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27 de março de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal






Sucker Punch - Mundo Surreal (2011), o aguardadíssimo filme de Zack Snyder estreou e confesso que se eu não tivesse visto o trailer inúmeras vezes – e olha que nem vi os incontáveis spots de TV disponibilizados pela Warner nas últimas semanas - eu teria me surpreendido mais com a película. Mas isso não significa que o filme seja ruim, porque não é. Mas é que o trailer de Sucker Punch – infelizmente - mostra DEMAIS as melhores cenas do filme, tornando o longa uma quase versão estendida do trailer, e isso diminui, ainda que numa proporção insignificante, o impacto. Mas não se preocupem, o novo trabalho de Snyder é mesmo surreal, surtado e muito divertido, e acredite, sobrou até algumas cenas não reveladas na web.



O longa começa dramaticamente, ao som de uma versão dark da música oitentista “Sweet Dreams”, vislumbramos a bela protagonista Babydoll (Emily Browning) numa situação complicada que a levará, contra a sua vontade, a viver numa clínica para doentes mentais. Lá, ela se unirá a outras garotas e tentarão fugir do local. Mas para isso, elas terão que conseguir cinco elementos. Como uma forma de sair daquele mundo de repressão e maltratos em que está instalada, Babydoll usa a sua imaginação fantasiosa. É nesses momentos de fantasias da garota que Snyder DELIRA descaradamente nas cenas de ação inusitadas e nervosas, nos cenários estarrecedores e nos efeitos especiais fantásticos, numa mistura de referências que vai de Senhor dos Anéis a Moulin Rouge.



A cada aventura em busca por um elemento, Babydoll e suas amigas Amber (Jamie Chung), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Sweet Pea (Abbie Cornish) transformam-se num espetáculo deliciosamente insano e de encher os olhos. Que outro filme você verá um grupo de meninas lutando contra samurais gigantes, dragões, orcs e soldados-zumbis?

Essa loucura é ideia do próprio Snyder. O roteiro é original, mas as cenas em “slow motion” usadas incansavelmente em 300 e Watchmen ainda estão aqui. A trilha sonora é contagiante - até a protagonista teve que soltar o gogó em "Sweet Dreams" e em outras faixas - e tem versões de clássicos como Where is my mind”, “Tomorrow never Knows”, uma versão remixada de "I Want it all/We Will rock you" do Queen e a ótima "Army of me" da Bjork, a cada “mundo” adentrado pela protagonista tem uma canção como tema.






Sucker Punch não é perfeito – quer dizer, as cenas de ação imaginadas pela Babydoll são, sem dúvida - mas o roteiro tem suas falhas. O final é um pouco pretensioso, Snyder escolheu fazer algo mirabolante, - criou situações que deixaram a parte final em total desacordo com o restante do filme - sendo que a opção pela simplicidade em seu desfecho já bastaria.


Mas Snyder passou mais uma vez no teste – estou ansioso já pela sua versão do Superman – realizou uma obra ímpar, original, com uma direção de arte e figurino impecáveis. No fim, a impressão que fica é que ele se divertiu muito fazendo o filme, e realizou um trabalho com apenas essa finalidade, divertir o seu público, não a mídia especializada.



30 de dezembro de 2009

OS MELHORES FILMES DE 2009



QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? - O filme mais otimista do ano, com uma trilha sonora pegajosa, dançante, empolgante. 



DEIXA ELA ENTRAR - Um genuíno filme de vampiros. Obrigatório!


WATCHMEN - Filme de super-heróis para adultos com cenas fortíssimas de sexo e violência e com uma trama complexa. 


STAR TREK - J.J. Abraams pode fazer o filme de um cara lendo uma lista telefônica durante as duas horas de projeção, que mesmo assim, vai sair algo excepcional! Divertidíssimo, me tornei um trekker! 




DISTRITO 9 - Depois de muitas expectativas e segredos sobre o longa e uma campanha instigante e pesada na internet, Distrito 9 tornou-se sucesso de crítica e público. Bem merecido, um filmaço. É entretenimento e ainda faz uma dura crítica à sociedade.



SE BEBER, NÃO CASE - Há tempos não assistia a uma comédia tão divertida como esta. Um roteiro inteligente, personagens carismáticos e situações absurdas que resultarão em dores na mandíbula de tanto rir.



BASTARDOS INGLÓRIOS - Tarantino voltou. Ainda que o filme seja menos violento que seus antecessores, é uma obra do Tarantino. Cenas antológicas, diálogos inteligentes e responsável por revelar ao mundo o ator até então desconhecido Christopher Waltz , que interpreta de forma magnífica o temido coronel Landa, personagem que roubou todas as cenas em que apareceu e deve roubar ainda alguns troféus nas próximas premiações do cinema. Palmas para ele!

500 DIAS COM ELA (500 DAYS OF SUMMER) - Uma história de um cara que se apaixona por uma garota contada em fragmentos. Não espere um filme açucarado demais ou mais uma comédia bobinha com um final feliz, não se preocupe, a história tem um ótimo desfecho, mas consegue fugir das armadilhas do gênero por apostar na não-linearidade dos acontecimentos, a narração bem-humorada do protagonista, os efeitos gráficos presentes em algumas cenas e a linda sequência em que o protagonista sai cantando e dançando pela rua e logo todos começam a acompanhá-lo. Diferente, ousado, e com uma história tão real, que qualquer um pode se identificar com ela ou com o casal principal.


AVATAR - Inovador. Fantástico. Não preciso falar muito sobre essa obra de James Cameron. Depois de muito blá blá blá sobre a produção durante quase 10 anos, ela chegou e não decepcionou. Uma aventura inesquecível..

22 de março de 2009

Watchmen - O filme




Watchmen, a história em quadrinhos que muitos consideram a "bíblia’" das HQs agora também está nos cinemas. Nunca li a versão em quadrinhos, mas fiquei encantado com a adaptação cinematográfica,  garanto que até os fãs mais exigentes não têm do que reclamar. O que não posso dizer daquelas pessoas que não conhecem a obra e entram no cinema com a ideia de ver um filme de super-heróis convencional. Watchmen - O filme não é tão fácil assim.



Não sei se é certo chamar Espectral (linda), Coruja, Comediante, Ozzymandias, Rorschach e Dr. Manhattan de super-heróis, pois eles não tem os poderes do Quarteto Fantástico ou X-Men, (com exceção do Dr.Manhattan, que devido a um acidente nuclear criou–se uma entidade de cor azul com alguns poderes) mas são seres humanos mascarados que cometem erros, sentem raiva, ódio, desejos sexuais, são pessoas solitárias cuja vontade de ajudar a sociedade infelizmente é menor do que a vontade dela de compreender que os mascarados estão ali para ajudar.

lEspectrall

A história é um nó que aos poucos vai se desatando, e o diretor Zack Snyder não se apressa muito em fazer isso. Talvez por isso muitas pessoas saíram dos cinemas na metade do filme (acho que pensaram que fosse uma cópia de X-Men rs). Após uma brilhante e dramática abertura, somos guiados ao apartamento do Comediante, que após uma briga super violenta (uma das melhores cenas do filme) com um sujeito misterioso é jogado pela janela do edifício.

O enigmático, intocável e indestrutível Rorschach (virei fã dele, é mau até a medula e protagoniza as melhores cenas e as mais violentas da produção, é muito sangue derramado por ele) avisa aos amigos que alguém está matando todos os super-heróis, mesmo eles estando em ‘"aposentadoria" e disfarçados de pessoas normais. Mas o que vai tirar os vigilantes das "férias" é a iminência de uma guerra nuclear envolvendo os EUA e a URSS: ano 1985, época da Guerra Fria.


Rorschach


Como Érico Borgo disse em seu artigo, Watchmen não é uma experiência que deve ser digerida de uma só vez, é o tipo de obra que merece amadurecimento e análise. Ele tem razão. E por isso já deve ser chamado de cult. É um filme ousado e corajoso assim como o seu diretor que bateu o pé e impediu que a obra fosse transformada em mais uma aventura juvenil. Ufa! Snyder conseguiu, realizou um drama adulto de primeira, uma aventura violenta e empolgante, mesmo que grande parte do público não estejam preparados para essa experiência.

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