Páginas

Mostrando postagens com marcador Chris Hemsworth. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chris Hemsworth. Mostrar todas as postagens

25 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron – Grandioso e empolgante, mas não supera o antecessor



 



Em 2012, Os Vingadores, ambiciosa produção da Marvel, tinha a seu favor a primeira união no cinema dos heróis Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, que até então, brilhavam em filmes solos. Esta poderosa e intergaláctica reunião deixou os fãs excitados e com altas expectativas. Os Vingadores estreou e conquistou a todos, Joss Whedon mostrou também que sabe lidar com múltiplos personagens e realizou uma obra-prima dentre os filmes de heróis. 

Três anos depois, Vingadores: Era de Ultron (2015) estreia com essa “desvantagem”, ver os super-heróis juntos em ação já não é novidade alguma, bastando aos roteiristas a difícil tarefa de não dá ao espectador aquela sensação de déjà vu e piadas repetidas. Nesse contexto, a continuação mantém a boa qualidade das adaptações do universo Marvel e apresenta como maior trunfo o carisma dos protagonistas, mesmo assim, não supera o primeiro filme, por questões que esclarecerei adiante.

  Stark tenta levantar o martelo do Thor em vão


Vingadores: Era De Ultron, como manda a cartilha das sequências em Hollywood, é maior em todos os aspectos, tem mais heróis, um vilão mais poderoso e um exército aparentemente invencível e numeroso, cenas de ação mais grandiosas e efeitos visuais mais que espetaculares, e claro, há mais conflitos no grupo. Porém, padece de um roteiro econômico e muitas vezes, previsível. A verdadeira surpresa do filme está mesmo na aparição do Visão (Paul Bettany), uma figura intrigante e que deve ser mais explorada no próximo capítulo. 


Os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Jonhson) são boas adições à história e têm um papel importante na trama, quer dizer, Wanda e o seu poder de manipular a mente alheia tem aqui mais relevância que o seu irmão. Quanto ao vilão Ultron (James Spader), me fez ter saudades da complexidade e do cinismo do Loki. Suas intenções são óbvias: aniquilar a humanidade e Os Vingadores, e por isso, seus passos dentro da trama não são difíceis de serem previstos. 

Novos heróis: Pietro e Wanda Maximoff 


Em relação aos Vingadores, a dinâmica do grupo ainda funciona, o bom humor ainda está ali para nos dá aquele respiro antes da ação desenfreada. A sequência cômica em que os amigos apostam em quem mais, além do Thor (Chris Hemsworth), consegue levantar o martelo e a batalha exagerada entre Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) são alguns dos melhores momentos da produção.


Se no primeiro filme os super-heróis precisavam aprender a colocarem seus egos inflados de lado e trabalhar em equipe, na continuação eles têm a difícil missão de superar seus próprios medos e aprender a lidar com seus atos, sendo eles condenáveis ou não. 

 
   Joss Whedon dirige o Capitão América
  

Com Joss Whedon - criador da revolucionária série Firefly – no comando novamente, a sequência possui o mesmo clima descontraído do antecessor, a aptidão do cineasta em trabalhar com dezenas de personagens de maneira equilibrada e de realizar sequências de ação sem esgotar a nossa empolgação foram cruciais para que Vingadores: Era de Ultron se tornasse mais uma obra fílmica relevante no universo Marvel, embora tenha suas imperfeições. Com Whedon fora da direção em Guerra Infinita, daí eu começo a me preocupar com a mudança de tom que a saga pode tomar.   


Grandiloquente e com uma proposta de trazer mais “humanidade” para o sombrio mundo dos nossos queridos vingadores, a continuação prossegue com a indiscutível jornada da Marvel nas adaptações de suas obras, mas confesso,  fiquei com a sensação de que poderia ser melhor.  Veja aqui o trailer.


NOTA: 8,0

Posts relacionados:




25 de novembro de 2012

Amanhecer Violento (1984)




WOLVERINES! Estudantes vão à guerra lutar contra soldados soviéticos e cubanos em solo americano no cult Amanhecer Violento (Red Dawn, 1984). Charlie Sheen e Patrick Swayze – bem jovenzinhos – lideram o grupo de colegiais que adotam o nome de Wolverines, se munem de armas  e causam mais estragos que seus inimigos militares.

John Milius é quem comanda a fita de ação, ele também dirigiu Conan, O Bárbaro e recentemente roteirizou Roma, uma série épica e ousada da HBO. Milius não quer saber de conversa e de apresentar os personagens antes que a ação aconteça, e logo nos primeiros minutos de filme já tem correria, explosões, tiroteios e tudo mais.

Astros dos anos 80 reunidos: Swayze, C. Thomas Howell e Sheen.

Amanhecer Violento é um filme de ação quase ininterrupta, a cena inicial no qual os alunos têm sua aula interrompida por pára-quedistas soviéticos que caem do céu e já saem atirando em todo mundo,  é emblemática e forte, imagina a repercussão que a produção teve naquela época em que o comunismo era o maior medo dos EUA e do mundo.

O desenvolvimento e os dramas vividos pelos personagens são explorados nos intervalos entre as empolgantes e explosivas cenas de combate, uma boa sacada do diretor, atribuindo à produção agilidade e dinamismo, sem nunca cansar o espectador. A maior falha do roteiro deste clássico oitentista é a forma rápida e absurdamente fácil com que os estudantes manuseiam as armas e realizam estratégias de guerra bem superiores que os próprios soldados soviéticos. Bom, ignorando isto, Amanhecer Violento é um competente filme de ação com um pano de fundo político,  e ainda conta com toda aquela vibe dos anos 80 e um elenco muito conhecido nos dias de hoje.

Inimigos comunistas em momento de extermínio

Patrick Swayze  - forçando o choro – é o líder do grupo junto com seu irmão, vivido Por Charlie Sheen, ambos contracenam com Lea Thompson (que faria a trilogia De Volta para o Futuro no ano seguinte) e Jennifer Grey, sim, aquela que anos mais tarde dançaria The Time of My Life com o Patrick em Dirty Dancing, e que ao lado de Sheen, faria uma das cenas – aquela na delegacia - mais cômicas do cinema no clássico Curtindo a Vida Adoidado.


Remake chega aos cinemas atrasado, mas com astros em ascensão

Filmado há dois anos e após passar por problemas de ordem financeira, a nova versão de Amanhecer Violento chega finalmente este mês nos cinemas americanos. O inimigo agora são os norte-coreanos, e os jovens guerreiros da vez são o astro de Thor, Chris Hemsworth e Josh Hutcherson, do bonzinho Jogos Vorazes.  Este é o momento ideal para lançar o remake, sendo que seus protagonistas estão em evidência por conta de seus últimos trabalhos.  Veja aqui o trailer cheio de tensão do remake, a prévia do original você confere aqui!

6 de novembro de 2012

O Segredo da Cabana

Exagerado e original, O Segredo da Cabana tira um  sarro 
dos filmes de terror



Preste atenção no clichê: Um atleta, a loira gostosa, um viciado em maconha, a garota ingênua e o seu interesse amoroso. Então, os amigos sobem numa van, param em um posto  -  sinistro, para variar – para abastecer o carro, e  finalmente, chegam ao seu destino final, uma cabana no meio do nada. A partir daí, obviamente você já imagina o que vai acontecer. Não, não estou falando de The Evil Dead, Sexta-Feira 13, Halloween, Cabana do Inferno ou milhares de outros filmes de terror, embora a premissa seja a mesma, me refiro ao longa O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2012), escrito por Joss Whedon, diretor de Os Vingadores e dirigido por Drew Goddard, de Cloverfield.

Chris Hemswoth, o Thor, também foi pra cabana.

O fato é, você sabe como o filme vai se desenvolver, com toda aquela matança sangrenta típica de qualquer filme de terror de cabana, mas não tem a mínima ideia como ele vai terminar. O Segredo da Cabana é dividido em duas partes, a primeira parte é composta por dois núcleos, aquele dos jovens na cabana, e um outro situado numa “empresa” de engenharia e química no qual se concentram os personagens cômicos de Richard Jenkins e Bradley Whitford. Certamente você ficará pensando, o que esses dois têm a ver com o terror instaurado na cabana? Pois é, esta é uma questão que me recuso a responder, por motivos óbvios, nem quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme e também não gosto de dar spoilers.

As cenas de horror na cabana são tensas e dignas de um bom exemplar do gênero, porém, as passagens para o segundo ambiente – a tal empresa -  quebra totalmente a tensão e o suspense causados pelos acontecimentos que se passam na cabana. E é por isso, que eu delirei com a segunda parte do filme.

Participação de um parente próximo do Hellraiser.

Bom, infelizmente não posso falar muito da segunda parte de O Segredo da Cabana, mas me limito a dizer, a produção toma rumos inesperados e exagerados, mas surpreendente, alucinante. No fim das contas, Whedon se utiliza da metalinguagem para fazer uma homenagem - ou uma sátira? Ou os dois? - aos filmes de terror, mais especificamente, aos filmes de cabana, e mais, dependendo do seu ponto de vista, O Segredo da Cabana também pode ser visto como uma crítica feroz ao “feijão com arroz" que assola as produções do gênero, por isso, os clichês propositadamente excessivos.

O Segredo da Cabana tinha previsão de estreia nos cinemas brasileiros para este mês, mas infelizmente foi cancelado, possivelmente logo será lançado direto em DVD. Mas isso não impede de você ver o filme não é? Engenhoso e espalhafatoso, é assim que defino este longa-metragem, ideal para quem busca um filme de terror diferente, peculiar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...