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19 de outubro de 2012

Conheça as novas séries mais promissoras do ano





- Arrow: Com o fim de Smallville, o canal CW quis preencher o vácuo com outra série de heróis, o personagem que ganha as telas agora é o Arqueiro Verde. O primeiro episódio já me agradou. O canal acertou em cheio, Arrow surpreende, é mais adulta, violenta e menos inocente que Smallville. O protagonista Oliver Queen/Arqueiro Verde, é vivido por Stephen Amell, que já fez diversas participações na TV, sua atuação não é inspirada, também não compromete em nada a série, cá entre nós, analisar a atuação do cara é a última coisa que os espectadores querem fazer e saber, não é? Oliver é um rapaz rico que após um acidente que matou seu pai e uma “amiga", é dado como morto e fica desaparecido por cinco anos. Então, num belo dia de sol, ele retorna para colocar a sua máscara, se mune de arco e  flecha e vai combater o crime. Mistérios e draminhas envolvendo a família do herói, mais as cenas de ação empolgantes, Arrow é um ótimo passatempo e deve ser um dos sucessos da temporada. Tem trailer legendado aqui!


- Nashville: Começou a batalha das divas country na TV. Resumidamente, este é o plot principal da elogiada série Nashville, que estreou este mês, mas já conquistou a crítica e eu também, com apenas um (ótimo) episódio exibido, e visto, por este que vos fala. Connie Britton (American Horror Story) e Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes) são duas cantoras de música country, a primeira interpreta Rayna, a artista veterana, cuja carreira já começa a sinalizar decadência, a outra se chama Juliette, faz o estilo Taylor Swift, estrela jovem em ascensão e bastante popular, porém, bem menos talentosa que a sua rival “madura” e super adepta do autotune (não, não acho que a Taylor use esse recurso). A série me cativou por diversas razões, as boas atuações, a trilha sonora country onipresente e deliciosa, um roteiro bem construído e por mostrar o universo musical de uma forma impiedosa e bastante condizente com a realidade. Parece que a suposta rivalidade entre artistas pop inspirou uma série que tem tudo para ganhar vida longa nas telinhas. Dá uma espiada no trailer.


- Hunted: Com Frank Spotnitz, um dos produtores de Arquivo X nos créditos, e um jeito bem Alias de ser (aquela espetacular série de espionagem com Jennifer Garner), Hunted é sinônimo de originalidade e frescor na TV. Para quem está saturado do “arroz com ovo” dos seriados americanos, a série é ideal,  não por acaso, o programa é britânico, exibida pelo canal BBC. Hunted mostra sua ousadia já nos primeiros vinte minutos do primeiro episódio. Com pouquíssimos diálogos, uma fotografia esverdeada e obscura,  conhecemos a protagonista Samantha (Melissa George, que também participou de Alias) numa missão de resgate, a sequência é repleta de tensão, suspense, ação e reviravoltas de cair o queixo, é isso mesmo, e só estamos nos primeiros minutos da série, estamos completamente “perdidos”, nada sabemos da trama, exceto por Samantha ser uma espiã habilidosa ao extremo e que foi traída por seu namorado. Hunted é direta, violenta, crua, complexa, uma experiência inusitada. A primeira temporada já está fechada pela emissora (viva!), e terá um total de oito episódios, com duração de aproximadamente uma hora cada. Oh, o trailer!


- Revolution: O que seria de nós se a energia elétrica acabasse de uma hora para outra, sem qualquer explicação? Essa é a ideia principal da nova série de J J Abrams, Revolution. Apesar de ter um piloto fraco, eu garanto, esse drama pós apocalíptico é bem superior à outra empreitada televisiva do produtor, Alcatraz, um fracasso retumbante do início do ano. Revolution tem boas cenas de ação, é repleta de reviravoltas, e como em Lost, novos elementos são adicionados à trama a cada episódio e a narrativa alterna entre o presente e o passado. Mesmo com um início não muito empolgante, a série vai ficando melhor nos episódios seguintes, e ao contrário de Alcatraz, a trama tem potencial e parece rumar um caminho certo já estabelecido. O drama de ação scifi ganhou temporada completa de 13 episódios, vamos torcer para que a série tenha sucesso e não “se perca” até o final da temporada. Confere a prévia.


- 666 Park Avenue: Eu sei que é cedo, mas com quatro episódio exibidos, 666 Park Avenue pode ser considerada uma grata surpresa, ao menos para mim, que não esperava nada da série. É um seriado de terror e suspense, é um equívoco compará-lo com American Horror Story, até porque AHS é bizarro demais e tem um estilo inigualável. A trama? Ah, Jane e Henry são um casal que se mudam para um prédio antigo e luxuoso de Nova York, onde se tornam síndicos. Terry O´Quinn (Lost) interpreta o dono do prédio, o capeta em pessoa, que oferece a  seus inquilinos a realização de desejos por meio de um pacto com o diabo. Ok, a história não é nada original, transbordam clichês,  mas prende a atenção do começo ao fim, tem personagens carismáticos, Terry está ótimo em (mais) um papel enigmático, tem aqueles momentos angustiantes e cenas de suspense hipnotizantes, ideal para quem ama o gênero. Uma série bem descompromissada. Gostei. Veja o trailer sinistro.

Outras duas séries também merecem serem listadas aqui, a comédia gay The New Normal, e o thriller de ação e conspiração Last Resort, duas séries envolventes e de qualidade. Clique nas fotos e veja o trailer.



25 de setembro de 2012

A temática gay no cinema e na TV



Com a estreia da série The New Normal, mais um fruto do insaciável Ryan Murphy, criador de Glee e American Horror Story, cuja trama  gira em torno de um casal de gays que desejam ter um filho por meio de uma barriga de aluguel, selecionei alguns filmes e seriados que tratam sobre a questão da orientação sexual de maneiras distintas, alguns de formas escancaradas e realistas, outros de um modo singelo e sem pieguices.






C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor (2005) – Este poético e agradável filme canadense narra a vida de Zac, desde seu nascimento, em pleno dia de natal, nos anos 60, até os anos 80, quando chega à vida adulta e quando assume sua verdadeira sexualidade. O filme enfoca muito nos conflitos familiares, Zac é um dos cinco filhos, e o seu relacionamento com os outros quatro irmãos não é tão aprazível, no entanto, a estranha e às vezes cômica, relação dele com o pai, é o fio condutor da trama de Loucos de Amor. Ao som de clássicos de Pink Floyd, David Bowie e The Doors - a trilha sonora é um elemento fundamental no filme - acompanhamos Zac em sua jornada numa vida permeada de dúvidas e desejos reprimidos. Assista uma das minhas cenas preferidas AQUI.


Weekend (2011) – Longa britânico e premiado em vários festivais ano passado, Weekend é um drama intimista e bem realista sobre dois caras, Russell, tímido e solitário, e Glen, o extrovertido, que se conhecem numa balada. Os dois vivem uma semana intensa, cheia de descobertas e muitos momentos de DR´s (discussão de relação).  Entre sexo, conversas banais e algumas confidências, a relação dos protagonistas vai se desenvolvendo e ficando mais forte, assim como vai ficando mais evidente as diferenças que há entre eles. Veja o trailer legendado.


Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right, 2010) – Julianne Moore e Annette Bening são duas mulheres bem-sucedidas e são um casal, e tem dois filhos concebidos por inseminação artificial por um doador desconhecido. A vida desta família tão moderna, muda quando entra em cena o tal “doador”, pai dos adolescentes, vivido por Mark Ruffalo. O filme inova por mostrar um casal de lésbicas como protagonistas, e surpreende ao contar essa história de uma forma descontraída, sem nunca se resvalar para o melodrama. Um elenco incrível, e um novo olhar sobre as novas relações familiares que estão surgindo neste novo século. Trailer aqui!


Será Que ele é? (In and Out, 1997) – Muito auê na época de lançamento deste filme, tudo pela cena do beijo entre Kevin Kline e Tom Selleck.  Acredito que foi um dos primeiros filmes sobre a temática gay indicado ao Oscar. Há muita sensibilidade na trama sobre a vida de um professor, vivido por Kline - ótima atuação, por sinal -, que tem sua sexualidade questionada pela cidade dias antes de seu casamento. Momento hilário:  a cena em que o protagonista faz um teste para tirar suas dúvidas sobre sua sexualidade. Faça o teste também! A questão aqui é tratada com leveza, recomendado para todos os públicos.



Deuses e Monstros (Gods and Monsters, 1998) – Ian McKellen (Saga X-Men) e Brendan Fraser (A Múmia) protagonizam este drama de Oscar, adulto, e baseado na vida do diretor James Whale, que ficou famoso por filmes de terror, como Frankenstein. Ao olhar na janela, James começa a se interessar pelo seu jardineiro e ex-fuzileiro Clayton (Fraser), talvez atraído pelos atributos físicos do rapaz. Com uma vida sem muito propósito, e sem o refinamento do diretor, Clayton fica amigo de James, mesmo o jovem não lidando muito bem com a homossexualidade. A relação dos dois vai se intensificando até ser rompida de forma perturbadora, culminando em um desfecho trágico. Destaque para a cena da entrevista/strip tease. Confira uma crítica em vídeo do longa.


De Repente, Califórnia (Shelter, 2007) -  Com um clima bem The O.C.,  praia, sol, surf music, gente jovem e bonita, Shelter é um “achado”,  tem uma história simples, e conta com protagonistas carismáticos, que nos faz torcer muito por um final feliz. Zach é um garoto de baixa renda, trabalha como atendente numa lanchonete, é talentoso, gosta de surfar e pintar os muros das ruas, porém, vive com uma irmã baixo astral e sugadora de energia,  que o usa para cuidar de seu filho enquanto vai namorar. A vida de Zach se transforma quando ele conhece o irmão de seu amigo, Shaun, surfista e bem-sucedido na carreira. Sem qualquer cena que possa ser considerada “imprópria”, Shelter é direto, trata de forma leve a questão do preconceito e aborda o amor entre dois homens de uma forma que não constrange ninguém, e ainda emociona. Dá uma espiada no trailer!


O Segredo de Brokeback Mountain (2005) – O longa mais conhecido e bem-sucedido da lista. Um retrato melancólico e humano da relação entre duas pessoas apaixonadas. Bom, nem vou falar muito sobre a trama, todos já sabem. Vale mais a pena destacar a interpretação estupenda de Heath Ledger, como um cowboy raivoso e reprimido, e de Jake Gyllenhaal, que vive o sentimental e o mais passional da relação. Com uma direção irretocável de Ang Lee, uma trilha sonora fantástica de Gustavo Santaolalla, atuações inspiradas de todo o elenco e um final comovente, é definitivamente uma das obras-primas do novo século, e sua influência reflete até hoje no cinema.  Se os filmes sobre a questão da homossexualidade estão saindo da obscuridade e ganhando as salas de cinema e conquistando festivais, é porque Brokeback teve bastante participação nesse processo.


FIQUE DE OLHO EM: Keep The Lights On, filme de temática gay queridinho da crítica e sensação do ano nos festivais mundo afora. Veja o trailer.


NA TELINHA


Will & Grace – A série mais popular a ter nos papéis principais, personagens gays. Will e Grace são dois amigos inseparáveis, junto com o atrapalhado Will e Karen, que só de ouvir sua voz fina dá vontade de rir, os quatro se metem nas mais hilárias situações. A sitcom terminou em 2006 e teve oito temporadas. Vários artistas participaram do show, mas o episódio em que Jennifer Lopez atuou, no qual Jack substitui um dos dançarinos da cantora, é impagável. Veja a cena. Compre, alugue, ou baixe, você vai morrer de rir.


Modern Family – Impossível dizer qual o núcleo familiar mais engraçado desta premiada série, mas vamos nos ater ao tema, e priorizar o casal Cameron -  o dramático -  e Mitchell -  o advogado, mais contido e mais responsável que o parceiro. A série enfoca o envolvimento deles na criação de um bebê vietnamita que acabaram de adotar.  As situações  que envolvem o “filho” do casal são certamente as mais engraçadas, como vestir a criança como se fosse uma celebridade, até peruca de Donna Summer a menina já usou. Umas das melhores séries cômicas do momento. Imperdível.


The New Normal – A série estreou este mês, é mais uma cria de Ryan Murphy (Glee), e depois de conferir os dois primeiros episódios, parece que o programa vai engrenar, é divertido, dinâmico e o elenco é carismático. A trama gira em torno do casal Bryan e David, que apesar de serem bem sucedidos na carreira e na relação a dois, sentem que algo está faltando, daí resolvem ter um filho, e contatam uma mulher para que sirva de barriga de aluguel. Uma das boas estreias da TV este ano. Trailer legendado.


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