Páginas

Mostrando postagens com marcador Jared Leto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jared Leto. Mostrar todas as postagens

6 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida

Contém spoilers!

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) é uma tragédia anunciada. Vendido como “subversivo”, a nova aposta cinematográfica da DC Comics é convencional demais, tão convencional que chegar a doer. Nunca tive altas expectativas acerca desse filme, e quando foi divulgado que a sua classificação indicativa seria para maiores de 12 anos, senti que algo estava errado com essa adaptação, que não era uma adaptação comum, mas uma repleta de anti-heróis “subversivos”. Resultado: todos esperavam um “Deadpool” e se depararam com um episódio longo de “Power Rangers”. Ou seria "Batman & Robin"?. Bem feito.

Vamos aos problemas, que não são poucos. Os heróis de Esquadrão Suicida não têm nada de “anti”: são sentimentais, choram por crianças, carregam bichinho de pelúcia e se autodenominam “família” – alguém aí lembrou de Velozes e Furiosos?. A personagem de Viola Davis – responsável por recrutar o grupo de criminosos – é mais implacável e temida que todos eles juntos.

25 de fevereiro de 2014

Clube de Compras Dallas



“Às vezes, sinto que estou lutando por uma vida que simplesmente não tenho tempo para viver”. Esta frase dita pelo protagonista Ron Woodroof (Matthew McConaughey) define bem o enredo do drama Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013). A luta de Ron em prolongar a sua vida após descobrir ser portador do vírus HIV é algo impressionante de testemunhar nessa obra do diretor Jean-Marc Vallée.

Woodroof é um texano machista, gosta de montar touros e fazer sexo sem proteção com mulheres em qualquer lugar, sempre que puder. Não por acaso, descobre possuir o vírus da Aids e segundo o médico, ele já deveria estar morto há tempos, e mais, dá-lhe apenas 30 dias de vida. Nos anos 80, a doença era vista como algo restrito apenas a homossexuais, então, o mundo de Ron parece desabar sob sua cabeça.

Leto e Matthew: atuações de corpo e alma.

Mas é nessa circunstância nebulosa que a vida de Ron tem uma reviravolta e acompanhamos a partir daqui a riqueza deste personagem que para nossa maior surpresa, foi um homem da vida real. Em vez de se prender a um leito de hospital, Ron sai em busca de remédios alternativos, ilegais e melhores que a droga experimental dada pelo hospital. Com uma visão empreendedora notável, o homem cria o seu clube de compras traficando medicamentos e lucrando com isto, mas também, começa a ajudar milhares de pessoas que estão na mesma condição que a sua.

A relação improvável entre o texano e um travesti (Jared Leto), que logo depois se torna seu sócio é um dos trunfos da fita. Leto e McConaughey, esguios de tão magros que estão, fizeram um trabalho exemplar, isso é incontestável e merecem o Oscar este ano nas categorias que estão indicados.

Clube de Compras Dallas é um filme sobre a luta para viver de um ser humano incrível e perseverante, é sobre a jornada de um homem que se agarrou à esperança e com isso transformou sua vida.

NOTA: 8,0


Falando nisso....


Never Wipe Tears Without Gloves



A descoberta e o impacto da Aids principalmente na comunidade gay nos anos 80 também são tratados em Never (Don´t Ever) Wipe Tears Without Gloves (Torka aldrig tårar utan handskar, 2012), minissérie sueca de três capítulos.

A cidade de Estocolmo é o cenário desta história emocionante que mostra o amor, a doença e a morte de um grupo de amigos que são separados de forma trágica e penosa. Rasmus (Adam Pålsson) e Benjamin (Adam Lundgren) protagonizam o drama. O primeiro é um jovem da zona rural que vai à cidade grande para se libertar sexualmente, o segundo, Benjamim, mais recluso, é testemunha de Jeová e sai de porta em porta citando passagens da Bíblia. Os dois se encontram numa festa de Natal e inicia aí uma relação de amor, mas também de muito sofrimento.

Benjamin assiste a degradação de seu único amor 

A estrutura da minissérie é muito interessante, a história é contada de forma não sequencial. A infância, a adolescência e a vida adulta dos dois protagonistas são mostrados durante os três episódios, facilitando para o espectador uma conexão emocional com os personagens, além de promover a visão da família e mostrar o preconceito da sociedade sobre esta doença que naquela época, era uma sentença de morte.

Em tradução livre, o título é Nunca Enxugue as Lágrimas sem Luvas, que curiosamente deriva de uma cena bastante significativa no início da minissérie, quando uma enfermeira é repreendida pela colega porque enxugou as lágrimas de um paciente com Aids, sem as devidas luvas. 


Post relacionado:

The Normal Heart  com Mark Ruffalo e Matt Bomer







27 de setembro de 2011

CINEMA PERDE ASTROS PRO CENÁRIO MUSICAL


Confira quais os atores de Hollywood que “sucumbiram” - momento sarcástico aqui - à indústria fonográfica. Alguns deles possuem uma carreira musical bem mais sucedida que aquela nas telonas, outros, surpreendentemente, se saem muito bem cantando e atuando simultaneamente.






Jared Leto



No cinema: O ator se mostrou talentoso no cult Réquiem para um sonho (2000). É seu melhor filme desde então. Leto também participou de Clube da Luta (1999) e O Senhor das armas (2005). Seu último trabalho como ator foi no esquisito e complexo Mr. Nobody, de 2009.


Na música: Aaah, sua carreira de cantor vai muito bem, obrigado. Jared, ao lado de seu irmão, Shannon, lidera uma das bandas mais bem sucedidas do momento, o 30 Seconds to Mars. Ele não é apenas cantor, o leader man, ele escreve as músicas, roteiriza, produz e dirige os excelentes vídeos da banda, usando o codinome de Bartholomew Cubbins.


Melhor cantando ou atuando?
Cantando (não que ele seja um ator ruim, pelo contrário, mas...). O último álbum da banda, This is War, vendeu milhões de cópias mundo afora, 30 Seconds tem uma legião de fãs imensa, e a música Kings and Queens é daquelas das mais viciantes. Outro ponto positivo da carreira musical de Leto são os clipes-curtas metragens e super bem produzidos como A beautiul Lie, The Kill, o polêmico e ótimo Hurricane, este aqui abaixo. Alguém entendeu esse clipe?






Jennifer Lopez


No cinema: Vale avisar que – apesar da implicância da crítica especializada de cinema com a coitada - essa moça não é uma cantora que virou atriz, mas o inverso. Ela despontou no drama Selena (1997), que conta a vida real da cantora mexicana Selena Quintanilla - não viu? um ótimo filme hein, indico. Este e o sensual Irresistível Paixão (1998), são os melhores longas de Jenny. A cela (2000), e o thriller Nunca mais (2002) são outros bem bacanas também, embora descartáveis.


Na música: Depois de ingressar na indústria musical com os bons e dançantes On the 6, lançado em 1999, e o seu sucessor, J.Lo , de 2001, a cantora resolveu atuar em centenas de comédias românticas insossas e previsíveis. Priorizando a carreira no cinema, seus álbuns posteriores não se tornaram sucessos de público e nem de críticas. Esse ano, J.Lo voltou realmente às paradas com o hit On the Floor.


E agora? Na telona ou no rádio?Huuumm. Se for para continuar com comédias românticas nada originais, fico com a carreira musical. Ao menos, seus hits dançantes adeptos do “pop descartável, mas necessário numa balada” caem muito bem na vida noturna. Veja o primeiro hit da moça, lá do fim dos anos 90.





Gwyneth Paltrow





No cinema: Essa ganhadora do Oscar é uma atriz versátil e bem querida em Hollywood. Ela protagonizou uma mulher fatal em Grandes Esperanças (1998), uma jovem sem-sal em O Talentoso Ripley (1999), uma gordinha carismática em O amor é cego (2001) e uma mulher forte e atraente em Homem de Ferro (2008). Ela já mostrou a sua voz no filme Duetos (2000), e o contato direto com a música, através de seu marido, Chris Martin, vocalista do Coldplay, talvez a tenham incentivado a experimentar mais profundamente o seu lado musical, que foi visto, ouvido e aprovado em alguns episódios de Glee recentemente.

Na música: Ela se consagrou como cantora de primeira na série Glee, participou de 3 ou mais episódios na segunda temporada e conquistou a todos cantando hits como Umbrella e Forget You. Ela também canta no filme Country Strong (2011) e ainda soltou a voz na última edição do Oscar. Segundo rumores, ela está preparando um álbum, será?

Cantando ou atuando?Os dois. Gwyneth é uma ótima atriz e todo mundo já sabe. Mas agora que ela soltou o gogó, sabemos também que é dona de uma bela voz e leva jeito pra coisa, confira aí:







E no caminho inverso, está o Justin Timberlake, que trocou a carreira musical reconhecida e aclamada pelas telonas, infelizmente.




No cinema: Sua participação em Alpha Dog (2006) e no premiado A Rede social (2010) ainda que como personagens secundários foram até agora, seus melhores momentos no cinema. Esse ano Justin estrelou duas comédias, Professora Sem Classe, no qual atua ao lado de Cameron Diaz, e Amizade Colorida no qual contracena com a linda Mila Kunis - cuja estreia está prevista para essa semana no Brasil. Seu próximo longa será In Time, ficção futurística que tem também Amanda Seyfried. Este é, portanto, o filme mais promissor do cara até agora.
Na música: Ainda não consigo entender o porquê do criador dos dois álbuns mais bacanas do pop atual, Justified de 2002 e o FutureSex/LoveSounds de 2006, discos que foram tão aplaudidos pela crítica e pelo público, simplesmente resolveu ser ator, interpretando papéis em sua maioria, repleto de canastrice. Pow, JT, lança outro álbum inovador aew, só tem mulher no pedaço, kkk!

Então... JT "destruindo" com o seu pop bacana ou na telona fazendo algum papel secundário?




Preciso responder? Pois é....Para relembrar, "cry me a river", a minha preferida.

14 de junho de 2009

A Ficção Científica e os candidatos a cult de 2009




O gênero ficção científica é um dos meus preferidos. Em 2009 teremos muitos filmes do gênero aportando nos cinemas. Não, não estou falando dos arrasa-quarteirões Star Trek, Terminator: A Salvação e Transformers 2. Estou falando de pequenos filmes que custaram 10 vezes menos e têm a maior pinta de se tornarem ''cult'', como Blade Runner e Donnie Darko. Alguns longas como Sleep Dealer e Lunar, já passaram em festivais e arrancaram calorosos elogios da crítica. Vejamos alguns:

Lunar (Moon) - Está sendo chamado de o novo 2001: Uma odisseia no Espaço, exagero não? Sam Rockwell vive um astronauta que vai ao espaço numa missão solitária, vai passar três anos sozinho num ''nada'' dentro de sua nave. Um acidente acontece com uma outra nave e ele vai ao local do acidente e se depara com - adivinha - ele mesmo. Esse é realmente o próximo candidato a ''cult''. A direção é de Duncan Jones. O filme estreia em 12 de junho nos EUA.



Distrito 9 -  A trama desse filme está sendo guardada a trocentas chaves. O que se sabe é: na África do Sul, alienígenas chegam à Terra e são forçados a viver em campos de concentração longe da população. Mas parece que existe alguém (humano) que passa a defender os direitos dos ''visitantes''. Peter Jackson é o produtor. O que achou? Interessante, não? O filme deve chegar ao Brasil em outubro.



Sleep Dealer - Ficção científica com o tom político rodado no México. É isso mesmo. Foi muito elogiado no Festival de Sundance. A história se passa num futuro em que pessoas podem se conectar a uma rede de computadores mundial usando buracos no próprio corpo (Matrix?) que se ligam ao seu sistema nervoso. Os EUA construíram um muro por toda a fronteira do México, mas permitem que mexicanos possam trabalhar lá através da tal rede, controlando robôs dentro da América. Dirigido por Alex Rivera. Confira o trailer do candidato a cult.



Mr. Nobody -  Este filme é francês e belga. Em um futuro não muito distante, Nemo Nobody (Jared Leto) tem 120 anos de idade, é o último mortal a conviver com as pessoas imortais. Durante esse período, ele relembra os seus anos reais e imaginários de casamento. O filme chega aos cinemas europeus em outubro. E já estão o comparando com O Curioso Caso de Benjamim Button. Veja o trailer.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...