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9 de dezembro de 2014

As 5 melhores trilhas sonoras de 2014




Enquanto não finalizo os posts sobre os melhores filmes e séries de 2014, resolvi listar as trilhas sonoras mais inesquecíveis  e marcantes do ano, pois como se sabe, a música tem um papel fundamental em uma produção cinematográfica, possui um grande poder de emocionar, cativar, além de ser muito importante na construção de uma narrativa. Sem mais, vamos às minhas  trilhas sonoras favoritas do ano.




1- Guardiões da Galáxia - Fala sério, o filme perderia metade de seu encanto se não fosse pela deliciosa seleção de músicas - Awesome Mix Vol.1 -  escolhidas a dedo pelo diretor James Gunn. Enquanto os guardiões passeiam pelas galáxias, a trilha sonora convida a gente para uma viagem nostálgica em nossas mentes e contribui para que a aventura com seres extraterrestres torne-se mais humana e apaixonante.  Hooked On a Felling, Come and Get Your Love são minhas preferidas. Escute aqui a  trilha completa!





 

2- Mesmo Se Nada Der Certo - Um dos longas mais bacanas do ano tem na trilha sonora o seu maior mérito. As músicas são originais, viciantes e compostas especialmente para o filme. Adam Levine (Maroon 5) e Keira Knightley, protagonistas da comédia musical, cantam a maioria das canções. A atriz mostra que tem uma bela voz e já poderia se aventurar como artista indie. As músicas fazem o estilo pop/rock meio melancólicas. Confira aqui a trilha e escute Lost Stars abaixo:





3- Trapaça - Não tem como não lembrar de Trapaça e seus personagens intensos e sensuais quando você escuta Goodbye Yellow Brick Road do Elton John. Live and Let Die, do Paul McCartney me lembra Jennifer Lawrence em uma das cenas mais engraçadas do filme e o clássico I Feel Love da Donna Summer, ficou marcado como a música em que Amy Adams - com seus decotes - e Bradley Cooper dançam cheios de desejo em uma boate. Escute aqui a trilha completa!







4- Ela (Her) - A trilha sonora é tão sensível e melancólica quanto o romance futurista de Spike Jonze. A seleção de músicas é composta basicamente por sons de piano e violão. A playlist conta com músicas do Arcade Fire, N.A.S.A  e ainda tem a  bela e delicada canção The Moon Song, da Karen O, indicada ao Oscar este ano. Ouça aqui a trilha sonora e relaxe.




 

5- Boyhood – Da Infância à Juventude - O filme ambicioso de Richard Linklater que  foi rodado durante 12 anos também tem uma trilha sonora de destaque e muito eclética. Coldplay, Arcade Fire, Vampire Weekend, Cat Power, Cobra Starship, Gotye e muitos outros estão no álbum. Como em Boyhood a história acompanha os personagens por mais de 10 anos, as músicas representam aqui o passar do tempo. O filme tem início no ano de 2002, e nada melhor que Yellow, primeiro sucesso do Coldplay, para representar a época. Tem a trilha sonora completa aqui!




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Trapaça

Boyhood - Da Infância à Juventude

Ela

Guardiões da Galáxia

2 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia




E quem diria, Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), filme de heróis desconhecidos que a Marvel desenterrou lá dos quadrinhos sessentista é uma grata e divertidíssima surpresa, a melhor do ano. Com uma árvore falante, um guaxinim e uma garota verde como protagonistas, eu não esperava muito da produção, nunca me animei com os trailers, mas a marca Marvel fez com que eu não perdesse o otimismo, afinal, o estúdio não errou feio até agora e está muito bem cercada de pessoas criativas e respeitosas com as obras adaptadas, como James Gunn, diretor do ótimo filme Seres Rastejantes e desta incrível aventura espacial.


O início de Guardiões da Galáxia já dá o tom bem humorado que a trama vai seguir: Peter Quill (Chris Pratt, hilário, personagem feito sob medida para o ator que já participou de séries como The OC. e do elogiado filme O Homem que Mudou o Jogo) dançando ao som de Come and Get Your Love, do grupo Redbone, enquanto procura por um poderoso artefato. Desde já, uma cena antológica.


Peter, também chamado de Star Lord, conhece seus amigos não convencionais numa prisão. Com a companhia de Groot (Vin Diesel), Gamora (Zoe Saldana, que entra aqui na sua terceira franquia de sucesso, além de Avatar e Star Trek, tá podendo hein!), Rocky Racum (Bradley Cooper, com voz irreconhecível) e o brutamontes Drax (Dave Bautista), Peter vai combater inimigos poderosos como Ronan, o Acusador (Lee Pace), que deseja a todo custo acabar com a raça do povo Xandarians, mas para isso, precisa do objeto que está sendo protegido pelos cinco amigos. 



A história é ágil, muito bem contada e o longa muito bem produzido, os efeitos visuais arrasadores, o humor é certeiro e sutil  -  destaque para a piada com Kevin Bacon -  mas é pelo elenco entrosado e a relação entre os cinco personagens e claro, a deliciosa trilha sonora com hits dos anos 70 que Guardiões da Galáxia é tão apaixonante, já é considerado pela mídia especializada, como um dos melhores filmes da Marvel, perdendo apenas para Os Vingadores.


Apesar dos cinco personagens serem muito diferentes, gerando discussões a todo o momento, logo eles se tornam uma família e percebem que precisam muito um do outro, e a amizade torna-se tão forte em apenas duas horas de filme que até para nós, espectadores, é como conhecêssemos os guardiões há muito tempo, são personagens cujo carisma pode ser comparado à Han Solo e sua trupe em Star Wars ou até mesmo aos amigos de Os Vingadores.


Já as músicas da fita cassete de Peter Quill, coletânea carinhosamente chamada de Awesome Mix Vol 1, é sensacional, de outra galáxia. De Jackson 5, David Bowie a The Runaways, a trilha nostálgica é uma eficiente ferramenta para conferir humor ou sentimento de calmaria entre as cenas mais explosivas. Se você acha que uma aventura espacial recheado de seres bizarros não combina com uma trilha descolada dos anos 70 e 80, obviamente ainda não viu Guardiões da Galáxia. Eu saí da sala do cinema cantarolando as músicas. 

Sem dúvida GG é mais um grande acerto da Marvel, uma aventura despretensiosa protagonizada por figuras esquisitas, como a árvore chamada Groot, mas que carrega consigo mais humanidade que muitos super-heróis por aí.

Olha o que o StarLorde está ouvindo no seu walkman:


Se curtiu, tem mais músicas da trilha sonora. Clique aqui!


NOTA: 9,0

14 de agosto de 2012

Nick & Norah: Uma noite de boa música




O filme começa com o personagem de Michael Cera em depressão por causa do rompimento de um namoro de seis meses, enquanto liga para a ex, ele está fazendo mais um CD com uma playlist especial para enviar a ela. É  assim que começa o fofo Nick & Norah´s Infinity  Playlist (que em português ficou Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música, breguinha hein), uma comédia teen romântica de 2008 bem agradável cujo carisma da dupla de protagonistas e principalmente a trilha sonora, compensam o anêmico roteiro.

A história é mais rasa que o pires da minha bisavó: um grupo de amigos passam a noite em Nova York em busca de um show secreto de uma banda de rock, entre eles, estão Nick e Norah,  cuja relação afetuosa vai ficando mais forte ao passar da noite. A química entre Nick (Michael Cera, do ótimo Scott Pilgrim Contra o Mundo) e Norah (a linda Kat Dennings, antes de estrelar a série 2 Broke Girls) é perfeita e a melhor coisa do filme é acompanhar o desenvolvimento da relação entre eles.

Perdidos na noite!

Outro ponto positivo é a trilha sonora toda pop rock indie descolada, a playlist conta com hits do The Submarines,  Band Of Horses, We Are Scientists, Vampire Weekend e muito mais. Poderia até dizer que se trata de um filme musical, a música é quase um personagem onipresente em todas as cenas, já que todas as personagens têm alguma relação com o mundo da música.

Outro ponto a destacar é a maneira de como a produção lida com a questão da homossexualidade. Nick faz parte de uma banda de punk rock gay (uma espécie de Placebo teen) e como ele mesmo diz: “Meus amigos são 100% gays, gays o tempo todo”.  Nick não é gay, apesar de ser sempre confundido com um, mas o tema aqui e a relação entre eles, é tratada de uma forma bem natural, sem nenhuma forma de preconceito. Um dado curioso é que Michael Cera, também tinha um amigo gay em Scott Pilgrim. Mas adoram zoar com o menino né!

Kat e Michael: Química na tela.

Nick e Norah é um filme bem simples, divertido, mostra os jovens de uma forma não muito longe da realidade, conta com personagens carismáticos, e para quem curte aquele jeito espirituoso e bobo (de sempre) do Michael Cera, e uma deliciosa playlist,  eu recomendo.


Passe a tarde vendo o filme (veja aqui o trailer) e o ano inteiro ouvindo a trilha sonora (clica aqui!).

27 de março de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal






Sucker Punch - Mundo Surreal (2011), o aguardadíssimo filme de Zack Snyder estreou e confesso que se eu não tivesse visto o trailer inúmeras vezes – e olha que nem vi os incontáveis spots de TV disponibilizados pela Warner nas últimas semanas - eu teria me surpreendido mais com a película. Mas isso não significa que o filme seja ruim, porque não é. Mas é que o trailer de Sucker Punch – infelizmente - mostra DEMAIS as melhores cenas do filme, tornando o longa uma quase versão estendida do trailer, e isso diminui, ainda que numa proporção insignificante, o impacto. Mas não se preocupem, o novo trabalho de Snyder é mesmo surreal, surtado e muito divertido, e acredite, sobrou até algumas cenas não reveladas na web.



O longa começa dramaticamente, ao som de uma versão dark da música oitentista “Sweet Dreams”, vislumbramos a bela protagonista Babydoll (Emily Browning) numa situação complicada que a levará, contra a sua vontade, a viver numa clínica para doentes mentais. Lá, ela se unirá a outras garotas e tentarão fugir do local. Mas para isso, elas terão que conseguir cinco elementos. Como uma forma de sair daquele mundo de repressão e maltratos em que está instalada, Babydoll usa a sua imaginação fantasiosa. É nesses momentos de fantasias da garota que Snyder DELIRA descaradamente nas cenas de ação inusitadas e nervosas, nos cenários estarrecedores e nos efeitos especiais fantásticos, numa mistura de referências que vai de Senhor dos Anéis a Moulin Rouge.



A cada aventura em busca por um elemento, Babydoll e suas amigas Amber (Jamie Chung), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Sweet Pea (Abbie Cornish) transformam-se num espetáculo deliciosamente insano e de encher os olhos. Que outro filme você verá um grupo de meninas lutando contra samurais gigantes, dragões, orcs e soldados-zumbis?

Essa loucura é ideia do próprio Snyder. O roteiro é original, mas as cenas em “slow motion” usadas incansavelmente em 300 e Watchmen ainda estão aqui. A trilha sonora é contagiante - até a protagonista teve que soltar o gogó em "Sweet Dreams" e em outras faixas - e tem versões de clássicos como Where is my mind”, “Tomorrow never Knows”, uma versão remixada de "I Want it all/We Will rock you" do Queen e a ótima "Army of me" da Bjork, a cada “mundo” adentrado pela protagonista tem uma canção como tema.






Sucker Punch não é perfeito – quer dizer, as cenas de ação imaginadas pela Babydoll são, sem dúvida - mas o roteiro tem suas falhas. O final é um pouco pretensioso, Snyder escolheu fazer algo mirabolante, - criou situações que deixaram a parte final em total desacordo com o restante do filme - sendo que a opção pela simplicidade em seu desfecho já bastaria.


Mas Snyder passou mais uma vez no teste – estou ansioso já pela sua versão do Superman – realizou uma obra ímpar, original, com uma direção de arte e figurino impecáveis. No fim, a impressão que fica é que ele se divertiu muito fazendo o filme, e realizou um trabalho com apenas essa finalidade, divertir o seu público, não a mídia especializada.



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