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24 de novembro de 2013

Doctor Who: The Day Of The Doctor



A experiência

Antes de falar do episódio, tenho que comentar a experiência incrível de ver Doctor Who no telão gigante do cinema. Há alguns anos eu nunca imaginaria que veria um episódio especial da série no cinema, em 3D, e junto com centenas de fãs pra lá de entusiasmados. Jovens, filhos, pais, avôs e avós, lotaram a sala do cineplex.  Foi bonito de ver. Não há jeito melhor de comemorar os 50 anos deste clássico da TV do que acompanhado de gente que gosta tanto da série quanto você. Foi uma decisão acertada da BBC lançar The Day of The Doctor também nos cinemas, especialmente no Brasil.

Eu, particularmente, não sabia que Doctor Who tinha tantos fãs aqui no Brasil, ingenuidade minha, suponho também que a BBC America também não tinha ideia da imensa demanda que estava por vir quando anunciou o evento. De início, apenas poucas salas de cinemas exibiriam o especial, mas com a impressionante campanha dos fãs nas redes sociais e os pedidos para expandir o número de cinemas para outros estados, ficou claro que o seriado tem um público fiel, relevante e muito animado.


De dentro da sala do Cinemark do Shopping Mueller, aqui em Curitiba, a empolgação e as reações do público – aplausos, risadas e sonoros e constantes “ooooohh” a cada aparição de um personagem – fizeram deste evento uma experiência única, divertida e inesquecível. E aquela sensação de que Doctor Who é uma série para poucos brasileiros – nunca conheci ninguém que ao menos ouvisse falar do programa, triste, eu sei – foi desconstruída para sempre, agora sei que esta maravilha da TV britânica tem muitos admiradores aqui no país. Isso me deixa contente.

O “filme”                                            
Cuidado, possíveis spoilers!



Luzes apagadas. Os trailers ficaram para trás. Chegou a hora. Depois de uma apresentação hilária do Sr. Strax explicando as regras de conduta no cinema, é a vez do 11º e 12º Doctor, Matt Smith e David Tennant respectivamente, entrarem em cena para divertir um pouquinho mais a platéia. Memorável. E o episódio especial nem tinha começado ainda.

Com o roteiro de Steven Moffat e direção de Nick Hurran, The Day of the Doctor é nada mais que um episódio que homenageia a própria série, uma viagem saudosista, divertida e repleta de momentos emocionantes.  A trama envolve linhas temporais distintas. Há a ação ambientada em 2013, quando algo misterioso invade uma galeria, a trama envolvendo a destruição do planeta natal do Doctor, Gallifrey, e por terceiro, tem o mistério envolto da Rainha Elizabeth I. Em cada linha do tempo, há um Doctor, e para resolver esses problemas em tempos e espaços diferentes e que envolvem o passado do Lorde do Tempo, será preciso a soma das forças de três Doctors.

John Hurt, participação mais que especial

Inegavelmente, a maior força do episódio está na interação entre o 11º Doctor, o 12º Doctor e o Doctor de John Hurt. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes, Matt Smith, David Tennant  -  o meu DW favorito -  e John Hurt juntos em cena é um deleite, os diálogos entre eles soam tão naturais e em perfeita sincronia, transbordam sarcasmos e piadinhas inteligentes.

Billie Piper também retorna à série. Não como Rose Tyler, mas como Bad Wolf, cujos diálogos se restringe  apenas ao DW de John Hurt. Vou confessar, senti falta da jovem interagindo com o seu amigo David Tennant, certamente seria um reencontro do tipo difícil de expressar apenas com palavras.

DW: Reencontro de gerações

The Day of the Doctor é surpreendente, um presente aos fãs, um episódio cheio de momentos icônicos como as três Tardis enfileiradas, o bate-papo singelo entre 11º Doctor e Tom Baker, o 4º Doctor, ou mais para o final, a cena que apresenta todos os Doctors juntos em um plano geral. Não há como sair do cinema apreciando ainda mais esta série magnífica - de uma longevidade invejável - e que continua fazendo jus a tudo que ela representa para a ficção científica, para a cultura pop, para a história.



19 de outubro de 2012

Conheça as novas séries mais promissoras do ano





- Arrow: Com o fim de Smallville, o canal CW quis preencher o vácuo com outra série de heróis, o personagem que ganha as telas agora é o Arqueiro Verde. O primeiro episódio já me agradou. O canal acertou em cheio, Arrow surpreende, é mais adulta, violenta e menos inocente que Smallville. O protagonista Oliver Queen/Arqueiro Verde, é vivido por Stephen Amell, que já fez diversas participações na TV, sua atuação não é inspirada, também não compromete em nada a série, cá entre nós, analisar a atuação do cara é a última coisa que os espectadores querem fazer e saber, não é? Oliver é um rapaz rico que após um acidente que matou seu pai e uma “amiga", é dado como morto e fica desaparecido por cinco anos. Então, num belo dia de sol, ele retorna para colocar a sua máscara, se mune de arco e  flecha e vai combater o crime. Mistérios e draminhas envolvendo a família do herói, mais as cenas de ação empolgantes, Arrow é um ótimo passatempo e deve ser um dos sucessos da temporada. Tem trailer legendado aqui!


- Nashville: Começou a batalha das divas country na TV. Resumidamente, este é o plot principal da elogiada série Nashville, que estreou este mês, mas já conquistou a crítica e eu também, com apenas um (ótimo) episódio exibido, e visto, por este que vos fala. Connie Britton (American Horror Story) e Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes) são duas cantoras de música country, a primeira interpreta Rayna, a artista veterana, cuja carreira já começa a sinalizar decadência, a outra se chama Juliette, faz o estilo Taylor Swift, estrela jovem em ascensão e bastante popular, porém, bem menos talentosa que a sua rival “madura” e super adepta do autotune (não, não acho que a Taylor use esse recurso). A série me cativou por diversas razões, as boas atuações, a trilha sonora country onipresente e deliciosa, um roteiro bem construído e por mostrar o universo musical de uma forma impiedosa e bastante condizente com a realidade. Parece que a suposta rivalidade entre artistas pop inspirou uma série que tem tudo para ganhar vida longa nas telinhas. Dá uma espiada no trailer.


- Hunted: Com Frank Spotnitz, um dos produtores de Arquivo X nos créditos, e um jeito bem Alias de ser (aquela espetacular série de espionagem com Jennifer Garner), Hunted é sinônimo de originalidade e frescor na TV. Para quem está saturado do “arroz com ovo” dos seriados americanos, a série é ideal,  não por acaso, o programa é britânico, exibida pelo canal BBC. Hunted mostra sua ousadia já nos primeiros vinte minutos do primeiro episódio. Com pouquíssimos diálogos, uma fotografia esverdeada e obscura,  conhecemos a protagonista Samantha (Melissa George, que também participou de Alias) numa missão de resgate, a sequência é repleta de tensão, suspense, ação e reviravoltas de cair o queixo, é isso mesmo, e só estamos nos primeiros minutos da série, estamos completamente “perdidos”, nada sabemos da trama, exceto por Samantha ser uma espiã habilidosa ao extremo e que foi traída por seu namorado. Hunted é direta, violenta, crua, complexa, uma experiência inusitada. A primeira temporada já está fechada pela emissora (viva!), e terá um total de oito episódios, com duração de aproximadamente uma hora cada. Oh, o trailer!


- Revolution: O que seria de nós se a energia elétrica acabasse de uma hora para outra, sem qualquer explicação? Essa é a ideia principal da nova série de J J Abrams, Revolution. Apesar de ter um piloto fraco, eu garanto, esse drama pós apocalíptico é bem superior à outra empreitada televisiva do produtor, Alcatraz, um fracasso retumbante do início do ano. Revolution tem boas cenas de ação, é repleta de reviravoltas, e como em Lost, novos elementos são adicionados à trama a cada episódio e a narrativa alterna entre o presente e o passado. Mesmo com um início não muito empolgante, a série vai ficando melhor nos episódios seguintes, e ao contrário de Alcatraz, a trama tem potencial e parece rumar um caminho certo já estabelecido. O drama de ação scifi ganhou temporada completa de 13 episódios, vamos torcer para que a série tenha sucesso e não “se perca” até o final da temporada. Confere a prévia.


- 666 Park Avenue: Eu sei que é cedo, mas com quatro episódio exibidos, 666 Park Avenue pode ser considerada uma grata surpresa, ao menos para mim, que não esperava nada da série. É um seriado de terror e suspense, é um equívoco compará-lo com American Horror Story, até porque AHS é bizarro demais e tem um estilo inigualável. A trama? Ah, Jane e Henry são um casal que se mudam para um prédio antigo e luxuoso de Nova York, onde se tornam síndicos. Terry O´Quinn (Lost) interpreta o dono do prédio, o capeta em pessoa, que oferece a  seus inquilinos a realização de desejos por meio de um pacto com o diabo. Ok, a história não é nada original, transbordam clichês,  mas prende a atenção do começo ao fim, tem personagens carismáticos, Terry está ótimo em (mais) um papel enigmático, tem aqueles momentos angustiantes e cenas de suspense hipnotizantes, ideal para quem ama o gênero. Uma série bem descompromissada. Gostei. Veja o trailer sinistro.

Outras duas séries também merecem serem listadas aqui, a comédia gay The New Normal, e o thriller de ação e conspiração Last Resort, duas séries envolventes e de qualidade. Clique nas fotos e veja o trailer.



18 de maio de 2012

Sherlock Holmes, John Watson e o bromance



Frodo e Samwise na trilogia O Senhor dos Anéis, Maverick e Goose em Top Gun – Ases Indomáveis, JD e Turk na série Scrubs,  Dr. House e Dr. Wilson em House. O que eles têm em comum? O bromance (brother + romance),  que em português livremente significa “amor de irmão”, é um termo  para definir aquela relação forte de amizade e companheirismo entre dois homens, é um relacionamento íntimo, mas sem a parte sexual obviamente.

Os personagens citados acima descrevem bem este termo que já fora mencionado até pelo grego Aristóteles. O filósofo descreve os adeptos do bromance como “aqueles que desejam o bem dos seus amigos por causa dos amigos que são mais verdadeiramente amigos, porque cada um ama o outro pelo que ele é, e não por qualquer qualidade incidental”.


Esta frase pode exemplificar muito bem a relação carinhosa entre Frodo e Sam em O Senhor dos Anéis. Ambos personagens não tem vergonha alguma de demonstrar afeto um pelo outro e Sam, tampouco se incomoda em saltar na cama de Frodo e lhe dar um caloroso abraço de amigo. A amizade entre eles renderam vários comentários e vídeos de paródias na internet que brincavam com a possibilidade de que os dois fossem gays e só isto justificaria o grande amor que havia ali. Besteira! Todos nós temos uma amizade mais intensa por alguém do mesmo sexo, e como disse Aristóteles, é desse jeito porque são nossos verdadeiros amigos. Esse tipo de relacionamento foi tema principal da comédia Eu Te Amo, Cara com Paul Rudd e Jason Seigel.


O bromance em Sherlock

Após essa introdução que julguei necessária, vamos ao objetivo do post, que é comentar um dos bromances mais interessantes e bem sucedidos da TV, a relação entre Sherlock Holmes e John Watson. Para quem assiste à fantástica série, sabe que o relacionamento entre Holmes e Watson é indiscutivelmente a melhor coisa do seriado, nesta segunda temporada, o bromance está bem mais evidente, isso dá espaço para muitas cenas engraçadas e sempre quem ouve as piadinhas é o carismático Dr. Watson (Martin Freeman), que até já cansou de afirmar que eles não são um casal e ele não é gay.


No primeiro episódio da segunda temporada, A Scandal in Belgravia, o detetive arrogante e gênio, vivido pelo excelente Benedict Cumberbatch, pela primeira vez, se vê apaixonado pela vilã atraente Irene Adler, que aparece peladinha na frente de Holmes. Esta foi uma forma, talvez, dos criadores do programa de responder à imprensa, que anda debatendo a sexualidade de Sherlock e a de seu parceiro, Watson.  



Steven Moffat, o criador da versão britânica atual, provavelmente, também queria apenas escancarar esse assunto de uma vez por todas e conseguiu fazê-lo de uma forma inteligente, de um jeito que tais “detalhes” não atrapalharão  o desenvolvimento do protagonista. Confesso que curti ver um Sherlock mais “humano”, morrendo de amores pela moça, o que tornou esse episódio o mais divertido de todos, mas acredito que sua relação com Watson é muito bem construída e com a inclusão de uma relação mais íntima com uma mulher, provavelmente a série poderia cair num lugar comum,  e toda a excentricidade e frieza que tanto amamos no detetive, poderia estar ameaçada, isto não seria legal.


Watson de saias

Foi justamente para evitar esse tipo de comentários sobre a sexualidade de Sherlock Holmes, que a CBS escalou uma mulher para ser a parceira dele no remake americano intitulado Elementary. WHAT? Pois é. Vocês sabem, a audiência americana é bem mais conservadora que a inglesa. Lucy Liu, aquela de As Panteras, foi a escolhida e viverá a Watson de saias e olhinhos puxadinhos.  Jonny Lee Miller (de Eli Stone, e acho que ele foi uma boa escolha) viverá o detetive. Esta semana saiu o preview do Sherlock Holmes de Nova York, assista aqui!



Este remake está me parecendo muito boring e “mais do mesmo”. Não sei qual será a diferença entre esta versão e as outras centenas de séries que existem por aí com estrutura semelhante: um homem e uma mulher que passam o dia investigando crimes. Os fãs não gostaram nada disso, e com razão, “afeminizar” o Dr. Watson é uma mudança bem radical, Sir Arthur Conan Doyle deve estar se descabelando lá no além. O bromance entre a dupla de protagonistas masculinos na série inglesa é o grande diferencial de Sherlock perante os outros seriados, mas os americanos não pensaram duas vezes antes de se desfazer desse elemento que é a principal característica dos contos originais de Doyle.

A segunda temporada de Sherlock deve sair em  DVD e Blu Ray este mês aqui no Brasil. E uma das razões pelo qual esta temporada é bem superior que a primeira, além do roteiro melhor desenvolvido e de mais ação, é justamente essa relação de amor fraterno entre o detetive Holmes e o seu amigo John Watson, que se mostra cada vez mais intensa, porém, com muito mais atritos que na temporada anterior. Até pedir desculpas ao seu amigo, Holmes é obrigado a fazer, um momento raro.


Holmes versão 2012

Já que estamos comentando sobre a nova temporada, vamos falar dela.  O segundo ano da série, já traz no seu primeiro episódio, A Scandal in Belgravia, altas doses de sensualidade com a presença da atriz Lara Pulver, como a vilã Irene Adler (foto). Holmes fica todo apaixonado pela moça, até o seu celular ganha um toque assim, um pouco erótico, que rende boas gargalhadas ao espectador. Um episódio divertidíssimo e um desfecho estranhamente cool.


Em The Hounds of Baskerville, o terror psicológico dá o tom do episódio. Aqui, mais uma vez, a relação dos dois é colocada em prova e Holmes está louquíssimo atrás de cigarros.  No último episódio, The Reichenbach Fall, o melhor de toda a série até agora, o seu rival número um, o debochado e ultra perigoso Jim Moriarty (Andrew Scott, perfeito) retorna para acabar com a reputação e a vida de Sherlock. Um episódio cheio de reviravoltas, surpreendente, um final chocante, porém, previsível.

Nesta segunda temporada, Holmes está dez vezes mais frio, mais arrogante e excêntrico, o que não significa que ele não seja cômico.  Seus momentos de “exibição”, quer dizer,  de dedução,  seja “trabalhando” numa cena de crime ou “despindo” alguém com seu poder mental, continuam nos deixando de boca aberta. Mas como já disse, e repito, o bromance entre ele e o Dr. Watson, potencializado pela química entre os atores e os diálogos inteligentes só engrandece a série e nos faz desejar que a BBC encomende mais episódios nas próximas temporadas, porque cá entre nós, três episódios de 90 minutos por ano, ainda é muito pouco.

5 de abril de 2012

The Hour - A série

Conspiração e os bastidores do jornalismo 
são os pontos fortes da série britânica


Dizem por aí que a série inglesa The Hour, é o equivalente ao cultuado seriado Mad Men. Enquanto este concentra-se na rotina dos publicitários dos anos 60, o show britânico mostra os bastidores do jornalismo nos ano 50 e ainda inclui em seu enredo aquela dose bem boa de conspiração que eu particularmente adoro.

Logo, o que se assemelha nas duas produções é só o fato de ambas abordarem o mundo de duas áreas da comunicação em décadas passadas.  Dizer que Mad Men e The Hour são similares é um equívoco.

Hector em sua primeira reportagem de rua.

A narrativa da série inglesa é bem condensada e sem enrolação, sem o clima intimista de Mad Men. Com apenas seis episódios por temporada, com duração de uma hora, a trama de The Hour está sempre avançando,  não corre o risco de entediar e  torna tudo mais envolvente para o espectador.

Com a crise do Canal de Suez como pano de fundo – corre e pega um livro de história – a série é conduzida por três personagens principais, que são a Bel Rowley (Romola Garai,  atriz  ainda desconhecida mas que já fez  muitos trabalhos em produções inglesas, como Desejo e Reparação), vive a produtora loira e atraente, Freddy (Ben Wishaw, que protagonizou o intenso  Perfume: A História de um Assassino) é o jornalista excêntrico,  e Hector (Dominic West, rosto mais conhecido entre os três,  esteve em 300, Chicago, O Sorriso de Monalisa) faz o charmoso apresentador do programa The Hour.

The Hour em 5, 4, 3, 2, 1.

Os três são os principais responsáveis pelo telejornal transmitido pela BBC e cuja missão principal é apresentar as informações sobre os conflitos no Canal de Suez de maneira imparcial, mas acabam esbarrando na censura e no controle feroz de agentes do governo britânico.

Em paralelo aos dramas pessoais e casos amorosos que se criam entre os protagonistas  e ao desenvolvimento do programa,  há uma  trama secundária que envolve conspiração governamental, espionagem e assassinatos com o qual Freddy, o jornalista cínico interpretado por Ben, acaba se envolvendo até o pescoço. É dele, as melhores cenas e diálogos do seriado.

A direção de arte, os figurinos e toda a contextualização histórica não pecam em nada. Para a classe jornalística The Hour é obrigatório, é muito interessante ver como a censura limitava o trabalho dos jornalistas na época, e funcionava mais ou menos assim, ou o programa era conivente com o governo e aceitava tudo sem questionar, ou ele tirava o programa do ar. Simples assim. No fim da temporada, a sequência em que os protagonistas resolvem, pela primeira vez, expor suas próprias opiniões sobre os conflitos e as decisões do governo, é de arrepiar.

Jornalista sofre hein! Nada como um cigarrinho, um suco...


The Hour ganhou uma segunda temporada que deve começar ainda este ano, e ela vai se passar 10 meses após os eventos da primeira, e promete mais intrigas políticas e até a ida do homem à lua deve entrar no meio da história. Uau! Me empolguei.

A série da BBC é uma boa dica para quem busca um programa diferente, sofisticado, com personagens que te cativam desde o primeiro momento, ainda tem um pouquinho de conteúdo histórico, espionagem, suspense, e conta até com uma visitinha aos bastidores nada glamouroso do jornalismo dos anos 50.

12 de março de 2012

Doctor Who



Finalmente encontrei um bom "gancho" para falar de Doctor Who, uma das séries mais fantásticas e divertidas de todos os tempos, sem exageros. A produção inglesa da BBC finalmente será exibida por um canal aberto brasileiro, a TV Cultura, a partir do dia 19 de março. Vocês sabem por quanto tempo esperei isso gente? rsrs. Devido a esse "fantastic" acontecimento, vou fazer um breve resumo sobre a origem da série, e revelar alguns bons motivos para você que ainda nao assiste ao programa, não perdê-lo de jeito nenhum.  


Doctor Who “nasceu” lá nos anos 60, ao longo dos anos teve várias versões e muitos atores interpretaram o misterioso protagonista, um viajante do tempo que atende apenas pelo nome de Doctor.  A série saiu do ar nos anos 90, e voltou reformulada em 2005, com Christopher Eccleston (foto) no papel principal. Resultado: sucesso absoluto.  É a partir desta temporada (a  primeira da retomada da série) que a TV Cultura vai exibir.  Esta versão contemporânea caminha agora para a sua sétima temporada, prevista para estrear este ano.


Por que Doctor Who é tão legal?

– Para quem gosta de aventuras, história, mistérios e criaturas medonhas, DW é um prato cheio e infalível.  Viajar pelo tempo e espaço com o Doctor pela Tardis, a sua cabine estilo anos 60 que funciona como uma “máquina do tempo”,  é sempre empolgante. Nunca sabemos o que nos aguarda. Adentrar-se em mundos estranhos,  conhecer alienígenas bizarros, visitar épocas diferentes e históricas da nossa sociedade e encontrar figuras conhecidas envolvidas em tramas misteriosas, como o autor Charles Dickens, que o Doctor encontra quando ele volta para o ano de 1869,  é  um motivo  a  mais para não perder a série.  Ah, até Shakespeare já participou do programa.

Rose e Doctor! Feitos um para o outro.

- A dupla principal. Doctor e sua companheira Rose Tyler possuem uma química irretocável. A relação dos dois provoca os momentos mais cômicos e emocionantes do seriado. Tyler (Billie Piper)  está presente nas primeiras 2 temporadas, a “humana” se envolve nas mais perigosas aventuras com o Doctor, ainda é carismática, esperta e dona de um belo sorriso. Impossível não se render ao charme da moça.

Olha a Tardis lá atrás...adoraria me deparar 
com essa cabine!

- O humor britânico. A série pode parecer estranha àqueles que não estão acostumados com o “jeito inglês” de se fazer séries e achar esquisito o humor sarcástico dos personagens. Mas, como a TV Cultura vai exibir Doctor Who na versão dublada, isto não representa empecilho algum, pois maiores serão as chances de você curtir a série, caso não curta legendas. Porém, com a dublagem, muitos não terão a chance de saborear o áudio original, e consequentemente, não poderão se deliciar com o sarcasmo genuíno do protagonista e os diálogos divertidos, afiados e inteligentes dos personagens incrementados pelo sotaque inglês. Isto é certamente um dos grandes diferenciais do show.

David Tennant: meu doctor preferido!

- O querido e simpático David Tennant. OK, Christopher Eccleston foi meu primeiro “doctor” e adoro a sua “personificação” do personagem. Mas é do David Tennant, o meu “doctor” preferido.  Com a saída de Eccleston no fim da primeira temporada, é David quem assume o seu posto na segunda temporada, e mesmo que você estranhe a mudança de ator no início, você vai cair nas graças desse “novo” Doctor rapidinho. Tennant é super descolado e como não poderia deixar de ser, é super engraçado e carismático. Graças ao seu estilo próprio dado ao personagem,  seu “DW” durou três temporadas.

The Cyberman: um dos vilões mais terríveis da série.

Então, querem mais motivos? Sim, eu tenho mais, mas deixo para vocês descobrirem a  partir do dia 19 de março, quando Doctor Who começará a ser exibido na TV Cultura, de segunda a sexta, às 20h20 da noite no canal e via streaming pelo site da emissora também hein! Suas noites nunca mais serão as mesmas.

Espero muito que o público brasileiro adote esta série tão antiga e tão divertida e  que entretém os ingleses há tanto tempo. Além do mais, o possível sucesso do seriado aqui com certeza irá impulsionar a venda de produtos "doctorianos" como DVDs e Blu-Rays, pois infelizmente ainda não há nada lançado aqui no Brasil, e para nós que somos fãs da série há bastante tempo, isso é um crime intergaláctico, não é gente?! Vida longa ao Doctor.



Ok David, nós sabemos que você é o Doctor (não disse que ele era super descolado!), mas tem uma camiseta dessa pra emprestar?

Quer saber mais sobre a série? Visite DoctorWhoBrasil.

11 de janeiro de 2012

O Sherlock Holmes da TV


Nos dois últimos anos, coincidentemente, o primeiro post do ano relacionado aos seriados tem sido sobre programas britânicos, primeiro falei sobre Skins, no ano seguinte citei Misfits, e agora é a vez de Sherlock, seriado da BBC que traz o detetive Sherlock Holmes e todo seu poder dedutivo para o século 21.


O Sherlock da TV é muito diferente da versão do Guy Ritchie, que é protagonizada pelo Robert Downey Jr. As explosões, o ritmo frenético e as excessivas cenas em slow-motion dão lugar a uma trama bem mais complexa, além do personagem ter um espaço maior dedicado às suas deduções fantásticas durante as investigações, resultando em cenas bem-humoradas e divertidas entre o arrogante detetive e o seu simpático amigo Dr. Watson, que por si só, já valem conferir o programa.

Benedict Cumberbatch dá vida ao enigmático e inteligentíssimo personagem criado há séculos pelo Sir Arthur Conan Doyle, e olha, me atrevo a dizer que seu Sherlock pálido e de olhos esverdeados,  é bem distinto e mais misterioso que a versão hollywoodiana. Você pode não conhecer o ator de nome, mas você pode reconhecê-lo caso assista ao novo filme de Spielberg, Cavalo de Guerra ou o elogiado O Espião que sabia demais, ambos em cartaz nos cinemas.



Já o seu amigo John Watson, é interpretado por Martin Freeman, que se você não se lembra de tê-lo visto em O Guia do mochileiro das galáxias, isto vai mudar rapidinho, pois em breve ele se tornará estrela de grande porte internacional,  por que? Ah,  ele será o protagonista do aguardado O Hobbit: Uma jornada inesperada, dirigido pelo Peter Jackson, com estreia marcada para o fim deste ano -  ah, seu colega de cena Benedict também está no longa, eles são mesmo inseparáveis hein! 



Voltando ao tópico principal, a série britânica Sherlock tem na sua primeira temporada, apenas 3 episódios, mas  são longos episódios de 90 minutos, ou seja, praticamente um longa-metragem. Talvez essa duração seja um aspecto que não favoreça a série, principalmente para quem está acostumado com episódios de 40 a 50 minutos,  e alguns podem sentir-se entediados com a trama. Admito que isso acontece, há momentos cansativos em algum episódio, no qual tudo que desejamos é que o detetive desvende logo tudo e acabe o episódio.

Mas isso nem é um problema, quando se tem outros bons aspectos na série, como o clima de suspense, as cenas tensas, a química existente entre os dois protagonistas, as cenas em que Holmes faz as suas deduções e descreve as pessoas só de olhar "de relance" para elas, e vai falando tão rápido que nem o cara da legenda consegue alcançar, são esplêndidas, e até compensa o ritmo lento.


Sherlock está atualmente em sua segunda temporada, e se você curte os filmes americanos do detetive, vale espiar esse seriado também, são visões diferentes de um personagem ímpar, genial e carismático, e isto se deve a maior parte pelos competentes atores que o interpretam.

9 de janeiro de 2011

Misfits: Delinquentes com superpoderes

Conheça Misfits, seriado britânico que mistura ficção, drama
e muito humor negro





Há um ano eu postava aqui no blog sobre Skins, seriado britânico exibido pelo Canal E4 e de enorme sucesso por lá. E eis que meu primeiro post no blog neste ano de 2011 é de novo sobre outra produção britânica, exibida no mesmo canal e tão fantástica quanto o seriado citado acima. Misfits, esse é o nome da série. Ela teve início em 2009, recentemente terminou a sua segunda temporada e já foi dado sinal verde para a terceira, a ser exibida no fim do ano.

Resumidamente, a trama de Misfits é sobre cinco jovens delinquentes que após uma tempestade recebem poderes extraordinários. Como diz a crítica especializada, é uma mistura de Heroes com Skins.


A história de pessoas normais que ganham poderes especiais alterando assim toda a sua vida já foi contada na TV e no cinema inúmeras vezes. As semelhanças com Skins, portanto, são o que atribuem ao programa um tom de originalidade, pois a única relação que há entre Misfits e Heroes é o fato de os protagonistas terem superpoderes.


Os personagens principais são jovens infratores que se conhecem num local onde realizam serviço comunitário. Então, espere diálogos repletos de palavrões e humor negro em um sotaque britânico bem carregado. Apesar da história com teor fantástico, Misfits mostra uma realidade bem crua, uma cidade aparentemente suja, famílias disfuncionais, sem falar nas drogas e no sexo, elementos que possuem um papel fundamental na história dos personagens principais, resultando em cenas impróprias para menores de 18 anos.


Conheça agora os cinco distintos personagens e seus respectivos poderes:



Nathan (Robert Sheehan) – É o personagem mais irritante e ao mesmo tempo o mais carismático e divertido. Irreverente, debochado, tem o poder da....bom, seu poder só é revelado no fim da primeira temporada, não vou estragar a surpresa.









Simon (Iwan Rheon, antes de ser aquele vilão maravilhoso em Game of Thrones) – Introspectivo, fala pouco, tem a cara pálida e se comporta –  e se veste – como um psicopata. Tem o poder da invisibilidade.










Curtis (Nathan Stewart-Jarrett) – Tem o dom de voltar o tempo. É o mais “normal” de todos e logo inicia um namoro com a companheira Alisha.










Alisha (Antonia Thomas) – A sexy do grupo. Seu poder é bizarro: ela dá tesão a quem a toca, vulgarmente falando. A pessoa que toca na jovem sofre uma intensa excitação e geralmente começam a agarrá-la fortemente a fim de sexo.





Kelly (Lauren Socha) – Dona de um sotaque estranho, é a briguenta e desbocada do quinteto. Tem o poder de ler a mente alheia e geralmente não consegue segurar os pensamentos dos amigos, garantindo situações divertidíssimas.






Misfits – que já ganhou o Bafta de melhor série dramática – possui apenas seis episódios por temporada, pouco para quem está acostumado com o padrão americano geralmente composto por 12 ou 22 episódios por ano, mas a vantagem é que você pode ver uma temporada inteira em apenas um dia, garanto que irá se divertir muito. 

O seriado é bizarro, inovador, divertido, insano, politicamente incorreto, com personagens bem delineados, uma trama cheio de surpresas – até zumbis aparecem aqui –, uma trilha sonora com o melhor do cenário musical britânico e um estilo muito particular que a difere das produções televisivas americanas. Vale a espiada!

Veja o trailer:


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