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9 de junho de 2013

DREDD - O juiz mais implacável do cinema



Ele julga. Ele executa. Ele é a lei. Ele é o Juiz Dredd. Baseado numa HQ britânica, a história do incorruptível policial futurista finalmente ganha uma obra à altura com o filme Dredd (2012), esqueça  a versão tosca de 1995, O Juiz,  protagonizada por Sylvester Stallone.

Karl Urban, o Dr. McCoy de Star Trek, interpreta o anti-herói Dredd, o juiz mais famoso da cidade Mega City One, um lugar decadente e super povoado. Ele é implacável, frio, violento e sem nenhum senso de humor. As características do protagonista também são as do filme, o diretor Pete Travis (Ponto de Vista) realizou uma obra crua e extremamente brutal, mas de um visual espetacular. Travis não poupou na violência, causando logo a reação de alguns críticos de cinema que denominou o herói de “carniceiro” e caracterizando o filme de “anti-humano”.

Dredd e Anderson prontos para a ação.

Opiniões à parte, Dredd é um longa de ação surpreendente, as características citadas acima obviamente contam a favor. A trama é simples, ao lado de sua nova colega de trabalho, a  juíza Anderson (Olivia Thirlby), sem experiência em combates mas com poderes psíquicos, eles vão atender a um chamado numa favela futurística chamada Peach Trees. A coisa se complica quando os dois ficam presos no imenso prédio de ferro e começam a ser caçados por gangues, comandadas pela maior criminosa do local, Ma-Ma (Lena Headey, a Cersei de Game of Thrones sendo bitch mais uma vez).

Karl Urban, o cara atrás do capacete.

O longa se passa inteiramente no prédio, ás vezes pensava que estava jogando vídeo game. A tensão é constante, as cenas de ação são empolgantes e bastantes criativas. Karl Urban está ótimo como o juiz implacável, apesar de estar sempre mascarado, é notável no tom de sua voz e na sua postura a sua entrega ao personagem. O fato do anti-herói nunca mostrar o rosto, foi uma grande sacada do diretor, para o espectador, Dredd passa a ser visto como o juiz e não como um homem. Se é difícil nos identificar com o protagonista, a  personagem da  Juíza Anderson funciona exatamente como a parte emocional da narrativa, a  mais  humana.

Uma das cenas mais belas do filme.

A criatividade de Pete Travis também pode ser vista nas belíssimas imagens em câmera lenta. Após tomar a  droga Slo-Mo, alguns personagens começam a ver todo o mundo ao redor em slow motion. A droga proporciona então, momentos visuais de extrema beleza, como a cena de Lena Headey na banheira.


Dredd não “causou” nas bilheterias e passou despercebido nos cinemas nacionais, mas ao longo do tempo pode ser descoberto pelo público e se tornar um cult. Sem se preocupar em ser engraçado ou violento demais, Dredd é uma fita estilosa, empolgante, direta e cheia de atitude.  Assista ao trailer!

26 de janeiro de 2013

J. J. Abrams - Todos querem um pedaço do gênio!




Jeffrey Jacob Abrams é o homem de ouro de Hollywood da atualidade, e isto ninguém pode contestar. Todo mundo quer uma fatia da sua mente brilhante. De quem estamos falando mesmo? Ah, é o J. J. Abrams, roteirista, produtor e diretor, que recentemente divulgou que vai assumir a nova versão de Star Wars. Com a sequência de Star Trek estreando este ano, a gente ainda vai ouvir falar muito desse cara – como se isso já não acontecesse, a cada dia leio uma notícia de uma nova série que vai produzir.

Abrams é um dos homens mais requisitados da indústria do cinema, e agora um dos mais poderosos, pois será responsável por duas das maiores sagas do cinema: Star Trek e Star Wars.

Seus filmes são garantia de público e de boas críticas,  ele é um incansável nerd que vem colecionando hits tanto na TV quanto no cinema. Sou um fã confesso do diretor desde a polêmica Lost, é o cara do suspense, do mistério, da ficção científica, suas obras são envolventes, fantasiosas, repleto de efeitos especiais, mas ele sempre faz questão de humanizar seus personagens. Se eu tinha revirado o olho com a notícia do remake de Star Wars, com Abrams no comando, minhas esperanças foram recuperadas, In Abrams I Trust. Confira abaixo, os seus melhores trabalhos como produtor e diretor.


Lost (2004 – 2010) – Esta é a série que é massacrada até hoje em razão de seu final um tanto comum demais para os espectadores que esperavam algo mirabolante em seu desfecho, talvez porque já estavam (mal) acostumados com as inúmeras surpresas que a série nos proporcionou em suas seis temporadas. Deixando isso de lado, Lost é uma das melhores e mais criativas séries da televisão, inovadora em sua narrativa, seu mundo ficcional não se limitou à TV e foi parar na web, em HQs, e em outras mídias, transformando-a em um fenômeno estrondoso, e levou o nome de Abrams aos ouvidos dos figurões de Hollywood. Sua vida nunca mais foi a mesma. Além de produtor da série, J. J. dirigiu os dois (ótimos) primeiros episódios da série.



Alias (2001 – 2006) – Antes de Lost, Abrams já havia criado uma das séries de espionagem mais bacanas da TV, Alias Codinome: Perigo, estrelada por Jennifer Garner, e que contou também com a  participação de um (ainda) desconhecido Bradley Cooper. Jennifer vive Sidney Bristow, uma jovem agente secreta da CIA mas que tem que atuar como uma agente dupla, complicando ainda mais a sua vida pessoal e as suas missões espetaculares e eletrizantes. Com uma trama complexa e muitas reviravoltas, Alias continua sendo um bom programa para quem curte o gênero. Abrams atuou na série como produtor, além de roteirizar alguns episódios.



Fringe (2008 – 2013) – Fringe foi a primeira série cuja campanha de marketing antes de sua estreia usou o nome de J. J. Abrams – “do mesmo produtor de Lost” - como chamariz nos comerciais e nos trailers do programa, aumentando as expectativas do público para a nova atração scifi.  Fringe estreou com uma recepção morna da crítica, embora tenha obtido sucesso em termos de audiência. Ao longo das temporadas, o quadro se inverteu, o público abandonou o seriado enquanto a crítica aclamava-o cada vez mais. Resumindo, Fringe, cujo final foi exibido este mês nos EUA, ganhou status de cult e terminou como sendo uma das séries de ficção científica mais originais e surpreendentes já produzidas. A série já deixa saudades.



Star Trek (2009) – Se o nerd conseguiu reinventar essa franquia de forma bem sucedida, apresentou a nave Enterprise e seus tripulantes para um novo público e conquistou novos trekkers, por que não considerá-lo para re(filmar) uma outra grande franquia do cinema criada por George Lucas? Star Trek foi uma grande surpresa para mim naquele ano, claro que eu confiava no talento do diretor, mas o único filme da saga que tinha visto, eu tinha odiado, então, eu fiquei um pouco sem expectativas em relação à ele. Resultado: tornei-me um trekker de carteirinha, e aguardo ansiosamente pela sua sequência, Além da Escuridão, que estreia em junho. Após dirigir Missão Impossível III e com esta produção no currículo, J.J. se consagrou como um dos melhores e mais competentes diretores de filmes de ação e aventura.



Cloverfield – Monstro (2008) – Com uma excelente campanha de marketing, que deixava todo mundo afoito morrendo de curiosidade para ver o filme,  a fita de monstro no estilo “câmera na mão” foi mais uma prova de que o nome J. J. Abrams, que assinava a produção, significava grande sucesso comercial.  Com um orçamento baixo, Cloverfield se tornou um sucesso de bilheteria. Abrams reinventou mais uma vez, realizou uma ficção científica com elementos do subgênero “pseudo-documental” e agradou a todos. Caótico e realista, Cloverfield deve ganhar uma sequência em breve.



Super 8 (2011) – Esta deliciosa aventura infanto-juvenil no estilo anos 80, foi escrita e dirigida por J. J., é uma homenagem descarada a um dos seus maiores ídolos, Steven Spielberg e à sétima arte. Produzida por Spielberg, Super 8 mistura humor, aventura e cenas de ação de tirar o fôlego de forma equilibrada, sem nunca deixar de lado os personagens e seus dramas pessoais, este é o estilo de Abrams, é sua marca registrada, assim como  Star Trek, Super 8 é um filme divertido, indicado para todos os públicos, inteligente e envolvente, é justamente isto que se deve esperar de Star Wars VII.


Nosso gênio homenageado não para. Vai produzir a série Believe, em parceria com o diretor Alfonso Cuáron, e outra sobre uns robôs policiais, que terá como produtor principal,  J. H. Wyman, de Fringe. O cara não é foda?

16 de agosto de 2011

Super 8: Um super filme no estilo anos 80!




J.J. Abrams homenageia Steven Spielberg, as clássicas aventuras dos anos 80 e mais, o cinema, em seu novo e ótimo filme Super 8 (2011). O logo da Amblin nos créditos iniciais rapidamente nos remete a filmes como E.T., aliás, tudo em Super 8, propositalmente nos dá essa sensação de nostalgia, a trilha sonora, um elenco mirim como protagonista e o clima de mistério nos faz voltar àquela década, época de memoráveis filmes juvenis como o já citado E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau - ok esse é do final do anos 70 mas entra na lista também - , Os Goonies, Conta Comigo, e muitos outros. 




O enredo? Bom, lembra muito, mas muito o filme do “telefone-casa-telefone” – é, E.T. O extraterrestre – e como já disse, é uma homenagem às produções da época, e das boas. Liderado pelo ótimo ator Joel Courtney, um grupo de amigos estão tentando fazer um filme de terror com uma câmera super 8, numa estação, quando um trem descarrilha bem perto dos garotos colocando todos em perigo extremo. É aí, que somos presenteados com uma das melhores sequências de acidente de trem do cinema. A sequência é tensa e impressionante!





Após o acidente, a cidade vira um caos, o exército aparece destruindo tudo, objetos e pessoas começam a desaparecer. E o grupo de garotos continua com as gravações do seu filme, aproveitando até a condição da cidade e usando-a como pano de fundo.



Nem é bom falar muito de Super 8, mas vale ressaltar que o clima de mistério aumenta gradativamente - fala sério, isso Abrams é expert hein! - e revela um filme de ficção científica sobreposta por uma história de romance e amadurecimento - principalmente entre os personagens Joe e Alice, protagonizada por Elle Fanning – e sobre crianças que amam o cinema, e que farão de tudo para terminar de rodar a película sobre ataques zumbi.




Super 8 é misterioso, nostálgico, engraçado, equilibrado, bem ao estilo dos filmes da antiga Sessão da Tarde, é também um dos poucos filmes bons lançados nessa época de blockbusters, um dos melhores longas do ano. Não sei você, mas sou fanzaço de J.J. Abrams, e até agora ele acertou a mão em todos os filmes que dirigiu ou produziu como Missão Impossível 3, Cloverfield e Star Trek, e claro, ele também é o responsável pelas cultuadas séries Lost e Fringe, mas se um dia ele errar, certamente não será algo tão ruim assim. Já estou ansioso por Star Trek 2, seu próximo projeto cinematográfico.

30 de dezembro de 2009

OS MELHORES FILMES DE 2009



QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? - O filme mais otimista do ano, com uma trilha sonora pegajosa, dançante, empolgante. 



DEIXA ELA ENTRAR - Um genuíno filme de vampiros. Obrigatório!


WATCHMEN - Filme de super-heróis para adultos com cenas fortíssimas de sexo e violência e com uma trama complexa. 


STAR TREK - J.J. Abraams pode fazer o filme de um cara lendo uma lista telefônica durante as duas horas de projeção, que mesmo assim, vai sair algo excepcional! Divertidíssimo, me tornei um trekker! 




DISTRITO 9 - Depois de muitas expectativas e segredos sobre o longa e uma campanha instigante e pesada na internet, Distrito 9 tornou-se sucesso de crítica e público. Bem merecido, um filmaço. É entretenimento e ainda faz uma dura crítica à sociedade.



SE BEBER, NÃO CASE - Há tempos não assistia a uma comédia tão divertida como esta. Um roteiro inteligente, personagens carismáticos e situações absurdas que resultarão em dores na mandíbula de tanto rir.



BASTARDOS INGLÓRIOS - Tarantino voltou. Ainda que o filme seja menos violento que seus antecessores, é uma obra do Tarantino. Cenas antológicas, diálogos inteligentes e responsável por revelar ao mundo o ator até então desconhecido Christopher Waltz , que interpreta de forma magnífica o temido coronel Landa, personagem que roubou todas as cenas em que apareceu e deve roubar ainda alguns troféus nas próximas premiações do cinema. Palmas para ele!

500 DIAS COM ELA (500 DAYS OF SUMMER) - Uma história de um cara que se apaixona por uma garota contada em fragmentos. Não espere um filme açucarado demais ou mais uma comédia bobinha com um final feliz, não se preocupe, a história tem um ótimo desfecho, mas consegue fugir das armadilhas do gênero por apostar na não-linearidade dos acontecimentos, a narração bem-humorada do protagonista, os efeitos gráficos presentes em algumas cenas e a linda sequência em que o protagonista sai cantando e dançando pela rua e logo todos começam a acompanhá-lo. Diferente, ousado, e com uma história tão real, que qualquer um pode se identificar com ela ou com o casal principal.


AVATAR - Inovador. Fantástico. Não preciso falar muito sobre essa obra de James Cameron. Depois de muito blá blá blá sobre a produção durante quase 10 anos, ela chegou e não decepcionou. Uma aventura inesquecível..

15 de maio de 2009

Star Trek (2009)

Todo mundo já sabe e se não sabe está sabendo agora devido ao lançamento do filme STAR TREK, que este mesmo foi uma série de muito sucesso no anos 60, gerou vários outros seriados e que desde aquela época vem se tentando fazer um filme decente e que seja fiel ao mundo trekker.

Mas eis que surge uma ideia brilhante da Paramount de dar um novo fôlego à franquia, recomeçar do zero, com a difícil missão de agradar os trekkers (como os fãs se auto denominam) e também os jovens de hoje, gerando novos admiradores. Difícil missão, mas percebemos que não foi impossível, porque J.J. Abrams conseguiu isso e muito mais.

Um elenco perfeito!

O elenco jovem é um dos grandes destaques do filme Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock), Karl Urban (McCoy) e muitos outros esbanjam talento, carisma e competência em cena. Os efeitos especiais são de outro planeta, as cenas de ação eletrizantes (destaque para a cena em que Kirk criança dirige um carro freneticamente em direção a um precipício ouvindo sabotage dos Beastie boys), um roteiro enxuto, uma direção segura que não deixa o espectador nem ousar pensar em outra coisa enquanto assiste ao filme.Nunca gostei e nem tive vontade de ver a série ou um dos filmes dos tripulantes da Enterprise, Star Trek (ridiculamente chamada de Jornada nas Estrelas), até agora. E o mérito maior é para o J J. Abrams, que também é responsáveis por outras maravilhas da TV como Lost, Alias, Fringe, e do cinema (Cloverfield, filme bacana/surpresa do ano passado). 

Desde que fiquei sabendo que ele seria o diretor da ressurreição da franquia, sabia que coisa boa viria, acertei e já me considero um trekker! Aliste-se na frota estelar! Além de ser o melhor filme do verão americano até o momento – Wolverine decepcionou e parece que Anjos e Demônios não agradou os críticos –  e um dos melhores do ano. Uma aventura deliciosa.
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