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19 de outubro de 2012

Conheça as novas séries mais promissoras do ano





- Arrow: Com o fim de Smallville, o canal CW quis preencher o vácuo com outra série de heróis, o personagem que ganha as telas agora é o Arqueiro Verde. O primeiro episódio já me agradou. O canal acertou em cheio, Arrow surpreende, é mais adulta, violenta e menos inocente que Smallville. O protagonista Oliver Queen/Arqueiro Verde, é vivido por Stephen Amell, que já fez diversas participações na TV, sua atuação não é inspirada, também não compromete em nada a série, cá entre nós, analisar a atuação do cara é a última coisa que os espectadores querem fazer e saber, não é? Oliver é um rapaz rico que após um acidente que matou seu pai e uma “amiga", é dado como morto e fica desaparecido por cinco anos. Então, num belo dia de sol, ele retorna para colocar a sua máscara, se mune de arco e  flecha e vai combater o crime. Mistérios e draminhas envolvendo a família do herói, mais as cenas de ação empolgantes, Arrow é um ótimo passatempo e deve ser um dos sucessos da temporada. Tem trailer legendado aqui!


- Nashville: Começou a batalha das divas country na TV. Resumidamente, este é o plot principal da elogiada série Nashville, que estreou este mês, mas já conquistou a crítica e eu também, com apenas um (ótimo) episódio exibido, e visto, por este que vos fala. Connie Britton (American Horror Story) e Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes) são duas cantoras de música country, a primeira interpreta Rayna, a artista veterana, cuja carreira já começa a sinalizar decadência, a outra se chama Juliette, faz o estilo Taylor Swift, estrela jovem em ascensão e bastante popular, porém, bem menos talentosa que a sua rival “madura” e super adepta do autotune (não, não acho que a Taylor use esse recurso). A série me cativou por diversas razões, as boas atuações, a trilha sonora country onipresente e deliciosa, um roteiro bem construído e por mostrar o universo musical de uma forma impiedosa e bastante condizente com a realidade. Parece que a suposta rivalidade entre artistas pop inspirou uma série que tem tudo para ganhar vida longa nas telinhas. Dá uma espiada no trailer.


- Hunted: Com Frank Spotnitz, um dos produtores de Arquivo X nos créditos, e um jeito bem Alias de ser (aquela espetacular série de espionagem com Jennifer Garner), Hunted é sinônimo de originalidade e frescor na TV. Para quem está saturado do “arroz com ovo” dos seriados americanos, a série é ideal,  não por acaso, o programa é britânico, exibida pelo canal BBC. Hunted mostra sua ousadia já nos primeiros vinte minutos do primeiro episódio. Com pouquíssimos diálogos, uma fotografia esverdeada e obscura,  conhecemos a protagonista Samantha (Melissa George, que também participou de Alias) numa missão de resgate, a sequência é repleta de tensão, suspense, ação e reviravoltas de cair o queixo, é isso mesmo, e só estamos nos primeiros minutos da série, estamos completamente “perdidos”, nada sabemos da trama, exceto por Samantha ser uma espiã habilidosa ao extremo e que foi traída por seu namorado. Hunted é direta, violenta, crua, complexa, uma experiência inusitada. A primeira temporada já está fechada pela emissora (viva!), e terá um total de oito episódios, com duração de aproximadamente uma hora cada. Oh, o trailer!


- Revolution: O que seria de nós se a energia elétrica acabasse de uma hora para outra, sem qualquer explicação? Essa é a ideia principal da nova série de J J Abrams, Revolution. Apesar de ter um piloto fraco, eu garanto, esse drama pós apocalíptico é bem superior à outra empreitada televisiva do produtor, Alcatraz, um fracasso retumbante do início do ano. Revolution tem boas cenas de ação, é repleta de reviravoltas, e como em Lost, novos elementos são adicionados à trama a cada episódio e a narrativa alterna entre o presente e o passado. Mesmo com um início não muito empolgante, a série vai ficando melhor nos episódios seguintes, e ao contrário de Alcatraz, a trama tem potencial e parece rumar um caminho certo já estabelecido. O drama de ação scifi ganhou temporada completa de 13 episódios, vamos torcer para que a série tenha sucesso e não “se perca” até o final da temporada. Confere a prévia.


- 666 Park Avenue: Eu sei que é cedo, mas com quatro episódio exibidos, 666 Park Avenue pode ser considerada uma grata surpresa, ao menos para mim, que não esperava nada da série. É um seriado de terror e suspense, é um equívoco compará-lo com American Horror Story, até porque AHS é bizarro demais e tem um estilo inigualável. A trama? Ah, Jane e Henry são um casal que se mudam para um prédio antigo e luxuoso de Nova York, onde se tornam síndicos. Terry O´Quinn (Lost) interpreta o dono do prédio, o capeta em pessoa, que oferece a  seus inquilinos a realização de desejos por meio de um pacto com o diabo. Ok, a história não é nada original, transbordam clichês,  mas prende a atenção do começo ao fim, tem personagens carismáticos, Terry está ótimo em (mais) um papel enigmático, tem aqueles momentos angustiantes e cenas de suspense hipnotizantes, ideal para quem ama o gênero. Uma série bem descompromissada. Gostei. Veja o trailer sinistro.

Outras duas séries também merecem serem listadas aqui, a comédia gay The New Normal, e o thriller de ação e conspiração Last Resort, duas séries envolventes e de qualidade. Clique nas fotos e veja o trailer.



14 de julho de 2012

The Newsroom: o jornalismo em pauta





“Não fazemos boa televisão, fazemos o noticiário”. Mackenzie MacHale





A cena que abre a nova série da HBO, The Newsroom, foi o suficiente para eu colocar o programa na minha watchist semanal. Criada por Aaron Sorkin (roteirista de A Rede Social), The Newsroom começa com um debate político, no qual o âncora de um telejornal, Will McAvoy (Jeff Daniels, excelente), se esforça através de muito cinismo e piadinhas para manter-se neutro em questões políticas, até uma estudante perguntar a ele porque o Estados Unidos é o melhor país do mundo. O jornalista tenta se esquivar da pergunta, mas logo deixa sua passividade de lado e dispara dados e argumentos que explicam o porquê o EUA NÃO é o melhor país do mundo, deixando todos de boca aberta. 

Emily e Jeff: sinto cheiro de Globo de Ouro vindo...

The Newsroom é de longe, a melhor série estreante do ano, e olha que já estamos na metade do ano e já tivemos muitas estreias, mas infelizmente nenhuma delas correspondeu às expectativas. O seriado se passa na redação de um telejornal, Will é o âncora furioso e arrogante de quem todos têm medo, sua vida e rotina muda quando sua ex, Mackenzie Machale (Emily Mortimer, de Ilha do Medo) torna-se a sua mais nova produtora. A dupla apresenta uma química irretocável, é uma delicia vê-los numa mesma cena. 

O elenco ainda conta com o blogueiro Neal (Dev Patel, finalmente em algo relevante após o hit Quem Quer ser um milionário?), Maggie (Allison Pill, dos ótimos Querida Wendy e Scott Pilgrim Contra o mundo), assistente de Will, mas cujo nome ele ainda desconhece, e o produtor-assistente de Mackenzie Jim Harper (John Gallager Jr.), também responsável pelas cenas cujos diálogos com sua colega Maggie, devem ser os mais rápidos – e por isso, tão surpreendentes - da televisão.

Maggie, a jovem jornalista leal, e  Neal, o blogueiro.

Acompanhar o ritmo frenético dos diálogos nessa série não é uma tarefa fácil, pode ser mentalmente exaustivo, porque os personagens falam até enquanto andam. Lembra da cena de abertura de A Rede Social, aquela cena em que o protagonista tem uma conversa bem longa com sua namorada numa velocidade espantosa? Pois é, esses diálogos acelerados, afiados e inteligentíssimos, são o maior trunfo da série.

O programa é ambientado no ano de 2010, e o derramamento de petróleo no Golfo do México naquele ano (se lembra?) é a notícia que faz toda a redação trabalhar unida e exaustivamente  para dar a informação em primeira mão. O jornalismo pode ter ficado em segundo plano nos primeiros dois episódios – exceto pelos momentos de tensão que rola em alguns momentos nos bastidores do telejornal -  em virtude dos dramas pessoais, como a relação de amor e ódio entre Will e Mackenzie, e a tensão sexual entre Maggie e Jim, mas isso não é defeito algum. O personagens são todos cativantes, cultos (até demais) e apaixonados pelo que fazem,  Maggie,  por exemplo, acredita no jornalismo honesto, sem ferir pessoas, impossível não se identificar com ela.

Elenco rindo à toa. A audiência da estreia da série foi altíssima.

The Newsroom estreou no mês passado e já foi renovada para sua segunda temporada, é engraçada, inteligente, sagaz, e muito bem produzida, e claro, deve abocanhar muitos troféus nas próximas premiações, principalmente Jeff Daniels e Emily Mortimer, ambos em performances competentíssimas. É uma série que pode não mostrar a redação como ela é realmente, mas para o roteirista Aaron Sorkin, isto é apenas uma forma dele descarregar suas ideologias e suas críticas contra a sociedade e a política americana.

Outra série que aborda os bastidores do jornalismo já foi pauta aqui no blog, a britânica The Hour, ambientada nos anos 50 e muito bem aceita entre a crítica especializada. Leia mais aqui!


17 de fevereiro de 2012

5 séries para você esquecer da folia do carnaval!


O Cinemidade selecionou 5 ótimos seriados para você que não curte ir atrás do trio elétrico, tampouco gosta de cair no samba e odeia as transmissões dos desfiles na Sapucaí.

 Se passar o feriadão estirado no aconchego do sofá é tudo o que pretende fazer, esse post é todo seu, leitor. Selecionei 5 programas que farão você se divertir sem sair de casa. Escolhi séries de estilos bem diferentes, destinadas a faixa etárias distintas, a fim de abranger um público maior e para ninguém se sentir "excluído" hein.  Então, esqueça o tumulto do carnaval e veja as dicas:



1- Awkward – Comédia adolescente desbocada e politicamente incorreta sobre a vida de Jenna Hamilton, uma garota que passa de “a invisível do colégio” para a “louca-suicida” depois de quebrar o braço num acidente no banheiro.  A série da MTV tem todos aqueles estereótipos típicos de comédias teen,  a protagonista “loser”,  o bonitão popular pelo qual ela é apaixonada e a rival implicante, que aqui difere um pouco, ela não é loira e gostosa, é morena e se sente culpada por suas formas arredondadas.  Mas o ritmo ágil de Awkward e as situações bizarras e divertidas em que Jenna e seus amigos sofrem,  livram-na de cair na armadilha dos clichês, e  aos poucos a série vai criando  a  sua própria “cara” e seu jeito deturpado de mostrar a adolescência e todos os momentos e sentimentos típicos desta fase. A trilha sonora descolada com o melhor do rock/pop/indie atual,  e o carisma da personagem principal faz da série um programa pra lá de descontraído.  A série já encerrou a primeira temporada, a segunda deve ter início este ano. Clique aqui e  veja um trailer "falso", mas bem mais completo que o oficial.





 2- Six Feet Under  (A Sete Palmos) – De uma série teen para uma produção adulta, mais sombria e com aquela qualidade HBO.  Exibida de 2001 a 2005, este  premiado seriado de humor negro apresenta uma família proprietária de uma funerária e mostra a rotina no local, como a visita diária de pessoas,  geralmente abaladas após a morte de um ente querido, e que precisam de ajuda para organizar o velório. Ok, a história pode parecer mórbida, mas nem por isso deixa de ser divertida. Michael C. Hall (antes de viver o serial killer Dexter) é um dos protagonistas da série, ele interpreta David, um homossexual reprimido que tem um caso com um policial. Temas como a morte, religião, homossexualismo e drogas são abordados aqui. Para quem curte um programa original, com humor negro e bem incomum, Six Feet Under é uma boa opção. Todas as temporadas já estão disponíveis em DVD. Assista a um vídeo do drama.






3- Fringe – A melhor série de ficção científica da atualidade, isso é a coisa mais fácil de dizer sobre o programa, porque é difícil comentar sobre Fringe quando a cada temporada a série muda de foco e nos apresenta a uma narrativa totalmente diferente da temporada anterior. Criada por J J Abrams, o mesmo de Lost, a série começou um pouco irregular, mas a partir do final da primeira temporada foi ficando cada vez melhor, mais intrigante  e viciante. Em um resumo bem superficial mesmo, a trama principal trata de uma divisão do FBI, a Fringe, que é responsável por casos sobrenaturais e de natureza desconhecidas. A descoberta de uma “realidade alternativa” dá uma reviravolta incrível na história e que surpreende até hoje, em sua quarta temporada. As três primeiras temporadas já saíram em DVD por aqui. Veja o trailer legendado do thriller.






 4- Modern Family – Esta é a série que anda roubando todos os troféus nas últimas premiações de TV,  merecidamente.  Modern Family tem  11 personagens fixos que formam os  3 núcleos familiares. Tem o casal Phil e Claire com seus três filhos adolescentes, o casal gay Mitchell e Cameron com a filhinha vietnamita adotada, e por fim, tem o Jay, o patriarca da família, casado com a exuberante Gloria, uma colombiana bem mais nova que ele e mãe de um menino super adulto chamado Manny. Difícil dizer qual parte da família é a mais engraçada, porém, arrisco a dizer que Phil, o pai dos adolescentes, tem mais momentos memoráveis. A cena em que ele canta e dança uma música do High School Musical na frente dos filhos, só para mostrar que é o “pai antenado”, é impagável. Esta comédia familiar muito moderna é uma delícia de ver. Risadas garantida,  pode apostar que serão os 20 minutos mais rápido e mais engraçado do seu dia. Ótima para esquecer o carnaval e a rotina. Assista a essa hilária cena de mímica.






5- Alias – Que tal um pouco de ação e conspiração? Antes de Lost, J.J. Abrams já tinha criado uma das séries de espionagem mais bacana dos últimos anos, e ainda lançou  Jennifer Garner ao estrelato.  Sidney Bristow, vivida por Jennifer, é uma espiã dupla da CIA, que foi recrutada quando ainda estava na faculdade. Seu maior problema -  e o do espectador também - é saber em quem confiar, essa sensação de insegurança que acomete a personagem é algo recorrente em toda a série. A trama é recheada de cenas de luta e reviravoltas na história (que fica mais complexa a cada temporada), mas a melhor coisa mesmo é ver Sidney em ação, esbanjando sensualidade e fica melhor ainda quando ela se disfarça dos mais variados tipos para conseguir o seu objetivo. Alias foi exibida entre 2001 e 2006, teve cinco temporadas, mas confesso, as 3 primeiras são as melhores. Todas já estão disponíveis em DVD no Brasil. Olha aqui um vídeo com os momentos mais eletrizantes da série.


E aí gente. Estas foram as dicas de seriados para você que deseja passar o carnaval na companhia de personagens bem mais interessantes do que alguns foliões né!? Agora é só preparar a pipoca e apertar o play!

7 de fevereiro de 2012

Eu, o cinema, a Xuxa e algumas curiosidades!



Aproveitando que hoje, 7 de fevereiro, é meu aniversário, resolvi  fazer um post  especial diferente e um pouco pessoal, para que vocês, leitores, me conheçam um pouco mais, principalmente em relação à influência que o cinema teve e tem na minha vida. Fiquem à vontade para comentar, xingar, me parabenizar/elogiar, reclamar –  só não pode falar mal da Xuxa!


7 filmes que marcaram minha vida

Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1989) – Minha primeira ida ao cinema – que emoção – foi para ver esSa produção nacional protagonizada por Xuxa e Sérgio Malandro. É verdade e não nego. A loira estava no auge, e como cresci vendo o Xou da Xuxa, não tinha como não vê-lo (sendo criança, não tinha muita opção né não?). É um ótimo filme, se comparado com as últimas produções da Xuxa (tipo aquela com duendes), em que pseudocantores e dançarinas são recrutados apenas para disfarçar a história batida e a falta de originalidade.


Conta Comigo (Stand By Me) – Este é um clássico da Sessão da Tarde. Aqui está o primeiro filme que me fez chorar, além de refletir sobre a vida e as amizades, tudo isso ao som de Stand By Me, que toca nos créditos finais.




Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) – Minha obsessão/interesse por extraterrestres e por esse mundo da ficção científica começou por causa dessa obra-prima de Steven Spielberg. Até sonhei que eu tinha sido abduzido. Na verdade, não tenho certeza de que foi um sonho rsrs, esquece...



Homens de Preto (1997) – Com essa aventura estrelada por Will Smith desperta definitivamente a minha paixão pela sétima arte. A mesma pessoa (minha tia Luciana, também cinéfila) que me levou para ver o filme da Xuxa também foi a responsável pelas  duas horas de diversão, garantida por essa comédia sci-fi. Desde Super Xuxa Contra o Baixo Astral eu só tinha ido ao cinema uma ou duas vezes, um período de 8 anos, acredito, de abstinência cinematográfica. E foi assim que nasceu o meu hábito de ir ao cinema regularmente, depois ou antes de passar no McDonald´s!


Ben-Hur (1959) – O primeiro épico grandioso que assisti. Apesar de ter sido feito nos anos 50, o filme não aparenta ter a idade que tem, continua surpreendente, um espetáculo. Confesso, não foi fácil ver essa produção, que tem quase  4 horas de duração. 





A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) – Tim Burton é demais. E somente me dei conta disso quando me surpreendi com a direção de arte dessa obra, desde então, o visual sombrio de seus filmes – e de outros que não são seus – me fascina. A partir daqui, eu comecei a prestar mais atenção na direção de arte e na fotografia dos longas, além de admirar mais ainda o jeito bizarro e “gótico” de Burton. 




Donnie Darko (2001) – Um cult, um clássico atemporal. A complexidade da trama desse filme independente me fez buscar e apreciar filmes mais cerebrais e desafiadores, com o intuito de exercitar mais a massa cinzenta. Donnie Darko é, desde então, o filme que mais vi na vida, e nunca me canso.




7 filmes favoritos (escolher apenas sete foi uma tarefa árdua)


Na Natureza Selvagem 
Matrix
Donnie Darko
Psicose (1960)
Contatos Imediatos de Terceiro Grau
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O Labirinto do Fauno


7 filmes medonhos que nem deveriam existir


Esquadrão Suicida
Vanilla Sky
Encontro Marcado
Lua Nova – Saga Crepúsculo
Filme com Adam Sandler (com exceção de O Paizão e Afinados no Amor)
Bad Boys 2
Batman & Robin


7 trilhas sonoras mais ouvidas


Across The Universe
Billy Elliot
Moulin Rouge
Corra Lola Corra
Quem Quer ser um Milionário?
Na Natureza Selvagem
Smallville

  
7 filmes que me fizeram chorar (litros)


O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei
À Espera de um Milagre
Conta Comigo
50% (50/50)
Na Natureza Selvagem
Billy Elliot
Dançando no Escuro

7 filmes que acabaram com minha sanidade


Anticristo
mãe!
Donnie Darko
O Operário
A Origem
O Predestinado
A Pele que Habito

7 comédias românticas (ou romances) favoritas, apesar de não curtir muito o gênero


Amor a Toda Prova
Enquanto Você Dormia
Diário de uma Paixão
Simplesmente Amor
500 Dias Com Ela
Nunca Fui Beijada
Como eu era antes de você


7 seriados maravilhosos e de muita influência na minha vida


Smallville
Arquivo X
Nip/Tuck
Lost
Taken
Doctor Who
The O.C.

Post atualizado em: 01/2018.

22 de agosto de 2010

A elegante MAD MEN


Nesse post vou falar sobre uma série que eu nunca havia pensado em escrever algo sobre ela aqui no meu blog. Estou me referindo á premiadíssima série MAD MEN. Sim, ela papa prêmios em qualquer premiação, Globo de Ouro, Emmy - o Oscar da TV, e este ano o seriado possui nada mais, nada menos que 17 indicações. Dificilmente irá perdê-los. Mad Men está na sua quarta temporada nos EUA, mas irei me limitar a comentar sobre a primeira temporada, porque eu acabei de ver recentemente.

O fato da crítica falar tanto e sempre de modo positivo sobre a série me despertou a curiosidade. Então resolvi assisti-la. Vou confessar que não foi fácil gostar de Mad Men de imediato. Vi o primeiro episódio e esqueci. Nada acontece no primeiro capítulo. Algumas semanas depois tentei novamente e decidi ver toda a temporada, independente se eu gostasse ou não. Bom, foram necessários cinco episódios para me viciar. É muito não é? Pra mim é muita coisa. Nesse caso, persistência e uma paixão imensa por seriados foram fundamentais para eu seguir em frente.

A pergunta que não quer calar: Quem é Don Draper?


Bom, vou falar um pouco sobre o seriado mais elegante da TV. Mad Men explora o mundo dos publicitários numa Nova York dos anos 60. Don Draper (Jon Hamm, brilhante) é o responsável pelas grandes idéias numa agência de publicidade, mas também é um homem misterioso – esse é um dos aspectos que mais me chama a atenção na série. Ele é casado com a linda e loira Beth, uma ex-modelo reprimida sexualmente e com sutis ataques de loucura.


É muito interessante conhecer ou pelo menos ter alguma idéia, de como era a sociedade naquele período. Os homens fumam - é muita fumaça, sério, eles fumam em qualquer lugar - e bebem demasiado, as mulheres quando não ficam em casa cuidando do lar, se tornam objetos fáceis de desejos dos homens nos locais de trabalho. A infidelidade – todos os personagens masculinos traem suas esposas - o consumismo, o feminismo, o momento político Nixon versus Kennedy , e outros temas justificam todo o alarde da imprensa sobre o show.

A ala feminina: Beth, a sexy Joan e a Peggy!


Don Draper chama a atenção pelo seu charme e pelo seu comportamento enigmático, mas é sua secretária Peggy Olson ((Elisabeth Moss numa atuação excelente) que rouba a cena durante toda a temporada. Seu personagem causa inveja em todos da agência, porque ela passa a colaborar com as peças publicitárias, deixando de ser assistente e sendo a primeira mulher a alcançar tal proeza. É ela também, a responsável pelo “momento bombástico” no fim da primeira temporada.


Bom, como o seriado se passa nos anos 60, é obvio que a reconstituição de época é impecável, o figurino, os objetos em cena, os cenários. Vale destacar também, as cenas em que eles estão elaborando uma campanha publicitária para alguma empresa. Esses são os melhores momentos dos episódios. São momentos muito interessantes e nostálgicos, pois alguns produtos nem existem mais - como um aparelho de slides da Kodak - esse eu nem sabia que existia .
Os "publicitários" que fumam mais que trabalham...


Mad Men ás vezes vale como uma aula de história contemporânea, é intrigante, inteligente, original, portanto tem um ritmo lento, o enredo demora a se desenvolver, e ás vezes se torna cansativo, e por isso deve despertar mais o interesse do público adulto, mas já é um programa obrigatório para qualquer aluno de comunicação, principalmente para alunos de publicidade.
Agora assistirei as temporadas seguintes. Sem pressa.

3 de janeiro de 2010

Skins - Uma série imperdível e obrigatória!




No último semestre de 2009 descobri uma série teen fantástica. Esqueça as fofocas e o glamour de Gossip Girl e os esquisitos, porém maravilhosos integrantes do coral Glee. Me refiro ao seriado Skins, e não, não é uma série americana, mas britânica. A primeira temporada, que vi há poucos dias, foi exibida por lá em 2007 e no ano seguinte pela HBO. Me pergunto por onde andava por não notar esse programa antes.

Skins é viciante, polêmica, ousada, surpreendente. Mostra a realidade nua e crua dos adolescentes. Explora a realidade dos jovens sem vergonha, nua e crua. Esta é sua maior qualidade e o principal aspecto que a distingue de outros seriados. É tão real, que é impossível não se identificar com algumas ações dos protagonistas, ainda que elas sejam, às vezes, constrangedoras. Ah, os personagens, esses merecem uma descrição individual, não muito detalhada, para não estragar as surpresas que aguardam àqueles que não viram o programa.



Anwar é interpretado por Dev Patel, aquele protagonista do Quem Quer ser um Milionário?, ele dá vida a um garoto muçulmano, adora álcool, mulheres peladas, drogas. Seu melhor amigo é o Maxxie, loiro, bonito, possui um incrível talento pra dança, ele é gay e não esconde isso de ninguém e essas diferenças resultarão em vários conflitos entre eles. Cassie é uma garota adorável, parece que está sempre no mundo da lua, sofre de bulimia, pode se suicidar a qualquer momento. Ela gosta do Syd, ele tem cara de nerd,mas não é nada inteligente e sempre se envolve nas piores encrencas graças ao seu amigo Tony (Nicholas Hout).

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Tony é seu melhor amigo. Só tira notas altas no colégio, ao contrário de seu amigo Syd, é o popular e o que transa com quase todas as meninas da escola, mas é sem caráter, manipulador, insensível, egocêntrico - não se assuste se você começar a odiá-lo. Michele é a namorada de Tony, a linda e a popular do colégio, desejada por seu amigo Syd e completamente dominada por Tony. Chris é o garoto pobre que é abandonado por sua mãe, se apaixona pela professora e adora tomar um viagra - este personagem protagoniza o episódio mais divertido da temporada.


Ainda há outros personagens, mas deixarei para você, leitor, descobri-los. Cada episódio tem um personagem central e se acostume com nudez na tela, cenas de sexo, beijos entre garotos, drogas, ereção, pais negligentes, famílias disfuncionais e muitas festas insanas. E tenho que concordar com o jornalista Lucio Ribeiro, que disse à revista Capricho, que "Skins faz parecer Malhação uma novela para crianças de 7 anos". Aqui não há tabus.

Em Skins os protagonistas não vão a festa de limusine e bebem drinks caríssimos. Aqui, as festas acontecem nas casas de conhecidos, onde é regado a muitas drogas, música eletrônica e voltam pra casa apenas ao amanhecer, caminhando. O único ponto negativo é que a primeira temporada possui apenas 9 episódios e a segunda temporada, 10. Uma pena, pois são personagens riquíssimos e tão carismáticos que mereciam ser mais explorados em muitos outros  episódios. 

Enfim, esqueça um pouco desses seriados americanos repleto de clichês e experimente Skins.

15 de maio de 2009

Star Trek (2009)

Todo mundo já sabe e se não sabe está sabendo agora devido ao lançamento do filme STAR TREK, que este mesmo foi uma série de muito sucesso no anos 60, gerou vários outros seriados e que desde aquela época vem se tentando fazer um filme decente e que seja fiel ao mundo trekker.

Mas eis que surge uma ideia brilhante da Paramount de dar um novo fôlego à franquia, recomeçar do zero, com a difícil missão de agradar os trekkers (como os fãs se auto denominam) e também os jovens de hoje, gerando novos admiradores. Difícil missão, mas percebemos que não foi impossível, porque J.J. Abrams conseguiu isso e muito mais.

Um elenco perfeito!

O elenco jovem é um dos grandes destaques do filme Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock), Karl Urban (McCoy) e muitos outros esbanjam talento, carisma e competência em cena. Os efeitos especiais são de outro planeta, as cenas de ação eletrizantes (destaque para a cena em que Kirk criança dirige um carro freneticamente em direção a um precipício ouvindo sabotage dos Beastie boys), um roteiro enxuto, uma direção segura que não deixa o espectador nem ousar pensar em outra coisa enquanto assiste ao filme.Nunca gostei e nem tive vontade de ver a série ou um dos filmes dos tripulantes da Enterprise, Star Trek (ridiculamente chamada de Jornada nas Estrelas), até agora. E o mérito maior é para o J J. Abrams, que também é responsáveis por outras maravilhas da TV como Lost, Alias, Fringe, e do cinema (Cloverfield, filme bacana/surpresa do ano passado). 

Desde que fiquei sabendo que ele seria o diretor da ressurreição da franquia, sabia que coisa boa viria, acertei e já me considero um trekker! Aliste-se na frota estelar! Além de ser o melhor filme do verão americano até o momento – Wolverine decepcionou e parece que Anjos e Demônios não agradou os críticos –  e um dos melhores do ano. Uma aventura deliciosa.
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