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23 de dezembro de 2012

O MELHOR DO CINEMA EM 2012




Como é de costume, preparei a lista com os melhores filmes do ano, na minha opinião. Entre eles, está uma grata surpresa, As Vantagens de Ser Invisível, e aquele cujas expectativas nós já sabíamos que seriam correspondidas, como O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Na lista também estão algumas produções do ano passado, mas  que somente estrearam nos cinemas brasileiros neste ano, e mais, aqueles pequenos grandes filmes que passaram longe das salas escuras e chegaram direto em DVD. Vamos aos melhores do ano:


Megaproduções de qualidade inegável:

O Cavaleiro Das Trevas Ressurge

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne

Os Vingadores

O Hobbit

Dramas elogiados, melancólicos e fantasiosos:

As Vantagens de ser Invisível

A Invenção de Hugo Cabret

Filmes de ação originais, violentos e arrebatadores:

Drive

Os Infratores

Dois Coelhos

Poder sem Limites

Looper – Assassinos do Futuro

Pequenas obras-primas que saíram direto em DVD:

50%

Guerreiro

Red State (Seita Mortal)

16 de setembro de 2012

Elementary traz um Sherlock Holmes superficial e chato




Com o som da música Young Blood do grupo The Naked and Famous nos momentos iniciais de Elementary, já pude prever que o seriado seria desprovido de qualquer resquício de originalidade. Não é pela música, ela é ótima, mas porque este hino indie já tocou em milhares de outros seriados antes, fato que confirma a preguiça que acometeu não só os responsáveis pela trilha sonora, mas os roteiristas também. É, parece que a tentativa da CBS de criar um Sherlock Holmes americano e repetir o sucesso da série britânica Sherlock falhou, não que eu tivesse alguma esperança, como já tinha dito NESTE POST meses atrás.

A série estreia dia 27 de setembro, mas já caiu na rede e todo mundo já viu e estão lixando o programa sem piedade, a crítica tem razão, o piloto de Elementary não empolga em nenhum momento, é sonolento e a história é fraquíssima, digna dos CSI´s da TV. Acredito que ninguém quer mais um drama policial na telinha, já não existem o bastante?

O Sherlock da série britânica e o detetive na versão americana

Comparar esta versão com a série Sherlock é inevitável, contudo, muitas das características que fizeram deste um programa envolvente, inovador e surpreendente, inexiste no programa americano. A começar pelo protagonista, enquanto o detetive interpretado por Benedict Cumberbatch na série inglesa encanta pela sua irreverência, egocentrismo e sarcasmo, o Sherlock de Jonny Lee Miller (Sombras da Noite) é tedioso, previsível (aquele diálogo no qual ele diz para sua parceira que foi no Google que encontrou informações sobre o seu pai, ilustra bem isso), e seus poderes dedutivos se mostram bem limitados. Em Sherlock, ficamos extasiados com as cenas em que o detetive mostra seus poderes de dedução, somado com os diálogos rápidos e os textos surgindo na tela, é sempre um dos momentos mais extraordinários do episódio, o que não acontece na versão americana.

Liu e Miller, falta carisma

Outro pecado de Elementary foi escolher uma mulher para ser o parceiro de Holmes, um crime à obra de Sir Conan Doyle, claro que se Lucy Liu (As Panteras), a versão feminina de John Watson, que agora se chama Joan Watson, mostrasse alguma química com Jonny Lee e fosse menos inexpressiva,  o “estrago” seria menor.  Nem é preciso dizer que a versão masculina vivida por Martin Freeman na série britânica é bem superior, seu personagem é mais vivo e complexo, tanto o personagem quanto o ator possuem mais carisma que todo o elenco de Elementary, não à toa ele atravessou o oceano e foi parar em Hollywood, este ano ele protagoniza um dos filmes mais aguardados do ano, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.

Em resumo, Elementary é tão ruim quanto esperávamos, o piloto não tem sequer um “gancho” para prender o espectador até o próximo capítulo, um erro grotesco, já que se trata do primeiro contato com o público. A série até pode melhorar ao longo da temporada, mas não acompanharei. Se você não conhece Sherlock, dê preferência a ela.

11 de janeiro de 2012

O Sherlock Holmes da TV


Nos dois últimos anos, coincidentemente, o primeiro post do ano relacionado aos seriados tem sido sobre programas britânicos, primeiro falei sobre Skins, no ano seguinte citei Misfits, e agora é a vez de Sherlock, seriado da BBC que traz o detetive Sherlock Holmes e todo seu poder dedutivo para o século 21.


O Sherlock da TV é muito diferente da versão do Guy Ritchie, que é protagonizada pelo Robert Downey Jr. As explosões, o ritmo frenético e as excessivas cenas em slow-motion dão lugar a uma trama bem mais complexa, além do personagem ter um espaço maior dedicado às suas deduções fantásticas durante as investigações, resultando em cenas bem-humoradas e divertidas entre o arrogante detetive e o seu simpático amigo Dr. Watson, que por si só, já valem conferir o programa.

Benedict Cumberbatch dá vida ao enigmático e inteligentíssimo personagem criado há séculos pelo Sir Arthur Conan Doyle, e olha, me atrevo a dizer que seu Sherlock pálido e de olhos esverdeados,  é bem distinto e mais misterioso que a versão hollywoodiana. Você pode não conhecer o ator de nome, mas você pode reconhecê-lo caso assista ao novo filme de Spielberg, Cavalo de Guerra ou o elogiado O Espião que sabia demais, ambos em cartaz nos cinemas.



Já o seu amigo John Watson, é interpretado por Martin Freeman, que se você não se lembra de tê-lo visto em O Guia do mochileiro das galáxias, isto vai mudar rapidinho, pois em breve ele se tornará estrela de grande porte internacional,  por que? Ah,  ele será o protagonista do aguardado O Hobbit: Uma jornada inesperada, dirigido pelo Peter Jackson, com estreia marcada para o fim deste ano -  ah, seu colega de cena Benedict também está no longa, eles são mesmo inseparáveis hein! 



Voltando ao tópico principal, a série britânica Sherlock tem na sua primeira temporada, apenas 3 episódios, mas  são longos episódios de 90 minutos, ou seja, praticamente um longa-metragem. Talvez essa duração seja um aspecto que não favoreça a série, principalmente para quem está acostumado com episódios de 40 a 50 minutos,  e alguns podem sentir-se entediados com a trama. Admito que isso acontece, há momentos cansativos em algum episódio, no qual tudo que desejamos é que o detetive desvende logo tudo e acabe o episódio.

Mas isso nem é um problema, quando se tem outros bons aspectos na série, como o clima de suspense, as cenas tensas, a química existente entre os dois protagonistas, as cenas em que Holmes faz as suas deduções e descreve as pessoas só de olhar "de relance" para elas, e vai falando tão rápido que nem o cara da legenda consegue alcançar, são esplêndidas, e até compensa o ritmo lento.


Sherlock está atualmente em sua segunda temporada, e se você curte os filmes americanos do detetive, vale espiar esse seriado também, são visões diferentes de um personagem ímpar, genial e carismático, e isto se deve a maior parte pelos competentes atores que o interpretam.
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