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8 de janeiro de 2017

7 filmes de ficção científica para ver em 2017


Power Rangers, mulheres-maravilhas, guardiões das galáxias, macacos inteligentes e um bem grandão predominarão as salas de cinemas neste ano, mas também é bom a gente expandir nossos conhecimentos cinematográficos e conhecer outros filmes de ficção científica, menores, mas igualmente importantes, que estrearão nos cinemas ou em alguma plataforma de streaming.


Quando Te Conheci (Equals) – Em uma sociedade utópica onde os humanos já não possuem emoções, pois a emoção é vista como uma doença, dois jovens se apaixonam. Kristen Stewart e Nicholas Hoult são os protagonistas desse “romance futurístico”, que tem uma premissa boa. Equals foi lançado em 2016, nem chegou aos cinemas por aqui, mas já está disponível no Netflix. Assista ao trailer.


Vida (Life) – Espero que o roteiro desse sci-fi seja realmente bom, pois atraiu atores de renome como Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds, porque a julgar pelo trailer, essa obra do diretor Daniel Espinosa (Crimes Ocultos) traz uma trama bastante familiar. Espero que eu esteja errado. Confira o trailer.




Attraction – O cinema russo está cada vez mais nos surpreendendo. Depois de Os Guardiões, filme de super-heróis ao estilo Vingadores, que deve chegar aos cinemas brasileiros este ano, é a vez dos russos nos mostrarem a versão deles de uma invasão alienígena. Attraction estreia lá na Rússia este mês, e o trailer é incrível, confira aqui.

29 de novembro de 2016

A Chegada


Desde que chamou a atenção de Hollywood com o elogiado Incêndios, o cineasta Denis Villeneuve vem construindo uma filmografia impecável e de dar inveja, seu último filme, o sci-fi A Chegada (Arrival, 2016), é mais um trabalho imperdível desse diretor que até agora não “errou a  mão”.

Em A Chegada, pode-se perceber traços de outros filmes de Villeneuve, o suspense psicológico de Os Suspeitos, o toque enigmático de O Homem Duplicado e a tensão de Sicario: Terra de Ninguém dão o tom nessa ficção científica de sensibilidade ímpar e com pose de clássico.


24 de junho de 2014

O Homem Duplicado





A menos de um ano do lançamento de seu filme anterior, Os Suspeitos, um novo trabalho do elogiado diretor Denis Villeneuve chega às telonas. O cineasta se junta novamente com Jake Gyllenhaal em O Homem Duplicado (Enemy, 2014), suspense psicológico e enigmático baseado na obra do autor português José Saramago. O resultado, quero deixar você avisado, é bizarro e soturno.

A primeira cena já nota-se que O Homem Duplicado vai trabalhar muito com o surrealismo e metáforas, isso significa que, o filme não é de gosto fácil. Gyllenhaal interpreta Adam, professor de história, um homem preso em uma rotina monótona e repetitiva que envolve trabalho, correção de provas e sexo com a namorada. Adam tem sua vida transformada quando descobre em um filme, um homem fisicamente idêntico a ele. Transtornado com a descoberta, ele sai em busca do seu “outro eu”, um ator cujo nome é Anthony.

 Me, myself and I.

Conforme Adam e Anthony vão se conhecendo, uma relação perigosa entre eles vai se desenvolvendo, e a partir daí se vislumbra nitidamente uma trama mais ambígua e complicada. Villeneuve teceu uma teia de aranha - aliás, a aranha é presença constante na história e dá o toque surreal ao enredo - no qual o espectador, e não os personagens, é quem terá dificuldade de sair dela. O cineasta realizou uma obra que permite que a imaginação do espectador voe alto para entender o que realmente está acontecendo, não espere por respostas, a sua interpretação individual sobre a história do homem duplicado é o que deve bastar. 

Preste atenção nos detalhes, na reação dos personagens femininos e principalmente nos diálogos, especificamente na cena em que Anthony conversa com a sua mãe. Daí, quem sabe você tenha a resposta para algumas questões como “Eles são irmãos ou são as mesmas pessoas? É um sonho ou realidade alternativa? E se for um sonho, quem está sonhando, Adam ou Anthony?”.


Em 90 minutos bem trabalhados, O Homem Duplicado é bem menos sobre a tal “coincidência” e mais pela derrocada moral do homem em situações perturbadoras. A trilha sonora caótica e o visual incômodo potencializam ainda mais a estranheza que sentimos durante toda a narrativa. Gyllenhaal merece duas vezes o nosso respeito pela atuação dupla, mesmo com pouquíssima diferença física entre Adam e Anthony, Jake encarna com eficiência seus papéis utilizando-se de gestos sutis e pontuais para realçar as particularidades de cada um. 

Assim como Donnie Darko, O Homem Duplicado atrai mais por não ser autoexplicativo e por permitir várias interpretações. Saramago não é um escritor de fácil leitura, então, saiba de antemão que esta adaptação também pode ser indigesta, para quem não está habituado a usar o cérebro obviamente.

NOTA: 7,5

21 de outubro de 2013

Os Suspeitos (Prisoners)


Um suspense engenhoso e intrigante e um elenco com atuações poderosas. Os Suspeitos (Prisoners, 2013), novo filme de Denis Villeneuve (Incêndios) impressiona e mantém o espectador atento em duas horas e meia de filme.

Na trama, Keller Dove (Hugh Jackman) tem a filha desaparecida, inconformado e desesperado com o trabalho da polícia que liberou o único suspeito do sequestro, Alex (Paul Dano, em mais um papel de desequilibrado), o pai resolve fazer a sua própria investigação. Jake Gyllenhaal vive o Detetive Loki, encarregado de resolver o caso.

Apesar de ter atrizes renomadas como Viola Davis, Melissa Leo e Maria Belo no elenco, o suspense se sustenta nos tipos masculinos, nos dois protagonistas interpretados formidavelmente por Jackman e Gylllenhaal. Enquanto o pai se torna prisioneiro de seu desespero querendo fazer justiça a qualquer preço - utilizando-se até de meios violentos - do outro lado, há o detetive sendo escravizado pela sua obsessão em solucionar o caso e encontrar a menina desaparecida.

E o melhor filme de Jackman do ano 
não é Wolverine.

Os Suspeitos (não entendo a razão pelo qual este filme não recebeu a tradução original, que seria Prisioneiros, e ganhou um título que já pertence a outro, o suspense de Bryan Singer protagonizado por Kevin Spacey) é uma produção que precisa ser valorizada não apenas pelas atuações marcantes, mas também pelo trabalho profundo e psicológico em cima dos personagens principais, a ambientação opressora, e o mais importante, o roteiro inteligente, repleto de reviravoltas e que consegue se livrar de soluções fáceis e clichês do gênero.

Jackman, Gyllenhaal e Villeneuve.

Denis Villeneuve obviamente também merece o crédito pela condução da obra e por atribuir à produção um ritmo eficiente e que não cansa o espectador em nenhum momento durante as duas horas e meia de projeção. O cineasta - é novato em Hollywood e você ainda vai ouvir falar muito dele - já tem um novo e intrigante filme finalizado, Enemy, baseado em uma obra de José Saramago e protagonizado, novamente, por Jake Gyllenhaal, ultimamente escolhendo muito bem seus papéis. That´s my boy.



NOTA: 9,0
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