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2 de outubro de 2016

Destino Especial


Apontado por mim, nesse post, como um dos filmes de ficção científica mais promissores do ano, Destino Especial (Midnight Special, 2016) superou as minhas expectativas, e melhor ainda, a obra scifi mostra a faceta spielberguiana de Jeff Nichols, cineasta de marca autoral e responsável pelo desconcertante O Abrigo.

Michael Shannon (sempre ótimo em cena) encabeça o elenco e interpreta Roy, pai de um garoto com poderes extraordinários e que tenta, a todo custo e com um amor e dedicação incondicional, proteger o seu filho. Com uma força sobrenatural capaz de derrubar satélites da atmosfera da Terra, Altom (Jaeden Lieberher) é visto pelo governo americano como uma arma, já para um grupo de religiosos, ele é um salvador. Para fugir de toda essa gente, Roy, com a ajuda do amigo Lucas (Joel Edgerton), parte numa jornada repleta de desafios e descobertas.

28 de agosto de 2016

Águas Rasas


Há mais de 40 anos um tubarão branco gigante causava terror em uma praia, tornando o belo azul do mar em águas vermelhas de sangue. Refiro-me ao primeiro blockbuster de Steven Spielberg, Tubarão, que levou multidão aos cinemas e tornou o cineasta o mestre do “cinemão pipoca”, que ele é (ainda) hoje. Após tantos anos sem ter um filme com tubarão decente e que se leve a sério (Sharknados e produções cafonas semelhantes não valem...), o animal volta a ser o antagonista em um relevante e eficiente suspense, Águas Rasas (The Shallows, 2016), dirigido por Jaume Collet-Serra (de A Orfã).

Blake Lively interpreta Nancy, uma garota que vai a uma praia paradisíaca para surfar, relaxar e ver com seus próprios olhos o lugar que sua falecida mãe adorava tanto. Logo, o cenário que traz tantas recordações transforma-se em um campo de batalha pela sobrevivência.

Ilhada em uma pedra no meio do mar com um imenso tubarão a rodeando, Nancy (e sua amiga gaivota) passa por maus bocados para se proteger dos dentes afiados e assustadores do bicho.

16 de julho de 2016

Stranger Things – a incrível série de mistério da Netflix


Há cinco anos, J. J. Abrams homenageou Steven Spielberg e os clássicos juvenis dos anos 80 com o suspense Super 8,  cuja trama era propositalmente semelhante a E.T., O Extraterrestre. Ontem, estreou a excelente série de ficção e suspense Stranger Things, produção original da Netflix, que também é uma ode à cultura pop oitentista.

Stranger Things “respira” anos 80 até nos mínimos detalhes (pôsteres de Tom Cruise e de filmes clássicos como A Coisa e Evil Dead enfeitam os cenários); a “viajante” trilha repleta de sintetizadores da abertura lembra a ficção Tron, clássico lançado em 1982; o hit Shoul I stay or should I go, do The Clash, é presença constante na série; sem falar nos elementos spielberguianos inspirados – descaradamente – por filmes como E.T., Os Goonies e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, como por exemplo, a turma de garotos caminhando em uma linha do trem ou andando de bicicleta, que se envolve em uma trama de mistério e tenta resolvê-lo por conta própria.

18 de julho de 2014

Extant - Uma nova série enigmática






O gênero ficção científica e de suspense são os meus preferidos, razão mais que suficiente para eu começar a ver uma série ou um filme. Extant, novo seriado do canal CBS estrelado por Halle Berry, é o típico caso em que eu não poderia tardar muito em conferir a produção para saciar a curiosidade e satisfazer a minha ansiedade. Com uma trama futurística que mescla scifi e mistério, Extant tem produção executiva de Steven Spielberg, embora ele não contribua na parte criativa, o cara é meu ídolo e vejo tudo em que está envolvido.


As primeiras impressões são baseadas nos dois primeiros episódios da temporada, que terá 13 no total. Logo de cara, percebe-se que Gravidade e o seu sucesso retumbante teve muita influência na concepção do seriado, é impossível não se lembrar do filme de Alfonso Cuáron nas cenas de Halle Berry no espaço. Falando nisso, o visual futurístico e o design da nave espacial são alguns dos pontos fortes da atração televisiva.

Berry recebe visita inesperada no espaço


A história é sobre Molly Woods (Berry), uma astronauta que volta a Terra depois de passar mais de um ano no espaço, numa missão solitária. O problema é que a moça retorna grávida da missão. No piloto, as visões que Molly tem de um homem chamado Marcus, um amor do passado provavelmente já falecido, confunde o espectador e não temos certeza se Molly está tendo alucinações ou é tudo real.  Já no segundo episódio, já conseguimos elaborar algumas teorias, e começamos a pensar que o “homem” que ela viu no espaço, pode não ser exatamente um “fantasma” e que ela não esteja tão louca assim.


O que é certo mesmo, até este momento, é que Molly é envolvida numa trama de conspiração  de grande dimensão abrangendo o suicídio de um colega de trabalho, uma empresa bilionária e tecnologias de ponta. Goran Visnjic (de E.R.) interpreta o marido de Molly, Pierce Gagnon  (o menino estranho de Looper, aquele filme bacana de ação com Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis) é Ethan, o filho androide do casal.  Com uma atuação comedida e expressões sutis, assim como pede a personagem, o garoto promete roubar a cena da atriz oscarizada. Ethan é um personagem bastante promissor na série, sua história deve tomar mais espaço nos próximos capítulos, quando se deve discutir a coexistência entre humanos e robôs, sendo estes tratados não como máquinas, mas como uma companhia ideal para os humanos mais solitários.

 O tema homem vs máquina também é abordado na série


A história é intrigante e repleta de mistérios e perguntas, do jeitinho que eu gosto, no entanto, achei o piloto morno, ainda que tenha seus bons momentos. Mas, se o piloto não conseguiu segurar minha atenção, o segundo episódio conseguiu o feito e me deixou mais afoito pelos próximos acontecimentos. E Halle Berry demonstrou de verdade que já mereceu o Oscar que ela tem na sua estante.  Não tenho a mínima ideia do que vai acontecer. É uma série que demanda muita originalidade e bom senso dos roteiristas, espero que não enrolem muito em responder as perguntas e na solução dos mistérios. Extant tem tudo para agradar e conquistar o público que aprecia o gênero, boas doses de suspense, uma trama enigmática e reflexiva, principalmente, quando abordar a relação homem versus máquina.

4 de dezembro de 2012

TAKEN - Uma minissérie imperdível!



Uma das melhores produções de Steven Spielberg completa 10 anos este mês, desde a sua estreia no canal HBO em 2002. Taken, a minissérie épica de 10 capítulos de quase uma hora e meia cada episódio, explora dois temas bastantes familiares para Spielberg, os extraterrestres e a Segunda Guerra Mundial.  A produção é uma mescla de trabalhos anteriores do produtor como E.T. e Contatos Imediatos do Terceiro Grau e as minisséries de guerra Band of Brothers e The Pacific, o resultado que sai dessa mistura toda é fascinante, um drama scifi complexo, bem escrito, adulto, admirável a cada cena.

Taken começa com aviões em um combate em plena Segunda Guerra Mundial. Os pilotos estão em uma batalha aérea quando uma luz forte e brilhante envolve todos os tripulantes. Os homens despertam dias -  ou meses -  depois do “evento”, mas nada lembram. Eles foram “abduzidos”. Com dores de cabeça, pesadelos terríveis e paranoia, as vidas desses soldados sobreviventes estarão comprometidas pelo resto de seus dias.

Eles chegaram...

Os acontecimentos na minissérie começam em 1945 e se estendem até a década de 2000, as abduções alienígenas vão influenciar três famílias e várias gerações das mesmas. Logo, não é anormal se você ficar confuso e não saber quem é o avô de quem, é mesmo uma cadeia complexa e por isso Taken merece atenção especial, para você não se perder quando a história estiver lá nos anos 90. Dakota Fanning, com sua voz angelical de criança, é quem narra os acontecimentos e também uma personagem essencial na trama.

Dakora Fanning cede sua fofura e talento à produção

A (suposta) queda de uma espaçonave em Roswell em 1947 –  você já ouviu falar dessa história de conspiração né? – também é abordada aqui. É nesta narrativa que somos apresentados a um dos personagens mais importantes e detestáveis da minissérie, o Capitão Owen Crawford (Joel Gretsch, em atuação brilhante. O ator ainda protagonizou a interessante série The 4400). Owen é ambicioso e não aceita nada e nem ninguém em seu caminho, não por acaso, é dele as cenas mais tensas e chocantes da produção.

Taken possui características semelhantes do clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau, como as luzes azuladas das espaçonaves e os tais alienígenas, são típicos de Steven Spielberg, "bonzinhos", indefesos, as vilanias ficam a cargo dos humanos, com sua ambição desmedida  e sede de poder.

Joel interpreta um dos vilões mais inescrupulosos da TV

Esta ficção científica ganhou naquele ano o prêmio Emmy de Melhor Minissérie, uma prova incontestável de que Spielberg só produz séries boas e de qualidade para a HBO - canal que faz questão que suas produções sejam autênticas, ousadas e bem feitas - e  eu me refiro à qualidade nos quesitos técnicos e também no roteiro, Falling Skies e Terra Nova, recentes empreitadas do diretor,  são produções vergonhosas perto desta.

Taken já tem mais de dez anos, mas continua uma produção de TV de primeira linha, uma das melhores produções do gênero da história, sem exageros. Já revi a minissérie incontáveis vezes, sempre que a assisto ainda me surpreendo com a história intrincada e realista, me sensibilizo com os dramas psicológicos dos personagens, me assombro com as cenas fortes e violentas, me emociono com a menina Allie (Fanning). Assim como Twin Peaks, Taken nunca será esquecida, a produção de qualidade do canal HBO é um orgulho para o gênero da ficção científica. Spielberg acredita em vida extraterrestre e eu também.

Assista ao trailer:



25 de janeiro de 2012

Tintim e o desprezo americano



“Eles já estão escrevendo”, disse empolgadíssimo Jamie Bell (o Tintim gente!), sobre a continuação de  As Aventuras de Tintim: O Segredo de Licorne.  Esta notícia é um alívio para os fãs do repórter aventureiro, pois devido ao fracasso do filme nos EUA (desde sua estreia em dezembro a animação faturou apenas 70 milhões, uma vergonha né!) muitos pensaram que a sequência provavelmente não iria acontecer.

Para "acinzentar" ainda mais esse cenário, a Academia “esqueceu” de indicar a aventura na categoria de Melhor Animação, o que é no mínimo injusto e contraditório, sendo que o filme vem sendo elogiado por toda a imprensa mundial e angariando prêmios por onde o jovem repórter e seu companheiro canino passam. E a gente achando que só porque levou o troféu de melhor animação no Globo de Ouro, a indicação ao Oscar era algo inevitável...

Tintim batendo recordes...

O longa de Steven Spielberg tem se destacado em outras premiações menores nos EUA, e tem o Bafta, considerado o Oscar britânico, no qual a animação está concorrendo em cinco categorias (melhor animação, roteiro adaptado, efeitos especiais, som e trilha sonora), a  cerimônia  será realizada no dia 12 de fevereiro.  Pois é, parece que os europeus estão dando mais reconhecimento ao Tintim que os americanos. Não, isso não é uma suposição, é justamente na Europa que Tintim faz sucesso, é também por causa dos mais de 300 milhões arrecadados por lá, que teremos uma sequência a ser dirigida por Peter Jackson.

O filme estreou primeiramente na Bélgica, terra natal de Hergé, criador dos quadrinhos do personagem. Na França, a produção bateu recordes em sua estreia, e faturou mais que o último Harry Potter. No Reino Unido, Irlanda e em outros países o sucesso se repetiu, e por isso, temos motivos de sobra para ficarmos empolgados, até mais que o Bell, com a continuação que já está sendo escrita, é só esperar Jackson acabar as filmagens de O Hobbit e Spielberg concluir Lincoln, cinebiografia de Abraham Lincoln que será interpretado por Daniel Day-Lewis.

          Jamie Bell cederá sua voz e movimentos ao personagem outra vez! Eeeh!


Teorias da repulsa tintiniana

Me incomoda o fato de  um dos longas  mais surpreendentes e sensacionais do ano, e um dos melhores da carreira de Spielberg,  afundar nas bilheterias americanas.  No Brasil, acredite, o filme estreou na liderança e faturou 5 milhões só no fim de semana. Por que os americanos não curtiram? Nem  os nomes estampados de Spielberg e Jackson foram suficientes para levar esse povo ás salas escuras.

Há rumores que, a arrecadação medíocre lá na terra do Obama se deu porque o repórter e seu cachorro Milu não são muito conhecidos.  Essa teoria é válida? Não, essa não cola. Por acaso alguém conhecia Shrek ou Indiana Jones, antes de eles surgirem nas telas? Não né...

Spielberg diz a Jackson: "Olha, essa cena não está legal...."


Dizem por aí também, que devido o personagem não ser criado por um artista americano, mas por um belga chamado Georges Remi, lá em 1929, pode ser o motivo do fracasso nos Estados Unidos, será?  Pode ser, mas aí me lembro de Sherlock Holmes, um personagem britânico, criado por outro britânico, o Sir Arthur Conan Doyle, cujas aventuras  renderam filmes americanos bem sucedidos. Hipótese descartada.

Outra teoria é, os americanos não curtiram o Tintim por causa da concorrência pesada de outros filmes infantis na época de sua estreia, Happy Feet 2, Operação Presente, e talvez o mais culpado de todos, Alvin e os Esquilos 3, pois os esquilinhos irritantes faturaram alto lá. Bom, para mim essa hipótese é a mais plausível, a  maioria das pessoas  -  e não são só os americanos -  preferem bobagens descartáveis descerebradas do que uma animação coerente, bem dirigida, divertida  e de qualidade inigualável.

Mas enfim, a intenção aqui é só lançar questões ao vento de uma maneira bem humorada, estimular  a reflexão dos leitores, apresentar dados,  e não responder a elas - isso não é um texto acadêmico -  pois o descaso com o Tintim na américa pode ser resultado de todas as opções comentadas ou de nenhuma delas. Vai saber...

Ah, se você ainda não viu,  As Aventuras de Tintim: o Segredo de Licorne é primoroso, um filme de aventura  de tirar o fôlego, engraçado, tecnicamente perfeito, e bem naquele estilo Indiana Jones que somente o Spielberg pode nos proporcionar.


Ah, e caso você  vá a Londres, passe na loja do Tintim, The Tintin Shop, incrível não é? Parada obrigatória heinn! Olha, se bobear acho até que podemos comprar via internet...


Quer saber mais sobre Tintim? Tintim por Tintim? Então, Tintim por Tintim é o único blog dedicado ao jornalista aventureiro, ótima dica para você que já é fã há décadas, e obrigatório para os recentes admiradores, que desejam se aprofundar e  conhecer mais sobre esse personagem icônico e nas suas aventuras.



17 de janeiro de 2012

Steven Spielberg: décadas de risos e lágrimas - parte 2


Rindo entre dinossauros e nazistas

Estamos nos anos 90, Spielberg nos apresentou a uma obra-prima chamada A Lista de Schindler e finalmente foi reconhecido pela Academia, levando vários prêmios para casa, inclusive a estatueta de melhor diretor. Steven chorou de alegria. E no mesmo ano, o cineasta lançou Jurassic Park, uma de suas melhores obras, e ainda quebrou recordes de bilheteria inimagináveis. O nerd estava rindo à toa...e nós ríamos junto com ele.

Depois de uma década de 80 “corrida”, o diretor quis descansar mais nesse tempo, produziu longas de grande porte como Twister e Homens de Preto, e depois de dois "deslizes", a continuação de Jurassic Park: Mundo Perdido e o drama que ninguém viu, Amistad, recebeu sua segunda estatueta de melhor diretor pelo drama de guerra O Resgate do soldado Ryan, lá no finalzinho da década.


Sentimentalismo excessivo


Anos 2000, período de muita versatilidade do diretor, mas também de muito sentimentalismo forçado. A.I. - Inteligência Artificial, aquele filme com o garotinho de O Sexto sentido, não é um filme ruim, chorei muito com a cena em que o menino é abandonado, mas o final capenga, enganador e desnecessário,  impossibilitou o filme de entrar na minha lista de melhores trabalhos do Steven. 

E o apelo sentimental exagerado continuou em Minority Report e em Guerra dos Mundos, mas felizmente não afetou o resultado final dos dois longas, que são alguns dos meus favoritos, principalmente a  adaptação  da obra de H. G. Wells,  que fecha a trilogia alienígena do diretor, iniciada com Contatos Imediatos e  E.T.  Guerra dos Mundos tem cenas grandiosas e tensas e uma fotografia belíssima, que compensam até o final tosco.

Prenda-me se for capaz juntou Leonardo DiCaprio e Tom Hanks e virou uma fita legal e despretensiosa, assim como a ressurreição de um certo arqueólogo em Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal, que resultou num filme divertido, bem ao estilo das obras dos anos 80. 

15 de janeiro de 2012

Steven Spielberg: Décadas de risos e lágrimas - parte 1




Um dos maiores diretores do cinema será homenageado aqui no Cinemidade, o nerd que alegrou nossas vidas e nossas tardes, por meio de  tantos filmes e personagens inesquecíveis desde os anos 70 merece o prestígio dado por esse humilde blog. Além do mais, ele está nos cinemas em dose dupla, com o drama Cavalo de Guerra, e a animação As Aventuras de Tintim: O segredo do Licorne. Se o primeiro filme é daqueles que possivelmente sairemos do cinema com os olhos úmidos, o segundo é uma aventura típica de Spielberg, divertida e com cenas de tirar o fôlego. 

Com base nessas duas reações, choros e risos, traçaremos os melhores trabalhos do cineasta, os dramas comoventes e as aventuras leves e divertidas.

Os chefões riram primeiro

No início dos anos 70, Steven Spielberg se tornou o queridinho da indústria cinematográfica ao transformar um roteiro que dava para resumir em duas linhas, e com apenas 13 dias para filmar, em um sucesso inesperado de público e crítica. Refiro-me ao filme Encurralado (Duel), originalmente produzido para a TV, chegou aos cinemas devido ao seu êxito comercial. A produção é uma aula de como fazer um ótimo filme com uma história simples e pouco dinheiro. Encurralado foi a “porta de entrada” para o clássico Tubarão, e desde então, quase todos os seus filmes posteriores transformaram-se em grandes sucessos de público. Quem estava rindo à toa aí nessa história? Bom, não éramos nós, mas os chefões de Hollywood que encontraram em Spielberg, o cara perfeito para realizar filmes comerciais de qualidade e com um retorno 100% garantido. 

                            Encurralado: O caminhão mais assustador do cinema! 


17 de dezembro de 2011

AS 5 MELHORES SÉRIES DE 2011




5. The Killing - O seriado mais melancólico do ano e que tem como cenário a cidade mais chuvosa do MUNDO, Seattle -  e eu achando que São Pedro tinha  alguma implicância com Curitiba, rsrs.  Enfim, The Killing é a versão americana de uma série da Dinamarca, cuja trama se concentra em descobrir o assassino de uma jovem garota chamada Rosie Larsen. Surgem pistas e novos suspeitos a cada episódio, em paralelo à investigação, está a família da menina, mergulhando num mar de sofrimento profundo e quase irreversível. Apesar de ter alguns episódios chatos no meio da temporada, a série está aqui no Top 5 pela trama bem construída, a  fotografia e a cidade chuvosa que potencializam a tristeza dos personagens,  as boas atuações e um final chocante e ousado, muuuito ousado.




4. Breaking Bad - A queridinha da crítica e considerada por muitos o melhor drama do ano, é verdade, isto deve ser resultado de uma temporada perfeita, com começo, meio, e um fim magnífico. Nesta quarta temporada,  o químico Walter White (Bryan Cranston,  sempre ótimo) está perdendo seu parceiro Jesse (Aaron Paul, outra excelente atuação) para  o enigmático Gus,  dono do laboratório e  chefão do crime, e alimentando a ideia de que ele poderá ser “descartado” a  qualquer momento, tornando-o cada vez mais paranoico e tenso. Na verdade, a temporada é toda tensa, “todos fica tenso” vendo BBAD. O roteiro bem elaborado e surpreendente é apenas um das qualidades da série.




3. Homeland  -  Com grandes chances de levar o prêmio de melhor série dramática e de melhor atriz para Claire Danes -  ARRASANDO como a psicótica bipolar Carrie -  no Globo de Ouro mês que vem, Homeland é com certeza uma das maiores surpresas de 2011. A trama conspiratória se baseia no retorno de um soldado americano que ficou preso por oito anos em um cativeiro no Oriente Médio. Todos acreditam na história, menos Carrie aloka, que acha que ele pode estar armando um novo atentado nos Estados Unidos. E ai? Será que ela está certa? Bom,  meus lábios estão selados, vai ver a série. Assim como aconteceu comigo, ela vai te conquistar aos poucos, quando você se der conta, já vai estar viciado, ficará paralisado com as revelações bombásticas e reviravoltas da história, e vai roer as unhas até o talo nos momentos mais tensos.






2.  Game of Thrones  - A megaprodução com o selo de qualidade HBO não poderia ficar de fora né gente, este grandioso épico com toques discretos de fantasia é baseado na obra de George R. R. Martin e teve um orçamento de estimados 60 milhões de dólares. Pois é, agente pode ver esse investimento em cada pequeno frame na tela, tudo é perfeito, a fotografia, o figurino, os cenários, a direção de arte. Caso você tenha passado um tempo fora do planeta Terra esse ano, vai um resumo da sinopse. A série se passa na Europa Medieval, num lugar chamado Westeros.  A trama é sobre duas famílias dominantes que lutam pelo controle do Trono de Ferro, cuja posse desse reino garante a sobrevivência durante um inverno longo de 40 anos que está por vir. A história tem menos magia e mais foco nas relações humanas, as intrigas, traições, e a busca pelo poder e o sexo. O tom sombrio aqui é o aspecto  mais fascinante, na minha opinião. O fato de o livro ser adaptado para a TV e especialmente para um canal como a HBO, no qual a audiência é adulta e espera algo adulto, não impede a exibição de cenas de teor forte, de sexo e violência, proporcionando assim uma adaptação mais fiel da obra e um programa mais ousado, surpreendente e polêmico. 





1. Once Upon a Time -  A série “coisa linda”  de 2011 - e a mais leve do top 5 né, ufa! Então, esse drama/fantasia chegou de surpresa e me apaixonei já no primeiro episódio, por isso ela é a NUMBER ONE. Dos mesmos roteiristas de Lost, Once Upon a  Time é uma série das mais agradáveis e originais do ano, ela acontece em duas linhas temporais, no passado, onde os personagens vivem no conto de fadas, e no presente,  onde habitam o nosso mundo, porém, sem as lembranças da vida anterior. Entendeu? Ok, a trama não é nada simples, e de maneira inteligente, é bem arquitetada, o que até nos faz “ignorar” alguns (d)efeitos especiais, mas é tudo tão fantástico e os personagens são tão carismáticos e bem protagonizados que até a Rainha Má merece um pouco do nosso carinho.

Quanto às decepções:


The Walking Dead - Depois de um início de temporada brilhante e apavorante, a série desceu "morro abaixo" a partir do 2° episódio e estagnou, assim como Rick e seu grupo estacionaram na fazenda do Dr. Hershel. A série se recuperou no último episódio do ano, mas até aqui, foram 5 semanas maçantes e nada empolgante. Espero que a segunda parte dessa temporada melhore, há salvação ainda gente, estou sendo otimista.



Falling Skies - Muitas expectativas foram criadas, não só por ser uma série cuja produção é de Steven Spielberg, mas porque se tratava de uma trama de invasão alienígena num mundo pós-apocalíptico, e isto é uma boa premissa. Mas passa um episódio, dois, três, quatro...e fico com a sensação de que poderia ser melhor, parece que os roteiristas estavam com a mente bloqueada, nada acontecia, a trama não avançava, onde está  a ousadia? E  as cenas de ação? O final “sem sal” da temporada apenas me deixou ainda mais frustrado. Uma pena né...

Confira as séries nas posições de 6 a 10!


3 de novembro de 2011

Gigantes de Aço: Pancadaria das boas



Gigantes de aço é de longe melhor que os dois últimos Transformers, oferece tudo que os barulhentos filmes do Michel Bay prometiam e não cumpriram: cenas de luta de robôs bem filmadas e sem exageros, e uma história que não põe os atores em segundo plano em função da exaltação dos efeitos especiais, exemplificada pelas cenas espetaculares visualmente, mas confusas demais, dos robôs da mega-produção. Quem quer Michael Bay fora do posto de diretor nos próximos Transformers levanta a mão! o/

Ah, o longa de Shawn Levy é também sobre o relacionamento pai-filho, promessa esta de uma dos fracassos da TV de 2011, Falling Skies, cuja trama principal é semelhante a Gigantes de Aço, porém, na série o pai é viúvo e deve cuidar de seus três filhos num cenário pós-apocalíptico e infestado por
alienígenas. Steven Spielberg é o produtor da série e claro, dramas paternais é algo recorrente em seus longas (Guerra dos Mundos), mas o fato é que essa história do pai e seus três filhos no seriado não me comoveu em nenhum momento dos 12 episódios, ao contrário deste filme, que emociona o público em apenas duas horas de exibição.

Help me Hugh, I´m lost!

Mas falaremos de Spielberg brevemente - sim, estou preparando algo sobre esse cara aí que eu adoro, apesar dos seus tropeços recentes - o papo aqui é sobre Gigantes de Aço (Real Steel, 2011) uma aventura no estilo “sessão da tarde” bem divertida, estrelada por Hugh Jackman (o pai negligente/canalha/teimoso, ótima interpretação hein Wolverine, arrasou!!), Dakota Goyo (o filho, tão fanático por boxe mecânico quanto o pai) e ainda tem uma coadjuvante “perdida”, mas de classe, a linda Evangeline Lily, a Kate de Lost, como a amiga/ficante de Charlie, o pai do garoto.


Pai e filho: têm mais em comum do que imaginam.

Querido leitor, não vou me ater à sinopse do filme, porque né, o texto vai ficar imenso e para que ler se você pode ver o “resumo” no trailer bem bonitinho e legendado aqui abaixo, não é verdade?




Para finalizar, Gigantes é um filme-família bem gostoso de ver, aborda a relação “pai e filho” sem ser piegas, é engraçado, o roteiro flui que é uma maravilha, destaques para as cenas de luta eletrizantes e que nunca cansam, são intensas – os robôs apanham sem dó nenhum - uma trilha sonora dançante - gente, o robô do menino até dança, e quando você menos perceber, estará fazendo o mesmo na poltrona do cinema – um elenco bem entrosado, e um final que fará você se debulhar em lágrimas, principalmente se você se identificar com a trama "família" retratada na fita.

16 de agosto de 2011

Super 8: Um super filme no estilo anos 80!




J.J. Abrams homenageia Steven Spielberg, as clássicas aventuras dos anos 80 e mais, o cinema, em seu novo e ótimo filme Super 8 (2011). O logo da Amblin nos créditos iniciais rapidamente nos remete a filmes como E.T., aliás, tudo em Super 8, propositalmente nos dá essa sensação de nostalgia, a trilha sonora, um elenco mirim como protagonista e o clima de mistério nos faz voltar àquela década, época de memoráveis filmes juvenis como o já citado E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau - ok esse é do final do anos 70 mas entra na lista também - , Os Goonies, Conta Comigo, e muitos outros. 




O enredo? Bom, lembra muito, mas muito o filme do “telefone-casa-telefone” – é, E.T. O extraterrestre – e como já disse, é uma homenagem às produções da época, e das boas. Liderado pelo ótimo ator Joel Courtney, um grupo de amigos estão tentando fazer um filme de terror com uma câmera super 8, numa estação, quando um trem descarrilha bem perto dos garotos colocando todos em perigo extremo. É aí, que somos presenteados com uma das melhores sequências de acidente de trem do cinema. A sequência é tensa e impressionante!





Após o acidente, a cidade vira um caos, o exército aparece destruindo tudo, objetos e pessoas começam a desaparecer. E o grupo de garotos continua com as gravações do seu filme, aproveitando até a condição da cidade e usando-a como pano de fundo.



Nem é bom falar muito de Super 8, mas vale ressaltar que o clima de mistério aumenta gradativamente - fala sério, isso Abrams é expert hein! - e revela um filme de ficção científica sobreposta por uma história de romance e amadurecimento - principalmente entre os personagens Joe e Alice, protagonizada por Elle Fanning – e sobre crianças que amam o cinema, e que farão de tudo para terminar de rodar a película sobre ataques zumbi.




Super 8 é misterioso, nostálgico, engraçado, equilibrado, bem ao estilo dos filmes da antiga Sessão da Tarde, é também um dos poucos filmes bons lançados nessa época de blockbusters, um dos melhores longas do ano. Não sei você, mas sou fanzaço de J.J. Abrams, e até agora ele acertou a mão em todos os filmes que dirigiu ou produziu como Missão Impossível 3, Cloverfield e Star Trek, e claro, ele também é o responsável pelas cultuadas séries Lost e Fringe, mas se um dia ele errar, certamente não será algo tão ruim assim. Já estou ansioso por Star Trek 2, seu próximo projeto cinematográfico.
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