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29 de fevereiro de 2016

O retorno agridoce de Arquivo X




Contém spoilers!

A expectativa acerca do retorno de uma das minhas séries favoritas e uma das mais cultuadas da história da TV, Arquivo X (The X-Files, 1993 - ), 14 anos após o seu “fim” , lá em 2002, era imensa, mas eu não esperava nada além de ver novamente Dana Scully (Gillian Anderson) e Fox Mulder (David Duchovny) em ação,  envolvidos, principalmente, em casos de conspiração alienígena. Nesse sentido, a série cumpriu o seu dever, no entanto, deixou a desejar em episódios procedurais, aqueles com “casos aleatórios da semana” que não tinham nada a ver com a história central da temporada. Então, confesso que o revival de Arquivo X não foi perfeito, deixou um gostinho agridoce no fim (ainda bem, foi uma temporada curta), mas mesmo assim,  teve muitos bons momentos.


A décima (mini)temporada - trailer aqui - com seis episódios pode ser descrita assim: foram 3 episódios muito bons (Ep.1 e 6 – My Struggle I e II; Epis. 3 - Mulder & Scully Meet the Were-Monster), dois bons, mas dispensáveis (Ep.2 - Founders Mutation; Epis. 4 – Home Again) e um bem fraquinho (Ep.5 – Babylon). Os episódios 1 e 6 foram dirigidos pelo criador da série, Chris Carter, e tratavam de uma descoberta em que o governo estaria utilizando há décadas tecnologia alienígena para manipular a civilização. 

14 de fevereiro de 2014

The After: A série apocalíptica de Chris Carter



Oito estranhos se encontram por razões sobrenaturais - e intrigantes - no estacionamento de um edifício. Eles estão presos ali. Incomunicáveis com o mundo exterior, a tensão é crescente, tudo que eles querem é sair dali. Porém, mal sabem eles que lá fora a situação é caótica, o pânico tomou conta da multidão que se aglomera nas ruas e helicópteros colidem acima das cabeças desses reles mortais que a esta altura, já não sabem mais o que fazer ou para onde ir. É o início do apocalipse. Esta é a premissa e um resumo dos primeiros minutos de The After, a aguardada e nova empreitada de Chris Carter, mente genial por trás de Arquivo X, uma das melhores séries da história da TV.



Carter também dirige o primeiro episódio, são 54 minutos muito bem preenchidos com muita tensão, ação, suspense, desespero e um finalzinho chocante pra deixar o espectador morrendo de vontade de ver o próximo capítulo. Como fã de Arquivo X, eu aprovei o piloto, um eficiente exemplar sci-fi do jeitinho que eu gosto. Mas não simpatizei muito com os personagens, apesar de serem figuras interessantes, como o palhaço gay. Mas há uma exceção, D. Love, o ex-presidiário que se diz inocente, me chamou a atenção, é ele quem faz realmente as coisas acontecerem. Mas não se pode desenvolver tantos personagens em um só episódio, o foco do piloto foi mesmo mostrar o medo e a fragilidade humana em condições extremas, e isso, Carter soube transmitir com maestria.



Se depender dos fãs de Arquivo X, The After tem futuro certo, mas infelizmente há um “se” nessa história.  A série foi encomendada pela Amazon (futura concorrente da Netflix) e o público é que vai decidir se The After ganha temporada completa ou não. Ou seja, se você ficou afobado para ver o segundo episódio, pode esperar sentado numa cadeira bem macia. O piloto foi feito apenas para avaliação. O público dos Estados Unidos e da Alemanha votarão nos pilotos de séries e se gostarem do que assistiram, o programa será aprovado. Outros projetos encomendados pela Amazon são Mozart in the Jungle, protagonizado por Gael Garcia Bernal e Transparent, série cuja trama envolve um personagem que fez mudança de sexo.


Para fãs de ficção científica, The After não desagrada e Chris Carter está merecendo mesmo retornar à TV em grande estilo. 

O retorno do seriado, previsto para o início de 2015, com novos oito episódios, não vai mais acontecer. A Amazon cancelou The After, e  por enquanto, não deu nenhuma explicação aos fãs sobre a decisão. Uma pena. (Post atualizado no dia 25 de janeiro de 2015)
 
Assista a prévia:


21 de julho de 2013

The Fall

A série mostra o lado familiar de um serial killer



Uma onda de seriados retratando serial killers vêm surgindo na TV este ano, The Following, Bates Motel e Hannibal são alguns exemplares bem sucedidos que vem agradando tanto a crítica quanto o público em geral. Quando se pensa que o tema “busca por um assassino em série” parece esgotado, eis que surge uma série norte-irlandesa capaz de desviar de clichês do gênero, inovar na abordagem narrativa e no retrato do assassino. Eu falo da série The Fall, exibida pelo canal britânico BBC2 e já disponível no Netflix. O programa, sucesso de audiência, foi renovado para a segunda temporada e tem como protagonista ninguém menos que a eterna musa nerd Gillian Anderson, a agente Dana Scully de Arquivo X.

Paul: Pai durante o dia, assassino de noite.

O que chama mais a atenção em The Fall é que sabemos desde o primeiro episódio quem é o serial killer, conhecemos a sua rotina, a sua esposa e os seus filhos. Paul Spector (interpretado com destreza assustadora por Jamie Dornan, o Xerife da série Once Upon a Time) é à primeira vista um cara normal, tem família e trabalha ajudando pessoas em luto. É homem de família de dia, assassino durante a noite. Com a desculpa que dá para a mulher de que é voluntário numa instituição, Paul sai à noite para cometer seus crimes. Para facilitar a vida do rapaz, a esposa trabalha como enfermeira no período noturno. Paul observa suas vítimas por dias, são mulheres morenas e bem sucedidas. Numa determinada noite, ele entra na casa da vítima escolhida e as esganam até a morte. Como troféu, Paul sempre leva algo íntimo da garota assassinada para a sua casa e o guarda no sótão justo no quarto de sua doce filha de oito anos. 

Mostrar o lado “normal” de um serial killer - quando ele não está matando -  é uma das qualidades do programa. Paul é um personagem complexo e tão imprevisível que dá gosto acompanhar. A sua frieza vai além da “cena do crime”, sua relação com os filhos e a esposa não é das mais acaloradas, mas ele as ama mais que tudo.

Anderson como a esperta e fria Detetive Gibson.

The Fall aborda os crimes por três perspectivas, a do assassino, o da família das vítimas e o da polícia, representado aqui pela Detetive Stella Gibson, a sempre exuberante e competente Gillian Anderson. Gibson chega para ajudar na investigação de um crime avulso, mas logo percebe que os crimes pertencem a uma mesma pessoa, e daí começa a caça ao serial killer. Gibson é outra atração à parte no seriado, é uma mulher fria, inteligente, sensual, aparentemente calma, não fala mais que o necessário, mas quando o faz, é desconcertante.

Some a frieza dos dois protagonistas com o ambiente pobre, sem cor e violento da cidade de Belfast - Irlanda do Norte -  no qual a história se passa e The Fall nos causa uma sensação incômoda e perturbadora.  Não espere uma narrativa típica das séries americanas, não há “correria” aqui, a narrativa avança lentamente e a série prefere prezar por momentos de suspense e tensão e se preocupa mais em desenvolver psicologicamente suas personagens.


The Fall tem apenas cinco episódios de aproximadamente uma hora na primeira temporada. Fica a dica para quem busca algo diferente e de qualidade na TV.  Assista o trailer.




19 de outubro de 2012

Conheça as novas séries mais promissoras do ano





- Arrow: Com o fim de Smallville, o canal CW quis preencher o vácuo com outra série de heróis, o personagem que ganha as telas agora é o Arqueiro Verde. O primeiro episódio já me agradou. O canal acertou em cheio, Arrow surpreende, é mais adulta, violenta e menos inocente que Smallville. O protagonista Oliver Queen/Arqueiro Verde, é vivido por Stephen Amell, que já fez diversas participações na TV, sua atuação não é inspirada, também não compromete em nada a série, cá entre nós, analisar a atuação do cara é a última coisa que os espectadores querem fazer e saber, não é? Oliver é um rapaz rico que após um acidente que matou seu pai e uma “amiga", é dado como morto e fica desaparecido por cinco anos. Então, num belo dia de sol, ele retorna para colocar a sua máscara, se mune de arco e  flecha e vai combater o crime. Mistérios e draminhas envolvendo a família do herói, mais as cenas de ação empolgantes, Arrow é um ótimo passatempo e deve ser um dos sucessos da temporada. Tem trailer legendado aqui!


- Nashville: Começou a batalha das divas country na TV. Resumidamente, este é o plot principal da elogiada série Nashville, que estreou este mês, mas já conquistou a crítica e eu também, com apenas um (ótimo) episódio exibido, e visto, por este que vos fala. Connie Britton (American Horror Story) e Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes) são duas cantoras de música country, a primeira interpreta Rayna, a artista veterana, cuja carreira já começa a sinalizar decadência, a outra se chama Juliette, faz o estilo Taylor Swift, estrela jovem em ascensão e bastante popular, porém, bem menos talentosa que a sua rival “madura” e super adepta do autotune (não, não acho que a Taylor use esse recurso). A série me cativou por diversas razões, as boas atuações, a trilha sonora country onipresente e deliciosa, um roteiro bem construído e por mostrar o universo musical de uma forma impiedosa e bastante condizente com a realidade. Parece que a suposta rivalidade entre artistas pop inspirou uma série que tem tudo para ganhar vida longa nas telinhas. Dá uma espiada no trailer.


- Hunted: Com Frank Spotnitz, um dos produtores de Arquivo X nos créditos, e um jeito bem Alias de ser (aquela espetacular série de espionagem com Jennifer Garner), Hunted é sinônimo de originalidade e frescor na TV. Para quem está saturado do “arroz com ovo” dos seriados americanos, a série é ideal,  não por acaso, o programa é britânico, exibida pelo canal BBC. Hunted mostra sua ousadia já nos primeiros vinte minutos do primeiro episódio. Com pouquíssimos diálogos, uma fotografia esverdeada e obscura,  conhecemos a protagonista Samantha (Melissa George, que também participou de Alias) numa missão de resgate, a sequência é repleta de tensão, suspense, ação e reviravoltas de cair o queixo, é isso mesmo, e só estamos nos primeiros minutos da série, estamos completamente “perdidos”, nada sabemos da trama, exceto por Samantha ser uma espiã habilidosa ao extremo e que foi traída por seu namorado. Hunted é direta, violenta, crua, complexa, uma experiência inusitada. A primeira temporada já está fechada pela emissora (viva!), e terá um total de oito episódios, com duração de aproximadamente uma hora cada. Oh, o trailer!


- Revolution: O que seria de nós se a energia elétrica acabasse de uma hora para outra, sem qualquer explicação? Essa é a ideia principal da nova série de J J Abrams, Revolution. Apesar de ter um piloto fraco, eu garanto, esse drama pós apocalíptico é bem superior à outra empreitada televisiva do produtor, Alcatraz, um fracasso retumbante do início do ano. Revolution tem boas cenas de ação, é repleta de reviravoltas, e como em Lost, novos elementos são adicionados à trama a cada episódio e a narrativa alterna entre o presente e o passado. Mesmo com um início não muito empolgante, a série vai ficando melhor nos episódios seguintes, e ao contrário de Alcatraz, a trama tem potencial e parece rumar um caminho certo já estabelecido. O drama de ação scifi ganhou temporada completa de 13 episódios, vamos torcer para que a série tenha sucesso e não “se perca” até o final da temporada. Confere a prévia.


- 666 Park Avenue: Eu sei que é cedo, mas com quatro episódio exibidos, 666 Park Avenue pode ser considerada uma grata surpresa, ao menos para mim, que não esperava nada da série. É um seriado de terror e suspense, é um equívoco compará-lo com American Horror Story, até porque AHS é bizarro demais e tem um estilo inigualável. A trama? Ah, Jane e Henry são um casal que se mudam para um prédio antigo e luxuoso de Nova York, onde se tornam síndicos. Terry O´Quinn (Lost) interpreta o dono do prédio, o capeta em pessoa, que oferece a  seus inquilinos a realização de desejos por meio de um pacto com o diabo. Ok, a história não é nada original, transbordam clichês,  mas prende a atenção do começo ao fim, tem personagens carismáticos, Terry está ótimo em (mais) um papel enigmático, tem aqueles momentos angustiantes e cenas de suspense hipnotizantes, ideal para quem ama o gênero. Uma série bem descompromissada. Gostei. Veja o trailer sinistro.

Outras duas séries também merecem serem listadas aqui, a comédia gay The New Normal, e o thriller de ação e conspiração Last Resort, duas séries envolventes e de qualidade. Clique nas fotos e veja o trailer.



27 de abril de 2012

Firefly - A série revolucionária de Joss Whedon


Conheça a série cult e que apesar do curto tempo de exibição, 
continua ganhando fãs até hoje



Antes de comandar o aguardado filme Os Vingadores, o diretor e escritor Joss Whedon já tinha em seu currículo duas séries bem sucedidas, Buffy – A Caça Vampiros e Angel, derivada do programa protagonizado pela Sarah Michelle Gellar.  A sua carreira de sucesso na TV teve fim em 2002, quando foi lançada Firefly, uma série inovadora demais para os padrões televisivos da época e que mesclava western e ficção científica de uma maneira incrivelmente coerente e divertida.

Bom, a ideia de mostrar o convívio de nove pessoas numa nave chamada Serenity em um futuro pós-apocalíptico, no qual o velho - escravidão, prostitutas de luxo, luta de espada, clima de velho oeste americano - e o futuro - representado pela tecnologia avançada, as naves espaciais e o mandarim como segundo idioma – se convergem,  não agradou o canal Fox desde antes do seu início.  Antes de comentarmos sobre a série em si, é importante falar sobre a conturbada história nos bastidores da produção.


A ideia era ousada e a Fox tentou complicar a vida de Joss e da produção a todo instante. Por exemplo, queria tornar o protagonista, o Capitão Malcolm Reynolds menos misterioso e mais “agradável” ao público. Bobagem, o maior trunfo de Firefly são os personagens ricos e bem construídos, principalmente o protagonista, interpretado brilhantemente por Nathan Fillion (que atualmente está em Castle). Ele dá vida a um sujeito enigmático, um pouco rude, às vezes cômico, mas é aquele tipo de personagem intrigante que você se apega não por ser sorridente e simpático, mas pela sua autenticidade e complexidade, pelo seu jeito particular de demonstrar carinho para a sua tripulação. Nathan, o ator, tem carisma de sobra e  consegue passar isso ao personagem, e é assim que ele ganha nossa simpatia. Mas falamos do elenco mais adiante. Vamos à novela.


A Fox começou “enterrando” o seriado já no primeiro dia de sua exibição na TV. A emissora mudou a ordem dos episódios.  Exibiu o episódio de número dois, ao invés de Serenity, o primeiro, no qual os personagens e todo aquele mundo eram apresentados ao espectador, como acontece em qualquer episódio piloto, é a cartilha básica de todo programa de TV que queira conquistar a sua audiência e isto foi tirado de Firefly. Como o público ia se identificar com os personagens sem conhecê-los? Sem saber como eles chegaram na nave e os seus propósitos?  Whedon deve ter ficado puto com isso não é? Além disso, 3 dos 14 episódios produzidos não foram exibidos no canal. Com apenas 12 episódios no ar, a série já tinha fãs apaixonados e que ficaram totalmente arrasados com o seu cancelamento prematuro. 

Para você não se perder, veja a verdadeira lista de episódios na ordem correta.

  1. Serenity
  2. The Train Job
  3. Bushwhacked
  4. Shindig
  5. Safe
  6. Our Mrs. Reynolds
  7. Jaynestown
  8. Out of Gas
  9. Ariel
  10. War Stories
  11. Trash
  12. The Message
  13. Heart of Gold
  14. Objects in Space
Cap. Malcolm, Zoe e Jayne.

Saindo dessa realidade cruel e adentrando um pouco mais no divertido mundo de Firefly, a série tem característica únicas, como a óbvia mistura do sci-fi com o estilo “faroeste” -  sim, espere muitas cenas de “bang bang”  e brigas entre cowboys nos bares -  e apesar de ser uma ficção científica, não há aliens aqui, o futuro é sujo, feio e empoeirado, repleto de desigualdades sociais e num tempo em que existem outros planetas habitáveis,  cada um deles com a sua própria cultura.

Wash, Kaylee e Simon.

A ambientação da série pode não ser, de imediato, muito atraente, mas  lhe dou dois episódios para você mudar de opinião. E lhe dou apenas um episódio para você se apaixonar pelos nove personagens. Alguns podem reclamar que o  seriado “falhou” por causa da ausência de cenas de ação em alguns capítulos, isso pode até ser verdade, mas nos apegamos tanto aos tripulantes, todos com suas próprias características e tão autênticos, que a ação começa a ficar em segundo plano e só de vê-los conversando, com os diálogos mais inteligentes, dinâmicos e engraçados da TV,  já nos sentimos o 10° passageiro da nave.

Inara, Pastor e River.

Malcolm é o capitão da Serenity, o chefe da tripulação.  Seu passado pode ser meio desconhecido, mas seu interesse pela bela Inara, uma prostituta de luxo interpretada pela brasileira Morena Baccarin (Homeland, V) não é nenhum segredo. As cenas de tensão sexual entre eles são sempre interessantes e cômicas. Zoe (Gina Torres) é a amiga de infância do capitão e a segunda no comando. É uma mulher forte, decidida.  Ela também namora o piloto Wash, o brincalhão da turma  e que morre de ciúmes de Zoe. Ele entrou na Serenity apenas para conhecer as estrelas. 

E aí, vai encarar?

Antes de viver o agente brucutu Casey em Chuck, Adam Baldwin viveu outro bronco e insensível nessa série, o Jayne.  A cena em que ele conhece  o capitão é hilária. Kaylee (Jewel Staite) é a mecânica da nave. É a personagem mais fofa e querida da série, dona de um sorriso encantador. Ela acaba se apaixonando pelo médico Simon (Sean Maher), que entra na nave já no primeiro episódio. De família rica, o jovem está fugindo do governo por “roubar” a sua irmã de um experimento secreto.  Por agir com frieza, mesmo que inconscientemente,  o bonitão está sempre atrapalhando os planos de Kaylee de ter algo mais sério com ele.  River (Summer Glau) é a irmã do doutor, esperta, inteligente demais, mas um pouco perturbada. Apesar de ser uma personagem intrigante, nunca sabemos do que ela é capaz, porém é a menos com o qual nos importamos. Isso certamente mudaria se a série vingasse né!  E por fim, tem o sábio Pastor Book (Ron Glass), aquele que põe em discussão toda as questões morais em momentos decisivos e conflituosos que o grupo enfrenta.

O elenco é gigante, como deu para ver. Mas Joss Whedon mostra que tem uma habilidade impressionante em lidar com múltiplos protagonistas. Nenhum deles é dispensável, todos têm os seus momentos. Divertido e genial, cenas de ação bem boladas, personagens bem delimitados e cativantes, efeitos especiais que faz os produtores de Terra Nova morrerem de vergonha, um roteiro bem amarrado e uma premissa inusitada, Firefly é uma raridade, programa obrigatório para qualquer nerd e fã de ficção científica ou para quem busca algo inovador na telinha.

O super elenco reunido em trajes normais.

Todas essas habilidades descritas acima sobre o Whedon, só me faz pensar que não tinha nerd melhor que ele capaz de comandar a aguardadíssima união dos heróis da Marvel na megaprodução Os Vingadores – The Avengers. Aos fãs mais xiitas dos heróis, fiquem tranquilos, o filme está nas mãos certas.

Após o seu cancelamento abrupto e muitos protestos contra a Fox, Firefly começou lentamente a ganhar fãs e tornou-se uma obra cult. Depois de muita batalha do diretor para vender o show para outra emissora, Joss decidiu que o melhor seria fazer um filme,  para sanar todas as dúvidas que a série tinha deixado e para dar um final mais digno à jornada do Capitão Malcolm e sua equipe.  Serenity – A Luta pelo Amanhã chegou aos cinemas em 2005, e os fãs puderam respirar mais aliviados pois finalmente Firefly conseguiu ter um final mais justo e do jeitinho que seu criador e seus fãs apaixonados queriam, sem ninguém metendo o dedo.

Descubra Firefly (assista aqui o trailer), ao lado de Arquivo X e Fringe, uma das melhores séries de ficção de todos os tempos. 
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