindo aos efeitos especiais (evidentemente, eles não decepcionam) mas à capacidade de Whedon em mostrar várias lutas isoladas entre os tantos personagens sem deixar o espectador perdido e sem ficar cansativa. Sabe do que estou falando? Não? Então assista aos dois últimos Transformers e compare. No longa da Marvel, o clímax diverte, impressiona, não entedia e ainda ficamos com gostinho de quero mais. Michael Bay, watch and learn.


A união dos heróis não é tão pacífica assim, cada um tem seu temperamento e características distintas que resultam em alguns ótimos momentos de conflitos verbais e físicos, citarei os meus preferidos: a luta entre Hulk e Thor, sensacional e Hulk versus a Viúva Negra (Scarlett Johansson) de roer as unhas.  Colocar tantos egos inflados debaixo de um mesmo teto também gera muitos diálogos divertidos e sarcásticos, o principal responsável por muitos desses momentos é Tony Stark (Robert Downey Jr.), sua presença em cena é sempre garantia de risos. Outro herói que me impressionou também foi o Hulk (de Mark Ruffalo), sua versão do homem verde é de longe a melhor do cinema, mais humano e acreditem, muito bem humorado.  

Mark Ruffalo e sua surpreendente versão do homem verde

Os Vingadores – The Avengers pode ter um início um pouco lento, mas  nada que “arranhe” a sua magnitude, nos esquecemos disso logo que a ação desenfreada começa. As duas horas e 20 minutos de projeção se passaram tão rápido que eu nem percebi. O genial Joss Whedon finalmente vai sair do “anonimato” e logo se tornará um dos diretores e escritores mais requisitados de Hollywood, e isto é bem merecido, depois de um longo tempo trabalhando em duas séries - Firefly e Dollhouse -  que não tiveram o sucesso esperado e que só lhe renderam problemas com a emissora Fox, está na hora de ele sentir o gostinho do sucesso. 

Na foto ao lado, Joss dá umas dicas para  Samuel L. Jackson. Este ano outro filme terá o nerd em seus créditos. O suspense O Segredo da Cabana foi escrito por ele, tem Chris Hemsworth (o Thor) no elenco e estreia em agosto. Com o sucesso de Os Vingadores, certamente seu nome no cartaz ganhará bastante destaque. Confira o trailer eletrizante.

11 de janeiro de 2012

O Sherlock Holmes da TV


Nos dois últimos anos, coincidentemente, o primeiro post do ano relacionado aos seriados tem sido sobre programas britânicos, primeiro falei sobre Skins, no ano seguinte citei Misfits, e agora é a vez de Sherlock, seriado da BBC que traz o detetive Sherlock Holmes e todo seu poder dedutivo para o século 21.


O Sherlock da TV é muito diferente da versão do Guy Ritchie, que é protagonizada pelo Robert Downey Jr. As explosões, o ritmo frenético e as excessivas cenas em slow-motion dão lugar a uma trama bem mais complexa, além do personagem ter um espaço maior dedicado às suas deduções fantásticas durante as investigações, resultando em cenas bem-humoradas e divertidas entre o arrogante detetive e o seu simpático amigo Dr. Watson, que por si só, já valem conferir o programa.

Benedict Cumberbatch dá vida ao enigmático e inteligentíssimo personagem criado há séculos pelo Sir Arthur Conan Doyle, e olha, me atrevo a dizer que seu Sherlock pálido e de olhos esverdeados,  é bem distinto e mais misterioso que a versão hollywoodiana. Você pode não conhecer o ator de nome, mas você pode reconhecê-lo caso assista ao novo filme de Spielberg, Cavalo de Guerra ou o elogiado O Espião que sabia demais, ambos em cartaz nos cinemas.



Já o seu amigo John Watson, é interpretado por Martin Freeman, que se você não se lembra de tê-lo visto em O Guia do mochileiro das galáxias, isto vai mudar rapidinho, pois em breve ele se tornará estrela de grande porte internacional,  por que? Ah,  ele será o protagonista do aguardado O Hobbit: Uma jornada inesperada, dirigido pelo Peter Jackson, com estreia marcada para o fim deste ano -  ah, seu colega de cena Benedict também está no longa, eles são mesmo inseparáveis hein! 



Voltando ao tópico principal, a série britânica Sherlock tem na sua primeira temporada, apenas 3 episódios, mas  são longos episódios de 90 minutos, ou seja, praticamente um longa-metragem. Talvez essa duração seja um aspecto que não favoreça a série, principalmente para quem está acostumado com episódios de 40 a 50 minutos,  e alguns podem sentir-se entediados com a trama. Admito que isso acontece, há momentos cansativos em algum episódio, no qual tudo que desejamos é que o detetive desvende logo tudo e acabe o episódio.

Mas isso nem é um problema, quando se tem outros bons aspectos na série, como o clima de suspense, as cenas tensas, a química existente entre os dois protagonistas, as cenas em que Holmes faz as suas deduções e descreve as pessoas só de olhar "de relance" para elas, e vai falando tão rápido que nem o cara da legenda consegue alcançar, são esplêndidas, e até compensa o ritmo lento.


Sherlock está atualmente em sua segunda temporada, e se você curte os filmes americanos do detetive, vale espiar esse seriado também, são visões diferentes de um personagem ímpar, genial e carismático, e isto se deve a maior parte pelos competentes atores que o interpretam.
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