Há cinco anos, J. J. Abrams homenageou
Steven Spielberg e os clássicos juvenis dos anos 80 com o suspense Super 8, cuja trama era propositalmente semelhante a
E.T., O Extraterrestre. Ontem, estreou a excelente série de ficção e
suspense Stranger Things, produção original da Netflix, que também é uma ode à
cultura pop oitentista.
Stranger Things “respira” anos 80 até nos mínimos detalhes (pôsteres
de Tom Cruise e de filmes clássicos como A
Coisa e Evil Dead enfeitam os cenários); a “viajante” trilha repleta de sintetizadores da abertura lembra a
ficção Tron, clássico lançado em 1982; o hit Shoul I stay or should I go, do
The Clash, é presença constante na série; sem falar nos elementos spielberguianos inspirados –
descaradamente – por filmes como E.T., Os Goonies e Contatos Imediatos de Terceiro
Grau, como por exemplo, a turma de garotos caminhando em uma linha do trem ou
andando de bicicleta, que se envolve em uma trama de mistério e tenta resolvê-lo por conta própria.

