Páginas

Mostrando postagens com marcador super-herói. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador super-herói. Mostrar todas as postagens

6 de novembro de 2016

Doutor Estranho



O universo Marvel acaba de ser expandido no cinema com a chegada de Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016), dirigido por Scott Derrickson, vindo de filmes de terror como O Exorcismo de Emily Rose e A Entidade. A julgar pelo universo místico do super-herói e as influências em nível hard de A Origem, vistas em trailers (na sala de cinema, ressalto), esperava que este fosse o “divisor de águas” dentre os filmes da Marvel, mas não é, Doutor Estranho diferencia-se estilisticamente de outros exemplares do gênero, porém o visual arrojado e de “encher os olhos” esbarra na estrutura acomodada presente nas histórias de origem de super-heróis.

O início impressiona. De cara, ficamos encantados e pasmos com as cidades que se dobram. Mas logo, o filme segue a “fórmula Marvel” – fase de descontentamento do protagonista, chance de redenção, fase de treinamento, conflito, (re)início de um nova vida – que já conhecemos demasiadamente, tornando, muitas vezes, a história aborrecida. 

17 de fevereiro de 2016

Deadpool – um super-herói nerd e subversivo




Há quase seis anos estreava Kick-Ass Quebrando Tudo, até então, o filme de super-herói mais ousado, violento e politicamente incorreto já produzido. Agora, Deadpool (2016) rouba esse título metralhando palavrões e balas exacerbadamente e sem um “pingo” de vergonha, abrindo um novo precedente para o gênero: os de filmes de super-heróis com classificação 18 anos. 

Deadpool tem uma trama do tipo “já vi isso antes”, é a mesma fórmula das histórias de origem de super-heróis, e o final é bem previsível, mas até o próprio protagonista, Wade/Deadpool, sabe disso e tira sarro.

No entanto, o filme dirigido pelo estreante Tim Miller, atrai principalmente pelo seu super-herói (ou seria anti-herói?) subversivo, debochado, nerd, furioso, irreverente, hilário...uma figura distinta de todos os outros que já vimos no cinema. Ryan Reynolds estava destinado a esse papel desde sempre, é visível o seu empenho tanto em cena quanto fora dela, atuando incansavelmente na promoção do longa. Depois de vestir a roupa verde no horroroso Lanterna Verde, ele super merece sentir o gostinho do sucesso.

16 de julho de 2015

Homem-Formiga - Fácil de agradar, nova aventura da Marvel surpreende




A Marvel arrisca mais uma vez ao tirar do “sótão” os super-heróis desconhecidos e vem se dando bem ao converter em live-action estes heróis dos quadrinhos. Assim como Guardiões da Galáxia, que ninguém conhecia e agradou a todos, agora é a vez do Homem-Formiga se tornar um herói popular. Sem a grandiosidade e o exagero de Os Vingadores 2 mas com o senso de humor e o clima despretensioso de aventura de Guardiões da Galáxia, Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) é mais um acerto do estúdio, e prova que a Marvel conhece muito bem as mentes criativas com quem trabalha e entrega as suas obras e sabe exatamente qual resultado deseja obter com as adaptações.


A trama é simples. Um homem veste um traje que permite diminuir o seu tamanho e ficar tão minúsculo quanto uma formiga. Paul Rudd vive Scott Lang, um habilidoso arrombador de cofres que é escolhido pelo cientista Hank Pym (Michael Douglas) para vestir a roupa e lutar contra o ambicioso Darren Cross (Corey Stoll, da série The Strain) e impedir que ele transforme o mundo em um caos.



A maior novidade de Homem-Formiga são (todas) as cenas do herói no mundo microscópico, a primeira grande – ou seria pequena? - aventura de Scott, por exemplo, aquela que o faz percorrer por diversos ambientes, desde a banheira dentro de casa até o esgoto, é impressionante e gostosa de acompanhar.


Peyton Reed - diretor de comédias como Separados Pelo Casamento e outras bem fraquinhas – comanda pela primeira vez uma superprodução e não decepciona. O cineasta soube dosar momentos cômicos com as cenas de ação complexas – pois o herói muda de tamanho a todo tempo - e bem construídas, sem deixar ninguém tonto ou perdido procurando o herói no meio da movimentação. Homem-Formiga é um filme de origem do herói, por isso, não espante se a ação demorar a surgir, o início é lento mesmo, mas nunca aborrecido, mérito da boa escolha de atores e da direção correta de Reed. 



Paul Rudd, que você já conhece por centenas de comédias como Eu Te Amo, Cara e Ligeiramente Grávidos, tem carisma e destreza o bastante para segurar esta que pode ser uma nova franquia dentro do universo Marvel. Corey Stoll mostra competência como o vilão do filme e Evangeline Lilly - nossa eterna musa de Lost – tem um papel importante e se destaca como Hope, a filha amargurada de Pym, mas leal ao pai. Sua personagem deve entrar mais na ação nos próximos filmes do herói (mal posso esperar). Já Luis (Michael Peña), o amigo de Scott, ficou com o papel do engraçadinho da turma e se sai bem, sem forçar, Luis causa risadas no público com suas histórias difíceis de acompanhar.


 Os dramas paternos de Scott e do personagem de Michel Douglas, faz de Homem-Formiga um filme família  - mas sem ser bobo demais ou subestimar a nossa inteligência como fez Homem de Ferro 3 - a escolha por focar na questão familiar  e menos na ameaça catastrófica em si, evidencia ainda mais essa sábia decisão, pois, não sei você, mas eu ainda estou cansado da megalomania de Era de Ultron. 



Homem-Formiga é eficiente no sentido de apresentar o seu personagem pela primeira vez ao grande público, também tem êxito no desenvolvimento da história e nas pitorescas cenas de ação – quem diria, as formigas em um filme de ação verossímil – e no uso do bom humor por meio dos diálogos e referências pop e das “brincadeiras” dentro do universo minúsculo. Tudo isso torna a aventura uma obra deliciosa de assistir, cuja maior pretensão é a de divertir. Que a Marvel traga à luz mais surpresas do seu “sótão” de heróis desconhecidos.


 NOTA: 8,5

9 de julho de 2013

Homens de Aço

Superman -  O Filme  x  Superman - O Retorno



Superman - O Filme (Superman - The Movie, 1978) primeiro longa-metragem que levou o icônico super-herói dos quadrinhos para as telonas permanece atemporal mesmo 35 anos depois de sua estreia. Comandado por Richard Donner, diretor de longas inesquecíveis como Radio Flyer e Os Goonies, a produção tem como maior trunfo o ator Christopher Reeve, em uma atuação perfeita e inigualável como o atrapalhado Clark Kent e o Superman. O jovem astro e na época desconhecido, ofuscou grandes monstros do cinema como Marlon Brando e Gene Hackman.

Lois "voa" com o super-homem.

A adaptação tem uma estrutura narrativa bem redondinha e abrangente, começa com os pais do homem de aço em Krypton, depois vemos a adolescência do Clark e depois segue com o protagonista já como o repórter do Planeta Diário e suas aventuras pela cidade com a capa vermelha. O diretor ainda fez questão de apresentar, mesmo que por pouco tempo, personagens importantes que fazem parte do universo do super-herói, como Lana Lang e o General Zod.




Gene Hackman está muito à vontade na pele do vilão Lex Luthor, mais bem humorado e menos ameaçador. Lois Lane, é vivida por Margot Kidder. A personagem causa simpatia imediata com o espectador. A cena em que ela entrevista o super-herói na sacada do prédio é engraçadíssima.  Superman - O Filme retrata bem a origem do homem de aço, é uma aventura leve, divertida, cujo único defeito fica por conta dos longos monólogos de Jor-El, interpretado por Brando.  Por fim, um filme obrigatório.

Melhor momento: Uma desajeitada Lois Lane entrevista o Superman.





Lançado em 2006, Superman - O Retorno (Superman Returns) dividiu a crítica especializada, os fãs reclamaram da falta de cenas de ação e de lutas épicas, refletindo na bilheteria mundial que não impressionou a Warner.  Dirigido por Bryan Singer (X-Men), a nova aventura tem muito do primeiro filme, Superman (1978), alguns diálogos do longa original são reproduzidos novamente pelo novo herói agora encarnado por Brandon Routh e até as falas de Marlon Brando  - e  até o próprio  ator -  marcam presença na continuação.


Singer fez uma “homenagem” à produção dos anos 70, mas não agradou a todos. Os fãs têm razão,  o cineasta preferiu seguir a linha “drama familiar” e focar mais na complexa relação entre Superman e Lois Lane. Ao invés de combates grandiosos entre herói e vilão - no caso, o Lex Luthor - o filme, em sua última meia hora exagera na carga dramática e o diretor quase mata o super-herói, não uma, mas duas vezes em menos de 15 minutos.  Tanta vulnerabilidade não foi aprovada pelos fãs e público em geral.

Bryan Singer dá umas dicas para os atores.

Quanto aos atores, Brandon Routh se saiu bem, emprestou charme e simpatia ao Clark Kent/Superman, já a versão de Lex Luthor do Kevin Spacey, deixou a desejar, demonstrou-se caricata e me fez sentir falta do Lex bem humorado  de Gene Hackman.  Já Kate Bosworth, apesar da boa atuação, fez a Lois Lane mais chata de todas as versões existentes, seja da TV ou do cinema. Apesar dos tropeços, eu gosto de Superman - O Retorno,  é um bom filme, tecnicamente impecável, dirigido com competência e zelo por Singer, e claro, a fita também tem lá seus momentos marcantes.

Melhor momento: A sequência da queda do avião. Fantástica.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...