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21 de outubro de 2013

Os Suspeitos (Prisoners)


Um suspense engenhoso e intrigante e um elenco com atuações poderosas. Os Suspeitos (Prisoners, 2013), novo filme de Denis Villeneuve (Incêndios) impressiona e mantém o espectador atento em duas horas e meia de filme.

Na trama, Keller Dove (Hugh Jackman) tem a filha desaparecida, inconformado e desesperado com o trabalho da polícia que liberou o único suspeito do sequestro, Alex (Paul Dano, em mais um papel de desequilibrado), o pai resolve fazer a sua própria investigação. Jake Gyllenhaal vive o Detetive Loki, encarregado de resolver o caso.

Apesar de ter atrizes renomadas como Viola Davis, Melissa Leo e Maria Belo no elenco, o suspense se sustenta nos tipos masculinos, nos dois protagonistas interpretados formidavelmente por Jackman e Gylllenhaal. Enquanto o pai se torna prisioneiro de seu desespero querendo fazer justiça a qualquer preço - utilizando-se até de meios violentos - do outro lado, há o detetive sendo escravizado pela sua obsessão em solucionar o caso e encontrar a menina desaparecida.

E o melhor filme de Jackman do ano 
não é Wolverine.

Os Suspeitos (não entendo a razão pelo qual este filme não recebeu a tradução original, que seria Prisioneiros, e ganhou um título que já pertence a outro, o suspense de Bryan Singer protagonizado por Kevin Spacey) é uma produção que precisa ser valorizada não apenas pelas atuações marcantes, mas também pelo trabalho profundo e psicológico em cima dos personagens principais, a ambientação opressora, e o mais importante, o roteiro inteligente, repleto de reviravoltas e que consegue se livrar de soluções fáceis e clichês do gênero.

Jackman, Gyllenhaal e Villeneuve.

Denis Villeneuve obviamente também merece o crédito pela condução da obra e por atribuir à produção um ritmo eficiente e que não cansa o espectador em nenhum momento durante as duas horas e meia de projeção. O cineasta - é novato em Hollywood e você ainda vai ouvir falar muito dele - já tem um novo e intrigante filme finalizado, Enemy, baseado em uma obra de José Saramago e protagonizado, novamente, por Jake Gyllenhaal, ultimamente escolhendo muito bem seus papéis. That´s my boy.



NOTA: 9,0

3 de novembro de 2011

Gigantes de Aço: Pancadaria das boas



Gigantes de aço é de longe melhor que os dois últimos Transformers, oferece tudo que os barulhentos filmes do Michel Bay prometiam e não cumpriram: cenas de luta de robôs bem filmadas e sem exageros, e uma história que não põe os atores em segundo plano em função da exaltação dos efeitos especiais, exemplificada pelas cenas espetaculares visualmente, mas confusas demais, dos robôs da mega-produção. Quem quer Michael Bay fora do posto de diretor nos próximos Transformers levanta a mão! o/

Ah, o longa de Shawn Levy é também sobre o relacionamento pai-filho, promessa esta de uma dos fracassos da TV de 2011, Falling Skies, cuja trama principal é semelhante a Gigantes de Aço, porém, na série o pai é viúvo e deve cuidar de seus três filhos num cenário pós-apocalíptico e infestado por
alienígenas. Steven Spielberg é o produtor da série e claro, dramas paternais é algo recorrente em seus longas (Guerra dos Mundos), mas o fato é que essa história do pai e seus três filhos no seriado não me comoveu em nenhum momento dos 12 episódios, ao contrário deste filme, que emociona o público em apenas duas horas de exibição.

Help me Hugh, I´m lost!

Mas falaremos de Spielberg brevemente - sim, estou preparando algo sobre esse cara aí que eu adoro, apesar dos seus tropeços recentes - o papo aqui é sobre Gigantes de Aço (Real Steel, 2011) uma aventura no estilo “sessão da tarde” bem divertida, estrelada por Hugh Jackman (o pai negligente/canalha/teimoso, ótima interpretação hein Wolverine, arrasou!!), Dakota Goyo (o filho, tão fanático por boxe mecânico quanto o pai) e ainda tem uma coadjuvante “perdida”, mas de classe, a linda Evangeline Lily, a Kate de Lost, como a amiga/ficante de Charlie, o pai do garoto.


Pai e filho: têm mais em comum do que imaginam.

Querido leitor, não vou me ater à sinopse do filme, porque né, o texto vai ficar imenso e para que ler se você pode ver o “resumo” no trailer bem bonitinho e legendado aqui abaixo, não é verdade?




Para finalizar, Gigantes é um filme-família bem gostoso de ver, aborda a relação “pai e filho” sem ser piegas, é engraçado, o roteiro flui que é uma maravilha, destaques para as cenas de luta eletrizantes e que nunca cansam, são intensas – os robôs apanham sem dó nenhum - uma trilha sonora dançante - gente, o robô do menino até dança, e quando você menos perceber, estará fazendo o mesmo na poltrona do cinema – um elenco bem entrosado, e um final que fará você se debulhar em lágrimas, principalmente se você se identificar com a trama "família" retratada na fita.
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