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16 de dezembro de 2016

Os melhores filmes de 2016


A Chegada – O sci-fi mais surpreendente do ano. Dirigido por Denis Villeneuve (Os Suspeitos, Sicario), A Chegada tem “cara” de blockbuster, mas foge dos clichês dos “filmes de invasão alienígena” e transborda sensibilidade ao contar a história de humanos que tentam “dialogar” com os seres visitantes. Amy Adams está soberba, para variar.



Invocação do mal 2 –  Esse filme “minou” a máxima que diz que “continuações são sempre inferiores ao primeiro capítulo” e tornou uma exceção dentro de um gênero marcado pela falta de criatividade. Dirigido novamente pelo promissor James Wan, IM2 é muito melhor que o primeiro, e mostra mais uma vez a inventividade do diretor nas cenas de suspense e suas habilidades ao narrar uma história de terror com personagens cativantes e sem clichês.


A bruxa – O ano de 2016 foi muito bom para os filmes de suspense/terror. Filme-sensação em festivais no ano passado, A Bruxa impressiona pela sua atmosfera sombria e melancólica, não é um filme de sustos, mas perturba mesmo assim, chama a atenção pela forma como o sobrenatural é tratado, de forma plausível e assustadora.




Star Trek - Sem fronteiras – Este ano não foi bom (ou rentável) para os blockbusters. As sequências sofríveis de X-Men, Independence Day e Alice não empolgaram tanto assim, mas a terceira parte da franquia Star Trek compensou um ano repleto de “bombas”. Sem Fronteiras é frenético, ousado, dirigido com carinho e saudosismo por Justin Lin, diretor de alguns Velozes e Furiosos, de quem eu não esperava muito. Que bom eu me enganei.


6 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida

Contém spoilers!

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) é uma tragédia anunciada. Vendido como “subversivo”, a nova aposta cinematográfica da DC Comics é convencional demais, tão convencional que chegar a doer. Nunca tive altas expectativas acerca desse filme, e quando foi divulgado que a sua classificação indicativa seria para maiores de 12 anos, senti que algo estava errado com essa adaptação, que não era uma adaptação comum, mas uma repleta de anti-heróis “subversivos”. Resultado: todos esperavam um “Deadpool” e se depararam com um episódio longo de “Power Rangers”. Ou seria "Batman & Robin"?. Bem feito.

Vamos aos problemas, que não são poucos. Os heróis de Esquadrão Suicida não têm nada de “anti”: são sentimentais, choram por crianças, carregam bichinho de pelúcia e se autodenominam “família” – alguém aí lembrou de Velozes e Furiosos?. A personagem de Viola Davis – responsável por recrutar o grupo de criminosos – é mais implacável e temida que todos eles juntos.

17 de fevereiro de 2016

Deadpool – um super-herói nerd e subversivo




Há quase seis anos estreava Kick-Ass Quebrando Tudo, até então, o filme de super-herói mais ousado, violento e politicamente incorreto já produzido. Agora, Deadpool (2016) rouba esse título metralhando palavrões e balas exacerbadamente e sem um “pingo” de vergonha, abrindo um novo precedente para o gênero: os de filmes de super-heróis com classificação 18 anos. 

Deadpool tem uma trama do tipo “já vi isso antes”, é a mesma fórmula das histórias de origem de super-heróis, e o final é bem previsível, mas até o próprio protagonista, Wade/Deadpool, sabe disso e tira sarro.

No entanto, o filme dirigido pelo estreante Tim Miller, atrai principalmente pelo seu super-herói (ou seria anti-herói?) subversivo, debochado, nerd, furioso, irreverente, hilário...uma figura distinta de todos os outros que já vimos no cinema. Ryan Reynolds estava destinado a esse papel desde sempre, é visível o seu empenho tanto em cena quanto fora dela, atuando incansavelmente na promoção do longa. Depois de vestir a roupa verde no horroroso Lanterna Verde, ele super merece sentir o gostinho do sucesso.
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