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12 de julho de 2015

Penny Dreadful – Eva Green é o destaque da segunda temporada






Contém leves spoilers!
Encerrou recentemente a segunda temporada da série de horror Penny Dreadful (2014 - ?), produzida pelo canal Showtime e exibida aqui no Brasil no HBO. Criada por John Logan – roteirista de sucessos como Gladiador e Operação Skyfall – o drama ambientado em Londres na era vitoriana reúne personagens famosos da literatura como Frankenstein, Lobisomem e Dorian Gray em uma trama marcada por elementos sobrenaturais e góticos.  

Com 10 episódios, a segunda temporada do drama ficou aquém do esperado e é levemente inferior à primeira. O segundo ano de Penny Dreadful  -  CLIQUE AQUI e confira a crítica da 1º temporada - teve um início fraco, mas recuperou-se a tempo de nos brindar com um final inesperado e arrebatador, de modo que nos deixa ansiosos pelo seu retorno em 2016. 


Penny Dreadful não é perfeita, tem seus deslizes, mas eles se tornam irrelevantes e minúsculos quando se tem Eva Green como protagonista, cuja personagem, Vanessa Ives, é o maior trunfo do seriado e continuou sendo o destaque nesta segunda temporada. Neste ano, a Srta. Ives – objeto de uma busca satânica eterna, como ela mesma disse - foi perseguida por bruxas chamadas Nightcomers, seres assustadores carecas e com horríveis cicatrizes pelo corpo. 

Impossível escolher um só momento marcante da Eva Green em cena, sua entrega ao papel é assustadora, sua atuação é hipnótica, intensa e às vezes sobre-humana, como a arrepiante sequência em que ela recita o verbis diablo. O episódio-flashback que conta como ela conheceu uma bruxa é um dos melhores da temporada.


Outro personagem que se destacou nessa temporada foi John Clare (Rory Kinnear), que continua tendo uma vida difícil e desprezando ainda mais os humanos.  A frustração com a sua “igual” Lilly (Billie Piper) e os eventos dos últimos episódios tornaram Clare um ser pessimista e marginalizado da sociedade,  mas tem um coração imenso e é o mais humano entre os muitos humanos com os quais convive, por isso, é o personagem mais complexo e interessante da série. Os diálogos entre ele e Vanessa são poéticos e de uma sensibilidade ímpar.

Já Lilly - que deveria ser a Noiva do Frankenstein, seu criador, vivido por Harry Treadway  - cresceu bastante nesta temporada. Passou de jovem e ingênua criatura à vingativa e perversa parceira do misterioso Dorian Gray. Quanto ao Victor Frankenstein, esta temporada ficou claro que ele é um homem fraco e não tem autoridade alguma sobre as suas criaturas. Por outro lado, sua química com Vanessa Ives rendeu bons momentos, como na descontraída cena em que eles vão a uma loja comprar vestidos. 


Sobre Dorian Gray (Reeve Carney), bom, continua sendo o personagem mais “insosso” da série, sua trama nesta temporada foi bem confusa incialmente, sua relação com um travesti terminou de forma abrupta - que pena, achava promissora - mas a sua união com  Lilly nos últimos episódios nos deu a belíssima cena da valsa sangrenta, e parece que,  a dupla imortal terá mais destaque na próxima temporada.

Outro personagem de Penny Dreadful que se destacou este ano foi Ethan (John Hartnett).  A sua difícil luta contra os próprios demônios e a falha tentativa de se esconder do passado marcado por assassinatos e sangue foi aplacada pelo relacionamento com Vanessa, que se tornou mais forte durante a temporada, assim como a sua “fome” de lobo, criatura que apareceu pra valer e teve um impressionante momento no último episódio.


Penny Dreadful continua sendo um drama de horror imperdível e sem igual, de qualidade invejável, atuações inspiradas e textos e personagens riquíssimos. O desfecho da temporada com os personagens tomando rumos distintos me deixou ávido pela próxima aventura satânica. Confira  AQUI o trailer da série!

NOTA: 8,0

24 de novembro de 2013

Doctor Who: The Day Of The Doctor



A experiência

Antes de falar do episódio, tenho que comentar a experiência incrível de ver Doctor Who no telão gigante do cinema. Há alguns anos eu nunca imaginaria que veria um episódio especial da série no cinema, em 3D, e junto com centenas de fãs pra lá de entusiasmados. Jovens, filhos, pais, avôs e avós, lotaram a sala do cineplex.  Foi bonito de ver. Não há jeito melhor de comemorar os 50 anos deste clássico da TV do que acompanhado de gente que gosta tanto da série quanto você. Foi uma decisão acertada da BBC lançar The Day of The Doctor também nos cinemas, especialmente no Brasil.

Eu, particularmente, não sabia que Doctor Who tinha tantos fãs aqui no Brasil, ingenuidade minha, suponho também que a BBC America também não tinha ideia da imensa demanda que estava por vir quando anunciou o evento. De início, apenas poucas salas de cinemas exibiriam o especial, mas com a impressionante campanha dos fãs nas redes sociais e os pedidos para expandir o número de cinemas para outros estados, ficou claro que o seriado tem um público fiel, relevante e muito animado.


De dentro da sala do Cinemark do Shopping Mueller, aqui em Curitiba, a empolgação e as reações do público – aplausos, risadas e sonoros e constantes “ooooohh” a cada aparição de um personagem – fizeram deste evento uma experiência única, divertida e inesquecível. E aquela sensação de que Doctor Who é uma série para poucos brasileiros – nunca conheci ninguém que ao menos ouvisse falar do programa, triste, eu sei – foi desconstruída para sempre, agora sei que esta maravilha da TV britânica tem muitos admiradores aqui no país. Isso me deixa contente.

O “filme”                                            
Cuidado, possíveis spoilers!



Luzes apagadas. Os trailers ficaram para trás. Chegou a hora. Depois de uma apresentação hilária do Sr. Strax explicando as regras de conduta no cinema, é a vez do 11º e 12º Doctor, Matt Smith e David Tennant respectivamente, entrarem em cena para divertir um pouquinho mais a platéia. Memorável. E o episódio especial nem tinha começado ainda.

Com o roteiro de Steven Moffat e direção de Nick Hurran, The Day of the Doctor é nada mais que um episódio que homenageia a própria série, uma viagem saudosista, divertida e repleta de momentos emocionantes.  A trama envolve linhas temporais distintas. Há a ação ambientada em 2013, quando algo misterioso invade uma galeria, a trama envolvendo a destruição do planeta natal do Doctor, Gallifrey, e por terceiro, tem o mistério envolto da Rainha Elizabeth I. Em cada linha do tempo, há um Doctor, e para resolver esses problemas em tempos e espaços diferentes e que envolvem o passado do Lorde do Tempo, será preciso a soma das forças de três Doctors.

John Hurt, participação mais que especial

Inegavelmente, a maior força do episódio está na interação entre o 11º Doctor, o 12º Doctor e o Doctor de John Hurt. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes, Matt Smith, David Tennant  -  o meu DW favorito -  e John Hurt juntos em cena é um deleite, os diálogos entre eles soam tão naturais e em perfeita sincronia, transbordam sarcasmos e piadinhas inteligentes.

Billie Piper também retorna à série. Não como Rose Tyler, mas como Bad Wolf, cujos diálogos se restringe  apenas ao DW de John Hurt. Vou confessar, senti falta da jovem interagindo com o seu amigo David Tennant, certamente seria um reencontro do tipo difícil de expressar apenas com palavras.

DW: Reencontro de gerações

The Day of the Doctor é surpreendente, um presente aos fãs, um episódio cheio de momentos icônicos como as três Tardis enfileiradas, o bate-papo singelo entre 11º Doctor e Tom Baker, o 4º Doctor, ou mais para o final, a cena que apresenta todos os Doctors juntos em um plano geral. Não há como sair do cinema apreciando ainda mais esta série magnífica - de uma longevidade invejável - e que continua fazendo jus a tudo que ela representa para a ficção científica, para a cultura pop, para a história.



12 de março de 2012

Doctor Who



Finalmente encontrei um bom "gancho" para falar de Doctor Who, uma das séries mais fantásticas e divertidas de todos os tempos, sem exageros. A produção inglesa da BBC finalmente será exibida por um canal aberto brasileiro, a TV Cultura, a partir do dia 19 de março. Vocês sabem por quanto tempo esperei isso gente? rsrs. Devido a esse "fantastic" acontecimento, vou fazer um breve resumo sobre a origem da série, e revelar alguns bons motivos para você que ainda nao assiste ao programa, não perdê-lo de jeito nenhum.  


Doctor Who “nasceu” lá nos anos 60, ao longo dos anos teve várias versões e muitos atores interpretaram o misterioso protagonista, um viajante do tempo que atende apenas pelo nome de Doctor.  A série saiu do ar nos anos 90, e voltou reformulada em 2005, com Christopher Eccleston (foto) no papel principal. Resultado: sucesso absoluto.  É a partir desta temporada (a  primeira da retomada da série) que a TV Cultura vai exibir.  Esta versão contemporânea caminha agora para a sua sétima temporada, prevista para estrear este ano.


Por que Doctor Who é tão legal?

– Para quem gosta de aventuras, história, mistérios e criaturas medonhas, DW é um prato cheio e infalível.  Viajar pelo tempo e espaço com o Doctor pela Tardis, a sua cabine estilo anos 60 que funciona como uma “máquina do tempo”,  é sempre empolgante. Nunca sabemos o que nos aguarda. Adentrar-se em mundos estranhos,  conhecer alienígenas bizarros, visitar épocas diferentes e históricas da nossa sociedade e encontrar figuras conhecidas envolvidas em tramas misteriosas, como o autor Charles Dickens, que o Doctor encontra quando ele volta para o ano de 1869,  é  um motivo  a  mais para não perder a série.  Ah, até Shakespeare já participou do programa.

Rose e Doctor! Feitos um para o outro.

- A dupla principal. Doctor e sua companheira Rose Tyler possuem uma química irretocável. A relação dos dois provoca os momentos mais cômicos e emocionantes do seriado. Tyler (Billie Piper)  está presente nas primeiras 2 temporadas, a “humana” se envolve nas mais perigosas aventuras com o Doctor, ainda é carismática, esperta e dona de um belo sorriso. Impossível não se render ao charme da moça.

Olha a Tardis lá atrás...adoraria me deparar 
com essa cabine!

- O humor britânico. A série pode parecer estranha àqueles que não estão acostumados com o “jeito inglês” de se fazer séries e achar esquisito o humor sarcástico dos personagens. Mas, como a TV Cultura vai exibir Doctor Who na versão dublada, isto não representa empecilho algum, pois maiores serão as chances de você curtir a série, caso não curta legendas. Porém, com a dublagem, muitos não terão a chance de saborear o áudio original, e consequentemente, não poderão se deliciar com o sarcasmo genuíno do protagonista e os diálogos divertidos, afiados e inteligentes dos personagens incrementados pelo sotaque inglês. Isto é certamente um dos grandes diferenciais do show.

David Tennant: meu doctor preferido!

- O querido e simpático David Tennant. OK, Christopher Eccleston foi meu primeiro “doctor” e adoro a sua “personificação” do personagem. Mas é do David Tennant, o meu “doctor” preferido.  Com a saída de Eccleston no fim da primeira temporada, é David quem assume o seu posto na segunda temporada, e mesmo que você estranhe a mudança de ator no início, você vai cair nas graças desse “novo” Doctor rapidinho. Tennant é super descolado e como não poderia deixar de ser, é super engraçado e carismático. Graças ao seu estilo próprio dado ao personagem,  seu “DW” durou três temporadas.

The Cyberman: um dos vilões mais terríveis da série.

Então, querem mais motivos? Sim, eu tenho mais, mas deixo para vocês descobrirem a  partir do dia 19 de março, quando Doctor Who começará a ser exibido na TV Cultura, de segunda a sexta, às 20h20 da noite no canal e via streaming pelo site da emissora também hein! Suas noites nunca mais serão as mesmas.

Espero muito que o público brasileiro adote esta série tão antiga e tão divertida e  que entretém os ingleses há tanto tempo. Além do mais, o possível sucesso do seriado aqui com certeza irá impulsionar a venda de produtos "doctorianos" como DVDs e Blu-Rays, pois infelizmente ainda não há nada lançado aqui no Brasil, e para nós que somos fãs da série há bastante tempo, isso é um crime intergaláctico, não é gente?! Vida longa ao Doctor.



Ok David, nós sabemos que você é o Doctor (não disse que ele era super descolado!), mas tem uma camiseta dessa pra emprestar?

Quer saber mais sobre a série? Visite DoctorWhoBrasil.

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