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2 de outubro de 2016

Destino Especial


Apontado por mim, nesse post, como um dos filmes de ficção científica mais promissores do ano, Destino Especial (Midnight Special, 2016) superou as minhas expectativas, e melhor ainda, a obra scifi mostra a faceta spielberguiana de Jeff Nichols, cineasta de marca autoral e responsável pelo desconcertante O Abrigo.

Michael Shannon (sempre ótimo em cena) encabeça o elenco e interpreta Roy, pai de um garoto com poderes extraordinários e que tenta, a todo custo e com um amor e dedicação incondicional, proteger o seu filho. Com uma força sobrenatural capaz de derrubar satélites da atmosfera da Terra, Altom (Jaeden Lieberher) é visto pelo governo americano como uma arma, já para um grupo de religiosos, ele é um salvador. Para fugir de toda essa gente, Roy, com a ajuda do amigo Lucas (Joel Edgerton), parte numa jornada repleta de desafios e descobertas.

4 de dezembro de 2012

TAKEN - Uma minissérie imperdível!



Uma das melhores produções de Steven Spielberg completa 10 anos este mês, desde a sua estreia no canal HBO em 2002. Taken, a minissérie épica de 10 capítulos de quase uma hora e meia cada episódio, explora dois temas bastantes familiares para Spielberg, os extraterrestres e a Segunda Guerra Mundial.  A produção é uma mescla de trabalhos anteriores do produtor como E.T. e Contatos Imediatos do Terceiro Grau e as minisséries de guerra Band of Brothers e The Pacific, o resultado que sai dessa mistura toda é fascinante, um drama scifi complexo, bem escrito, adulto, admirável a cada cena.

Taken começa com aviões em um combate em plena Segunda Guerra Mundial. Os pilotos estão em uma batalha aérea quando uma luz forte e brilhante envolve todos os tripulantes. Os homens despertam dias -  ou meses -  depois do “evento”, mas nada lembram. Eles foram “abduzidos”. Com dores de cabeça, pesadelos terríveis e paranoia, as vidas desses soldados sobreviventes estarão comprometidas pelo resto de seus dias.

Eles chegaram...

Os acontecimentos na minissérie começam em 1945 e se estendem até a década de 2000, as abduções alienígenas vão influenciar três famílias e várias gerações das mesmas. Logo, não é anormal se você ficar confuso e não saber quem é o avô de quem, é mesmo uma cadeia complexa e por isso Taken merece atenção especial, para você não se perder quando a história estiver lá nos anos 90. Dakota Fanning, com sua voz angelical de criança, é quem narra os acontecimentos e também uma personagem essencial na trama.

Dakora Fanning cede sua fofura e talento à produção

A (suposta) queda de uma espaçonave em Roswell em 1947 –  você já ouviu falar dessa história de conspiração né? – também é abordada aqui. É nesta narrativa que somos apresentados a um dos personagens mais importantes e detestáveis da minissérie, o Capitão Owen Crawford (Joel Gretsch, em atuação brilhante. O ator ainda protagonizou a interessante série The 4400). Owen é ambicioso e não aceita nada e nem ninguém em seu caminho, não por acaso, é dele as cenas mais tensas e chocantes da produção.

Taken possui características semelhantes do clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau, como as luzes azuladas das espaçonaves e os tais alienígenas, são típicos de Steven Spielberg, "bonzinhos", indefesos, as vilanias ficam a cargo dos humanos, com sua ambição desmedida  e sede de poder.

Joel interpreta um dos vilões mais inescrupulosos da TV

Esta ficção científica ganhou naquele ano o prêmio Emmy de Melhor Minissérie, uma prova incontestável de que Spielberg só produz séries boas e de qualidade para a HBO - canal que faz questão que suas produções sejam autênticas, ousadas e bem feitas - e  eu me refiro à qualidade nos quesitos técnicos e também no roteiro, Falling Skies e Terra Nova, recentes empreitadas do diretor,  são produções vergonhosas perto desta.

Taken já tem mais de dez anos, mas continua uma produção de TV de primeira linha, uma das melhores produções do gênero da história, sem exageros. Já revi a minissérie incontáveis vezes, sempre que a assisto ainda me surpreendo com a história intrincada e realista, me sensibilizo com os dramas psicológicos dos personagens, me assombro com as cenas fortes e violentas, me emociono com a menina Allie (Fanning). Assim como Twin Peaks, Taken nunca será esquecida, a produção de qualidade do canal HBO é um orgulho para o gênero da ficção científica. Spielberg acredita em vida extraterrestre e eu também.

Assista ao trailer:



13 de maio de 2012

Porque Fringe é inovadora e sensacional!



Por meses o “monstro” do cancelamento rondou uma das melhores séries de ficção cientifica da TV, e a melhor série do gênero em exibição no momento,  refiro-me à cultuada Fringe.  Poucos dias antes do final da quarta temporada o drama scifi foi renovado para uma quinta e última temporada.  A boa notícia foi comemorada pelos fãs nas redes sociais e o sentimento de alívio impregnou a todos os fringemaníacos.

 Se você desconhece a série, deve estar se perguntando por que um programa de boa qualidade corria risco de ser cancelada? A resposta é simples: pouca audiência. Fringe chegou na TV com altas expectativas, afinal ela tem nos créditos J J Abrams, o criador de Lost, além disso, toda a imprensa teimava em aclamá-la como a nova “Arquivo X”.

O primeiro ano da série teve uma ótima audiência, mas curiosamente é a sua temporada mais fraca. No ano posterior, a série já tinha perdido mais da metade da audiência, em contraponto, a qualidade do seriado só aumentava, e foi assim sucessivamente, o drama melhorava a cada temporada.


Fringe se tornou então a série cujo público não é assim tão amplo, mas são fiéis,  e causam terror nas mídias sociais. É relevante notar que quanto mais público perdia, melhor ficava a série, mais complexa e inovadora, talvez porque os produtores perceberam que aquela pequena audiência estava interessada em algo diferente dos outros programas de TV, então usaram a criatividade e toda a imaginação possível para fazer algo original, e esta  liberdade talvez fosse impedida (ou diminuída) caso o seriado obtivesse uma trajetória de sucesso, como Lost.

Para comemorar a renovação de Fringe, resolvi listar aqui alguns pontos positivos do seriado, suas características únicas e comentar sobre os queridos personagens que fizeram desse drama de ficção um dos melhores da atualidade, e mostrar para aqueles que não a veem ainda, que ela se trata de muito mais que a história de dois agentes do FBI que investigam casos estranhos e sobrenaturais.

Fringe é única porque:

- a trama principal se renova a cada temporada. Os mistérios não demoram muito a serem respondidos, se um mistério é apresentado no início de uma temporada, ele não vai se estender não mais que até o final da temporada vigente, com pouquíssimas exceções.  Uma temporada começa, e um novo enfoque é dado à trama, este é o maior trunfo da série.


 A primeira temporada é a menos empolgante de todas. Os agentes Olivia e Peter investigam casos de crimes estranhos que possuem um “padrão” entre eles, até aí tudo bem, parece ser mais uma série policial, devem pensar. Mas, Fringe começa a ficar mais interessante quando descobrimos a existência de um “mundo alternativo”. A partir desse elemento, todas as comparações com Arquivo X é totalmente dispensável e a série começa a construir sua própria mitologia.


A segunda temporada é bem superior à primeira. É aquele momento em que o público abandonou o show e a crítica especializada tomou o caminho inverso, começou a idolatrá-la.  Neste segundo ano, a qualidade da série aumenta significativamente.  Adentramos no tal “mundo alternativo” e descobrimos que ele não é tão diferente assim do nosso, exceto por pequenas diferenças. Testemunhamos pela primeira vez os poderes psíquicos de Olivia e conhecemos William Bell (Leonard Nimoy, o eterno Spock da série Star trek), um personagem muito importante para a mitologia da série.


No terceiro ano, Fringe apresenta sua melhor temporada, mais complexa e com uma história criativa e muito ousada para os padrões da televisão. Com dois mundos existentes na série e com cada personagem tendo o seu outro “eu” equivalente, lá no lado alternativo, a série ousa ao alternar os episódios, ora focado no mundo real, ora no mundo paralelo, mas sempre com as histórias conectadas.  Episódios com casos isolados? Aqui não teve nada disso. Todos os episódios tiveram alguma relação com a trama principal, mesmo que essa referência fosse uma  simples atitude de algum personagem. Nesta temporada, os dois mundos começaram a entrar em colapso, também conhecemos - e nos apaixonamos – pela versão alternativa de Olivia, de cabelos mais avermelhados,  com o chicletinho na boca, mais descolada, sorridente e bem mais atraente que a “original”.


A recém-finalizada quarta temporada, não foi superior à anterior, mas nunca decepcionante, a trama continuou com sua complexidade e repleta de surpresas. Teve o retorno de personagens de temporadas passadas aterrorizando a equipe Fringe, o Peter fora de sua linha temporal  - han? –, vislumbramos o apocalíptico e ditatorial futuro (foto) da humanidade e  ainda soubemos um pouquinho dos misteriosos carecas, os Observadores, as figuras mais sinistras da TV.




Apesar de focar em assuntos que envolvam viajantes do universo, realidades alternativas, máquinas que podem destruir o universo, pessoas que mudam de formas, Fringe nunca esqueceu de explorar o lado humano de seus protagonistas, sempre com histórias emocionantes e incrivelmente cativantes.


- Anna Torv (Olivia Dunham): “Canastrona, e com uma feição inexpressiva”. Era assim que a imprensa caracterizava a interpretação da loira Anna Torv, que vive a protagonista Olivia Dunham. A oportunidade de interpretar uma segunda versão completamente distinta de seu personagem original, mudou este cenário. Anna teve que rebolar muito para viver a Olivia “alternativa”, que era bem diferente da moça retraída, menos comunicativa e solitária, com a qual estávamos acostumados desde a primeira temporada. O seu “eu”  ruivo do "outro lado" era super descolada, extrovertida, adorava chicletes, e adorava esbanjar seu sorriso. Os trejeitos, o olhar e a expressão incorporados pela atriz para diferenciar uma Olivia da outra, fizeram todo mundo “calar a boca” e reconhecer o talento da australiana. Parabéns para ela. Ah, nem preciso falar, mas a Olive descolada é a minha preferida.


- O elenco afinado e carismático: Joshua Jackson (Dawson´s Creek) cresceu muito ao longo da série. No começo seu papel se resumia a  ser “ajudante” de Dunham, mas logo sua participação na série foi aumentando, ganhando mais importância, e evidentemente,  nosso carinho pelo engraçadinho Peter Bishop também foi desenvolvendo. 





O talentoso John Noble ( O Senhor dos Anéis partes 2 e 3) deu vida a um dos personagens mais divertidos e difíceis da telinha, Walter Bishop, um cientista um pouco excêntrico que adora cozinhar  e comer doces nas horas mais inconvenientes, como no momento de uma autopsia de um corpo. É a alma de Fringe, não consigo imaginar a série sem sua presença. Astrid (Jasika Nicole), outra agente do FBI que aguenta as loucuras de Walter, também é outra figura queridíssima do programa, seus momentos em cena com o cientista quase sempre são cômicos. Nina Sharp é aquela personagem ambígua, misteriosa, que nunca sabemos se ela está do lado do bem ou é vilã. Blair Brown está perfeita como essa mulher intrigante e tem muitos momentos dramáticos e intensos durante a série. Menções honrosas aos atores Lance Reddick, que faz o chefão do FBI Agente Broyles e o Seth Gabel, que interpreta o Agente Lee.



Mundo alternativo: Os produtores  dispensaram o “exagero” e  preferiram a sutileza - devido aos poucos recursos financeiros – para criar a tal realidade alternativa. O mundo “do lado de lá” em Fringe é quase parecido com o nosso, exceto por detalhes como a cor da estátua da liberdade em Nova York –  cor de cobre -, a tecnologia um pouco mais avançada, e os prédios do World Trade Center, que ainda continuam de pé.  A série usa as cores para diferenciar um mundo do outro.  Inteligente hein! Ah, e os personagens “alternativos” da Divisão Fringe, são um deleite a parte. Que outra série pode-se conferir os protagonistas em duas versões diferentes? Não há.



 Os Observadores : Esses carecas enigmáticos e sempre vestidos de terno e chapéu aparecem em momentos relevantes da história da humanidade, são os seres humanos evoluídos do futuro,  segundo September (foto), um deles. Eles aparecem em momentos chaves da trama, estão presentes sempre quando algo muito importante está para acontecer, mas curiosamente, eles aparecem em todos os episódios, eu disse TODOS, é só procurar com atenção, muita atenção. É como brincar de “Onde está o Wally?”, entendem? Esta é mais uma das peculiares desta série igualmente peculiar. Um pouco sobre estes seres bem vestidos foi apresentado na quarta temporada, e podemos dizer que, eles são viajantes do tempo,  quase um parente de Doctor Who.


Percebeu porque Fringe merece um lugar na sua watchlist? Atiçar a curiosidade daqueles que ainda não assiste à série e mostrar as suas particularidades foi o meu objetivo aqui. Saibam que fiz o máximo para não revelar spoilers sobre as temporadas.

O Elenco e os produtores!

Daqui há mais ou menos 4 meses tem início a quinta e última temporada. Fringe deve finalizar respondendo todas as perguntas que ficaram no ar, pois os produtores e roteiristas já demonstraram ter preocupação suficiente em dar ao seu pequeno público fiel, um programa de qualidade incontestável e com um roteiro que sabe o rumo que toma.

Fringe é uma das séries mais inventivas e originais da TV, às vezes as tramas são tão complexas que rever toda a temporada é quase uma tarefa obrigatória. O seriado é assim mesmo, surpreendente, tem sua própria mitologia, e não pode ser comparada com Arquivo X, não estou menosprezando esta, ambas são essenciais na história da TV e grandes representantes do mundo scifi.


Vamos todos rir junto com o trio! É isso aí fringemaníacos, nós conseguimos! Rumo à nova temporada!

27 de abril de 2012

Firefly - A série revolucionária de Joss Whedon


Conheça a série cult e que apesar do curto tempo de exibição, 
continua ganhando fãs até hoje



Antes de comandar o aguardado filme Os Vingadores, o diretor e escritor Joss Whedon já tinha em seu currículo duas séries bem sucedidas, Buffy – A Caça Vampiros e Angel, derivada do programa protagonizado pela Sarah Michelle Gellar.  A sua carreira de sucesso na TV teve fim em 2002, quando foi lançada Firefly, uma série inovadora demais para os padrões televisivos da época e que mesclava western e ficção científica de uma maneira incrivelmente coerente e divertida.

Bom, a ideia de mostrar o convívio de nove pessoas numa nave chamada Serenity em um futuro pós-apocalíptico, no qual o velho - escravidão, prostitutas de luxo, luta de espada, clima de velho oeste americano - e o futuro - representado pela tecnologia avançada, as naves espaciais e o mandarim como segundo idioma – se convergem,  não agradou o canal Fox desde antes do seu início.  Antes de comentarmos sobre a série em si, é importante falar sobre a conturbada história nos bastidores da produção.


A ideia era ousada e a Fox tentou complicar a vida de Joss e da produção a todo instante. Por exemplo, queria tornar o protagonista, o Capitão Malcolm Reynolds menos misterioso e mais “agradável” ao público. Bobagem, o maior trunfo de Firefly são os personagens ricos e bem construídos, principalmente o protagonista, interpretado brilhantemente por Nathan Fillion (que atualmente está em Castle). Ele dá vida a um sujeito enigmático, um pouco rude, às vezes cômico, mas é aquele tipo de personagem intrigante que você se apega não por ser sorridente e simpático, mas pela sua autenticidade e complexidade, pelo seu jeito particular de demonstrar carinho para a sua tripulação. Nathan, o ator, tem carisma de sobra e  consegue passar isso ao personagem, e é assim que ele ganha nossa simpatia. Mas falamos do elenco mais adiante. Vamos à novela.


A Fox começou “enterrando” o seriado já no primeiro dia de sua exibição na TV. A emissora mudou a ordem dos episódios.  Exibiu o episódio de número dois, ao invés de Serenity, o primeiro, no qual os personagens e todo aquele mundo eram apresentados ao espectador, como acontece em qualquer episódio piloto, é a cartilha básica de todo programa de TV que queira conquistar a sua audiência e isto foi tirado de Firefly. Como o público ia se identificar com os personagens sem conhecê-los? Sem saber como eles chegaram na nave e os seus propósitos?  Whedon deve ter ficado puto com isso não é? Além disso, 3 dos 14 episódios produzidos não foram exibidos no canal. Com apenas 12 episódios no ar, a série já tinha fãs apaixonados e que ficaram totalmente arrasados com o seu cancelamento prematuro. 

Para você não se perder, veja a verdadeira lista de episódios na ordem correta.

  1. Serenity
  2. The Train Job
  3. Bushwhacked
  4. Shindig
  5. Safe
  6. Our Mrs. Reynolds
  7. Jaynestown
  8. Out of Gas
  9. Ariel
  10. War Stories
  11. Trash
  12. The Message
  13. Heart of Gold
  14. Objects in Space
Cap. Malcolm, Zoe e Jayne.

Saindo dessa realidade cruel e adentrando um pouco mais no divertido mundo de Firefly, a série tem característica únicas, como a óbvia mistura do sci-fi com o estilo “faroeste” -  sim, espere muitas cenas de “bang bang”  e brigas entre cowboys nos bares -  e apesar de ser uma ficção científica, não há aliens aqui, o futuro é sujo, feio e empoeirado, repleto de desigualdades sociais e num tempo em que existem outros planetas habitáveis,  cada um deles com a sua própria cultura.

Wash, Kaylee e Simon.

A ambientação da série pode não ser, de imediato, muito atraente, mas  lhe dou dois episódios para você mudar de opinião. E lhe dou apenas um episódio para você se apaixonar pelos nove personagens. Alguns podem reclamar que o  seriado “falhou” por causa da ausência de cenas de ação em alguns capítulos, isso pode até ser verdade, mas nos apegamos tanto aos tripulantes, todos com suas próprias características e tão autênticos, que a ação começa a ficar em segundo plano e só de vê-los conversando, com os diálogos mais inteligentes, dinâmicos e engraçados da TV,  já nos sentimos o 10° passageiro da nave.

Inara, Pastor e River.

Malcolm é o capitão da Serenity, o chefe da tripulação.  Seu passado pode ser meio desconhecido, mas seu interesse pela bela Inara, uma prostituta de luxo interpretada pela brasileira Morena Baccarin (Homeland, V) não é nenhum segredo. As cenas de tensão sexual entre eles são sempre interessantes e cômicas. Zoe (Gina Torres) é a amiga de infância do capitão e a segunda no comando. É uma mulher forte, decidida.  Ela também namora o piloto Wash, o brincalhão da turma  e que morre de ciúmes de Zoe. Ele entrou na Serenity apenas para conhecer as estrelas. 

E aí, vai encarar?

Antes de viver o agente brucutu Casey em Chuck, Adam Baldwin viveu outro bronco e insensível nessa série, o Jayne.  A cena em que ele conhece  o capitão é hilária. Kaylee (Jewel Staite) é a mecânica da nave. É a personagem mais fofa e querida da série, dona de um sorriso encantador. Ela acaba se apaixonando pelo médico Simon (Sean Maher), que entra na nave já no primeiro episódio. De família rica, o jovem está fugindo do governo por “roubar” a sua irmã de um experimento secreto.  Por agir com frieza, mesmo que inconscientemente,  o bonitão está sempre atrapalhando os planos de Kaylee de ter algo mais sério com ele.  River (Summer Glau) é a irmã do doutor, esperta, inteligente demais, mas um pouco perturbada. Apesar de ser uma personagem intrigante, nunca sabemos do que ela é capaz, porém é a menos com o qual nos importamos. Isso certamente mudaria se a série vingasse né!  E por fim, tem o sábio Pastor Book (Ron Glass), aquele que põe em discussão toda as questões morais em momentos decisivos e conflituosos que o grupo enfrenta.

O elenco é gigante, como deu para ver. Mas Joss Whedon mostra que tem uma habilidade impressionante em lidar com múltiplos protagonistas. Nenhum deles é dispensável, todos têm os seus momentos. Divertido e genial, cenas de ação bem boladas, personagens bem delimitados e cativantes, efeitos especiais que faz os produtores de Terra Nova morrerem de vergonha, um roteiro bem amarrado e uma premissa inusitada, Firefly é uma raridade, programa obrigatório para qualquer nerd e fã de ficção científica ou para quem busca algo inovador na telinha.

O super elenco reunido em trajes normais.

Todas essas habilidades descritas acima sobre o Whedon, só me faz pensar que não tinha nerd melhor que ele capaz de comandar a aguardadíssima união dos heróis da Marvel na megaprodução Os Vingadores – The Avengers. Aos fãs mais xiitas dos heróis, fiquem tranquilos, o filme está nas mãos certas.

Após o seu cancelamento abrupto e muitos protestos contra a Fox, Firefly começou lentamente a ganhar fãs e tornou-se uma obra cult. Depois de muita batalha do diretor para vender o show para outra emissora, Joss decidiu que o melhor seria fazer um filme,  para sanar todas as dúvidas que a série tinha deixado e para dar um final mais digno à jornada do Capitão Malcolm e sua equipe.  Serenity – A Luta pelo Amanhã chegou aos cinemas em 2005, e os fãs puderam respirar mais aliviados pois finalmente Firefly conseguiu ter um final mais justo e do jeitinho que seu criador e seus fãs apaixonados queriam, sem ninguém metendo o dedo.

Descubra Firefly (assista aqui o trailer), ao lado de Arquivo X e Fringe, uma das melhores séries de ficção de todos os tempos. 
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