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19 de julho de 2011

AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Drama brasileiro mostra o adolescente e suas crises de
forma realista e divertida!






O filme se chama As Melhores Coisas do mundo (Brasil, 2010), mas poderia ser facilmente chamado de As piores coisas do mundo, porque seu personagem principal Mano (vivido por Francisco Miguez) de 15 anos, não está numa fase muito “legal”. Seus pais estão se separando - seu pai assume sua homossexualidade -, é pressionado pelos amigos a perder a virgindade, e ainda sofre por uma paixão não correspondida.



O drama de Laís Bodanzky é realista, retrata o adolescente atual de uma maneira verdadeira - eles fumam, bebem, se masturbam, pagam para ter sexo - com situações que não são fictícias e que permite perfeitamente nos identificar com elas, ou com seus tantos personagens. Eu ao menos, consegui enxergar no filme vários personagens muitos semelhantes com algumas pessoas que eu já topei nessa minha vida. Por exemplo, tem aquela com quem ninguém fala, considerada a “estranha” da sala, tem o cara que quer "pegar" o maior número de meninas do colégio, tem a apaixonada pelo professor, o tipo romântico-sufocador-extremista, a loira “gostosa” do colégio, a menina que só tem amigos do sexo oposto, enfim, não sei você, mas eu conheço ao menos, uma cópia da maioria desses personagens na vida real.









Se identificar com os personagens ou com as situações apresentadas nesse drama brasileiro é uma das maiores qualidades de As Melhores Coisas do Mundo, não são jovens riquinhos do tipo Gossip Girl, muito menos são parecidos com os jovens “rasos” e tediosos de Malhação. Para esse retrato fiel da realidade, a diretora - que também dirigiu Chega de Saudade e O Bicho de sete cabeças - e sua equipe tiveram que recorrer aos próprios adolescentes para ajudá-los a formar o verdadeiro "teen" dos dias atuais - com gírias e tudo - , e claro, também se basearam nos livros Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto.







As Melhores..., é tão bom quanto Antes que o Mundo Acabe, outro excelente filme brasileiro de temática adolescente, é divertido, atual, engraçado, retrata o bullying e o ciberbullying, o preconceito, a tolerância, amores platônico, e centenas de outros assuntos relacionadas ao período adolescente de uma forma não caricata, sem dar explicitamente lições de morais “caretas” aos seus espectadores. Sim, as lições estão lá, mas estão implícitas nas imagens, no comportamento e nas atitudes dos personagens. Ah, e como bônus, ainda tem Mano cantando Something - não tão bem né, afinal não é um musical - dos Beatles com o seu violão.

3 de janeiro de 2010

Skins - Uma série imperdível e obrigatória!




No último semestre de 2009 descobri uma série teen fantástica. Esqueça as fofocas e o glamour de Gossip Girl e os esquisitos, porém maravilhosos integrantes do coral Glee. Me refiro ao seriado Skins, e não, não é uma série americana, mas britânica. A primeira temporada, que vi há poucos dias, foi exibida por lá em 2007 e no ano seguinte pela HBO. Me pergunto por onde andava por não notar esse programa antes.

Skins é viciante, polêmica, ousada, surpreendente. Mostra a realidade nua e crua dos adolescentes. Explora a realidade dos jovens sem vergonha, nua e crua. Esta é sua maior qualidade e o principal aspecto que a distingue de outros seriados. É tão real, que é impossível não se identificar com algumas ações dos protagonistas, ainda que elas sejam, às vezes, constrangedoras. Ah, os personagens, esses merecem uma descrição individual, não muito detalhada, para não estragar as surpresas que aguardam àqueles que não viram o programa.



Anwar é interpretado por Dev Patel, aquele protagonista do Quem Quer ser um Milionário?, ele dá vida a um garoto muçulmano, adora álcool, mulheres peladas, drogas. Seu melhor amigo é o Maxxie, loiro, bonito, possui um incrível talento pra dança, ele é gay e não esconde isso de ninguém e essas diferenças resultarão em vários conflitos entre eles. Cassie é uma garota adorável, parece que está sempre no mundo da lua, sofre de bulimia, pode se suicidar a qualquer momento. Ela gosta do Syd, ele tem cara de nerd,mas não é nada inteligente e sempre se envolve nas piores encrencas graças ao seu amigo Tony (Nicholas Hout).

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Tony é seu melhor amigo. Só tira notas altas no colégio, ao contrário de seu amigo Syd, é o popular e o que transa com quase todas as meninas da escola, mas é sem caráter, manipulador, insensível, egocêntrico - não se assuste se você começar a odiá-lo. Michele é a namorada de Tony, a linda e a popular do colégio, desejada por seu amigo Syd e completamente dominada por Tony. Chris é o garoto pobre que é abandonado por sua mãe, se apaixona pela professora e adora tomar um viagra - este personagem protagoniza o episódio mais divertido da temporada.


Ainda há outros personagens, mas deixarei para você, leitor, descobri-los. Cada episódio tem um personagem central e se acostume com nudez na tela, cenas de sexo, beijos entre garotos, drogas, ereção, pais negligentes, famílias disfuncionais e muitas festas insanas. E tenho que concordar com o jornalista Lucio Ribeiro, que disse à revista Capricho, que "Skins faz parecer Malhação uma novela para crianças de 7 anos". Aqui não há tabus.

Em Skins os protagonistas não vão a festa de limusine e bebem drinks caríssimos. Aqui, as festas acontecem nas casas de conhecidos, onde é regado a muitas drogas, música eletrônica e voltam pra casa apenas ao amanhecer, caminhando. O único ponto negativo é que a primeira temporada possui apenas 9 episódios e a segunda temporada, 10. Uma pena, pois são personagens riquíssimos e tão carismáticos que mereciam ser mais explorados em muitos outros  episódios. 

Enfim, esqueça um pouco desses seriados americanos repleto de clichês e experimente Skins.
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